quinta-feira, 5 de abril de 2018

Festa Regionalista do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

Da Direcção do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, recebi o pedido de divulgação da seguinte notícia de mais uma das iniciativas deste grupo.

Festa Regionalista 2018
O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa vai levar a cabo mais um evento... Desta feita a Festa Regionalista 2018!Desde a sua fundação que esta festa tem praticamente acompanhado a existência do grupo e desta vez não é exceção. Sempre com o objetivo de angariar fundos para a manutenção do rancho (vocacionado para trajos, utensílios, instrumentos e ajudas nas despesas de deslocação e representação), este ano o cartaz é prometedor...Nos tempos que correm não é fácil para uma associação sem fins lucrativos sobreviver sem os seus sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos. Por isso e numa tentativa de recordar velhos tempos em que todos se reencontravam na Casa da Comarca de Arganil para conviver, elaborámos o seguinte programa, para o dia 15 de Abril:14h30m – Início do Baile com o Acordeonista Gonçalo Barata15h00m – Atuação do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa15h30m – Atuação dos Artistas PACO BANDEIRA, MICAELA E XANA CARVALHO16h30m – Atuação do Rancho Folclórico "Os Minhotos da Ribeira da Lage17h00m – Leilão18h00m – Continuação do Baile com Gonçalo Barata18h30m – Atuação dos Artistas MELÃO, JORGE GUERREIRO, RICARDO JOSÉ E SÉRGIO ROSSISalientamos que este ano, ao contrário dos anos anteriores, a Festa Regionalista será ao DOMINGO à tarde. Contudo, o local mantem-se: CASA DA COMARCA DE ARGANIL, em Lisboa.Conjugando deste modo o Folclore e a Etnografia com Artistas Conhecidos, Convívio, Diversão e ainda Serviço de Bar e Produtos Regionais, espera-se uma grande tarde de amizade e alegria.Venha reviver velhos tempos, venha passar um bom serão, venha ajudar o folclore e a etnografia, venha ajudar a representação arganilense em Lisboa, venha DIVERTIR-SE...O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa conta com a sua presença.
A direção



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Licor Carolans


1 lata de leite condensado
1 medida da lata de whisky
1/2 pacote de natas
1 colher de chá rasa de café instantâneo
1 colher de chá rasa de chocolate em pó


Colocar todos os ingredientes numa garrafa, agitar bem e está pronto.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Recordação de Coimbra

Nos últimos tempos, sempre que me desloco a Coimbra,  a capital do distrito da minha aldeia, é para ir ao hospital. 
Hoje porém, tal não aconteceu e fui acompanhar o meu pai, para ele resolver os seus assuntos na cidade.


Enquanto esperava no carro, embarquei numa viagem ao passado  e passaram pela minha lembrança outros momentos, em que esperava também pelo meu pai, enquanto ele envidava esforços para conseguir obras que conduzissem a nossa aldeia para um futuro melhor. 
Eram horas e horas que eu e a minha mãe passávamos no carro. 
E como custavam a passar! E eu, ainda  criança, desesperava. 
Por vezes, a minha mãe levava-me para o jardim do Penedo da Saudade para eu ali me distrair e não a arreliar.


Mas valeu a pena. 
Hoje em dia, a aldeia possui as infraestruturas básicas e nela pode viver-se como se estivéssemos na cidade. 
Acabaram as viagens a pé, para nos deslocarmos, acabaram os candeeiros a petróleo para nos alumiar, acabaram as deslocações à fonte, com o cântaro à cabeça, acabaram os despejos nas estrumadas,...
Mas, agora que a aldeia tem boas condições de habitabilidade, estão a acabar as pessoas na povoação.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

Mario Quintana - Quem Sabe Um Dia



Quem Sabe um Dia

Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano

Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Páscoa na Aldeia


Mais uma Páscoa se passou e, uma vez mais, passei-a na minha aldeia. 
Como já vem sendo tradição, no Sábado, a Comissão de Melhoramentos organizou um almoço/convívio, que este ano registou uma grande participação de conterrâneos e amigos.
Desse evento, eis algumas fotografias.







