quinta-feira, 22 de março de 2018

Linha de Cascais: Carcavelos e Parede

Continuando a percorrer a linha de Cascais, passamos agora em Carcavelos uma freguesia portuguesa, extinta em 2013 pela reforma administrativa nacional que a agregou à  da Parede, para formar a União das Freguesias de Carcavelos e Parede.


Carcavelos foi vila até 1760 e fez parte do concelho de Oeiras.
Tem por orago Nossa Senhora dos Remédios.
Do seu património destaco:
- Igreja de Nossa Senhora dos Remédios:


Não se conhece a data da construção deste templo, mas sabe-se que já existia em 1755.
Na altura  da implantação da república, a igreja foi encerrada e, em determinada altura, transformada numa escola.
O exterior apresenta linhas arquitectónicas singelas. O interior tem nave única, decorada com painéis de azulejos do Século XVI. Durante o terramoto de 1755, este templo ficou bastante danificado sendo mais tarde recuperado
Ainda hoje a custódia e cálice de prata que d esta igreja, pode ser apreciada no Museu Nacional de Arte Antiga.


- Antigo Forte de São Domingos, transformado no Hospital Ortopédico Dr. José de Almeida.

- Praia de Carcavelos conhecida para a prática do Bodyboard e do Surf, reunindo excelentes qualidades.
É um dos locais mais frequentados de toda a Linha de Cascais, sobretudo pela praia que é uma das maiores da zona.



Ligada a Carcavelos vamos chegar à vila da Parede, cujo topónimo está associado à abundância de pedra ou aos muros de pedra solta, que abundavam no local onde se desenvolveu a povoação.
Da origem desta localidade pouco se sabe, pois não existem documentos que comprovem  a sua existência. 
Até 1953, fez parte da freguesia de São Domingos de Rana, passando depois a freguesia, integrando parte dos lugares de Buzano, Junqueiro, Madorna, Murtal, Penedo e Rebelva.


A Parede situa-se numa  região em que o clima  é propício à cura de algumas doenças como era o caso da tuberculose que, no final do século XIX,  grassava na Europa.
Em Portugal, o Dr. Sousa Martins, encontrou em D. Claudina Chamiço , apoio para a construção dum Sanatório, aproveitando as características climáticas da Parede.
Assim, em 31 de Julho de 1904, D. Claudina Chamiço, inaugurou o Sanatório de Sant'Anna, doando-o à Misericórdia. Em 1910, as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena assumiram a assistência aos doentes que se mantém até aos nossos dias.


Com a diminuição dados casos de tuberculose e aproveitando ainda o clima da região, rico em iodo, novas valências foram implementadas no Sanatório, desta vez direccionadas para a Ortopedia, Anestesiologia e Medicina Física de Reabilitação, passando à condição de Hospital, o Hospital de Sant' Anna.


O orago da vila é Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A grande atracção da Parede é a praias que beneficia  do seu clima e localização abrigada dos ventos e que traz à vila inúmeros veraniantes.







Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Linha de Cascais: Oeiras

Remonta à Pré-Histórica a ocupação humana da região do concelho de Oeiras, nomeadamente na Gruta da Laje, na Gruta do Carrascal e no castro de Leceia( no local onde, actualmente, se situa Barcarena).



Com o decorrer dos anos, fundaram-se outros povoados de que são exemplos o Povoado do Alto das Cabeças (Leião) e o Povoado da Outurela.
Da colonização romana, também existem alguns vestígios da sua passagem pela região, destacando-se o Mosaico Romano na Rua das Alcássimas, no Centro Histórico de Oeiras, e a Ponte Romana.
Só  em 1147,  surgiu um povoado chamado Oeiras.
Numa região fértil, era inevitável que a actividade agrícola tivesse uma importância preponderante, tornando-se  no celeiro de Lisboa. 



