quinta-feira, 17 de maio de 2018

Pelos Caminhos de Portugal: Alcácer do Sal

Continuando a percorrer a  costa alentejana, vamos até Alcácer do Sal,  uma localidade muito antiga, como comprovam os vestígios arqueológicos encontrados que apontam para a existência de vida na região, há mais de 40 mil anos. 




Vários povos passaram por esta localidade, até que em 1217 foi, definitivamente, conquistada aos Mouros.
Em 1218, recebeu foral e a Ordem de Santiago fixou ali a sua sede.
Foi elevada a cidade a 12 de Julho de 1997.
Alcácer do Sal é actualmente sede dum município formado por  4 freguesias: Alcácer do Sal  e Santa Susana, Comporta, São Martinho e Torrão.
Na cidade existem duas paróquias, que correspondem a duas antigas freguesias: Santa Maria do Castelo e São Tiago.

- Santa Maria do Castelo tem por orago Santa Maria


A igreja situa-se  na zona mais antiga da cidade e foi construída no local onde anteriormente existia um templo romano e uma mesquita muçulmana. 
O edifício actual foi fundado pela Ordem de Santiago, após a  reconquista da cidade aos Mouros, por D. Afonso II, em 1217.
Actualmente, a igreja apresenta ainda características arquitectónicas românicas, mas as obras de melhoramentos de que foi alvo,  ao longo dos anos, alterou bastante o traçado inicial.
No interior tem três naves onde se destacam o púlpito setecentista, suportado por um anjo, a talha dourada das capelas, os revestimentos em azulejos e os traços góticos, manuelinos e barrocos.

- São Tiago tem como orago São Tiago


A Igreja   é bastante antiga, mas desconhece-se a data da sua construção. 
No século  XVII, era já pequena para as necessidades da população e D. João V,  Grão-mestre da Ordem de Santiago, ordenou que se fizessem obras de beneficiação e alargamento. 
Situada ao cimo duma grande escadaria, tem um exterior  simples, com duas torres sineiras.
O interior é formado por uma só nave onde se destacam as pinturas, a talha e os painéis de azulejos.
Em 1634, o rei Filipe III de Portugal, tornou-a sede de freguesia. 
Na cidade, existem vários templos que merecem referência. São eles:

- Igreja da Misericórdia



Esta igreja foi construída em 1547, conforme consta numa inscrição numa das suas portas.
Tem um corpo comum à nave e capela-mor e nela se destacam  influências manuelinas, maneiristas e barrocas.

- Igreja do Convento  de Santo António 



Fundado em 1524, durante o reinado de D. João III, por Dona Violante Henriques, o Convento tem uma igreja em cujo exterior  se  destacam as arcadas suportadas por colunas.
No seu interior, alberga  um dos mais importantes exemplares da arquitectura renascentista de Portugal: a Capela das Onze Mil Virgens, construída em  mármore branco.

 Igreja do Senhor dos Mártires 



Este local teve várias funções desde Idade do Ferro. Inicialmente era a Necrópole pública, depois uma ermida de romagem e panteão dos mestres da Ordem de Santiago durante a Idade Média.
As construções iniciaram-se na época da reconquista, pelos cavaleiros de Santiago sendo melhoradas no século XIV e transformadas desde o século XVI.
Este edifício é composto pelo corpo central da igreja, pela capela-mor e por um alpendre.


- Igreja de Nossa Senhora da Graça



Este templo fica situado junto ao mercado municipal. Tem  planta rectangular, com altar-mor e sacristia. O exterior do templo é modesto, embora apresente elementos em baixo-relevo na fachada principal. No interior o destaque vai para a talha dourada.

- Igreja de Nossa Senhora de Aracoeli



Esta igreja, situada  no interior do castelo, faz parte da pousada de D. Afonso II ali existente.
Calcula-se que a igreja terá sido fundada, após a conquista definitiva desta localidade, aproveitando a mesquita privada do último Governador muçulmano.
Ali se  instalou a Sede e Convento da Ordem de Santiago, recebendo por orago  Santiago.  Depois da mudança da sede desta Ordem para Palmela, a igreja foi votada ao abandono.
Desde de finais do século XVI e até meados do século XIX, a igreja voltou a ser usada tendo novamente a padroeira inicial,  Nª Sª de Aracoeli. 

