sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Porque é fim de semana: Cortes, Mega Fundeira, Portela do Torgal e Fonte dos Sapos


Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
Hoje vamos visitar mais algumas aldeias. Começamos por:

Cortes
Cortes é uma aldeia que remonta à antiguidade, não se sabendo ao certo quando começou a sua existência, nem mesmo qual a origem do seu topónimo.
Os habitantes mais antigos explicam que cortes significa currais. Dizem também que a primeira povoação ficava junto ao rio Unhais e no local onde se encontra actualmente a povoação, tinham os seus currais.
Durante as Invasões Francesas, após a derrota das tropas napoleónicas na batalha das "Linhas de Torres",   os soldados de Massena  passaram pela freguesia de Alvares. Em Cortes  pilharam destruíram e deixaram a Capela em muito mau estado.
Para além da agricultura e criação de gado, uma das actividades mais importantes desta localidade foi, no passado, o fabrico de burel. Sendo um trabalho manual , deu emprego a muitos habitantes da aldeia. 
Esta indústria artesanal manter-se-ia  até ao século XX.

O padroeiro da aldeia é São João Baptista, cuja imagem deu origem a uma lenda. 
A actual imagem do santo foi descoberta por aldeões no matagal, lá para os lados da barragem, tendo prometido a João Baptista que fariam uma festa religiosa em sua honra, todos os anos.
Faltando ao prometido, a imagem desapareceu da capela e foram encontrá-la no mesmo sítio onde a acharam. Daí para adiante, os cortenses nunca mais deixaram de venerar o Santo Padroeiro.
Da sua antiga capela,  cuja data mais antiga que se conhece é 1707, gravada na escada de acesso, resta apenas a sua torre.
Em 1983, foi inaugurada uma nova capela,  aproveitando-se a  torre da antiga.

Na década 80, foi construída uma capela dedicada a São Cristovão, padroeiro dos motoristas, em homenagem à profissão de muitos dos emigrantes naturais de Cortes.


De Cortes seguimos para:
Mega Fundeira


Mega Fundeira é   uma   das   várias aldeias  sobranceiras à ribeira de Mega, uma das fronteiras geográficas  do Concelho de Góis.

Nesta povoação existe uma agradável zona de recreio e lazer , onde a praia fluvial e o parque de merendas, oferecem ao veraneante, as condições ideais para umas férias num ambiente aprazível, beneficiando da tranquilidade, frescura  e ar puro da serra. 


A padroeira de Mega Fundeira é  Nossa Senhora das Dores.
A capela é bastante antiga e foi construída depois de 1721. Actualmente, ainda conserva os castiçais e um crucifixo em estanho.

Seguindo pela EN 2, vamos chegar à
Portela do Torgal
Este pequeno povoado formou-se no cruzamento da EN 2 com o CM 1391 que liga a Cortes e o CM 1160 que liga a: 

Fonte dos Sapos
Esta é mais uma localidade da qual nada encontrei para poder partilhar com os visitantes do blog.

 

Fotos: João Reis Antão


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Teixeira (de Cima)

A Teixeira de Cima é uma localidade do concelho de Seia, situada numa das vertentes da serra da Estrela, que faz parte da rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.

É sede de freguesia da qual faz também parte Canedo e  Teixeira de Baixo. 
Em 1514, recebeu foral concedido por D. Manuel I. Pertenceu ao concelho de Loriga até  1855, data em que foi integrada no concelho de Seia. 
Em 1888  a freguesia foi extinta e Teixeira de Cima passou para a freguesia de Vide. Finalmente em 1946, foi novamente elevada a  freguesia da qual passaram a fazer parte as povoações de Teixeira de Baixo e Canedo, que pertenciam à freguesia de Vide.


Conta a lenda que as duas aldeias denominadas por Teixeira tiveram a sua origem numa   briga entre dois pastores.


A padroeira da Teixeira é Nossa Senhora da Conceição.



Fotos: Net

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dornelas do Zêzere

Dornelas do Zêzere, até 1927  designada apenas por Dornelas, é uma povoação situada na margem direita  do rio Zêzere, no concelho da Pampilhosa da Serra. 
A povoação é muito antiga pois já existia no início da nacionalidade, aparecendo o seu nome, pela primeira vez, num documento do Papa Alexandre IV datado de 28 de Novembro de 1256. 
Era conhecida pela travessia do Zêzere, que ali se fazia e que deu origem a várias lendas.   
Sede de freguesia, já pertenceu a vários concelhos: Covilhã (até ao século XVIII), Fundão (até 1852), Fajão (até 1855) e finalmente Pampilhosa da Serra, o actual.
A freguesia é constituída pelos lugares de: Adurão, Carregal, Dornelas do Zêzere, Machial, Pisão, Selada da Porta e Portas do Souto.
A padroeira desta aldeia é  Nossa Senhora das Neves.


