terça-feira, 26 de setembro de 2017

São João da Boavista Tábua

São João da Boavista é uma freguesia do concelho de Tábua,  outrora denominada Oliveira de Fazemão. O Decreto de 7 de Dezembro de 1927, alterou o topónimo para o actual em homenagem ao seu padroeiro. No entanto, nos arredores existe ainda um pequeno lugar com o anterior topónimo.


Pouco se conhece das origens da povoação mas, bem perto, foram encontradas duas sepulturas antropomórficas e algumas peças de cerâmica, da alta Idade Média.
Foi curato da apresentação dos Condes da Cunha. 
Em 1839 pertencia à comarca de Seia, em 1852 à de Midões e, finalmente, em 1878, à de Tábua.



O orago é São João Baptista.
Na Igreja,  situada num ponto elevado da povoação, destaca-se no interior,  uma imagem tosca de São João Baptista, datada  do século XVII.
Existe ainda uma capela, na mesma rua, um pouco mais abaixo, da igreja matriz.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Artesanato

Tinha em casa algumas pequenas toalhinhas que aguardavam uma fase em que sentisse vontade de as terminar, fazendo um picô que lhes desse um melhor acabamento.
Durante as últimas férias de Verão ganhei de novo o gosto pelo croché e terminei três delas.
Eis o resultado final.






Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Porque É Fim de Semana: Vila Cortês da Serra

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para a freguesia de Vila Cortês da Serra. 



Vila Cortês da Serra fica situada num  vale no sopé da Serra da Estrela e segundo a crença dos seus habitantes, existiu  um castro pré-romano, no monte do Castelejo.
Esta povoação que nunca foi vila, se não no seu topónimo, deverá ter a sua   origem relacionada com o repovoamento do termo do castelo de Linhares, ao qual pertencia em meados do séc. XI. 
Fez parte do concelho de Linhares até à extinção deste a 24 de Outubro de 1855. 
A antiga freguesia era priorado da apresentação dos senhores de Melo.
Aldeia localizada numa estrada internacional, foi alvo  das tropas napoleónicas, que aqui estiveram instaladas,  após a derrota nas Linhas de Torres e que durante a  fuga, incendiaram parte da povoação.



A  Padroeira de Vila Cortês da Serra é  Nossa Senhora da Conceição.

A igreja Matriz  é um bonito templo mandado construir em finais do séc. XVIII ou princípios do séc. XIX, pelos condes de Mello, donatários desta paróquia. 
Tem altar-mor, com retábulo de talha dourada, três altares laterais, coro e uma elegante torre com quatro sineiras. Para além da igreja de Nossa Senhora da Conceição, existem na povoação outros locais de culto.

- Capela de Santo António 



Data do séc XVII e é um belo exemplar do património arquitectónico e artístico. 

- Capela de S. Bartolomeu
Este templo situa-se no centro da povoação e foi a primeira Matriz. Em tempos, era alvo duma grande festa e feira anuais, no dia  24 de Agosto.

- Casa Brasonada



Na aldeia, existe um edifício brasonado,  pertencente à família Mendonças de Freches. 


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Torta Sensação

Massa:
200g de BISCOITO DE CHOCOLATE
100g de MANTEIGA derretida sem sal

Recheio:
1 lata de LEITE CONDENSADO (395g)
2 copos de IOGURTE NATURAL (340g)
2 caixinhas de CREME DE LEITE (400g)
1 SUCO EM PÓ sabor morango (25g)

Cobertura: 
150g de CHOCOLATE MEIO AMARGO picado
1 caixinha de CREME DE LEITE (200g)



Num processador, triture os biscoitos até virar uma farofa. Adicione a manteiga derretida e bata novamente. 
Forre o fundo de uma forma removível com papel manteiga, com a mistura pronta disponha na forma. Leve à geladeira por 30 minutos. 
Em seguida bata no processador o leite condensado, o iogurte, o creme de leite e o suco em pó, até obter um creme homogéneo. 
Disponha o recheio na torta e volte à geladeira por 1 hora. 
Aqueça o creme de leite e coloque no chocolate picado. Misture bem até o chocolate derreter por completo.
Disponha por cima da torta e volte à geladeira por mais 3 horas ou até firmar.
Decore com raspas de chocolate.





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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O Valioso Tempo dos Maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

Mário de Andrade


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Quinta da Bacalhoa II

A segunda parte da visita à Quinta da Bacalhoa realizou-se no edifício-sede  onde as colecções particulares do Comendador José Berardo podem ser apreciadas em três exposições permanentes.


- Out of Africa
Esta exposição é dedicada  à Rainha Ginga e a África, onde o Comendador passou parte da sua vida.
Dela constam diversas peças etnográficas africanas bem como  outras contemporâneas. 


- What a Wonderful World! 
Esta colecção  dedicada à Art Nouveau e Art Deco é constituída por vários móveis, candeeiros e objectos decorativos.
Existe também um espaço dedicado a Rafael Bordalo Pinheiro, com destaque para algumas das suas famosas peças de cerâmica.


- O Azulejo Português do Século XVI ao Século XX
Um  acervo de azulejaria transversal a mais de cinco séculos, encontra-se patente    na Adega, num ambiente de luz e temperatura controladas.


A visita terminou com a degustação de alguns dos vinhos produzidos na quinta, com especial destaque para o Moscatel.



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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Visita à Quinta da Bacalhoa I

Nada melhor para aproveitar um fim de semana de final de Verão, que um agradável passeio, na   companhia de amigos com os quais nos identificamos.