- Igreja do Espírito Santo



A Igreja do Espírito Santo terá sido construída entre os séculos XIV e XV, integrada no edifício dum hospital, da qual restam apenas um portal manuelino e a pia batismal. Tem nave  única com características manuelinas, maneiristas e rococós.
Desde 1914, passou a funcionar neste espaço o Museu Municipal Pedro Nunes, onde se encontra exposto o espólio arqueológico descoberto no concelho, correspondente  à Idade do Ferro e às ocupações romana e árabe.


Do património de Alcácer do Sal destacam-se ainda:
- Castelo



O Castelo construído pelos muçulmanos foi ocupado desde o século VI a.C..
Em 1217, foi conquistado definitivamente pelas tropas portuguesas.
No século XVI a Ordem das Carmelitas de Aracoelli fundou, no castelo, o seu convento que só abandonariam em 1834. 


- Solar dos Salemas




Este solar  situado na zona  histórica da cidade, foi mandado construir por Rui Salema. 
Actualmente ali  funciona  a biblioteca municipal.





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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Anomalias nos Posts

Há algum tempos que venho a notar que muitos dos posts que vou agendando, são publicadas com alterações tanto nas fontes como no tamanho. Estas situações ultrapassam os meus parcos conhecimentos informáticos e, por essa razão, alerto que não sei qual a razão para tal acontecer.
Apresento as minhas desculpas, aos leitores do blog, apesar de me sentir alheia a esta situação. Sempre que conseguir, farei todas as alterações para que tudo fique dentro da normalidade.









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terça-feira, 15 de maio de 2018

Imagens Que Falam Por Si

Porto Covo




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segunda-feira, 14 de maio de 2018

BOLO DE NOZES À MODA DA AVÓ

Ingredientes

1 ½ chávena de farinha de trigo peneirada
1 colher de chá de fermento/span>
½ chávena de manteiga
1 chávena de açúcar
2 ovos e 1 gema
1 chávena de nozes picadas
2 claras
1 ¼ chávena de açúcar mascavado

Preparação:
Aqueça o forno. Unte generosamente um tabuleiro com manteiga e peneire com pão ralado.
Num recipiente misture bem a manteiga e o açúcar, junte os 2 ovos e a gema, batendo até a mistura ficar leve e fofa. Junte a farinha peneirada com o fermento, batendo ligeiramente. Espalhe a massa no tabuleiro e salpique por cima as nozes picadas.
Bata bem as claras, como para suspiro. Vá juntando aos poucos o açúcar mascavado. Espalhe sobre a massa que está no tabuleiro.
Foto de Elvira Nobre.

Fonte: Elvira Nobre em " Os Beirões no Facebook"



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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Porque É Fim de Semana: Maceira

Porque é Fim  de Semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do concelho  de  Fornos de Algodres e  vamos conhecer um pouco da freguesia Maceira.
Da origem  desta terra nada se sabe, mas em 1527, no Cadastro da População do Reino, chamava-se Macieyra.



O Orago desta povoação é São Sebastião.
No interior da Igreja Matriz  destaca-se a capela-mor com tecto em caixotões, ornados de painéis. 



Existem outros templos religiosos nesta povoação:

- A Capela do Senhor da Agonia
Capela construída em 1748, com planta quadrangular e fachada rasgada por um portal de arco abatido, onde se destaca um pórtico com janelas de perfil contracurvado.



- A Capela de Santo António
Situada no centro da povoação, foi contruída no século XVII.


- A Capela da Senhora dos Remédios
Esta Capela foi construída no século XVI e fica anexa ao Solar da família Sampaio e Melo.  

- A capela de Nossa Senhora da Conceição
Fica localizada na Quinta dos Telhais, encontra-se  actualmente em ruínas.

- A Capela da Senhora dos Milagres.

Outros locais de interesse em Maceira:

- O Penedo dos Corvos

- O Moinho do Vento


- A calçada Romana




Fonte:Blogues de Algodres




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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Pelos Caminhos de Portugal: Grândola

Grândola é uma vila alentejana, sede dum município do distrito de  Setúbal, do qual fazem parte  as freguesias de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, Carvalhal, Santa Margarida da Serra e Melides.