A Igreja Matriz é muito antiga mas desconhece-se a data da sua fundação. 
Em 1320 já era mencionada como a Igreja de “Santa Maria de Dornelas”, no “Catálogo das Igrejas, Comendas e Mosteiros dos Reinos de Portugal e dos Algarves” mandado elaborar pelo rei D. Dinis. 
Este templo   já pouco tem a ver com o  original, pois ao longo dos tempos foi sendo alvo de obras.  
Não tem torre, mas do lado esquerdo tem um campanário de cantaria datado de 1767.

O seu interior é ricamente decorado com talha, o que o destaca das outras igrejas da região. 
Possui imagens em pedra e madeira, de grande valor e o retábulo  principal é do século XVII. 

Na povoação existe ainda a Capela de São Miguel, onde existe um grande um retábulo pintado,  por detrás do altar, com uma data do século XVII.
Em Dornelas do Zêzere existem outros pontos de interesse para além do religioso: 
- um excelente miradouro onde pode apreciar uma bela vista sobre o Zêzere e região circundante; 
- uma magnífica praia fluvial situada na ribeira de Dornelas;
- o Museu Etnográfico. 





Fotos da Net


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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Eugénio de Andrade e a Sua Poesia


Velho, velho, velho
chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
vem de cachecol,
o chão por onde passa
parece um lençol.
Esqueceu as luvas
perto do fogão,
quando as procurou,
roubara-as o cão.
Com medo do frio,
encostou-se a nós:
dai-lhe café quente,
senão perde a voz.
Velho, velho, velho
chegou o Inverno.

Eugénio de Andrade






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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Imagens Que Falm Por Si

Mosteiro da Batalha




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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Porque É Fim de Semana: Estevianas, Vale do Laço, Milreu, Candeia , Conhal e Seixo

Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
Hoje vamos visitar mais um grupo de aldeias.


Estevianas


Estevianas é uma aldeia antiga que vale a pena visitar pois é um lugar rodeado pela natureza.
Hoje em dia, a povoação tem poucos habitantes todos eles de idade avançada. Só no Verão, quando se juntam os naturais da terra, a aldeia fervilha de alegria.


A padroeira da aldeia é Nossa Senhora da Boa Viagem.
A sua Capela foi inaugurada em 1954 e reconstruída em 1984.

Milreu


A aldeia de Milreu fica localizada numa das margens da Ribeira da Mega. 
A sua Capela foi inaugurada em 1951 e é dedicada a Nossa Senhora de Fátima.
A imagem da padroeira foi comprada em Lisboa e, no dia da sua chegada à povoação,  toda a população a foi esperar ao alto de Mega, seguindo depois  em  procissão,  até à capela.

A exemplo de muitas outras povoações  do interior-centro do país, a aldeia tem uma Comissão de Melhoramentos. Para além de Milreu, abrange também os lugares limítrofes como são os casos de:
Candeia
 Conhal
Seixo





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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos  situa-se em Belém,  à beira  do rio Tejoe tem 52 m de altura.

Inicialmente, foi construído em 1940, para a Exposição do Mundo Português e pretendia homenagear as figuras de destaque dos Descobrimentos portugueses.
Em 1958 foi desmontado e reconstruído sendo inaugurado em 1960 por altura das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique.


O monumento tem a forma de uma caravela, onde se enfatizam vários navegadores  e outros ilustres portugueses distribuídos de ambos os lados das velas, tendo na frente o Infante D. Henrique, o grande impulsionador dos descobrimentos. São ao todo 33 esculturas representando: o Infante D. Henrique, o Infante Pedro, D.ª Filipa de Lencastre, Fernão Mendes Pinto, Frei Gonçalo de Carvalho, Frei Henrique Carvalho, Luís de Camões, Nuno Gonçalves, Gomes Eanes de Zurata, Pêro da Covilhã, Jácome de Maiorca, Pedro Escobar, Pedro Nunes, Pêro de Alenquer, Gil Eanes, João Gonçalves Zarco, o Infante Santo D. Fernando, D. Afonso V, Vasco da Gama, Afonso Gonçalves Baldaia, Pedro Álvares de Cabral, Fernão de Magalhães, Nicolau Coelho, Gaspar Corte Real, Martim Afonso de Sousa, João de Barros, Estêvão da Gama, Bartolomeu Dias, Diogo Cão, António Abreu, Afonso de Albuquerque, São Francisco Xavier e Cristovão da Gama.
 
No interior existe um auditório com 101 lugares e duas salas de exposições, para além  do Centro Cultural das Descobertas e do miradouro situado no topo do monumento, donde se pode apreciar a excelente vista de parte de Lisboa e da margem Sul.





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    quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

    Basílica da Estrela

    Situada na Praça da Estrela em Lisboa, a Basílica da Estrela (ou Real Basílica e Convento do Santíssimo Coração de Jesus) é a igreja dum  antigo convento das Carmelitas.
    Foi mandada construir por D. Maria I, cumprindo uma promessa feita no caso de conseguir ter um filho. 

