segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coimbra: Mosteiro de Santa Clara

O Mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi fundado em 1283 por D. Mor Dias, uma nobre coimbrã para ser entregue às freiras clarissas. No entanto, a vontade desta dama nunca foi aceite.


Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento e conseguiu da Santa Sé, autorização para o seu  funcionamento.  Custeou a construção de  novos edifícios, num dos quais se recolheu após a morte de D. Dinis, para  dedicar o resto da sua vida à religião.


O Mosteiro destacava-se na época, pelo tamanho da igreja e do claustro e pela abóbada em pedra que cobre as três naves.
Situado junto à margem do Mondego, foi várias vezes invadido pelas águas do rio,  pelo que foi construído um  piso superior, conduzindo o primitivo ao abandono.
No entanto, em 1677, era fundado no Monte Esperança, um novo mosteiro, mandado construir por D. João IV, que ficou conhecido por Santa Clara-a-Nova, enquanto  o antigo passou a ser designado por Santa Clara-a-Velha. 
A partir dessa data, o Mosteiro original foi votado  ao   abandono, atingindo um avançado estado de ruína.


Recentemente, o conjunto de Santa Clara-a-Velha foi alvo de obras de recuperação, que puseram a descoberto um grande número de vestígios arqueológicos.

Actualmente, o Mosteiro está aberto ao público e põe à disposição dos visitantes, para além de visitas à igreja e às estruturas arqueológicas restauradas, um  Centro Interpretativo onde se pode apreciar o espólio descoberto. 


O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova tem estilo barroco e começou a ser construído em 1649. Em 1677, passou a albergar  as monjas clarissas.
Na igreja, guarda-se, no retábulo da capela-mor, a urna de prata e cristal, do séc. XVII, onde é venerado o corpo da Rainha Santa Isabel. O túmulo primitivo da padroeira da cidade, em pedra, construído em 1330, encontra-se no coro baixo da igreja. 



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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Porque é Fim de Semana: Infias

Porque é Fim  de Semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do concelho  de 
Fornos de Algodres e  vamos conhecer um pouco da freguesia de Infias, situada a poucos quilómetros da sede do município.



Não se conhece a origem desta povoação, mas deve ter sido muito importante durante a ocupação romana. A  comprovar o facto, foram encontrados importantes achados arqueológicos, como são os casos  duma lápide  dedicada ao deus Mercúrio  que se pode observar  na parede da igreja de São Pedro, os restos de templos, com os seus pórticos e escadarias, fragmentos de colunas, moedas romanas, mós e outros utensílios reveladores duma importante povoação, ou talvez duma cidade romana.
Em 1258, nas inquirições de D. Afonso III  já era feita referência a vários habitantes desta povoação.


Em 1320,  D. Dinis  taxou a igreja de S. Pedro de Infias, em 10 libras portuguesas para a guerra contra os Mouros, o que atesta a importância desta localidade na época. A acrescentar, sabe-se que ali passava a via romana Viseu-Celorico-Idanha-Mérida.
Nao se conhece nenhum foral concedido a Infias, mas em 1525, esta povoação era vila e concelho,  como aparece no Cadastro da População do Reino, mandado efectuar por D. Joao III: "...Vila e concelho de Enfiaens...".
O concelho foi extinto em 1836 e incorporado no de Fornos, que na altura  passou a chamar-se "Fornos de Algodres".



O orago de Infias é São Pedro.
A primitiva igreja de S. Pedro de Infias foi construída  provavelmente no século  XIV e dela já pouco resta. A  actual é muito mais recente.
A fachada supõe-se  ter sido construída do seculo XVI, mas a torre sineira é de meados do seculo XIX.
Tem planta longitudinal e é composta por uma só nave, capela-mor mais estreita e baixa e um campanário e sacristia adossados. 
No interior, destacam-se  um retábulo-mor tardo-barroco e o arco triunfal com  pilastras biseladas.
Nesta igreja, existe  uma pequena lapide romana, dedicada ao deus "MERCURIO", que possivelmente terá sido trazida dum outro local.

- Pelourinho




O pelourinho tem  características do estilo manuelino, semelhante a outros no mesmo concelho e terá sido erigido nas primeiras décadas do século XVI.




