segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Coja - Princesa do Alva

A Vila de Côja é sede da União de Freguesias de Coja e Barril do Alva. 



Atravessada pelo  Rio Alva e pela  Ribeira da Mata que ali desagua,   é possuidora duma beleza ímpar   que, a par do seu ancestral património histórico e cultural, fazem da vila um dos locais  com maior potencialidade turistica, no concelho de Arganil. 
Por essa razão, Coja é também conhecida pela Princesa do Alva.
Na vila, existe uma excelente praia fluvial com zona infantil, bar, esplanada, chuveiros, balneários, parque de Merendas,... 


O Orago da vila é São Miguel e a Igreja Matriz foi reconstruída durante o séc. XIX, no local da antiga Igreja Paroquial de que desconhece a data de construção.
No interior destacam-se o Retábulo da Capela-Mor de 1881 e os colaterais de 1893 da autoria dum entalhador da região, com inspiração setecentista. As esculturas de Santa Catarina e de São Sebastião são medievais, em pedra. Existem também algumas imagens em madeira do séc. XVII, que foram trazidas de conventos ou colégios universitários de Coimbra.



Para além da Igreja Matriz, Coja é rica em património. Espalhadas pela povoação podemos encontrar várias Capelas, casas senhoriais e outros património histórico e natural digno de registo. Eis alguns:
- Capela de Santo António 
Esta capela setecentista tem no seu interior um Retábulo do séc. XVIII, onde sobressai a imagem de Santo António. Existem ainda esculturas em calcário de mais dois santos, datados do séc. XV.
Actualmente este templo é utilizado como capela mortuária.



- Capela do Senhor do Sepulcro
Esta Capela que outrora se localizava num sítio mais perto do rio era sistematicamente invadida pelas águas  sempre que havia cheias. Em 1887, foi  deslocada para um nível mais elevado, onde se encontra actualmente.
No interior, alberga a imagem de Cristo Jacente que tem o papel principal nas cerimónias da Semana Santa.



- Capela de Nossa Senhora da Ribeira
Localizada junto à ribeira da Mata, não se conhece a data da sua construção. Sabe-se que sofreu várias remodelações sendo a última efectuada em meados do séc. XX.
No exterior, destacam-se a janela e a porta e no interior, o retábulo de madeira dourada e policromada, todos do séc. XVIII. No nicho central, assume o papel principal uma imagem quinhentista, de calcário da Virgem com o Menino.




- A Ponte Romana
A ponte que liga as duas margens do rio Alva é bastante antiga  e tem estilo românico. Tem três arcos, um dos quais foi cortado em 1811, por ocasião das Invasões Napoleónicas, impedindo que as tropas francesas, vindas de Mouronho, entrassem na vila e continuassem o seu trajecto em que  lançavam o terror com mortes e pilhagens.
Após a reconstrução da ponte,  foi colocada, na sua cortina, uma lápide alusiva ao acontecimento.


- O Pelourinho
Testemunho do antigo concelho de Coja, o Pelourinho localiza-se na Praça Dr.Alberto Vale. 
É uma reconstrução do antigo, erguido no reinado de D. Manuel I, que se encontrava em frente à Casa da Câmara( já destruída ). 
A sua reconstrução da responsabilidade do Padre Nunes Pereira, só foi possível devido à recuperação de algumas das suas partes que se encontravam na posse de particulares.



- Casa Setecentista dos Vales
Esta casa solarenga é propriedade da família do Dr. Fernando Vale, um dos fundadores do Parido Socialisata.
Desta casa muitos franceses foram alvejados, quando por ali passaram as tropas napoleónicas, que na sua fuga para França tentavam roubar e matar tudo e todos  nos lugares por onde passavam.


- Casas Setecentistas da Praça 
Na praça Dr. Alberto Vale, ergue-se um edifício solarengo, reconstruído  no séc. XVIII, com uma extensa varanda e brasão. Anexa ao edifício situa-se a capela do solar, em honra de São João.



Sobranceira ao Alva, em local de destaque, uma casa oitocentista, dá as boas-vindas a quem chega, atravessando a ponte. 



- Casa do Prior Costa
Em frente à Capela de Santo António, situa-se esta casa que alberga uma capela quatrocentista.





