sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Porque é fim de semana: Vinhó

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Vinhó, que após a reforma administrativa nacional de 2013, passou a integrar a União das Freguesias de Moimenta da Serra e Vinhó.



A aldeia teve foral de D. Afonso III, em 1256 e era couto limitado por padrões,  coutado por D. Afonso Henriques, tal como aparecia mencionada nas inquirições de 1258.
Em 1567Francisco de Sousa ( fidalgo da casa real) e sua mulher, D. Antónia de Teive, fundaram no espaço da quinta que possuíam nesta localidade, um Convento de religiosas clarissas. 
De entre todas, ficou célebre a freira “Tia Baptista” conhecida pelos seus dotes milagrosos e pelo boneco conhecido como Menino Jesus da Tia Baptista.
Depois da extinção das ordens religiosas, o templo conventual passou a ser utilizado como igreja paroquial.


A sua padroeira é Nossa Senhora da Assunção. 
A Igreja Matriz, que fazia parte do Convento da Madre de Deus,  é composta pelo corpo da igreja e capela-mor. Adossadas tem  a torre sineira, uma capela lateral e a sacristia.
Numa das laterais, destaca-se um bonito portal, por onde entravam das freiras e, sobre ele, a pedra de armas dos fundadores. 
O interior tem uma só nave  e tecto é forrado a madeira, com quarenta e cinco pinturas a óleo encaixilhados em talha dourada.  
O arco triunfal, o altar-mor e os laterais são também em talha dourada, tendo alguns, em fundo , pinturas do século XVII.
Destaca-se ainda nesta igreja, a capela do Menino Jesus da Tia Baptista, qua ali se encontra sepultada.
O templo alberga também o túmulo dos fundadores que lhe deixaram   com todos os seus bens. 

Em Vinhó existem mais algumas capelas espalhadas pela aldeia.
- Capela de S. João Baptista



- Capela de  S. Pedro



- Capela de São Lourenço



Capela de planta longitudinal com um espaço único, construída entre o século XVI e o século XVII e reconstruída no século XX

- Capela  do Imaculado Coração de Maria

- Monumentos a Nossa Senhora de Assunção e a Nossa Senhora de Fátima



Do património não religioso, enfatizo:

- Sepulturas medievais

- Fonte de Santa Clara

- Solar e Brasão dos Botto Machado



Casa senhorial construída na segunda metade do século XVIII pela família Boto Machado. O destaque deste edifício vai para o brasão, num local elevado da fachada principal. 

Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Novo Ano de Luís Brás Pacheco

Foto de Luisa Brás Pacheco.


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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Broinhas da Prima Elizete

Estes são os ingredientes  da receita das broinhas da prima Elizete: 
2kg de batata
1kg de açúcar
1,5kg de farinha
10 ovos 
2 cálices de aguardente
1 quadrado de fermento fresco esfarelado na farinha
Frutos secos e cristalizados a gosto

Foto de Elizete Matias..
Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa: Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

Após as festas natalícias, o Açor regressa com a diulgação de mais um evento do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa.



Do Natal aos Reis: 2ª edição 
Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, juntamente com a Junta de Freguesia da Misericórdia, levarão a cabo a 2ª edição do evento ‘DO NATAL AOS REIS’, que consiste num Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais da época.
O evento terá o seguinte horário: 
16h00m – Abertura do espetáculo com sessão solene 
16h15m – Atuação dos Grupos de Folclore: 
1.Rancho Folclórico e Etnográfico de Eira Pedrinha, Condeixa-a-Nova -  Beira Litoral Mondego 
2.Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira,Santa Maria da Feira - Douro Litoral Sul 
3.Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, Arganil - Beira Serra
Deste modo singelo, convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade, para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! 
Venha conviver, divertir-se e conhecer um pouco mais das tradições deste belo país “à beira-mar plantado”.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Porque é fim de semana: Nabais

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Nabais, uma  aldeia que foi agregada a Melo para formar a União De Freguesias de Melo e Nabais. 




Esta  localidade cujo topónimo está relacionado com campos dedicados à produção de nabos, foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Melo, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Melo e Nabais com a sede em Melo.
São poucas as referências à origem do povoamento de Nabais mas, no século XIII, em pleno reinado de D. Afonso II, a povoação foi doada ao homem que viria a fundar a casa nobre de Melo, o cavaleiro D. Men Soares de Melo e em  1258, nas Inquirições de D. Afonso III, já é referido um lugar , que deveria situar-se na zona do Arco de Palhais ou Arco de Nabais.