Fontes: Wikipédia e blogues de Algodres


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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Coimbra-Mosteiro de Santa Cruz

Hoje vamos iniciar uma descoberta pelos principais monumentos da cidade de Coimbra.
Começamos pelo  Mosteiro de Santa Cruz.
Fundado em 1131, no exterior das muralhas de Coimbra, sob o patrocínio de D. Afonso Henriques,   foi entregue à Ordem de Santo Agostinho.
D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I escolheram o Mosteiro para ali serem sepultados.


Santa Cruz foi berço dos primeiros estudos medievais em Portugal, tendo como um dos estudantes mais ilustres, Santo António, que ali aprofundou os seus estudos teológicos.
Nos séculos seguintes, Santa Cruz tornou-se num reputado centro cultural e intelectual do reino.
Do templo original, de estilo românico, já pouco resta, pois ao longo dos anos, as obras de que foi alvo, alteraram grande parte da sua arquitectura primitiva.


As principais foram realizadas durante o reinado de D. Manuel I. 
No interior do templo, a nave única e a capela-mor foram recobertas por uma abóbada manuelina de grande qualidade. Por volta de 1530, foi construído um coro-alto, sobre a entrada.  Foi também instalado, na capela-mor, um magnífico cadeiral, um dos raros da época manuelina ainda existentes no país.



Merecem igual destaque a construção dos túmulos reais, em estilo renascentista, na capela-mor da igreja, hoje Panteão Nacional.
No século XVIII instalou-se um novo órgão, em estilo barroco e as paredes da nave foram revestidos de azulejos azuis e brancos representando  passagens bíblicas.
A fachada do mosteiro foi ricamente decorada com duas colunas e elementos românicos, do século XVI.
A sacristia é do século XVII, com destaque para pinturas de Grão Vasco e Cristóvão de Figueiredo.

Nas traseiras, localizam-se:

- O Claustro do Silêncio



De estilo manuelino data do século XVI, e inclui quatro baixos-relevos, com cenas da Paixão.

- O Claustro da Manga


Situado no meio dum dos claustros do Mosteiro de Santa Cruz,  é uma  bela construção, outrora conhecida por Fonte da Manga.


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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Coimbra: Sé Nova

A Sé Nova de Coimbra é a sede da Diocese de Coimbra, desde 1772.
Situado próximo da Universidade de Coimbra,  o edifício começou a ser construído em 1598, sendo inaugurado apenas em 1698. Inicialmente terá sido a Igreja do Colégio dos Jesuítas ou o Colégio das Onze Mil Virgens.


Na fachada da igreja notam-se dois estilos que marcam as épocas em que foram construídos. Na parte inferior,  maneirista, destacam-se  as estátuas de quatro santos jesuítas (Santo Inácio de Loyola, S. Luís Gonzaga, S. Francisco Xavier e S. Francisco de Borja). A parte superior tem decoração barroca e foi concluída apenas no século XVIII.


O interior tem uma só nave abobadada com capelas laterais. O transepto tem cúpula e lanternim. No transepto e na capela-mor enfatizam-se os magníficos retábulos de talha dourada, de finais do século XVII e princípios do século XVIII.
Nas capelas laterais, destacam-se também belos retábulos maneiristas e barrocos.



O cadeiral de pau preto da capela-mor, do século XVII e a pia baptismal de estilo gótico-manuelino, do século XVI foram trazidos da Sé Velha.



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terça-feira, 10 de abril de 2018

Coimbra: Sé Velha

A Sé Velha de Coimbra foi edificada no local onde antes existira um outro templo, onde também funcionava uma escola-seminário, sob a alçada do bispo D. Paterno e sendo governador D. Sesnando.
Esta igreja foi várias vezes destruída pelos ataques das tropas muçulmanas e, quando D. Afonso Henriques fez de Coimbra a capital do país, mandou construir aquele que é considerado o edifício de estilo românico mais importante do país.


