segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quando Vier a Primavera


Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
(Poemas Inconjuntos, heterónimo de Fernando Pessoa)

        Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Porque é fim de semana: Capelo e Sandinha

Porque é fim de semana, vamos prosseguir  a descoberta das aldeias do concelho de Góis e da União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.
Hoje cabe a vez a Capelo e Sandinha

- Capelo

A actual Comissão de Melhoramentos foi fundada oficialmente em 1960, mas os seus primórdios remontam a 1929.
O padroeiro da aldeia é São Caetano.
 
Desconhece-se a data da construção da sua capela, mas existe um missal onde é  referida a data de 1719.
 


- Sandinha 
Sandinha é uma  aldeia situada  numa encosta ao fundo da qual serpenteia o rio Ceira.
Em 1962 foi fundado o Grupo A Bem da Sandinha que, desde então, tem contribuído para o desenvolvimento da aldeia.

O padroeiro da aldeia é S. Domingos  que é venerado numa pequena capela.
Contam os habitantes da Sandinha, que  o santo terá aparecido no cimo de um monte, actualmente denominado Cabeço de S. Domingos. Levado para Cadafaz, desaparecia para ser encontrado no monte. Acabou por ser levado para a Sandinha onde permaneceu até aos dias de hoje.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre.






quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sorvete Americano


INGREDIENTES
Primeiro Creme:
  • 1 lata de LEITE CONDENSADO
  • 1 lata de LEITE INTEGRAL
  • 3 GEMAS
Segundo Creme:
  • 400ml de LEITE INTEGRAL
  • 1 e 1/2 colheres (sopa) de AMIDO DE MILHO
  • 6 colheres (sopa) de CHOCOLATE EM PÓ
  • 6 colheres (sopa) de AÇÚCAR
Terceiro Creme:
  • 3 CLARAS
  • 6 colheres (sopa) de AÇÚCAR
  • 1 lata de CREME DE LEITE (sem soro)

MODO DE PREPARO
Primeiro Creme: Em uma panela adicione o leite condensado, o leite (use a mesma medida da lata do leite condensado) e as gemas (peneiradas). Misture em fogo baixo até engrossar. Despeje em um refratário e reserve.
Segundo Creme: Novamente na panela adicione o leite, o amido de milho e misture. Em seguida acrescente o chocolate em pó e o açúcar. Misture em fogo baixo com o auxílio de um fouet até engrossar.
Espere o creme amornar e despeje sobre o primeiro creme. Reserve.
Terceiro creme: Bata as claras em neve com uma pitada de sal. Em seguida adicione o açúcar e o creme de leite (sem soro). Misture devagar com uma espátula e despeje sobre o creme de chocolate.
Cubra com plástico filme e leve ao congelador por aproximadamente 10 horas ou até firmar bem. Sirva o sorvete com calda de chocolate.
Bom Apetite e Divirta-se!

Observações:
– O sorvete pode ser feito de um dia para o outro.
– Retire do congelador uns 40 minutos antes de servir.
– A calda de chocolate é opcional.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Arte com Areias Coloridas

Terminei mais um quadro feito com areias coloridas, que partilho hoje com os visitantes do Açor.


 
Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



terça-feira, 2 de maio de 2017

Moita

A Moita é uma vila sede de concelho do qual fazem parte as freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Gaio, Rosário e Sarilhos Pequenos e Moita.


Situada  numa das margens  do estuário do Tejo, esta localidade desenvolveu-se  devido ao transporte de cabotagem, que a tornou numa terra de passagem e num importante nó de ligação entre o Sul do país e a cidade de Lisboa. Esse desenvolvimento foi de tal ordem, que ultrapassou Alhos Vedros, a vila a cujo município pertencia.


Em finais do século XVII, a Moita era já vila e sede de concelho.
A padroeira da vila é Nossa Senhora da Boa Viagem.
A igreja paroquial data de 1631, e foi edificada para protecção dos marinheiros e viajantes, sendo custeada pela  população.

O interior é formado por uma só nave.  Na primeira metade do séc. XVIII, as paredes foram revestidas  com painéis de azulejos e talha dourada.
Uma das mais importantes  tradições da Moita,    são os festejos em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, que remontam a finais do século XVII.  
Foto: http://festabravanoribatejo.blogspot.pt
Fragateiros e  pescadores enfeitam os seus barcos para as cerimónias marítimas em honra da sua padroeira, das quais constam  a procissão, bênção das embarcações e cortejo de Barcos tradicionais do Tejo.
Da parte profana da festa faz parte outra das mais importantes tradições da vila: a festa brava. Realizam-se corridas e largadas de toiros, que atraem à Moita milhares de forasteiros.