Este arco pensa-se ser parte duma estrutura defensiva do tempo dos Lusitanos.
Existem na aldeia alguns vestígios da presença judaica que, no  Pátio Judeu, deixaram vestígios (cruzes gravadas nas pedras de entrada das habitações), perpectuando a sua importância na história da aldeia.


O Orago desta povoação é  São Cosme. A Igreja Matriz de Nabais é um templo com  uma só nave, capela saliente e torre sineira. 
Data do séc. XVII, e foi reformada no séc. XVIII.
Capela  fica situada na antiga freguesia de Melo,  junto ao limite com  Nabais e a romaria  atrai à aldeia um grande número filhos da terra e  de forasteiros.

Para além da Igreja Matriz, fazem parte do património da Povoação:

- Pátio Judeu



- Chafariz


 

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Artesanato

Mais duas lembranças que ofereci a amigas, neste Natal. Dois caminhos de Mesa, pntados com motivos natalícios, contornados com galão.



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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Boas Festas

Neste Natal de 2017, desejo a todos os visitantes d' O Açor



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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Porque é fim de semana: Melo

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Melo, uma aldeia situada  no sopé da Serra da Estrela e que, como muitas  da região, tem origem bastante remota. 



A  povoação teve o seu início em 1204 e era apenas numa Quinta dum cruzado com o cognome de Melro que daria mais tarde origem ao topónimo Melo. 
D. Afonso V  deu-lhe o foro de vila e armas. No reinado de D. Dinis, pertencia a Folgosinho.  

D. Manuel I concedeu-lhe  foral em 1515 tornando a vila num concelho que se manteve atá 1836, data em que foi   extinto em 1836, passando a ser uma freguesia do concelho de Gouveia.
Em 1859, foi anexada à freguesia  a paróquia de São Martinho de Nabainhos.
A reforma administrativa nacional de 2013 extinguiu a freguesia  para, em conjunto com Nabais, formar a União das Freguesias de Melo e Nabais.


O orago de Melo é Santo Isidoro
A Igreja Matriz é bastante antiga e em  1321 já constava duma listagem das Igrejas do País.
Sofreu obras de restauro em 1668.
A I greja  tem duas torres sineirase um campanário. Sobre a porta, destacam-se o brasão dos antigos senhores de Melo e  uma janela em forma de trevo de quatro folhas.
O interior  tem planta longitudinal com  três naves e quatro arcos, onde se destaca um retábulo-mor de talha dourada do estilo barroco joanino e  o arco triunfal.
Nesta igreja,  encontra-se sepultado o Bispos da Guarda, D. José Mendonça Arrais, que ali fixou a sua residência durante as Invasões Francesas.

Do património religioso de Melo fazem parte várias Capelas:
- Capela de Santa Marta


Templo de feição maneirista com planta longitudinal, onde se destacam as portas da fachada principal e lateral encimados por  frontões triangulares e nichos com estatuas de cantaria. Provavelmente a data de construção rondará  o século XVII.

- Capela da Misericórdia de Melo


A Misericórdia de Melo foi fundada em 1567.
O edifício  tem uma janela de estilo manuelino. 
No interior da Capela destacam-se três Tábuas quinhentistas: a da Anunciação, a da Visitação e a da Adoração datadas de 1539, uma colunata e um púlpito em forma de cálice.

- Capela de Nossa Senhora do Coito (Nabaínhos)


Este templo tem um pequena capela-mor pequena que corresponde à primitiva capela mandada construir por D. Mem Soares de Alvim ou D. Mem Soares de Melo, 1º senhor da vila.
Tem um valioso altar-mor e as imagens de Na. Senhora do Couto e de São Francisco.

- Capela de São Lourenço(Nabainhos)


Reconstruída no século XVIII  esta Capela foi totalmente modificada em relação à original. 

Melo possui ainda um valioso património civil. Eis alguns exemplos:

- Pelourinho 


Este pelourinho de Estilo Manuelino, datado do século XVI, foi classificado como Monumento Nacional em 1915.


- Antiga Casa da Câmara


Este edifício foi presumivelmente construído no século XVII. Numa esquina destaca-se o brasão da vila de Melo. Foi classificado Imóvel de Interesse Público em 1938.


– Paço de Melo


Residência senhorial dos fundadores de Melo, cuja construção se crê ser dos séculos XIII/XIV.
Apesar de grande parte se apresentar em ruína, destacam-se a cerca ameada, quinhentista, a porta de acesso ao solar, a torre com coruchéu em granito e o brasão de armas dos antigos senhores de Melo. Numa parte da  muralha existe uma pequena ermida em honra do Senhor do Calvário, onde se realiza uma das  mais importantes  festas  da freguesia.
Existia ainda uma outra Capela em honra de Nossa Senhora da Paz, da qual apenas existe uma cruz.