Entretanto, começaram  a surgir as quintas com palácios , destinados ao recreio e à exploração agrícola. 
Num documento de 1448 é concedido estatuto de Reguengo aos habitantes de Oeiras, Aljez e Barquerena.
Paralelamente, desenvolveram-se também o comércio e a industria.
Os  monarcas portugueses não descuraram a defesa da capital,  nem o movimento de navios na entrada da Barra do Tejo e mandaram construir alguns fortes, ao longo da costa  .
Em 1759, o Rei D. José I elevou Oeiras a vila  e doou-a  a Sebastião José de Carvalho e Melo, que recebeu o título de Conde de Oeiras. 
Em 1760,  concedeu Carta de Foral à vila, elevando-a a concelho. 



Durante o século XIX, a agricultura entrou em declínio e a indústria assumiu preponderância nas actividades da região. Várias fábricas entraram em funcionamento.
Aos poucos,  Oeiras e as povoações da linha  eram procuradas pela  elite portuguesa, que procurava nas praias um novo tipo de lazer. 
Em 1889, foi inaugurada linha de caminho de ferro  de Cascais, facilitando a mobilidade entre as localidades situadas entre Lisboa e Cascais.



Durante o século XX, Oeiras sofreu uma grande explosão demográfica e uma pacata vila  tornou-se numa zona urbana dos subúrbios de Lisboa.


O orago de Oeiras é Nossa Senhora da Purificação
A Igreja Matriz original era um pequeno templo que existia já no reinado de D. Dinis. Com o aumento de população foi-se tornando exígua para as necessidades e, por isso,  um novo templo foi inaugurado em 1744.
No interior da Igreja Matriz de Oeiras existem elementos que se destacam pela sua beleza, como são os casos da pia batismal, do lavatório da sacristia, dos púlpitos e das  pinturas que decoram a igreja.

Em Oeiras existem outros templos religiosos:
- Igreja de São Julião da Barra

- Igreja de Santo António de Nova Oeiras




- Capela de Santo Amaro




Esta capela é muito antiga e foi edificada  pela Irmandade da Conceição.
Durante o terramoto de 1755, ficou bastante destruída e foi reconstruída durante o XVIII.
O interior é formado por uma só nave e capela-mor. Os altares têm retábulos do final do séc. XVIII.

Do património não religioso destaco:
- Forte de São Lourenço do Bugio 


Esta fortificação encontra-se à entrada da barra do Tejo em frente a Santo Amaro, sobre um banco  de areia denominado Cabeça Seca.
A sua construção teve início no século XVI.
Neste espaço  existe ainda uma capela e um farol.

- Forte de São Julião da Barra


Não se conhece ao certo a data de construção desta fortaleza, uma das mais importantes construções militares do país, mas pensa-se que tenha sido durante o século XVI. 
A partir de 1951 deixou de ter funções militares e passou  a assumir funções de estado e de recepção de eventos políticos.
Actualmente é residência oficial do Ministro da Defesa.

- Forte de Catalazete


Também conhecido  por Forte Novo das Mercês foi construído em 1762.
Foi desativado em finais do século XIX e passou a ser ocupado por particulares.
Em 1977 passou para a posse da Associação Portuguesa da Juventude, funcionando actualmente como Pousada da Juventude.

- Palácio do Egipto


Localizado junto à Igreja Matriz, este palácio foi mandado construir pela família Rebello de Andrade, durante o séc. XVIII. Era o edifício mais importante desta localidade,  até à construção do Palácio do Marquês de Pombal.
Actualmente é propriedade da Câmara Municipal de Oeiras e ali funciona o Centro Cultural Palácio do Egipto, que integra uma sala de exposições temporárias, uma livraria / loja municipal e três espaços de restauração.

- Palácio do Marquês de Pombal 


Este palácio foi mandado construir, durante o século XVIII, por Sebastião José de Carvalho e Melo, para sua residência oficial. É um  belo edifício com magníficos jardins que se tornou a principal casa nobre de Oeiras, suplantando  o Palácio do Egipto.
Em 1953, o Palácio, jardins e Casa da Pesca  foram classificados como Monumento Nacional .

