quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Lisboa: Palácio Nacional da Ajuda

Lisboa é uma cidade com uma grande oferta de locais interessantes  para visitar. Um deles é o Palácio Nacional da Ajuda, que visitei há tempos.

Este palácio foi mandado construir por D. José, após o terramoto de 1755, no alto da Ajuda, zona da cidade que considerava segura, uma vez que o Palácio Real (Terreiro do Paço) ficara destruído pelo terramoto e maremoto.
Assim, foi construído um palácio em madeira, para melhor resistir aos abalos sísmicos, que ficou conhecido por “Real Barraca”. Ali residiu a família real durante alguns anos.
Mas se a madeira era segura contra sismos, não o era contra o fogo e um incêndio viria a destruir o Palácio e todo o seu recheio.
Então, em 1802 deu-se início à construção dum novo palácio que nunca chegou a ser concluído, pois  as guerras napoleónicas provocaram a fuga da família real para o Brasil.

Só no reinado de D. Luís, uma parte do  palácio passou a ser residência oficial da monarquia portuguesa, que se prolongou  até à instauração da República.
Actualmente, o palácio funciona como museu, estando abertas ao público algumas divisões dos aposentos reais, no piso térreo e  as salas do andar nobre, no primeiro piso.

No restante edifício, estão também instalados a Biblioteca Nacional da Ajuda, o Ministério da Cultura, a Galeria de Pintura do rei D. Luís I, a Direção Geral do Património Cultural e a Presidência da República.

Junto ao Palácio existe a torre do galo, que   é o que resta da  torre sineira da igreja do palácio que ardeu totalmente.

Eis mais algumas imagens:










Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Lenda de Nª Sª do Cabo

Já diversas vezes aqui escrevi sobre o Cabo Espichel, situado bem próximo da localidade onde habito. 
Desta vez, transcrevo  a lenda de Nossa Senhora do Cabo, que por acaso, encontrei na net.