No Domingo, foi o dia da tradição mais importante para os católicos, o Compasso. É nas aldeias, que se vive esta cerimónia religiosa, duma forma mais intensa. As casas da aldeia abrem as portas de par em par, para receberem o Senhor e beijarem a Cruz.



Após a cerimónia, as famílias reúniram-se à mesa, para então se deliciarem com o saboroso repasto, com as iguarias próprias da época.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quinta-feira, 29 de março de 2018

Páscoa

Nesta Páscoa, desejo a todos os leitores e amigos d' O Açor




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Linha de Cascais: Cascais II


Hoje vamos conhecer algum do vasto Património de Cascais:

- Grutas do Poço Velho


Estas duas grutas naturais, têm várias galerias que comunicam entre si. São do Neolítico Final/ Calcolítico e foram utilizadas principalmente como necrópole.
Algum do espólio encontrado no local encontra-se exposto no Museu da Vila.

- Vestígios do Castelo de Cascais


Segundo se pensa foi construído por volta de  1364, quando Cascais foi elevada à categoria de vila.
As primeiras referências concretas datam de 1370, numa carta de doação de D. Fernando a Gomes Lourenço do Avelar.
Aos nossos dias, chegaram apenas vestígios da Torre-Porta e um pano de muralha associado ao Arco do Castelo. 

- Forte de Nossa Senhora da Guia

Começou a ser construído em 1642, para defesa da costa de possíveis invasões espanholas, após a Restauração da Independência Nacional.
Este forte foi também bastante danificado  pelo terramoto de 1755, sendo depois alvo de obras de restauro. Actualmente está entregue ao Instituto do Mar.



- Forte de Oitavos ou Forte de São Jorge



Este forte foi também construído no contexto da guerra da Restauração, para complemento da defesa da Costa do Rio Tejo.
Destinava-se, principalmente, para prevenção do desembarque entre a praia do Guincho e a praia da Guia.

- Forte de Santa Marta


Data do século XVII, e terá sido um dos últimos do conjunto de fortalezas a ser construído para defesa da entrada da baía.
Tem uma arquitectura militar, de estilo barroco, composto por três corpos rectangulares.
Ao longo dos tempos foi alvo de várias obras de melhoramentos .
Foi desactivado em 1864 e construído um farol junto ao forte.
Actualmente, no Forte de Santa Marta funciona o Complexo Museológico de Santa Marta, dedicado à história, património e tecnologia dos faróis portugueses.
O Forte e Farol de Santa Marta foram considerados Imóvel de Interesse Público.

- Cidadela de Cascais



A Cidadela de Cascais é mais uma fortaleza localizada na margem direita do rio Tejo, e  construído com funções de defesa da costa.
Dela fazem parte o Forte de Nossa Senhora da Luz de Cascais, e a Torre de Santo António de Cascais.
Atualmente, serve de residência de Verão, ao Presidente da República Portuguesa.

- Palácio dos Condes de Castro Guimarães ou Torre de São Sebastião


Palácio Palácio datado do início do século XX pelo financeiro Jorge O'Neill, inspirado em diversos estilos, nomeadamente romântico com detalhes de gótico, manuelino e hispano-árabe. Em 1910 o conde adquiriu o edifício e mandou fazer várias alterações.
Por testamento, este edifício foi deixado ao povo de Cascais e nele foi instalado um pequeno museu e biblioteca. 

- Casa de Santa Maria


A Casa de Santa Maria foi adquirida pela Câmara Municipal de Cascais à família Espírito Santo em 2004. Data de 1902 e é uma das mais emblemáticas obras do arquitecto Raul Lino.

- Paços do Concelho


Este edifício foi erigido em finais do século XVIII, conhecido por Palácio dos Condes da Guarda, seus proprietários no século XIX.
Em 1940, foi adaptado para ali se instalarem os Paços do Concelho.
Neste edifício destacam-se os belos  painéis de azulejos que decoram a sua fachada. 

- Palácio do Duque de Palmela ou Palácio Palmela


Este palácio foi construído sobre o antigo Forte de Nossa Senhora da Conceição. Em   1868 foi adquirido pelos Duques de Palmela para residência de férias.
No exterior, sobre a porta principal, destaca-se a Pedra de Armas da família da duquesa de Palmela.