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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Porque é fim de semana: Freguesia de Vila Nova do Ceira (Conclusão)

Porque é fim de semana, vamos  encerrar o capítulo dedicado à   freguesia de  Vila Nova do Ceira.
Quem viaja pela freguesia de Vila Nova do Ceira, acabará por  passar num dos locais mais emblemáticos da região, o Cerro de Candosa. 
Ali, o rio Ceira  atravessa um apertado desfiladeiro entre escarpas  com   cerca de 150 metros de altura.


Segundo a tradição oral, há muitos séculos atrás,  durante a Idade de Bronze, existia neste local  uma grande lagoa, que os Romanos terão drenado abrindo uma passagem, formando o desfiladeiro. 
No alto duma das escarpas que ladeiam a estreita passagem, ergue-se uma capela  em honra de Nossa Senhora da Candosa ou Nossa Senhora das Candeias, que é alvo duma romaria anual a 15 de Agosto.
A capela actual foi construída no final do século passado no local onde, anteriormente, existiu uma outra muito antiga e que se encontrava a ameaçar ruína.   O retábulo e a imagem da Nossa  Senhora  são de 1705. Foram também construídos miradouros e colocado um cruzeiro feito de material da região. 



No terreno drenado surgiu um pequeno lugar, formado por um  grupo de casas e uma quinta, hoje conhecido por Cabril. 
  

Fotos: da Net




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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Covelo - Tábua

Covelo é uma aldeia do concelho de Tábua e faz parte da União de Freguesias de Ázere e Covelo.
Situa-se na região de Casconha e é formada por dois lugares: Covelo de Cima, Covelo de Baixo e uma quinta. 


Covelo de Cima
Desconhece-se a origem do povoamento nesta região, mas num   documento antigo refere-se que a antiga freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Covelo era curato anexo ao priorado de São Mamede de Ázere e da apresentação do conde de Óbidos, no antigo concelho de Ázere.


Covelo de Baixo
Mais tarde, fez  parte do concelho de Farinha Podre, que era uma das comendas novas da ordem de Cristo. Em 1853, este concelho foi extinto e Covelo passou então a integrar o de Tábua. 
Em 1839 fazia parte da comarca de Seia, em 1852 da de Arganil e, em 1885, da de Tábua. 




O seu orago é Nossa Senhora da Apresentação, venerada numa bonita igreja datada de 1739. 

Existem ainda na aldeia,  mais duas capelas.

- Capela de Nossa Senhora das Febres
Situada no lugar de Covelo de Cima que é alvo duma romaria anual, bastante concorrida no dia 15 de Agosto.


- Capela de Nossa Senhora da Devoção
Esta Capela localiza-se na zona de Covelo de Baixo.



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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Ázere - Tábua

Vamos regressar ao concelho de Tábua. Anteriormente, já aqui escrevi sobre algumas aldeias deste concelho e hoje é a vez de Ázere, uma povoação actualmente pertencente à União de Freguesias de Ázere e Covelo,  duas antigas freguesias unidas em 2013, no âmbito da Reforma Administrativa. 
Fica situada na margem esquerda do rio Mondego e é uma das maiores freguesias do concelho.



Ázere é  uma povoação muito antiga que, durante a ocupação dos Suevos, tinha o nome de Azzemira.
Foi couto instituído por D. Teresa  e D. Afonso Henriques.
Em 1136, foi-lhe concedido  foral  abrangendo Ázere e todo o território do actual concelho de Tábua, como se pode comprovar  nas Inquirições de D. Afonso III que, lhe outorgou  novo foral, em 1254.
No entanto, o  pelourinho é presumivelmente do séc. XVIII e tem uma esfera armilar de ferro, do séc. XVI.


Foi vila e sede de concelho até 1666formado pelas freguesias de Ázere e Covelo. Nessa data, esta última localidade foi desanexada, mas o concelho só seria extinto  em 1871.
Pertenceu à comarca de Midões até ao início do séc. XIX, depois à de Santa Comba Dão e , actualmente, pertence à comarca de Tábua.


O orago da povoação é São Mamede e a Igreja Paroquial começou a ser erigida em 1368. Foi reconstruída no séc. XVIII e restaurada no séc. XIX.
Existem ainda na localidade mais dois templos religiosos.

-  Capela de Nossa Senhora da Paz


- Capela de Santo António






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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa: 18ªedição Festival Nacional de Folclore

Da Direcção do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa recebi o pedido de divulgação da Notícia referente a mais um dos seus eventos.