    As obras  iniciaram-se em 1779 e foi consagrada em  1789, sendo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus.
    A igreja é ladeada por duas torres decoradas com várias esculturas. 
    O interior é  maioritariamente decorado com mármore. 




    A cúpula, inspirada no convento de Mafra ilumina a igreja. 
    Do lado direito,  situa-se o túmulo onde jaz  D. Maria I.
    Numa das salas do templo encontra-se guardado  um importante presépio da autoria de Machado Castro.
    A Basílica da Estrela tem dois órgãos - o grande órgão ( 1789) e o órgão de coro (1791).
    Actualmente, é possível subir ao terraço da Basílica para desfrutar da maravilhosa vista panorâmica da cidade e arredores.






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    terça-feira, 24 de janeiro de 2017

    Museu da Farmácia

    O passado Sábado foi dedicado à visita cultural, que todos os meses faço com um grupo de amigos. 
    Desta vez, a escolha foi para o Museu da Farmácia, a funcionar num bonito palácio oitocentista, situado no alto de Santa Catarina,  no local onde outrora existiu a primitiva Igreja de Santa Catarina.
    Inaugurado em 1996, o Museu da Farmácia  é um espaço onde se pode apreciar uma magnífica colecção de peças, que  nos permitem fazer uma viagem pela história da saúde, desde o homem das cavernas até aos nossos dias.
    A ideia do museu começou a ser posta em prática, após a doação da colecção particular do dr. Salgueiro Basso  à Associação Nacional das Farmácias. Esta ideia  foi seguida por outros associados que cederam uma grande parte do acervo, actualmente  patente ao público.
    A visita começou no rés-do-chão onde pudémos observar uma reconstituição  da farmácia portuguesa, desde as que funcionavam nos conventos até ao século XX.


    Primeiro uma farmácia conventual que  pertenceu ao Mosteiro de Paço de Sousa (Penafiel) onde os medicamentos eram conservados em vasos de faiança abertos, sujeitos a receber toda a espécie de micróbios que pairavam no ar. À frente do balcão, semelhante a um altar, existia um crocodilo embalsamado, do qual eram feitos alguns medicamentos que se julgavam ter propriedades curativas.


    Na farmácia seguinte,   os medicamentos ainda eram conservados em vasos de faiança ou frascos de vidro mas já com tampa, o que os tornava mais higiénicos.


    Do século XX, pudémos apreciar  a Farmácia Liberal, que em tempos funcionou na Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde, para além de  medicamentos,  se vendiam produtos de higiene, papas para bebés...
    Neste conjunto de reconstituições, destaca-se a  farmácia tradicional chinesa, do  final do século XIX, a Tai Neng Tong,  que  funcionou até 1998, na Rua 5 de Outubro, em Macau. Tem as paredes forradas a madeira ornamentada com  madeira exótica trabalhada  em talha dourada.
    Neste piso, pedémos ainda observar reconstituições de laboratórios de pequenas farmácias, várias  máquinas e aparelhos para fabrico de medicamentos,  uma área dedicada à Farmácia Militar, outra aos  cartazes publicitários dos séculos XIX e XX, utilizados em Portugal.


    Subimos ao primeiro andar e aí tomámos conhecimento da história da farmácia a nível mundial. 
    Recuámos até às origens da Humanidade, onde o Homem procurava curar as suas maleitas recorrendo aos feiticeiros, que usavam  plantas  para sarar feridas e  outros problemas de saúde. 


    Para exemplificar, pudémos observar um dos primeiros almofarizes que foram utilizados para esmagar as plantas, que depois espalhavam sobre as feridas.

    Passámos depois  ao  Egipto onde  observámos o mais antigo  sarcófago existente em Portugal, bem como vários objectos que usavam para fazer os seus medicamentos e produtos de beleza.
    Seguiram-se as civilizações do Médio Oriente, Grécia e  Império Romano.
     

    A medicina das civilizações  maias, incas e aztecas estão também presentes no museu com  com vasos, estátuas e outros objectos usados para tratamentos e fabrico de medicamentos . 
    Igualmente presentes, as medicinas orientais  e islâmicas bem mais avançadas que as europeias.

    Chegados ao século XVII e ao aparecimento dos microscópios, dá-se uma revolução no conhecimento médico-farmacêutico que conduziu a várias descobertas importantes nos séculos seguintes. Vacinas e anestesias, entre outros, vão conseguir extinguir doenças, até então, incuráveis.
    Do século XX, encontra-se patente uma das mais importantes peças do museu: uma cultura de penicilina do próprio cientista inglês Alexander Fleming, testemunho da descoberta da penicilina, precursora da era dos antibióticos.
    De regresso ao piso térreo, terminámos a nossa visita   com a observação das farmácias espaciais usadas pelos americanos  no Space Shuttle “Endeavour”, na última viagem do século XX e pelos russos na Estação Orbital Mir.


    Com um espólio valioso, o Museu da Farmácia vai decerto ser dilatado. As descobertas dos produtos farmacêuticos não vão cessar, pois ainda há doenças incuráveis que aguardam o fármaco que as cure.




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