- Igreja de Nª Sª da Misericórdia


Igreja construída no século XVII, tendo sofrido bastantes danos com o terramoto de 1755, sendo reconstruída em 1777. 
Merecem destaque as obras de arte, as peças de paramentaria e as alfaias sacras nela expostas.

- Capela de Nossa Senhora da Nazaré 


Faz parte do edifício do "Solar de D.Carlos". Salientam-se os azulejos do Séc. XVIII com painéis historiados (atribuídos a António de Oliveira Bernardes), as pinturas do tecto da capela-mor e a talha do altar.

- Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes


Esta igreja, também por «Igreja dos Homens do Mar», pode ser a mais antiga de Cascais. A data provável da sua  construção é de 1729 e foi um dos poucos monumentos de Cascais que resistiu ao terramoto de 1755.
As torres desta Igreja só foram acabadas em 1942.

- Capela de S. Sebastião


A Capela de S. Sebastião situa-se na propriedade do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães e data de 1594.
Esta pequena capela possui um considerável espólio azulejar e, já no século XX, foram aplicados nas paredes da nave, quatro painéis representativos da vida de S. Sebastião.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 27 de março de 2018

Linha de Cascais: Cascais I

Chegamos finalmente a Cascais uma vila portuguesa sede de município cuja presença humana parece remontar ao Paleolítico, como comprovam alguns vestígios arqueológicos, nomeadamente nas Grutas do Poço Velho.


No entanto,  foi durante a ocupação romana que a região foi ocupada e explorada e cujo porto prestou um importante contributo na pesca, indústria transformação e comercialização de peixe.
Com a decadência do domínio romano, surgiram, na época visigótica, alguns casais rurais  que, durante a ocupação árabe, foram  aumentando dando origem a pequenas aldeias.
Em 1147, as terras de Cascais, passaram a integrar o reino de Portugal. 
Em 1364, D. Pedro I concedeu a Cascais carta de vila, separando-a do concelho de Sintra. 
Na primeira metade do século XV,  a pesca era a principal riqueza da vila.


A 10 de julho de 1499, Nicolau Coelho,  o primeiro capitão da armada de Vasco da Gama a chegar da Índia, desembarcou em Cascais, para  se deslocar a Sintra, onde se encontrava o rei D. Manuel I e lhe dar notícias da viagem.
Em 1514,  D. Manuel I concedeu Foral a Cascais, tornando a vila também independente de Sintra sob o aspecto administrativo.
Cascais foi fundamental na defesa costeira de Lisboa e da entrada do Tejo. No século XIV, teve um papel decisivo nas guerras que D. Fernando enfrentou contra Castela.


Nos anos seguintes, várias vezes a localidade foi invadida por tropas estrangeiras, o que levou D. João II a mandar construir uma torre costeira, adequada às novas exigências da guerra.
Após a Restauração da Independência Nacional, o monarca português  preocupou-se também, com a defesa da costa junto a Cascais. Ergueram-se os fortes de São Jorge de Oitavos e de Santa Marta e a Cidadela de Cascais, integrando a Torre de Santo António e a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz.
O terramoto de 1755 deixou Cascais bastante destruída, mas os seus habitantes  deitaram mãos à obra e iniciaram a reconstrução da sua povoação.
A  utilização das praias na região de Cascais ficou a dever-se aos monges do Convento do Estoril e aos presos na vila, por ocasião das lutas entre liberais e miguelistas. Mais tarde, as praias passaram a ser frequentadas com fins medicinais e como lazer da elite portuguesa.


No entanto, foi entre 1859 e 1864, durante a reconstrução da estrada para Oeiras, que  se iniciou a grande afluência de veraneantes às praias de Cascais, mas sempre com a supremacia da alta burguesia.
Em 1867, Cascais recebeu o estatuto de praia da Corte, pela preferência que lhe foi concedida pela Rainha D. Maria Pia e, depois, pelo Rei D. Luís.
Por essa razão, foram efectuadas obras na antiga casa do Governador da Cidadela, transformando-o num palácio, onde a Corte se instalou.
D. Carlos, seguiu os pais, devido à sua paixão pelo mar. Ali instalou o primeiro laboratório de biologia marítima portuguesa, com  tanques onde conservava as espécies capturadas, durante as suas viagens.
Com a implantação da República, as gentes de Cascais aderiram ao movimento revolucionário e, até 1926,  viveram o clima de instabilidade política do resto do país. No entanto, tal como aconteceu com o Estoril, Cascais também iniciou um período de desenvolvimento turístico se foi desenvolvendo, tendo como ajuda a facilidade de acesso propiciado pelo caminho-de-ferro e pela estrada Marginal.
Em 1940, os Paços do Concelho instalam-se  no Palácio dos Condes da Guarda.