A construção desta Igreja com características de fortaleza, deve ter começado em 1164, por iniciativa do bispo D. Miguel Salomão, que a ajudou a financiar.
Construída em calcário amarelo, é formada por três naves, transepto saliente e cabeceira tripartida.
O exterior, com as suas altas paredes, ameias e pequenas janelas, tem o aspecto dum pequeno castelo, que se justifica devido às lutas frequentes na época.



D. Sesnando, conde de Coimbra, foi sepultado neste local que, apesar de ainda não estar totalmente terminado, foi consagrado em 1184.



No interior do templo, destacam-se, a cabeceira, a torre-lanterna sobre o cruzeiro, a pia baptismal e os túmulos medievais entre outros...
Em 1185, ali foi  coroado rei de Portugal, D. Sancho I, filho de D. Afonso Henriques.



As obras foram continuando através dos tempos e, o claustro situado a sul da igreja, foi construído apenas no início do século XIII, durante o reinado de D. Afonso II.
No início do século XVI, foi construída a Porta Especiosa (renascentista), as naves foram decoradas com azulejos e  o absidíolo Sul foi modificado.
Merecem realce ainda, a Capela do Sacramento,  a Capela de D. Duarte de Melo e o  retábulo de talha dourada da capela-mor, em estilo gótico.


Após a expulsão dos Jesuítas, a sede episcopal foi transferida para a Sé Nova de Coimbra e esta Catedral foi esvaziada de grande parte do seu património e entregue   à Santa Casa da Misericórdia, passando a funcionar como Capela.
Em 1785 é ocupada pela Ordem Terceira de São Francisco e em 1816 pela paróquia de São Cristovão.




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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Coimbra: Universidade

Após a minha última deslocação a Coimbra, resolvi dedicar mais alguns posts a esta linda  cidade de que sempre gostei muito. Vamos visitar os seus locais mais emblemáticos. 
Sendo muitas vezes apelidada por "cidade dos estudantes", vamos começar pela  sua Universidade, a primeira fundada no país. 


Situada num local que se avista de longe, destacando-se no meio do casario, foi fundada pelo rei D. Dinis.
Funcionando umas vezes em Lisboa, outras em Coimbra, fixou-se definitivamente nesta última cidade, no Paço da Alcáçova, em 1537. Com o passar dos anos foram acrescentando novos edifícios ao Paço da Alcáçova, que passou a ser conhecido por "Paço das Escolas". Pelo seu interesse histórico e arquitectónico, destacam-se:
- A Porta Férrea


Data de 1633/34 e é a porta de entrada no Paço da Alcáçova.


- A Capela de São Miguel


Data provavelmente do século XVI, com estilo manuelino. 
O retábulo principal é de talha dourada, considerado uma obra prima do maneirismo português.
O órgão é de estilo barroco datado de 1733.

- O Colégio de São Pedro
Fundado em 1540, por D. Rodrigo de Carvalho, na Rua da Sofia, foi transferido para os aposentos dos infantes no Paço das Escolas, em 1574.

- A Biblioteca  


Foi mandada construir por D. João V, entre 1717 e 1725.  
Devido às riquezas vindas do Brasil, é uma esplendorosa  obra de estilo barroco.
Uma porta monumental dá acesso ao interior revestido por estantes forradas a folha de ouro e decoradas com motivos chineses.
Em destaque na Biblioteca, encontra-se o retrato de D. João V, o patrono desta biblioteca, uma das mais belas do país.


- A Torre 


Construída entre 1728 e 1733, tem 33,5 m de altura. No topo tem um relógio, um miradouro e vários sinos, sendo um deles chamado de "cabra", que era o que marcava a hora de despertar e recolher dos estudantes.

- A Via Latina 


 É uma varanda construída entre 1773 e 1777, situada na fachada principal do antigo Paço Real.