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 20 de março de 2018

Linha de Cascais: Paço d' Arcos

Seguindo na linha de Cascais, vamos passar em Paço de Arcos, uma localidade cujo topónimo dizem dever-se  ao palácio mandado edificar por Antão Martins Homem, durante o século XV e  que  tinha vários arcos a decorar a sua fachada.
D. Teresa Eufrásia de Meneses criou o  Morgadio de Paço de Arcos, no final do século XVII.
A Quinta de Paço de Arcos foi a primeira das quintas de recreio construída no concelho de Oeiras, tornando-se um dos mais importantes locais de veraneio da sociedade portuguesa.

Pensa-se que  foi dali que D. Manuel I viu a partida  das caravelas para  a Índia.
Actualmente, o Palácio dos Arcos aberga uma unidade hoteleira de luxo.

A 7 de Junho de 1759, foi criado o Concelho de Oeiras e D. José deu a  jurisdição destas terras ao Marquês de Pombal, que se tornou o 1ºConde de Oeiras.
Em 1926,  Paço de Arcos foi elevada a vila.
A freguesia de Paço de Arcos foi extinta em Janeiro de 2013 e foi agregada à freguesia de
Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias. 
Nesta localidade, existiram  em tempos, duas actividades que contribuíram para a economia da região. Uma delas eram as pedreiras, das quais  saíram as pedras para construir  o Arco da Rua Augusta. A outra eram   os Fornos da Cal, cuja menção mais antiga data  de 1582. 

O orago de Paço de Arcos é o Senhor Jesus dos Navegantes.
No século XVII, existia na povoação uma ermida dedicada ao Senhor Jesus dos Navegantes, propriedade de Dona Teresa Eufrázia de Menezes, que mais tarde  a doou à Companhia de Jesus.
Após a expulsão dos Jesuítas, passou para a posse do Hospital de Todos-os-Santos, atualmente, Hospital de São José.
Devido ao abandono a que esteve votada durante vários anos,  houve necessidade de ser reconstruída. 
A partir de então começaram a realizar-se, anualmente, grande festejos em honra do padroeiro. 
Com o passar dos anos, a capela tornou-se demasiado pequena para as exigências da população que aumentava rapidamente. Para suprir as necessidades dos habitantes da vila, o culto religioso celebrava-se em diversos locais de forma provisória.
Finalmente, em 1969,foi inaugurada a igreja da Sagrada Família.

Do património da vila destaco:
Palácio dos Arcos


Situado junto à Marginal, este Palácio tem uma arquitectura simples e é formado por 3 andares. 
Do edifício inicial, ainda conserva dois torreões unidos por uma varanda sustentada por três arcos e uma Capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
Juntamente com os  jardins, o palácio ocupa cerca de 2000 metros quadrados, da antiga quinta do morgadio de Paço de Arcos. 

Palácio Flor da Murta

O Palácio Flor da Murta tem a sua origem em 1549 e fazia parte da Quinta de Terrugem, propriedade da família Correia Barrém.
Mais tarde, pertenceu a D. Luísa Clara de Portugal, "Flor da Murta", favorita de D. João V.
O palácio tem de dois pisos, adega e capela. Destacam-se a  varanda sobre arcos e o silhar de azulejos mais antigos do concelho.
Na quinta ressaltam  ainda um relógio de sol, lagos e belos jardins.
Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo


O Forte de Nossa de Porto Salvo, também conhecido por Forte da Giribita ou Forte da Ponta do Guincho, foi mandado construir por D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede, no contexto da Guerra da Restauração, conforme consta na inscrição sobre o Portão de Armas:
"REINANDO EL REI NOSSO SNOR / DOM IOAO 4 SE FEZ ESTA OBRA / POR MANDADO DO CONDE D CAN / TANHEDE DOS SEVS CONSOS DO ESTA / DO E GVERRA VEEDOR DE SVA / FZDA NO ANNO DE / 1649"
Forte de São Pedro de Paço de Arcos



Existem várias teorias acerca da construção deste forte, do qual já pouco resta. Uma  defende que terá sido construído no início do século XIX, durante a Guerra Peninsular. A outra  que terá sido durante o século XVII, durante a Guerra da Restauração.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 19 de março de 2018

Linha de Cascais: Caxias

Após o fim de semana, voltamos aos arredores de Lisboa e vamos para  Caxias. 



