terça-feira, 14 de março de 2017

Meda de Mouros

Meda de Mouros é uma povoação muito antiga do concelho de Tábua que nem sempre teve este topónimo. Inicialmente, ter-se - à designado por Póvoa, passando depois a Póvoa de Meda de Mouros, São Sebastião de Meda de Mouros e, finalmente,  Meda de Mouros.
Há quem defenda  que, durante a ocupação árabe, este povo se tenha fixado nesta região para explorar ouro no rio Alva. 
A freguesia de Meda de Mouros fez parte do concelho de Coja até à sua extinção, em 31 de Dezembro de 1853, passando depois a integrar o de Arganil. Finalmente, em 1855, passou para o de Tábua. 
Em 2013, a freguesia foi extinta e, juntamente com Pinheiro de Coja, passaram a formar a União das Freguesias de Pinheiro de Coja e Meda de Mouros.

A antiga freguesia de São Sebastião de Meda Meda de Mouros pertenceu ao senhorio dos Bispos de Coimbra, Condes de Arganil e foi separado de Coja, em finais do século XVI.



A  i
É um edifício simples com torre do lado direito. Em frente,  sobressai um cruzeiro.
No interior, o retábulo principal é uma reconstituição  das talhas dos finais do séc. XVII e XVIII.
Para além da igreja, existem na povoação outros dois templos.

  • Capela de São Pedro 
  • Capela de São Marcos
Do património desta localidade destacam-se ainda:



  •  A Ponte "Romana"


    •  O Monumento ao Padeiro
    •  O Busto a José Borges de Carvalho






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    segunda-feira, 13 de março de 2017

    Pinheiro de Coja

    Pinheiro de Coja é uma localidade do concelho de  Tábua, da qual dista cerca de 8 Km.
    Esta antiga   povoação, situada  na margem direita do rio Alva, pertencia no século XIV,    ao Bispado de Coimbra, aos Cavaleiros de Anóbrega e ao Mosteiro de Arganil. 
    Em 1514, o rei D. Manuel I concedeu-lhe foral e o título de vila e sede de concelho, do qual faziam parte Carregosela, Casais, Póvoa de Enxedro,  Benfeita , Espariz e Póvoa do Salgueiro.

    O concelho  foi extinto em 1836, passando a ser uma freguesia do  município de Coja. Em  1853, a Reforma Administrativa extinguiu este concelho e a freguesia de Pinheiro de Coja passou para  o de Arganil. Finalmente, em 1855,  foi integrada no concelho de Tábua.
    Em 2013, juntamente com  Meda de Mouros, passou a formar a União das Freguesias de Pinheiro de Coja e Meda de Mouros.


    O Orago de Pinheiro de Coja é São Tiago.  
    A antiga freguesia de Santiago de Pinheiro foi curato da apresentação do vigário de Coja. 
    A igreja 

    Para além da Igreja Matriz, existem ainda na povoação as capelas do Santo Cristo, das Almas, de Santo Ovídio e da Senhora da Graça.






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    sexta-feira, 10 de março de 2017

    Porque é fim de semana - Colmeal

    Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à União das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.
    Hoje vamos visitar o Colmeal.

    Esta é uma aldeia bastante antiga. Apesar de não ser possível determinar ao certo a sua origem existem dados que comprovam a sua existência numa época  anterior à fundação  de Portugal.
    Em 1527, existiam no Colmeal 24 habitantes. Pertenceu durante muitos anos à comarca de Coimbra e em 1560 foi promovida  a sede de freguesia.


    Até 1852 pertencia ao concelho de Seia , passando depois para o concelho de Arganil,  até que , finalmente, passou a integrar o  município de Góis.
    Foi sede de uma freguesia até 2013, data em que,  em conjunto com Cadafaz, passou a  formar a nova freguesia denominada União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal, com sede em Cadafaz.
    Além da pastorícia, os habitantes da  aldeia dedicavam-se à agricultura, produzindo  cereais, como trigo, centeio e milho painço, vinho e azeite. O mel, era também explorado, sendo usado praticamente como medicamento. 
     