O orago de Cascais é Nossa Senhora da Assunção.
A Igreja Matriz localiza-se junto à Cidadela de Cascais e ao antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade.
É um templo muito antigo, que já existia em 1572.
O terramoto de 1755 provocou grandes estragos na igreja e as obras de recuperação prolongaram-se até ao século XX. 
A igreja tem planta longitudinal com  duas torres sineiras laterais.
O interior é amplo, com decoração muito rica em azulejos, talha dourada e pintura.
À entrada, destaca-se o baptistério, revestido de azulejos a pia baptismal em pedra.
Tem quatro altares laterais em talha dourada no chamado "estilo nacional".
Cascais tem um vasto património, que será alvo do post de amanhã.

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Linha de Cascais: Estoril

Passado que foi o fim de semana, o Açor continua o seu  percurso pela Linha de Cascais.
Vamos entrar agora na zona do Estoril, uma antiga freguesia do concelho de Cascais, extinta em 2013 pela reorganização administrativa sendo integrada na União das Freguesias de Cascais e Estoril.



Não se conhece a origem do povoamento humano na região, mas sabe-se que, em 1256, o rei D. Afonso III concedeu as terras do Estoril a Estêvão Anes, Alcaide-mor da Covilhã e Chanceler do Reino de Portugal.
No final do  século XVIII, descobriu-se um local onde havia uma nascente de água  com características medicinais. Ali foi construído um edifício que passou a ser frequentado por pessoas que procuravam cura para as suas doenças. Uma delas foi El-Rei D. José I, que frequentemente ali se deslocava para tratamentos.



Entretanto, o Estoril foi crescendo e uma parte devido à colónia britânica que, desde 1872, explorava o cabo submarino a partir da Quinta Nova de Santo António(depois dos Ingleses).
Em 1889, foi inaugurado o troço de caminho-de-ferro entre Cascais e Pedrouços o que originou novamente um grande crescimento demográfico do Estoril.  
Com a República, deu-se início à era do Turismo no Estoril. Em 1913, Fausto de Figueiredo encomendou  um estudo de urbanização, que contemplasse hotéis, campos de golfe e termas e, em 1916, foi colocada a primeira pedra para a construção do casino.



Seguiram-se novas construções e abertura de estradas, com especial relevância para a marginal que viria a tornar o trânsito rodoviário   mais facilitado.
O Estoril continuou o seu desenvolvimento / alargamento e, após o final da II Guerra Mundial, recebeu muitos  refugiados e exilados, que se fixaram na região. Alguns eram figuras proeminentes da cultura desporto e política internacional, como foram os casos  de D. Juan de Borbón, Conde de Barcelona, e os Reis Humberto II de Itália, Carlos II da Roménia e Simeão II da Bulgária e  o Regente Miklós Horthy da Hungria, entre outros.



Actualmente compõem o Estoril,  Alapraia, Alto dos Gaios, Atibá, Bairro do Fim do Mundo, Bairro da Martinha, Galiza, Livramento, Monte Estoril, São João do Estoril, São Pedro do Estoril e Pau Gordo

O Estoril tem  por orago Santo António.



A igreja de Santo António foi mandada construir pelos franciscanos em 1527 e situa-se junto ao Convento dos Salesianos, no lugar onde se erguia uma antiga Ermida em madeira. 
Esta igreja sofreu, ao longo dos tempos, várias destruições sendo a maior provocada pelo terramoto de 1755. Foi reerguida mas, em 1927, foi totalmente destruída por um incêndio. Novamente foi reconstruída, tentando manter as características da igreja anterior.
Tem nave única rectangular, com cobertura em abóbada de berço, e duas capelas laterais.
Destacam-se no interior, os retábulos de talha dourada das capelas laterais, a capela-mor e as imagens de Santo António, da Nossa Senhora da Conceição, da Virgem e de Cristo.