A região foi habitada desde tempos remotos, pois vários vestígios megalíticos ali foram encontrados.
Os romanos  ocuparam também esta zona e deixaram marcas da sua permanência em diversos locais, nomeadamente   no Cerrado do Castelo, na barragem do Pego da Moura, nas minas da Caveira e no lugar de S. Barnabé.
No início da nacionalidade, a região  pertencia, na sua maioria, à Ordem Militar de Santiago. 
Em 1380 foi criada a comenda de Grândola e,  de acordo com a política de povoamento do país, foram distribuídas terras, construídas igrejas e formaram-se alguns pequenos povoados. Assim surgiu  a aldeia de Grândola, que foi aumentando de população, ao longo dos tempos.  Para isso, muito contribuiu a  igreja dedicada a Nossa Senhora da Abendada ter passado a paróquia.
Em 1544, recebeu a Carta de Foral, sendo elevada a Vila e Concelho, com todas as suas funções. A povoação foi dotada de  paços do concelho, cadeia, pelourinho, hospital, Santa Casa da Misericórdia e celeiro da comenda.
Os habitantes da vila dedicavam-se ao cultivo de cereais, produção de vinho, criação de animais e pequenas indústrias.


Durante o século XIX, surgiram as indústrias mineira  e corticeira, mas foi durante o século XX, que Grândola registou a maior alteração demográfica. No início registou-se um grande aumento populacional que, mais tarde, se viria a inverter, devido a uma grave crise  que provocou a diminuição da produção de cereais.
Para além da crise, a repressão política e a guerra colonial conduziram uma parte da população a migrar para outros locais ou países, provocando o consequente despovoamento  das zonas rurais e  abalando a  economia do concelho.


Com a revolução de  25 de Abril de 1974, iniciou-se uma nova fase na história de Grândola e o Turismo surgiu e vindo a ganhar destaque na povoação e região envolvente.  

A padroeira de Grândola é Nossa Senhora da Penha de França, situada numa elevação dos arredores da vila, mas a Igreja Matriz era, originalmente, dedicada  a Nossa Senhora da Abendada, passando depois para Nossa Senhora da Assunção.



Construída  antes do século XVI, foi alvo de obras ao longo dos tempos. Tem planta longitudinal, com nave única,  capela-mor e quatro capelas laterais.  
Destacam-se os azulejos seiscentistas, as capelas laterais com revestimento cerâmico e os retábulos de talha dourada. 


Existem outros templos religiosos: 


- Igreja de Nossa Senhora da Penha 


Como atrás referi, fica situada no cimo duma elevação fora da povoação, no local onde foram encontrados vestígios  romanos. 
No interior,  destacam-se os painéis de azulejos.



- Igreja de São Pedro



Esta Igreja tem planta longitudinal, com uma só nave. 
Na fachada lateral, existe adossada, uma construção com forma de  torre circular.  


Capela de São Sebastião


Capela erguida em 1578, de arquitectura simples.  O  interior é constituído pela antiga nave, a que foi acrescentado o espaço da  sacristia.
Na década de 80, foi adaptada para servir de capela mortuária.
A partir de 2011, passou a ser utilizada como espaço museológico dedicado  à Arte Sacra, onde podem ser apreciadas várias peças arte religiosa, recolhidas nas diversas igrejas do concelho.

Outro Património:

Barragem romana do Pego da Moura




Esta  barragem construída na época da ocupação romana do território português,  fica localizada numa pequena ribeira, no local de Pêgo da Moura, junto à estrada que liga Grândola a Santiago do Cacém.


Estação Romana do Cerrado do Castelo


A estação romana do Cerrado do Castelo pensa-se ter sido  uma villa romana. Parte  foi destruída devido à construção de estradas e edifícios. O que resta encontra-se  no recinto da Escola do 1º Ciclo de Grândola e os  vestígios encontrados encontram-se expostos no  Museu Nacional de Arqueologia.


Antigos Paços do Concelho


Construído no século XVIII, é  um dos edifícios históricos mais importantes de Grândola. Ali  funcionaram os serviços do Município, o tribunal, a cadeia e o registo civil. O edifício tem  dois pisos e um campanário com pináculo,  relógio e  sino.



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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Pelos Caminhos de Portugal: Sines

Um pouco a Norte de Porto Covo vamos encontrar a sede de município, Sines.


Esta bonita cidade alentejana, terra natal de Vasco da Gama, faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
A sua ocupação humana vem desde a pré-história, como o demonstram os achados arqueológicos encontrados.
Mais tarde, por ali passaram várias civilizações, que deixaram a sua marca na região. Dos Púnicos é exemplo o Tesouro do Gaio, descoberto numa herdade próxima e Sines que actualmente se encontra no Museu da cidade. Dos romanos, as salgas de peixe.
A partir do século XIII, a povoação pertencia à Ordem de Santiago, mas em 1362, passou ser autónoma administrativamente.


Dom Pedro I concedeu-lhe foral e elevou-a a vila.
Com o passar dos anos, uma povoação predominantemente piscatória transformou-se num grande centro industrial, para o qual muito contribuiu a construção do porto e do complexo petroquímico de Sines. 