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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Porque É Fim de Semana: Algodres

Porque  é Fim  de Semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do  concelho de  Fornos de Algodres.
Hoje vamos dedicar-nos à freguesia de Algodres cuja origem é desconhecida. No entanto, foram encontrados   vestígios de vida na região, desde a  pré- história. 
Nas Inquirições de D. Afonso III aparecem várias referências à povoação de Algodres, destacando-se os nomes dos cavaleiros-fidalgos Afonso Fernandes e Mem Pichel, que ali  compraram à coroa, vinhas e casas foreiras. 
Algodres, recebeu a primeira  Carta de Foral de  D. Sancho I, em 1200. Em 1311, a povoação recebeu outro foral de D. Dinis e em 1514, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo.
A vigairaria de Algodres era do padroado real e foi uma comenda da Ordem de Cristo.   
Na Idade Média, o  concelho era extenso e correspondia ao território ocupado   pelo  actual concelho de Fornos de Algodres. 
Em 1821, a sede do concelho já se tinha transferido para Fornos e Algodres passou a freguesia,  constituída pelos lugares de Algodres, Furtado e Rancozinho.

O seu orago é Santa Maria Maior 



A Igreja de Santa Maria Maior, situa-se no centro da povoação e foi erigida,  no século XII.
Este  templo foi alvo de  várias obras ao longo dos tempos, pelo que obedece a vários estilos arquitectónicos, consoante a época em que  foram executadas. 
A fachada principal termina em frontão interrompido. Sobre este, ergue-se o campanário rematado por três pináculos. A torre, foi construída em 1777.

Tem planta longitudinal com uma só nave, capela-mor mais estreita e sacristia adossada à lateral direita.
O arco triunfal é ladeado por retábulos do início do séc. XVIII. A capela-mor é marcada pelo retábulo de talha dourada traçado maneirista com telas representando santos e pela imagem da padroeira que se pensa datar do século XIII.
Este templo foi classificado como Imóvel de Interesse Público. 
Existem na povoação outros templos religiosos dos quais destaco alguns:

- Igreja da Misericórdia



Foi fundada em 1621 e tem   arquitectura barroca. 
Tem planta longitudinal formada de nave e capela-mor. No interior destacam-se o arco triunfal de volta perfeita, os retábulos colaterais, de talha policroma rococó e o retábulo de talha dourada de estilo joanino da Capela-Mor.

- Capela de Nossa Senhora das Dores



Esta Capela situa-se à entrada da aldeia e para além da Capela tem ainda  um Calvário, com vários Passos e cruzes, que correspondem às paragens durante a procissão da Paixão. 
A capela tem planta longitudinal simples de nave única, antecedida por um alpendre aberto
No interior destaca-se o retábulo-mor neoclássico.
O calvário é composto por três cruzes assentes numa plataforma quadrangular, com plintos paralelepipédicos e, no cimo, cruzes latinas.

- Capela de Nossa Senhora do Campo



Esta Capela que data do século XVIII, tem planta longitudinal formada  por uma só nave antecedida por um alpendre aberto. No interior, destaque vai para um retábulo de talha barroca e, no exterior, para a sineira.


- Capela da Santa Bárbara



Situada no alto do monte da Santa Bárbara, a capela é ladeada por um adro, donde se pode desfrutar duma magnífica paisagem.

- Capela de Nossa Senhora da Saúde



Esta Capela fica situada num dos extremos da povoação.

Do Património não religioso, destaco:  

- O Pelourinho



Edificado no século XVI, localiza-se no meio da praça, junto à Igreja Matriz
Está classificado como Imóvel de Interesse Publico .

- Solar da Família Camelo Forte 




Solar que  pertenceu à família Camelo Fortes, até 1871, data em que faleceu  a última representante da família, D. Josefa Camelo Forte, passando os bens  para a família Falcão de Tondela.
Tem duas janelas de avental do século XVII. 

- Paços do concelho de Algodres


Este edifício onde funcionaram os antigos  Paços do Concelho, Tribunal e Cadeia,  terá sucedido ao  primitivo situado na Praça. Mais tarde, foi usado , por algum tempo, como solar da família Osório de Castro, como comprova   o brasão que hoje ostenta.

- Património Arqueológico 


Em Algodres foram encontrados vários vestígios arqueológicos dos quais destaco:
. Estela de cabeceira de sepultura, circular com uma cruz em alto relevo; 
. Lagaretas ( tanques) escavadas na rocha que se pensa serem  lagares, utilizados na produção de azeite ou de vinho; 
. Fragmentos de cerâmica de construção;
. Ara Votiva na capela de S. Clemente na aldeia do Furtado.


Fonte: Wikipédia e blogues de Algodres

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