segunda-feira, 20 de março de 2017

Midões

Midões é uma bonita e antiga povoação situada na região do Pinhal Interior Norte.
Em 969, Midões foi doada, com todo o seu território, ao Mosteiro do Lorvão.  D. Afonso Henriques coutou os terrenos do Lorvão e a abadessa do mosteiro concedeu foral a Midões, em 1257.


D. Manuel I concedeu-lhe foral novo   em 1514, dando-lhe honras de vila e sede de concelho. Este  só viria a ser extinto pela reforma administrativa de 1853, passando a sede de freguesia integrada no concelho de Tábua.
Em 1837, D. Maria II concedeu o título de Visconde de Midões  a Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco, devido ao seu envolvimento nas lutas pelas causas liberais. 

Sob o ponto de vista religioso,  a  antiga freguesia de Nª. Sr.ª das Neves de Midões pertenceu à  Mitra de Coimbra.
Da primitiva  igreja matriz já só existe o cruzeiro pois, em 1822, foi substituída pela actual Igreja Matriz, construída por acção do Vigário José de Araújo Nogueira.
No interior  existem  três retábulos e duas esculturas em madeira de Nª Sª das Neves,  do século XIX e de S. Pedro, do século XVIII. Existem também esculturas em pedra de Santo Estêvão do século XVI e uma Piedade  do século XV .
Para além de capelas particulares, em  Midões existe também  a Capela de Nossa Senhora das Dores, datada do século XVII, onde se destaca
uma escultura da Piedade do século XVIII.

Do vasto património arquitectónico de Midões destaco ainda:

- O Pelourinho 


- Palácio das Quatro Estações


Este palácio  foi mandado construir pelo 2.º Visconde de Midões, César Ribeiro de Abranches Castelo Branco, no século XIX. Tem esta  designação devido às  esculturas  das estações do ano, na fachada principal. 









- Solar dos Sousas Machados

Este  casa solarenga foi construída em finais do século XVII e foi  ampliada no século XVIII. Sobre a porta principal, sobressai o escudoda família.

- Casa do Ribeirinho

Esta casa pertenceu ao 1º Visconde de Midões, Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco. 
Foi construída no século XVIII sendo alvo de obras ao longo dos anos. Tem

- Palácio de Valverde

Casa  solarenga com inscrição de 1907, localizada   no centro de Midões, num  largo  conhecido como Valverde.

- Solar do Esporão
Quinta com casa Agostinho Borges de Figueiredo e Castro,




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sexta-feira, 17 de março de 2017

Porque É Fim de Semana: Cabreira

Porque é fim de semana, vamos continuar a descobrir as aldeias do concelho de Góis.
Hoje vamos partir à descoberta da aldeia da Cabreira.

Esta povoação banhada pelo rio Ceira, pertence à União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.
Segundo a tradição oral,  a Cabreira localizava-se, inicialmente, na margem esquerda do rio. Os Mouros, que procediam à prospecção de ouro naquela região, chamavam-lhe "Velha Pastora", pois ali havia  abundância de gado.
O padroeiro da aldeia é Santo Amaro.
A Capela actual, de arquitectura moderna, foi construída no local onde existiu a capela original que, segundo data existente num missal, já existia em 1476.
A imagem do padroeiro é a antiga conseguiu resistir aos saques das tropas napoleónicas , porque os  os habitantes da aldeia o esconderam.

Na Cabreira existem  locais  interessantes que merecem uma visita:

- Ponte
   




Moinho da Cabreira


Este moinho de água, localizado junto ao lagar e à ponte velha, é ainda  usado em demonstrações turísticas.





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quinta-feira, 16 de março de 2017

Imagens Que Falam Por Si


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quarta-feira, 15 de março de 2017

Mouronho

Mouronho é uma sede de freguesia do concelho de Tábua,  situada na margem direita do rio Alva.
Não existem dados que atestem  a origem do povoamento na região,  nem a razão do  topónimo  Mouronho, que se atribui  ao  possível  dono da região de nome latino Mauronius. 
Foi priorado da apresentação da Mitra de Coimbra e recebeu  foral do Bispo D. Jorge, de Coimbra.  D. Manuel I, concedeu-lhe foral novo em 1514.

Fez parte do concelho de Coja e, após a sua extinção em 1853, passou a pertencer ao concelho de Arganil. Com o Decreto de 24 de Outubro de 1855,  foi integrado no concelho de Tábua. 

O orago da freguesia é São Julião. A sua igreja   foi restaurada e tem
um magnífico portal guarnecido. 
No interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada, e no lado da Epístola, uma nave constituída por sete arcos semicirculares, que  assentam em pilares e colunas dóridas.


Do património de Mouronho destacam-se ainda:

- Capela de Nossa Senhora da Conceição
com nave, capela-mor e sacristia,



- Capela do Senhor dos Passos


- Solar de Taborda e Capela de Nossa Senhora das Dores
Casa oitocentista conhecida por Casa do Desembargador Taborda, embora fosse propriedade  de sua mulher, a 12ª Morgada de Mouronho. 
Tem 3 andares e capela. O portal é rematado pelo brasão de armas da família proprietária da casa.
 
A Capela erigida em  1778 é  dedicada a Nossa Senhora das Dores e tem   ligação à habitação pelo balcão. O retábulo é de talha dourada. Tem   púlpito,  coro alto, e  pia de água benta. 
Este solar foi alvo de  obras de recuperação no século XIX.
 