    Em escavações efectuadas na aldeia, foram encontradas grandes  quantidades de  camadas de tijolos, que  levam a acreditar na  existência de indústria de olaria e cerâmica, no Colmeal, embora não tenha chegado  à actualidade. 
    Durante as Invasões Francesas, a povoação não escapou à investida  das tropas napoleónicas, que após serem derrotadas,  fugiram  deixando nas localidades por onde passaram, um rasto de terror e destruição.
     

    O padroeiro do Colmeal é S. Sebastião.
    A Igreja foi construída em xisto, no lugar de uma antiga capela.
    É um templo simples, com uma pequena torre do lado direito. No interior, tem três altares e uma capela moderna do lado direito. A imagem de São Sebastião é antiga e de pedra .*

        
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    quinta-feira, 9 de março de 2017

    Braga - Roma Portuguesa IV

    Termino, hoje, os posts dedicados ao património religioso bracarense, com outro bem conhecido Santuário.

    Santuário do Sameiro

    Consagrado a Nossa Senhora da Conceição é  conhecido  por Santuário da Senhora do Sameiro. 
    A construção deste santuário mariano, teve o seu início em 1863, com a construção de um pedestal para colocar uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. 
    Em 1870, erigiu-se uma capela para colmatar as exigências dos grande número de pessoas que  que afluíam ao local. Entretanto, este lugar era cada vez mais procurado pelos peregrinos e, em 1890, iniciou-se a construção duma Basílica, que apenas  ficou  concluída no século XX.
    A Basílica 
     

    A igreja tem características clássicas com a fachada principal de granito,  ladeada por duas torres sineiras ladeando o portal.  
    O interior é  coberto por tectos em abóbada  na nave e em cúpula na capela-mor. Tem coro-alto e dois púlpitos.
     
    O retábulo-mor é de inspiração barroca,  em mármore. 
    Sobre o altar-mor, marca presença um valioso  sacrário de prata e uma imagem de Nossa Senhora, com uma valiosa coroa de 2,5 Kg em ouro maciço. 


    Este Templo é rodeado por um conjunto de edifícios de apoio ao santuário, jardins, cruzeiro, fontes, capela de ex-votos, um magnífico parque...



    Em frente do Templo, ergue-se uma escadaria  no alto da qual se avista uma das mais bonitas panorâmicas  sobre a cidade. Nesse local, existem dois altos pilares em granito, sobre os quais se erguem as imagens  da Virgem Maria e do Sagrado Coração de Jesus.
    Sob a Basílica, foi construída uma cripta destinada a acolher os peregrinos que se deslocam ao  Santuário.
     



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    quarta-feira, 8 de março de 2017

    Braga - Roma Portiguesa III

    Continuando a série de posts dedicados a alguns dos muitos edifícios de cariz religioso da  cidade de Braga, o post de hoje vai ser dedicado a um dos um dos mais belos  e concorridos santuários de Portugal, situado  nos arredores da cidade.

    Santuário do Bom Jesus do Monte 

    Este santuário é   e é formados pela igreja e um magnífico espaço envolvente formado por jardins e mata. Destaca-se neste conjunto uma escadaria monumental, que  liga o Santuário à cidade. 
    A igreja foi construída para substituir uma outra que se encontrava em ruínas.
    Iniciada em 1784, ficaria concluída em 1811. A fachada, pintada de branco com decorações de cantaria, é ladeada duas torres sineiras.
     

    Para além de várias janelas, figura também na fachada, o brasão de armas de D. João VI, que concedeu ao Santuário as honras das Misericórdias.  De ambos os lados da  porta destacam-se duas colunas, entre as quais figuram nichos com estátuas dos profectas Jeremias e Isaías.
    O interior é espaçoso, formado pela nave, transepto, capela-mor e  capelas laterais, coberto por tecto em forma de abóbada.


    Na capela-mor, um grande retábulo representando um episódio do  Calvário com as imagens de Jesus crucificado ao lado de 2 ladrões.