 
Obrigada pela sua presença. Volte sempre.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Imagens Que Falam Por Si: Maias

Maias

Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

Porque é fim de semana: Sobral, Saião e Salgado

Porque é fim de semana, vamos prosseguir  a descoberta das aldeias do concelho de Góis.
Hoje é a vez de mais algumas aldeias da União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.

SOBRAL
Esta localidade fica situada na encosta dum monte sobranceiro ao rio Ceira.



A padroeira da aldeia é  Nossa Senhora do Rosário.
Não se conhece a data de construção da sua capela mas, num missal deste templo, é referida a data de 1675.
Foi restaurada em 1987-88.

Um pouco mais a cima do Sobral, existiram, em tempos,  várias povoações que  agora estão  abandonadas. Duas delas são a Panasqueira e Eiras do Bispo.


SAIÃO



SALGADO

Estas são duas pequenas povoações ainda habitadas e que se juntaram à aldeia do Sobral para formarem a sua Comissão de Melhoramentos denominada Grupo de Amigos de Sobral, Saião e Salgado, que foi fundada em 1977.

Obrigada pela sua presença. Volte sempre.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Palácio do Rei do Lixo

Bem perto do local onde habito, existe um edifício que se destaca na paisagem e que sempre despertou em mim alguma curiosidade. 
O palácio do "Rei do Lixo", como sempre o conheci, é também conhecido por Palácio da Bruxa, Torre de Coina ou Torre do Inferno.

Fica situado em Coina, junto ao Barreiro e, os terrenos onde foi erguido, pertenceram a uma quinta rural que, no século XVIII,  pertencia a Joaquim de Pina Manique, irmão de Diogo Inácio de Pina Manique, intendente de D. Maria I.  
Entretanto, com a decadência política da família Pina Manique, o  palácio foi abandonado  e, em  finais do século XIX , adquirido por Manuel Martins Gomes Júnior,
conhecido como o "Rei do Lixo". Esta alcunha devia-se a, na época, este comerciante  ter o  exclusivo da  recolha do lixo na cidade de Lisboa,  com o qual conseguiu enriquecer. 
O novo proprietário mandou construir nestes terrenos, um palácio com uma alta torre, donde  pudesse avistar uma outra quinta, que possuía em Alcácer do Sal.

Após  a  morte do "Rei do Lixo", seu genro, António Zanolete Ramada Curto, transformou a propriedade numa importante casa agrícola e, em 1957, foi vendida a dois  industriais da área dos curtumes, Joaquim Baptista Mota e António Baptista, que formaram a Sociedade Agrícola da Quinta de S. Vicente, dedicada ao cultivo de árvores fruto.
Em 1972,  a propriedade foi adquirida  pelo construtor António Xavier de Lima que pretendia transformar o palácio numa pousada.
No entanto, em 1988,  um incêndio  destruiu todo o  seu interior,  fazendo com que o construtor abandonasse a ideia.
Neste momento, o edifício que gera opiniões controversas, foi votado ao abandono e, se não forem tomadas medidas urgentes, acabará por ruir.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pinhal Novo

Pinhal Novo, outrora denominado por Lagoa da Palha é uma vila do concelho de Palmela. 
A primeira referência escrita ao novo topónimo  é de 27 de Março de 1959, numa notícia publicada no jornal “O Cisne do Sado”.

Situado  num local de passagem, tanto de estradas como  de caminho de ferro,  o Pinhal Novo tem registado um desenvolvimento considerável, em especial desde a construção da ponte Vasco da Gama.
É sede de  freguesia desde 1833 e foi elevado à categoria de Vila a 11 de Março de 1988.
O orago de Pinhal Novo é São José.

A igreja matriz data de 1874 e foi construída num terreno doado para o efeito por   José Maria dos Santos.
No interior tem tectos  com grandes painéis pintados, as paredes cobertas com azulejos e o altar mor de talha dourada.
Do património desta localidade fazem parte, para além da igreja paroquial:
- Estação Ferroviária 

- Busto de José Maria dos Santos
José Maria dos Santos foi deputado por incontáveis mandatos e Par do Reino, desempenhou inúmeros cargos e foi fundador de várias associações. Revolucionou a agricultura em Portugal e foi o responsável pela introdução no País do adubo químico.
-  Coreto
Data de  1927  , foi construído em mármore, pedra de lioz e ferro.
-  Casa Santa Rosa
-  Fontanário  do Largo José Maria dos Santos

- Poço 
Local onde antigamente os  habitantes da vila se abasteciam de água.


        Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



terça-feira, 25 de abril de 2017

Museu da Música Mecânica II

Como escrevi no post anterior, o Museu da Música Mecânica tem expostas à volta de 600 instrumentos musicais dos quais partilhei algumas fotografias.
Hoje  vou continuar a publicar mais algumas imagens imperdíveis.




















Obrigada pela sua presença. Volte sempre.