Este edifício serviu de refúgio e residência do Bispo da Guarda  durante a Guerra Peninsular.

- Cruzeiro 


- Cruzeiro (Nabainhos)



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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Carapinha Tábua

Carapinha é uma  povoação  bastante antiga, sede duma das freguesias do concelho de Tábua.
Em 1136, já se fazia referência   à Carapinha, como sendo o limite do concelho de Seia, quando D. Afonso Henriques deu foral a esta última localidade.



Em 1355, a Carapinha pertencia ao senhorio de Pombeiro e, no século XV, ao senhorio da Sanguinheda.
Em 1513, recebeu foral  e em 1758  pertencia à família Cunha de Pombeiro. 
Mais tarde, fez parte da freguesia de São Martinho da Cortiça, outrora denominada São Martinho da Sanguinheda.



Em 1839 figurava como vila do concelho de Seia. Em 1852 estava integrada na comarca de Midões e, em 1878, pertencia ao julgado de Mouronho.
A antiga freguesia do Bom Jesus da Carapinha foi curato anexo ao priorado de Ázere e da apresentação do prior de São Martinho da Cortiça. 



Tem como orago o Bom Jesus e a igreja matriz foi construída em 1760.
No seu  interior destaca-se o púlpito de granito em forma de mísula, rematada em feitio de pinha.




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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Póvoa de Midões Tábua

Póvoa de Midões é a sede de mais uma freguesia do Concelho de Tábua do qual dista aproximadamente 7 kms.



Da história mais remota da localidade, existe bastante material descoberto em escavações arqueológicas e vestígios de várias vias e pontes romanas, que nos levam até à época da ocupação daquele povo na região.




A via romana que fazia a ligação com o território de Viseu passava mesmo nesta povoação
Póvoa de Midões beneficiou do foral de Midões, concedido a por D. Manuel I, em 1514. A freguesia foi curato da apresentação do vigário de Midões.
Em 1755 fazia parte da comarca da Guarda, em 1839 pertencia à de Seia, em 1852 à comarca de Midões, em 1862 à de Coimbra, passando, em 1878, a figurar na de Tábua.
O  orago desta localidade é N.ª Sr.ª da Graça.



A Igreja Paroquial  situa-se a meio da povoação e, segundo a data inscrita na porta lateral, é do Século XVIII.
Existe ainda, na Póvoa de Midões, o santuário de Santa Eufémia, cuja santa é quase mais venerada que a própria padroeira da povoação. A sua romaria anual que se realiza a  16 de Setembro, quase sempre um dia de semana, traz à Póvoa de Midões, inúmeros romeiros que, na sua fé, vão pedir ou agradecer à santa da sua devoção, alguma graça. 



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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Charlotte de Natal


Para o bolo
1 colher (sobremesa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de manteiga
2 gemas
2 ovos inteiros
250 ml de leite
300 ml de natas
5 folhas de gelatina
60 g de amêndoa torrada e moída
85 g de açúcar
casca de 1 limão
Para a montagem e decoração
200 g de palitos la Reine
bonecos de massapão ou outros enfeites alusivos à quadra
açúcar em pó p/ olvilhar (opcional)
lascas de chocolate q.b.
nozes e/ou outras frutas a gosto  (opcional)
Confecção:
Ponha as folhas de gelatina de molho, em água fria.
Leve ao lume o leite com a casca de limão, até ferver.
À parte, junte o açúcar, o amido de milho, a manteiga, os ovos e as gemas.
Retire a casca de limão do leite e deite-o, a ferver, por cima da massa, mexendo sempre.
Leve a lume brando até engrossar, sem parar de mexer e sem deixar ferver.
Retire do lume, mexa mais um pouco e junte as folhas de gelatina escorridas.
Misture bem e deixe arrefecer, mexendo ocasionalmente.
Depois de frio, junte as natas batidas e, por fim, envolva a amêndoa.
Forre uma forma redonda com película aderente e encha-a com o preparado.
Leve ao frigorífico até solidificar (cerca de 6 horas).
Quando desenformar, cole os palitos à volta da charlotte e envolva-os com uma fita.
Decore a superfície com lascas de chocolate, bonecos de massapão e frutos ou outra decoração a gosto. Se desejar, polvilhe com açúcar em pó.
Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Caminhos de Mesa de Natal

Aproxima-se o Natal e as minhas prendinhas vão ficando concluídas. 
Desta vez, terminei alguns caminhos de mesa alusivos à quadra que atravessamos.
Os motivos natalícios foram pintados e todo o trabalho foi contornado com galão.  



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!