O orago de Sines é São Salvador, mas existe na cidade uma grande devoção por Nossa Senhora das Salas.
A actual Igreja de arquitectura típica do barroco joanino, é o resultado duma grande remodelação efectuada no século XVIII, no templo medieval existente no local.
Na igreja destacam-se o Altar-mor com tabernáculo do Santíssimo Sacramento, as imagens de São João Batista, de Nossa Senhora da Graça, de Santa Catarina e do Senhor Jesus das Almas, os azulejos da capela-mor e o painel no teto, pintado por Emmerico Nunes.
Foi nesta igreja que Vasco da Gama e os seus  três irmãos, se tornaram membros da Ordem de Santiago.

Igreja de Nossa Senhora das Salas


A Igreja primitiva de Nossa Senhora das Salas foi mandada construirpor uma dama de honor da rainha D. Isabel, no final do século XIII / início do século XIV.
Agradecendo a descoberta do caminho marítimo para a Índia, Vasco da Gama mandou efectuar obras de alargamento.
Novas obras foram realizadas na transição do século XVII para o século XVIII.
Neste templo, Monumento Nacional desde 1922, destacam-se o Altar-mor em talha dourada com imagem da Nossa Senhora das Salas, o Retábulo do Senhor do Vencimento, o Painel de azulejos alusivo à vida de Maria, o Portal de calcário  (estilo manuelino), as lápides com as armas dos Gamas e a moldura da frontaria, representando Nossa Senhora da Assunção, baseada numa pintura de Rubens.

Outro Património da Cidade:

O Castelo de Sines 


O Castelo de Sines é uma fortaleza medieval construído durante a primeira metade do século XV.
Junto ao castelo foi erigida um estátua de Vasco da Gama que se pensa ali ter nascido, uma vez que seu pai era o alcaide do castelo, na época do seu nascimento. 


Forte do Revelim


O Forte do Revelim (ou de Nossa Senhora das Salas) foi construído no século XVII para, em conjunto com o castelo, defender os habitantes de Sines dos corsários e piratas que abundavam na nossa costa. 


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terça-feira, 8 de maio de 2018

Flores de Biscuit

Nos últimos tempos tenho andado dedicada ao biscuit e fiz já alguns trabalhos que me deram muito gosto, pois o resultado final foi bastante gratificante.
O biscuit ou porcelana fria é a massa de fácil modelagem, composta essencialmente por  amido de milho e cola branca, a que se acrescentam vinagre ou limão e  vaselina líquida. Seca ao ar livre e proporciona uma variedade de trabalhos decorativos.
Partilho hoje dois ramos de flores que executei com este material.







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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pelos Caminhos de Portugal: Porto Covo

Aproveitando um bonito dia de Primavera, resolvemos fazer um passeio pela costa alentejana. Acompanharam-nos os filhos, nora e netas. 
O dia prometia e não defraudou as expectativas.
O nosso principal objectivo era  conhecer um pouco melhor Porto Covo, uma bonita povoação imortalizada numa canção por Rui Veloso, que a tornou ainda mais conhecida.



Esta vila piscatória, sede de  freguesia do concelho de Sines, é uma povoação projectada no Século XVIII,   à semelhança da Baixa Pombalina.  Constituída por típicas casas alentejanas, brancas com barras azuis ou amarelas.



O turismo é uma das principais actividades da freguesia pois as suas belas praias são bastante procuradas no Verão, proporcionando aos visitantes descanso e tranquilidade.


Outra das atracções da vila é a ilha do Pessegueiro situada a cerca de 250 metros da costa.
Actualmente abandonada, ali podem ser observados alguns vestígios dos povos que por ali passaram, como são os casos dos cartagineses que a habitaram durante o século III AC e dos romanos que têm a sua presença marcada nos tanques de salga de peixe e nas ruínas dum porto romano.


Durante a ocupação espanhola, o rei Filipe II de Espanha e I de Portugal idealizou um projecto de defesa da costa de que constavam dois fortes, um na costa continental e outro na ilha. Deste último apenas restam as ruínas.
No Verão, é possível visitar a ilha existindo carreiras de  barcos para o efeito.



O orago da vila é Nossa Senhora da Soledade. A igreja localiza-se no Largo Marquês de Pombal e foi construída no séc. XVIII.
Trata-se de uma igreja de linhas simples que contrastam com a grandiosidade do retábulo de talha dourada.










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