Pensa-se que esta localidade teve a sua origem  em Laveiras, hoje um dos bairros de Caxias, onde em 1594, foi doada uma quinta por Dona Simoa Godinho  para a construção de um convento. Mais tarde,  Filipe II doou-o aos Frades Cartuxos de S. Bruno. 
Na época da construção do convento, o local era praticamente despovoado, o que servia as pretensões dos frades para viverem em recolhimento.  
Na altura  da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa,  D. João IV ordenou a construção do Forte de S. Bruno.
Em 1712, havia em Laveiras  uma capela ( de Santo António), o Forte de São Bruno e da parte do Nascente ficava o Convento da Cartuxa de Laveiras. 



No inicio do século XVIII, o Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II, mandou construir uma  Quinta de Recreio nos terrenos de antigas quintas a sul do Convento da Cartuxa, para veraneio,  sendo o único paço real situado à beira-mar. 
A partir da sua conclusão, a Quinta  passou a ser um  local bastante frequentado pela elite 

Antes de fixar residência no Palácio da Ajuda, D. Luís I usou este palácio como residência oficial. Mais tarde mandou edificar o Forte-prisão de Caxias (Forte Rei D. Luís), com vista a construir o Campo Entrincheirado de Lisboa. 


Durante o Estado Novo Português, parte do Forte de D. Luís passou a ser utilizado como prisão política, sendo   desativaçda em 1974.
Entretanto a povoação foi alastrando em grande parte devido à alta sociedade lisboeta se fixar  à volta da Quinta Real de Caxias. 
Caxias foi elevada a vila em 1997 e a freguesia em 2011. Em 2013 passou a integrar a União de Freguesias de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, com sede em Oeiras.



O orago desta localidade é Nossa Senhora das Dores

Durante o século XVIII, foi edificada uma capela dedicada a  Nossa Senhora das Dores em Laveiras, construída pelo povo e patrocinada pela Casa Real.


Do património de Caxias destacam-se:


- Quinta Real de Caxias 

Esta quinta é   um agradável espaço, 
classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1953.
Ao contrário do Jardim, o Palácio tem uma arquitectura sóbria e pouco elaborada, não fazendo lembrar a vida elitista do século XVIII.
Nas paredes, bem como no interior existem belos painéis de azulejos mas que se encontram bastante degradados.  
O edifício é propriedade do Estado Maior do Exército.

- Convento da Cartuxa

Este  templo, é inspirado na Igreja da Cartuxa de Évora, ambas semelhantes à  de Santa Cecilia  em Roma.

Tem uma bela fachada em pedra calcária tendo no local mais alto  a imagem da Virgem com o Menino.
O interior da igreja é sóbrio e despido.
Desde 1903 aqui funciona o Instituto Padre António de Oliveira. 
O Convento é propriedade do Ministério da Justiça. Não se encontra aberto ao público, apenas sendo visível do exterior.

- Forte de São Bruno de Caxias


Este Forte situa-se sobre um afloramento rochoso na margem  do Tejo e foi mandado construir após  a Guerra da Restauração da independência portuguesa, por determinação do Conselho de Guerra de D. João IV. 
Fez parte da 1ª linha de fortificações marítimas e fluviais, erguidas  entre o Cabo da Roca e a Torre de Belém, para defesa da cidade de Lisboa.
Actualmente, as suas instalações funcionam como  sede de honra da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.

- Farol da Gibalta



Este farol situa-se  junto à estrada marginal de Caxias. É uma estrutura com 21 m de altura com  forma de  torre cilíndrica branca, com listas  vermelhas, construída em 1954, depois da destruição do farol original por    um desabamento de terras.  







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sexta-feira, 16 de março de 2018

Porque É Fim de Semana: Ribamondego

Porque é fim de semana, vamos deixar a região da grande Lisboa e vamos até à zona centro do país para concluir a descoberta das localidades do concelho de Gouveia. 