    Parque do Bom Jesus



    A água que brota por todo o monte alimentou, ao longo dos anos, uma vasta área, proporcionando o seu aproveitamento nos jardins, vários lagos artificiais, grutas,  e uma frondosa mata, onde se podem passar momentos de descontracção e relax.

    Escadaria

    A magnífica escadaria barroca  é decorada  com estátuas fontes e capelas que mostram as estações da   Via Sacra, ao longo de todo o percurso.
    Para quem não se atrever a subir ou descer os seus degraus, existe um elevador hidráulico centenário para o conduzir ao destino.







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    terça-feira, 7 de março de 2017

    Braga - Roma Portuguesa II

    Na cidade de Braga existem muitas igrejas e capelas, fazendo jus ao epíteto Cidade dos Arcebispos ou Roma portuguesa.
    Vou continuar a divulgar as que tive a oportunidade de visitar. No entanto apenas as fotos de exterior são minhas. As do interior são tiradas da net.
    Igreja da Misericórdia

    A Igreja da Misericórdia foi construída em 1560-1562, para albergar a irmandade da Misericórdia de Braga, que se encontrava instalada   numa das capelas do claustro da Sé.   
    No século XVIII, a igreja foi quase totalmente renovada, resultando daí uma mistura de estilos arquitectónicos diferentes.
    A igreja, construída em cantaria, tem a fachada principal  decorada  com bonitos pormenores arquitectónicos,  que envolvem um não menos belo portal, encimado pelo escudo  do Arcebispo D. Gaspar de Bragança e ladeado por dois pares de colunas. 
    Embora menos trabalhada, a fachada lateral tem também um bonito portal.


    O interior é formado  por uma só nave com tecto de madeira pintada.
    Destaca-se na Capela-Mor um magnífico retábulo de talha dourada e, no altar-mor  uma  magnífica escultura de Nª. Sª. da Misericórdia.

    Igreja do Hospital de São Marcos

    No local onde se encontra actualmente este imponente edifício, funcionou no século  XII uma albergaria e um convento da Ordem dos Templários.
    Quando o convento foi extinto, passou a ser utilizado como hospital.
    A igreja, também conhecida por Igreja do Hospital, é do século XVIII.
    Nessa altura, todo o edifício foi alvo de várias intervenções,  que lhe conferiram o  aspecto actual.

    Na parte central deste conjunto arquitectónico destaca-se a bonita fachada da Igreja, ladeada por duas torres sineiras, entre as quais se encontra um nicho com  a imagem do patrono, S. Marcos. O edifício correspondente ao hospital é  encimado por uma balaustrada com  oito imagens  em tamanho natural, representando mártires e apóstolos.


    As Relíquias do corpo do Apóstolo e Bispo São Marcos, encontram-se envoltas em grande controvérsia, num magnífico sarcófago na capela-mor, para veneração dos fieis.


    Capela dos Coimbras


    A Capela dos Coimbras , também conhecida por Capela de Nª Sª da Conceição, foi edificada entre 1525 e 1528, paredes meias com a igreja de S. João  do Souto, no centro histórico de Braga.
    Foi mandada construir pelo  eclesiástico  D. João Coimbra, proprietário da Casa dos Coimbras.
    A fachada da Capela é de cantaria e tem forma de torre, ornamentada  com esculturas e janelas manuelinas.


    O interior tem tecto em abóbada com as armas da família dos Lencastre e, no altar-mor, as armas de D. João Coimbra. As paredes são revestidas de painéis de azulejos.


     
     Igreja de São João do Souto


    A primitiva Igreja de S. João do Souto foi erigida no século XII, doada ao arcebispo de Braga e, no século XVIII, foi  totalmente reconstruída.
    É uma igreja  pequena de arquitectura simples, unida à Capela dos Coimbras.


    O interior tem uma só nave,   com tecto em abóbada.  Tal coma acontece com as paredes exteriores, também as interiores são revestidas com azulejos. 
    Os retábulos e alguns ornamentos são de talha dourada. A pia baptismal é de pedra e ali foi baptizado Francisco Sanchez, médico, filósofo e matemático bracarense, como comprova a placa afixada na parede exterior do templo.



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