- Cruzeiro de Mouronho



- Praia fluvial

A praia fluvial da Ronqueira, numa das margens do rio Alva, é um local aprazível, com uma magnífica e refrescante paisagem.
No local existe também um Parque de Merendas, com mesas, bancos de madeira e  churrasqueira,  onde se pode usufruir duma bela refeição ao ar livre, em contacto com uma natureza idílica.




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terça-feira, 14 de março de 2017

Meda de Mouros

Meda de Mouros é uma povoação muito antiga do concelho de Tábua que nem sempre teve este topónimo. Inicialmente, ter-se - à designado por Póvoa, passando depois a Póvoa de Meda de Mouros, São Sebastião de Meda de Mouros e, finalmente,  Meda de Mouros.
Há quem defenda  que, durante a ocupação árabe, este povo se tenha fixado nesta região para explorar ouro no rio Alva. 
A freguesia de Meda de Mouros fez parte do concelho de Coja até à sua extinção, em 31 de Dezembro de 1853, passando depois a integrar o de Arganil. Finalmente, em 1855, passou para o de Tábua. 
Em 2013, a freguesia foi extinta e, juntamente com Pinheiro de Coja, passaram a formar a União das Freguesias de Pinheiro de Coja e Meda de Mouros.

A antiga freguesia de São Sebastião de Meda Meda de Mouros pertenceu ao senhorio dos Bispos de Coimbra, Condes de Arganil e foi separado de Coja, em finais do século XVI.



A  i
É um edifício simples com torre do lado direito. Em frente,  sobressai um cruzeiro.
No interior, o retábulo principal é uma reconstituição  das talhas dos finais do séc. XVII e XVIII.
Para além da igreja, existem na povoação outros dois templos.

  • Capela de São Pedro 
  • Capela de São Marcos
Do património desta localidade destacam-se ainda:



  •  A Ponte "Romana"


    •  O Monumento ao Padeiro
    •  O Busto a José Borges de Carvalho






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    segunda-feira, 13 de março de 2017

    Pinheiro de Coja

    Pinheiro de Coja é uma localidade do concelho de  Tábua, da qual dista cerca de 8 Km.
    Esta antiga   povoação, situada  na margem direita do rio Alva, pertencia no século XIV,    ao Bispado de Coimbra, aos Cavaleiros de Anóbrega e ao Mosteiro de Arganil. 
    Em 1514, o rei D. Manuel I concedeu-lhe foral e o título de vila e sede de concelho, do qual faziam parte Carregosela, Casais, Póvoa de Enxedro,  Benfeita , Espariz e Póvoa do Salgueiro.

    O concelho  foi extinto em 1836, passando a ser uma freguesia do  município de Coja. Em  1853, a Reforma Administrativa extinguiu este concelho e a freguesia de Pinheiro de Coja passou para  o de Arganil. Finalmente, em 1855,  foi integrada no concelho de Tábua.
    Em 2013, juntamente com  Meda de Mouros, passou a formar a União das Freguesias de Pinheiro de Coja e Meda de Mouros.


    O Orago de Pinheiro de Coja é São Tiago.  
    A antiga freguesia de Santiago de Pinheiro foi curato da apresentação do vigário de Coja. 
    A igreja 

    Para além da Igreja Matriz, existem ainda na povoação as capelas do Santo Cristo, das Almas, de Santo Ovídio e da Senhora da Graça.






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    sexta-feira, 10 de março de 2017

    Porque é fim de semana - Colmeal

    Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à União das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.
    Hoje vamos visitar o Colmeal.

    Esta é uma aldeia bastante antiga. Apesar de não ser possível determinar ao certo a sua origem existem dados que comprovam a sua existência numa época  anterior à fundação  de Portugal.
    Em 1527, existiam no Colmeal 24 habitantes. Pertenceu durante muitos anos à comarca de Coimbra e em 1560 foi promovida  a sede de freguesia.


    Até 1852 pertencia ao concelho de Seia , passando depois para o concelho de Arganil,  até que , finalmente, passou a integrar o  município de Góis.
    Foi sede de uma freguesia até 2013, data em que,  em conjunto com Cadafaz, passou a  formar a nova freguesia denominada União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal, com sede em Cadafaz.
    Além da pastorícia, os habitantes da  aldeia dedicavam-se à agricultura, produzindo  cereais, como trigo, centeio e milho painço, vinho e azeite. O mel, era também explorado, sendo usado praticamente como medicamento. 
     
    Em escavações efectuadas na aldeia, foram encontradas grandes  quantidades de  camadas de tijolos, que  levam a acreditar na  existência de indústria de olaria e cerâmica, no Colmeal, embora não tenha chegado  à actualidade. 
    Durante as Invasões Francesas, a povoação não escapou à investida  das tropas napoleónicas, que após serem derrotadas,  fugiram  deixando nas localidades por onde passaram, um rasto de terror e destruição.
     

    O padroeiro do Colmeal é S. Sebastião.
    A Igreja foi construída em xisto, no lugar de uma antiga capela.
    É um templo simples, com uma pequena torre do lado direito. No interior, tem três altares e uma capela moderna do lado direito. A imagem de São Sebastião é antiga e de pedra .*

        
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