Desta vez, o passeio foi aqui bem perto de minha casa, à Quinta da Bacalhoa em Vila Fresca de Azeitão.
Da Quinta fazem parte a vinha, a adega, o museu  e o famoso Palácio da Bacalhoa, que  actualmente pertencem ao Comendador Joe Berardo. Teve origem no século XV, quando o Infante D. João, um dos filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, ali passava os seus momentos de lazer.



De geração em geração, de venda em venda, sofreu várias alterações ao traçado primitivo. No século XX, abandonado e em mau estado de conservação, foi adquirido pela norte-americana, Orlena Scoville, que procedeu a obras de reconstrução do palácio. Mais tarde, o neto iniciou uma nova fase da Quinta, que a tornou  num dos maiores produtores  de vinho do país.



Do  Palácio fazem também parte,  um magnífico jardim, um pomar, a vinha e a Casa de Fresco com o seu famoso tanque.
Passou pela posse de várias personalidades. De todos eles, destaco Brás de Albuquerque, filho do Vice-Rei da Índia,  Afonso de Albuquerque, que o ampliou e ao qual  se deve a maior parte  deste conjunto arquitectónico.



O actual proprietário fez um grande investimento no Palácio, embelezando-o e transformando parte dele num Museu, onde estão  patentes, entre outros, um importante espólio da azulejaria primitiva em Portugal, bem como várias das obras de arte, que Joe Berardo foi adquirindo ao longo da sua vida.


Saindo para o exterior do  edifício, encontramos um   belo jardim formado por buxos dispostos  num bonito labirinto, tendo uma fonte ao centro e, em volta, um harmónico conjunto de estátuas.  



Seguindo por uma bonita alameda rodeada de muros e bancos revestidos de azulejos, tendo incrustados nas paredes belos medalhões, com os bustos de imperadores romanos, vamos chegar à Casa De Fresco.



Este edifício é formado por três torres que terminam num tanque de proporções generosas e que forma um esplêndido espelho de água.




Como não podia deixar de acontecer numa Quinta vocacionada para a viticultura,  uma grande vinha espraia-se aos olhos dos visitantes, motivando-os para uma prova de vinhos e uma visita à Adega. 




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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Porque É Fim de Semana: Vila Nova de Tazem

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para a freguesia de Vila Nova de Tazem. 



Até ao século XIX, usou o topónimo  Vila Nova de Casal, mas teve outras denominações: Vila Nova, Vila Nova de Riba Mondego e Vila Nova de Folgosinho. 
Recebeu foral de D. Manuel, enquanto incluída no concelho de Casal.
Durante o início do séc. XIX, durante as Invasões Francesas, o exército Anglo-Luso esteve ali acampado, tendo sido travado um grande combate com as tropas napoleónicas.


A padroeira  de Vila Nova de Tazem é Nossa Senhora da Assunção.
A Paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Vila Nova de Tazem, inicialmente integrava o Bispado de Coimbra. Em 1882, passou para o Bispado da Guarda.  
A actual Igreja foi construída entre 1894 e 1903, mas já foi alvo de obras  de restauro no final do século XX.
De arquitectura revivalista neorromânica e neogótica, tem planta retangular com uma só nave e capela-mor. Adossadas tem a sacristia e torre sineira. 

Para além da sua Igreja, existem ainda algumas capelas e outro património digno de referência.
- Capela de Santo António



- Capela de São Miguel




Capela de planta longitudinal com uma só nave, um alpendre e uma sacristia adossada. Desconhece-se a data da   construção da capela primitiva, pois em 1936, foi transferida para o local actual.

- Capela de São Bartolomeu-Museu Paroquial de Arte Sacra



- Igreja de São Sebastião (Tazem)



Igreja  construída no século XX, formada  por uma nave e capela-mor mais estreita. Adossadas tem a sacristia e uma torre sineira. 

- Capela de Santa Bárbara

- Casa dos Mouros



- Penedo oscilante



- Cadeirões romanos



- Antas do Safaíl e do Freixial 
- Fragas da Maria do Bento. 



Fotos da Net


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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Vila Nova de Oliveirinha Tábua

Vila Nova de Oliveirinha é uma  antiga freguesia portuguesa do concelho da Tábua, que juntamente com  Covas forma a união das Freguesias de Covas e Vila Nova de Oliveirinha.



Teve foral dado por D. Manuel I, em  1514. Foi vila e  sede de concelho até à sua extinção em 1836. 
Após a  extinção do concelho, perdeu o título de vila e passou a ser uma freguesia do concelho de Midões. Em 1853 também o concelho de Midões foi extinto, passando então a freguesia  de Vila Nova de Oliveirinha para o concelho de   Tábua. 
Voltou a obter a categoria de vila em 1906 e designou-se apenas  Oliveirinha até 1936.


O padroeiro desta Vila é São Miguel.

A antiga freguesia de São Miguel de Vila de Oliveirinha foi priorado da apresentação da Sé de Coimbra. 

Na povoação, existem ainda outros locais de culto.
- Capela da Senhora do Loreto 


- Capela de  São João


Do património da vila fazem ainda parte:

- Escultura em homenagem aos mortos da Grande Guerra 
Esta escultura em granito, foi construída em homenagem aos combatentes da primeira Grande Guerra.
- Escultura de Homenagem aos Beneméritos de Vila nova de Oliveirinha


Esta escultura  construída em pedra contém em cada face os nomes dos beneméritos da freguesia.

- Escultura de Homenagem a Albano Gonçalves


Esta escultura em granito pretende homenagear os 47 anos em que Albano Gonçalves foi presidente da Junta desta freguesia.

Casa de D. Felismina


- Cruzeiro



Construído em granito, tem dois degraus, uma base quadrangular e um fuste cilíndrico encimado por uma cruz.





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