Ano de 1215. Em Portugal reinava el-rei D. Afonso II. O Inverno tinha entrado duro. O vento zunia, impertinente e bravo. A chuva era grossa e caía sem pressa de chegar ao fim. O mar bramia, revoltado pelos assobios e açoites do vento. Enfurecido, arremessava-se de encontro às rochas que bordam a costa portuguesa. Joguete das ondas, surgiu mesmo em frente docabo Espichel uma nau que pertencia a um mercador inglês, senhor de grande fortuna e génio aventureiro. Com o cair da noite, a tempestade aumentava. A bordo viviam-se momentos trágicos. Apesar da coragem da tripulação, o navio parecia desfazer-se de momento a momento, batido como um simples brinquedo pela ventania brutal e pelo bailar diabólico das ondas revoltas. Então, no desespero causado pela tragédia, os homens recorreram ao padre Hildebrando, frade eremita dos agostinhos, que os acompanhava. O padre — dizia-se — trazia consigo uma pequena imagem milagrosa. Um dos marinheiros mais afoitos gritou: — Padre, salvai-nos! Só vós podeis ajudar-nos! Os outros fizeram coro: — Salvai-nos, padre! O padre, que parecia meditar, quase indiferente ao espectáculo que o rodeava, ergueu o olhar para os que pediam a sua ajuda. Falou-lhes:
— Tende calma, meus filhos! Tende coragem! Deus há-de valer-nos! Deus e Nossa Senhora, cuja imagem sempre me acompanha. Vou buscá-la para que a possais contemplar. E tende fé, muita fé! Ela há-de fazer mais este milagre!
O marinheiro que primeiro havia falado gritou, cortando o barulho da tempestade:
— Deus o oiça!
Os outros imploraram:
— Que Nossa Senhora nos salve!
O padre, conforme pôde, pois os balanços da nau eram fortes, foi buscar a imagem. Mas, quando regressava, uma onda mais alta cobriu os homens. Houve gritos, alarido, entre o escorrer da água do mar. Quando a onda passou, os homens estavam todos. Bem se olhavam, tentando localizar-se. Mas o padre juntava as mãos vazias num gesto desesperado.
Gritou:
— Meus filhos! A santa imagem desapareceu!
Logo os homens se lamentaram em altos brados:
— Estamos perdidos! Perdidos!
O padre pareceu recobrar a calma.
— Não devemos perder a fé! Oiçam-me! Vamos ajoelhar conforme pudermos. Aproximai-vos de mim! E faremos em conjunto uma oração, como se fôssemos um só. Dizei comigo: «Ave, Maria… cheia de Graça...».
A oração sobrepôs-se à tempestade. E quando chegou ao fim, os homens não podiam crer no que os seus olhos viam. Por estranho milagre tudo se transformara. As ondas tinham acalmado. O vento deixara de soprar. A chuva não caía mais. E uma luz intensa iluminava o Oceano. Luz tão bela e tão forte como a que, segundo contam os antigos, surgira naquela noite singular em que a Virgem Mãe dera à luz o Menino Deus!
A manhã raiava. O dia nascera claro. Alegres como crianças, os homens pisaram terra firme. Com eles ia o bom padre Hildebrando. E foi ele quem fez a maravilhosa descoberta. Cheio de alegria, gritou:
— Olhai, meus filhos, olhai!... Reparai para esta caverna do cabo! Depressa! Quero que verifiqueis com os vossos próprios olhos! É ela, não é verdade? É a imagem de Nossa Senhora que eu trazia!
Os homens haviam acorrido e olhavam surpreendidos tão precioso achado. Lá estava, de facto, numa das pequenas cavernas do cabo Espichel, como se tivesse sido posta ali por mãos divinas, a pequena imagem de Nossa Senhora, envolta numa autêntica auréola de luz. Padre Hildebrando exclamou com unção:
— Foi um milagre que agradeço ao Céu!
E voltando-se para os marítimos:
— Meus filhos! Agora já vos posso dizer toda a verdade! A imagem que observais foi talhada e feita pelos próprios anjos! É única no mundo! Ajoelhai, meus filhos!
Os homens ajoelharam, em muda contemplação. Só os seus pensamentos se elevaram numa prece nem sempre bem definida.
E conta a lenda velhinha que, a expensas de toda a tripulação e com o consentimento superior, ali mesmo se construiu uma capelinha para guardar tão preciosa imagem. Como capelão, ficou o padre Hildebrando. E assim começou a história de Nossa Senhora do Cabo Espichel.
Os anos passaram. Dois séculos, talvez. E foi por volta do ano 1410 que um velho de Alcabideche teve, certa noite, uma visão de espantar. Estava ele no quintalório da sua casinha quando viu subitamente, lá ao longe, uma estrela muito luminosa, muito brilhante. Tentou o velho localizá-la e calculou que essa estrela devia estar sobre o cabo Espichel.
A pé, a distância de Alcabideche ao cabo era grande e difícil. Foi o velho deitar-se, sempre a pensar na estrela. De madrugada sonhou que a própria estrela lhe falara, dizendo:
— Admiras-te do meu brilho, que encandeia os teus olhos? Pois não te admires! Marco uma presença grandiosa: a de Nossa Senhora! Sim... Nossa Senhora está numa lapa do cabo Espichel. Vai lá vê-La e constrói uma nova capelinha, já que a outra foi destruída. Vai, não demores! Nossa Senhora do Cabo espera por ti!
Quando, no sonho, a estrela desapareceu, o velho acordou. Mas passou o resto da noite num sobressalto. Não conseguia conciliar o sono. Assim, mal a alva rompeu, o velho de Alcabideche pôs-se a caminho. Andou, andou, quase sem descansar. Atravessou o Tejo num batel. A noite chegou. Apressou o passo até à povoação mais próxima, e encontrou-se na Caparica, onde, exausto, resolveu pedir pousada. Discretamente, bateu a uma porta. De dentro, uma voz feminina perguntou:
— Quem bate a estas horas?
O velho esclareceu:
— Perdi-me no caminho… e já é noite...
A mulher abriu a porta da casa e ficou-se a olhar o homem. Depois explicou:
— Vivo só... mas pode entrar. Também já sou velha...
O de Alcabideche entrou, agradecendo:
— Que Deus a recompense! Sinto-me, na verdade, tão cansado!
Ela indagou:
— Vem de muito longe?
Sentando-se e suspirando de alívio, ele concordou:
— Sim, venho de muito longe. E ainda terei muito que andar!
Curiosa, ela fez mais uma pergunta:
— Está a cumprir alguma promessa?
Ele meneou a cabeça:
— Não. Correspondo apenas a um pedido.
— Um pedido?
— Sim… e feito por uma estrela!
Ela admirou-se mais:
— Por uma estrela?... Por uma estrela do céu?
— Isso mesmo.
— Como é que isso foi?
— Eu lhe conto.
E, excitado pela recordação do sonho, o velhote de Alcabideche contou a sua estranha história à velhota da Caparica. Não cabendo em si de surpresa, a velhota exclamou:
— Santa Mãe de Deus! O que me diz! Mas isso é espantoso!
O velhote sorriu. E apontou, olhando por uma fresta da janela:
— Vê, além, aquela luz? Lá está a estrela! É ali que está a imagem da Virgem!
Ficou pensativa, a boa velhota. Por fim, disse ao de Alcabideche:
— Vá deitar-se, que precisa descansar. Durma bem, e amanhã voltaremos a falar no assunto.
Mas a velha não se deitou. Ficou olhando pela janela a estrela brilhante. De súbito falou alto, mesmo estando só:
— Como eu gostava de ir ao cabo Espichel! Como eu gostava!
Ergueu o busto. Os seus olhos baços brilhavam a um repentino pensamento. Exclamou:
— É isso mesmo! Vou à frente do velho! A luz me guiará! Vou mesmo de noite. Dentro de pouco tempo será manhã. Eu desejo tanto ir orar à Senhora que está no Cabo!
Disse e fez. Embuçou-se num xaile e saiu, deixando o velho de Alcabideche entregue ao seu profundo sono.
Quando o velho despertou e se viu sozinho, logo compreendeu o que se havia passado. A manhã já ia alta. Afligiu-se por isso, mas disse para si mesmo:
— As mulheres são sempre as mesmas! Para que lhe comuniquei eu o meu segredo? Agora vai chegar em primeiro lugar. Tenho de caminhar tão depressa quanto possa!
E o de Alcabideche partiu em direcção ao Cabo. Estugava o passo. O desejo de encurtar o tempo que o separava da Senhora dava-lhe novas forças. E, assim, apesar da idade e do cansaço que o ia dominando, conseguiu chegar ao cabo Espichel. Porém, o seu primeiro sentimento foi de desânimo, quase de revolta. Ajoelhada aos pés da Virgem, diante da lapa, estava a velha da Caparica. Ele zangou-se:
— Traiçoeira! Se queria vir, ao menos viesse comigo! Fui eu que lhe contei tudo. E foi a mim que a estrela disse para vir aqui!
A velha mostrou-se pouco à vontade.
— Traiçoeira, não! A Virgem pertence a todos! E se vossemecê dormia, porque havia eu de esperar?
Sobrepondo-se à voz da velha, uma voz bonita soou:
— Não se zanguem! Porque não hão-de ser os dois a promover a construção de uma nova capelinha neste lugar?
Os velhos entreolharam-se, primeiro amedrontados. Depois caíram de joelhos, e ali mesmo prometeram pedir a quem pudesse, para se construir a capelinha dedicada à Nossa Senhora do Cabo Espichel. E um raio de sol, como língua de fogo, beijou a cabeça dos dois velhos, absortos na contemplação da imagem da Virgem!
A nova capela foi construída. E ainda hoje lá está uma pedra gravada onde se lê uma inscrição comemorativa do facto.
O tempo continuou correndo. E a feliz aventura dos dois velhos correu paralela ao tempo, tornando-se popularíssima. E como o povo português, na sua alma de poeta, perpetua em verso os factos que sente mais seus, logo surgiu a quadra que ficará de geração para geração:
O velho de Alcabideche
E a velha da Caparica
Foram à Rocha do Cabo,
Acharam prenda tão rica!

Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Imagens Que Falam Por Si


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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Porque é fim de semana: Vinhó

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Vinhó, que após a reforma administrativa nacional de 2013, passou a integrar a União das Freguesias de Moimenta da Serra e Vinhó.



A aldeia teve foral de D. Afonso III, em 1256 e era couto limitado por padrões,  coutado por D. Afonso Henriques, tal como aparecia mencionada nas inquirições de 1258.
Em 1567Francisco de Sousa ( fidalgo da casa real) e sua mulher, D. Antónia de Teive, fundaram no espaço da quinta que possuíam nesta localidade, um Convento de religiosas clarissas. 
De entre todas, ficou célebre a freira “Tia Baptista” conhecida pelos seus dotes milagrosos e pelo boneco conhecido como Menino Jesus da Tia Baptista.
Depois da extinção das ordens religiosas, o templo conventual passou a ser utilizado como igreja paroquial.


A sua padroeira é Nossa Senhora da Assunção. 
A Igreja Matriz, que fazia parte do Convento da Madre de Deus,  é composta pelo corpo da igreja e capela-mor. Adossadas tem  a torre sineira, uma capela lateral e a sacristia.
Numa das laterais, destaca-se um bonito portal, por onde entravam das freiras e, sobre ele, a pedra de armas dos fundadores. 
O interior tem uma só nave  e tecto é forrado a madeira, com quarenta e cinco pinturas a óleo encaixilhados em talha dourada.  
O arco triunfal, o altar-mor e os laterais são também em talha dourada, tendo alguns, em fundo , pinturas do século XVII.
Destaca-se ainda nesta igreja, a capela do Menino Jesus da Tia Baptista, qua ali se encontra sepultada.
O templo alberga também o túmulo dos fundadores que lhe deixaram   com todos os seus bens. 

Em Vinhó existem mais algumas capelas espalhadas pela aldeia.
- Capela de S. João Baptista



- Capela de  S. Pedro



- Capela de São Lourenço



Capela de planta longitudinal com um espaço único, construída entre o século XVI e o século XVII e reconstruída no século XX

- Capela  do Imaculado Coração de Maria

- Monumentos a Nossa Senhora de Assunção e a Nossa Senhora de Fátima



Do património não religioso, enfatizo:

- Sepulturas medievais

- Fonte de Santa Clara

- Solar e Brasão dos Botto Machado



Casa senhorial construída na segunda metade do século XVIII pela família Boto Machado. O destaque deste edifício vai para o brasão, num local elevado da fachada principal. 

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Novo Ano de Luís Brás Pacheco

Foto de Luisa Brás Pacheco.


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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Broinhas da Prima Elizete

Estes são os ingredientes  da receita das broinhas da prima Elizete: 
2kg de batata
1kg de açúcar
1,5kg de farinha
10 ovos 
2 cálices de aguardente
1 quadrado de fermento fresco esfarelado na farinha
Frutos secos e cristalizados a gosto

Foto de Elizete Matias..
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa: Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

Após as festas natalícias, o Açor regressa com a diulgação de mais um evento do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa.



Do Natal aos Reis: 2ª edição 
Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, juntamente com a Junta de Freguesia da Misericórdia, levarão a cabo a 2ª edição do evento ‘DO NATAL AOS REIS’, que consiste num Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais da época.
O evento terá o seguinte horário: 
16h00m – Abertura do espetáculo com sessão solene 
16h15m – Atuação dos Grupos de Folclore: 
1.Rancho Folclórico e Etnográfico de Eira Pedrinha, Condeixa-a-Nova -  Beira Litoral Mondego 
2.Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira,Santa Maria da Feira - Douro Litoral Sul 
3.Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, Arganil - Beira Serra
Deste modo singelo, convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade, para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! 
Venha conviver, divertir-se e conhecer um pouco mais das tradições deste belo país “à beira-mar plantado”.


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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Porque é fim de semana: Nabais

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Nabais, uma  aldeia que foi agregada a Melo para formar a União De Freguesias de Melo e Nabais. 




Esta  localidade cujo topónimo está relacionado com campos dedicados à produção de nabos, foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Melo, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Melo e Nabais com a sede em Melo.
São poucas as referências à origem do povoamento de Nabais mas, no século XIII, em pleno reinado de D. Afonso II, a povoação foi doada ao homem que viria a fundar a casa nobre de Melo, o cavaleiro D. Men Soares de Melo e em  1258, nas Inquirições de D. Afonso III, já é referido um lugar , que deveria situar-se na zona do Arco de Palhais ou Arco de Nabais.



Este arco pensa-se ser parte duma estrutura defensiva do tempo dos Lusitanos.
Existem na aldeia alguns vestígios da presença judaica que, no  Pátio Judeu, deixaram vestígios (cruzes gravadas nas pedras de entrada das habitações), perpectuando a sua importância na história da aldeia.


O Orago desta povoação é  São Cosme. A Igreja Matriz de Nabais é um templo com  uma só nave, capela saliente e torre sineira. 
Data do séc. XVII, e foi reformada no séc. XVIII.
Capela  fica situada na antiga freguesia de Melo,  junto ao limite com  Nabais e a romaria  atrai à aldeia um grande número filhos da terra e  de forasteiros.