NOTÍCIA
Usos e Costumes em Lisboa: 18ªedição Festival Nacional de Folclore 


Mais um ano a história repete-se: o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa associa-se à Junta de Freguesia de S. Vicente para organizar a 18ª edição do seu Festival de Folclore. 
Este evento terá lugar mais uma vez no recinto do Panteão Nacional, em Lisboa (S. Vicente de Fora), no dia 10 de Setembro e promete ser mais uma jornada etnográfica de excelência, com a participação de grupos de folclore cuja representação dos tempos idos é da mais digna supremacia. 
O evento terá o seguinte horário:
15h00m - Desfile pelas ruas da freguesia
15h30m - Chegada dos grupos ao recinto
16h00m - Atuação dos Grupos de Folclore:
1.Rancho Folclórico de Gouveia Beira Alta Serrana
2.Rancho das Lavradeiras da Trofa Douro Litoral Norte
3.Grupo Folclórico e Etnográfico de Cova do Ouro e Serra da Rocha Beira Litoral Mondego
4.Grupo Folclórico “Os Camponeses de D. Maria” Região Saloia
5.Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa Beira Serra 
Acrescentamos ainda que haverá bar aberto, venda de enchidos e outros produtos regionais, de artesanato e de doçaria típica (como filhoses). 
Deste modo singelo, convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! Venha conviver, divertir-se a conhecer um pouco mais das tradições deste belo país "à beira-mar plantado".Esperamos por si...




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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Festa de Sobral Magro 3

O último dia da festa de Sobral Magro foi o que teve o programa mais intenso.
A iniciar, realizou-se a Santa Missa, à qual se seguiu  a Procissão, abrilhantadas pela Filarmónica de Avô.


A terminar os festejos deste ano, realizou-se o tradicional piquenique. 






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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Covas do Barro, Monteira, Casal da Ribeira, Sacões e Formiga

Porque é fim de semana, vamos agora partir à descoberta de mais algumas aldeias do concelho de Góis e da freguesia de  Vila Nova do Ceira.

Covas do Barro

Este lugar é constituído por algumas casas dispersas nos arredores da Várzea Grande. Por cima  há uma zona onde as pessoas iam buscar barro para fazer os seus fornos e para a construção as suas casas e que originou o nome desta localidade.


Monteira



A Monteira é uma  pitoresca aldeia situada no vale glaciar do rio Sótão.
O orago da Monteira é São Simão.



Desconhece-se a data da construção da sua capela, mas foi reparada em 1902 e em 1993 foi reedificada.



Casal da Ribeira 
Este pequeno lugar é formado  por um pequeno grupo de quatro casas e situa-se numa pequena saliência de terreno  na encosta do vale do rio Sótão
No Casal da Ribeira começa a "Levada de Cima", que transporta a água até  Topa (Murtinheira) e que servia para regar os campos em redor.
Na localidade não há Capela e as pessoas deslocavam-se a Monteira, para assistir à Missa dominical. Há alguns anos, deixaram de se realizar cerimónias religiosas nesta última povoação e os habitantes do Casal da Ribeira, actualmente têm que   se deslocar a Vila Nova do Ceira. 


Sacões
A aldeia de Sacões fica situada junto à estrada que liga Vila Nova do Ceira a Conhais da freguesia de Góis.
O orago da povoação é Santo António, venerado numa pequena capelinha.


Formiga 

Perto do limite entre os concelhos de Góis e da Lousã, na encosta entre Sacões e Lomba, encontra-se esta aldeia formada apenas por seis casas. 
Uma parte das terras à volta da Formiga ainda hoje é cultivada  e o gado pasta nos montes. 


Nas imediações destas aldeias, existem ainda alguns pequenos lugares dos quais destaco: Picarotos, Terras e Balsas.






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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Festa de Sobral Magro 2

O segundo dia de festa em Sobral Magro teve o seu ponto alto na tradicional Arruada, que este ano registou uma inovação. Pela primeira vez, a volta da cana foi ao Espinho. 





No final do dia, o baile foi abrilhantado pelo duo Ex-Libris.



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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Festa de Sobral Magro

No passado fim de semana, decorreu mais uma festa em Sobral Magro.
Cumprindo o Programa estabelecido, os festejos começaram na Sexta-Feira com a Procissão de Velas. 




A terminar o dia, Gonçalo Almeida abrilhantou o baile.





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