Vamos então para Ribamondego, uma freguesia situada no limite do concelho de Gouveia com o de Mangualde.
Até 1954, era conhecida  por Cabra e foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. 
O Orago: da povoação é São Jerónimo.


Do seu património destacam-se:
- A Igreja Matriz 
Esta  igreja de feições barrocas de grande beleza  tem os seus altares em talha dourada. 
Foi restaurada no século XX.


- Capela de Santo António
Esta Capela tem planta retangular composta por dois retângulos justapostos, uma sacristia e um campanário foi considerado monumento nacional.
No interior, destaca-se  um retábulo maneirista composto por três panos divididos por quatro colunas de fuste liso e capitel compósito.


- Pelourinho de Alto Pina
O actual Pelourinho é de construção recente, mais propriamente em 1990, utilizando alguns elementos do antigo pelourinho. Tem fuste quadrangular, um remate gomeado e, no cimo, uma cruz.


- Ponte Romana da Ribeira



- Praia fluvial
Perto da povoação, nas margens do Mondego, existe ainda  uma praia fluvial e  parque das merendas, um local de interesse turístico que merece uma visita, principalmente em época estival.


Fonte e Imagens da Internet.

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Linda-a-Velha

Vamos terminar a freguesia  de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada - Dafundo, indo até Linda-a-Velha.


Esta antiga povoação fica  situada junto à parte mais elevada  de Algés e, no início do século XVIII,  era formada por cerca de 25 casas, algumas quintas e casais.
À entrada da povoação situa-se  a bela Quinta dos Aciprestes, cuja primeira referência data de 1254, data da concessão da então Herdade de Ninha de Ribamar.
Em 1374, D. Dinis doou a Quinta ao seu Tesoureiro-Mor, Pêro Salgado.


Com o passar dos anos, a Quinta voltou à posse da Coroa, devido a dívidas dos seus proprietários.
Mais tarde, foi doada a  D. José a Alexandre de Gusmão( irmão do padre Bartolomeu de Gusmão), que ali mandou construir um palacete que habitou ate 1753, ano da sua morte.
O terramoto de 1755 provocou grandes estragos no palácio que foi vendido, passando pela posse de várias figuras ilustres, com são os casos dos condes de Vila Real, de Rio Maior, da Ponte ...
Em 1865, a Quinta Grande encontrava-se na posse do Visconde de Rio Seco e  era local de Convívio  da alta sociedade portuguesa.


O  nome actual, Quinta dos Aciprestes, só  lhe foi colocado em meados do século XIX.
Actualmente, a Quinta dos Aciprestes é propriedade do Município de Oeiras e das antigas instalações  já só resta  a capela. O palácio mudou radicalmente, sob projecto do arquitecto Raul Lino  e foi cedido  à Fundação Marquês de Pombal, que aqui estabeleceu a sua sede.
A partir de  1955, Linda-a-Velha sofreu um grande desenvolvimento, quando  a construção atingiu grande parte dos terrenos dos arredores de Lisboa. 


Em Linda-a-Velha existia uma pequena ermida, mas após peditório público o povo mandou construir a Capela de Nossa Senhora do Cabo, (1780), bem como o adro e o Coreto. Em 1888, foi acrescentada uma sacristia e  casa de arrumação.
Com o alastramento das habitações,  a Capela passou a ser pequena  para todos os habitantes.
Em 1978, o Padre Manuel Martins fundou  a Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Porém, em 1955, foi doado à Igreja um terreno e ali se construiu a Igreja  de Nossa Senhora do Cabo, uma Escola de Música e o Lar Padre Dehon.
Em 1983,  Linda-a-Velha passou a paróquia sendo o Padre Manuel Martins  o seu primeiro Pároco.



É ainda de referir a existência do velho Chafariz, construído no ano de 1821, onde pessoas e  animais  saciavam a sede e donde era canalizada a água que abastecia os tanques públicos. 





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!