Para além da Igreja Matriz, fazem parte do património da Povoação:

- Pátio Judeu



- Chafariz


 

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Artesanato

Mais duas lembranças que ofereci a amigas, neste Natal. Dois caminhos de Mesa, pntados com motivos natalícios, contornados com galão.



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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Boas Festas

Neste Natal de 2017, desejo a todos os visitantes d' O Açor



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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Porque é fim de semana: Melo

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Melo, uma aldeia situada  no sopé da Serra da Estrela e que, como muitas  da região, tem origem bastante remota. 



A  povoação teve o seu início em 1204 e era apenas numa Quinta dum cruzado com o cognome de Melro que daria mais tarde origem ao topónimo Melo. 
D. Afonso V  deu-lhe o foro de vila e armas. No reinado de D. Dinis, pertencia a Folgosinho.  

D. Manuel I concedeu-lhe  foral em 1515 tornando a vila num concelho que se manteve atá 1836, data em que foi   extinto em 1836, passando a ser uma freguesia do concelho de Gouveia.
Em 1859, foi anexada à freguesia  a paróquia de São Martinho de Nabainhos.
A reforma administrativa nacional de 2013 extinguiu a freguesia  para, em conjunto com Nabais, formar a União das Freguesias de Melo e Nabais.


O orago de Melo é Santo Isidoro
A Igreja Matriz é bastante antiga e em  1321 já constava duma listagem das Igrejas do País.
Sofreu obras de restauro em 1668.
A I greja  tem duas torres sineirase um campanário. Sobre a porta, destacam-se o brasão dos antigos senhores de Melo e  uma janela em forma de trevo de quatro folhas.
O interior  tem planta longitudinal com  três naves e quatro arcos, onde se destaca um retábulo-mor de talha dourada do estilo barroco joanino e  o arco triunfal.
Nesta igreja,  encontra-se sepultado o Bispos da Guarda, D. José Mendonça Arrais, que ali fixou a sua residência durante as Invasões Francesas.

Do património religioso de Melo fazem parte várias Capelas:
- Capela de Santa Marta


Templo de feição maneirista com planta longitudinal, onde se destacam as portas da fachada principal e lateral encimados por  frontões triangulares e nichos com estatuas de cantaria. Provavelmente a data de construção rondará  o século XVII.

- Capela da Misericórdia de Melo


A Misericórdia de Melo foi fundada em 1567.
O edifício  tem uma janela de estilo manuelino. 
No interior da Capela destacam-se três Tábuas quinhentistas: a da Anunciação, a da Visitação e a da Adoração datadas de 1539, uma colunata e um púlpito em forma de cálice.

- Capela de Nossa Senhora do Coito (Nabaínhos)


Este templo tem um pequena capela-mor pequena que corresponde à primitiva capela mandada construir por D. Mem Soares de Alvim ou D. Mem Soares de Melo, 1º senhor da vila.
Tem um valioso altar-mor e as imagens de Na. Senhora do Couto e de São Francisco.

- Capela de São Lourenço(Nabainhos)


Reconstruída no século XVIII  esta Capela foi totalmente modificada em relação à original. 

Melo possui ainda um valioso património civil. Eis alguns exemplos:

- Pelourinho 


Este pelourinho de Estilo Manuelino, datado do século XVI, foi classificado como Monumento Nacional em 1915.


- Antiga Casa da Câmara


Este edifício foi presumivelmente construído no século XVII. Numa esquina destaca-se o brasão da vila de Melo. Foi classificado Imóvel de Interesse Público em 1938.


– Paço de Melo


Residência senhorial dos fundadores de Melo, cuja construção se crê ser dos séculos XIII/XIV.
Apesar de grande parte se apresentar em ruína, destacam-se a cerca ameada, quinhentista, a porta de acesso ao solar, a torre com coruchéu em granito e o brasão de armas dos antigos senhores de Melo. Numa parte da  muralha existe uma pequena ermida em honra do Senhor do Calvário, onde se realiza uma das  mais importantes  festas  da freguesia.
Existia ainda uma outra Capela em honra de Nossa Senhora da Paz, da qual apenas existe uma cruz.

Este edifício serviu de refúgio e residência do Bispo da Guarda  durante a Guerra Peninsular.

- Cruzeiro 


- Cruzeiro (Nabainhos)



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