Existem ainda outros locais de culto no Estoril:
- Igreja de São Pedro e São João



- Igreja Senhora da Boa Nova



- Capela de Nossa Senhora do Livramento



Faendo parte da defesa da costa, no Estoril, existem também  alguns monumentos militares:
- Forte de São Teodósio ou Forte da Cadaveira



Construído em 1643, tem arquitectura militar, com planta quadrangular. No lado oposto, fica a casa-forte.
Aqui funcionou também um posto da Brigada Fiscal mas, actualmente, o Forte parece abandonado.

- Forte de Santo António da Barra ou Forte Velho




Construído em 1590, por ordem do rei D. Filipe I, tem planta estrelada irregular. Na zona central situa-se  a casa forte, com capela e casernas, protegidas por uma segunda cintura de muralhas.

- Forte de São Pedro do Estoril ou Forte de São Pedro ou Forte da Poça



Este Forte foi construído no século XVII, numa das margens da antiga ribeira da Cadaveira.  Tem  planta quadrangular, com a bateria voltada à praia e, no lado oposto, a casa-forte.
Actualmente está alugado à discoteca «Forte Velho». 

Destaco ainda outros pontos de interesse no Estoril

- Grutas artificiais de Alapraia



Na zona de Alapraia, foram descobertas quatro grutas que eram utilizadas como necrópole. Nelas foram encontrados vasos de cerâmica, sandálias e ídolos de calcário.

- Termas do Estoril



No século XVIII, existiam já umas termas em funcionamento no Estoril. Inicialmente num edifício de arquitectura de jardim do séc. XIX e na década de 30   do século XX, num novo edifício com fachada de arquitectura neo-clássica, anexo ao Hotel Palace.
O estabelecimento termal foi sendo alargado e melhorado, até que foi demolido em 1961. Só em 2010 seria inaugurado um novo edifício e as antigas Termas reabriram de novo ao público.

- Cocheiras de Santos Jorge



As Cocheiras de Santos Jorge são compostas por uma antiga garagem, cocheira e cavalariça da casa de António Santos Jorge. Situa-se junto à estação ferroviária do Estoril e a sua arquitectura é bem  mais impactante que a própria casa de habitação.

- Casa de São Cristóvão



Construída em 1917, era a casa de férias de Alfredo da Silva, grande industrial português, de que se destacam a CUF , a Tabaqueira, o estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos, entre outras. Fica localizada num local sobranceiro à Avenida Marginal e à praia das Moitas e apresenta uma arquitectura de estilo mmarcadamente barroco joanino.

- Casa-Museu Verdades Faria



Esta é uma das três     obras projectadas pelo  arquitecto Raul Lino, inspirado no  estilo marroquino. 
Em 1974, foi legada ao município, destinando-se a  museu e jardim público. No entanto, a autarquia decidiu utilizar  o espaço para o Museu da Música Portuguesa. Ali  pode-se apreciar uma valiosa colecção de instrumentos populares recolhidos por Michel Giacometti e o espólio do compositor Fernando Lopes-Graça. Existe também  uma biblioteca dedicada à música, um auditório, uma audioteca, zonas de internet e loja.

- Casa Montsalvat



Outra casa projectada pelo arquitecto Raul Lino.
Foi  mandada construir em 1901, pela Duquesa de Palmela, D. Maria Luísa Souza Holstein, para o músico Alexandre Rey Colaço, oriundo de Tânger.

- Casa Silva Gomes



Também esta casa faz parte das três projetada por Raul Lino, de influência mourisca.  Construída  em 1902,   para o amigo Silva Gomes e sua esposa, Maria do Rosário Gomes. 
No alçado poente destaca-se o painel de azulejos representando Nossa Senhora do Rosário, cuja autoria é atribuída a Roque Gameiro.

- Praias



As praias do Estoril são muito apreciadas e tornaram-se uma mais-valia para o desenvolvimento turístico desta localidade. São várias e  atraem um grande número de veraniantes. São elas: Praia da Bafureira, Praia da Azarujinha, Praia da Poça, Praia das Moitas e Praia do Tamariz.

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!