sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Porque É Fim de Semana - Casal Novo, Roda Cimeira, Roda Fundeira e Relva da Mó

Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
Hoje vamos visitar mais um grupo de aldeias vizinhas.
 
Casal Novo



Esta é mais uma aldeia de que se desconhece  a  origem. No entanto, num palheiro que  antigamente foi a  capela da povoação, existe uma inscrição na verga da porta com a data de 1578,comprovando a  existência  do Casal Novo nessa época.
A capela actual foi construída em 1935 e tem como orago Santo António, cuja imagem foi trazida da capela antiga.

Conta-se  que, os habitantes da aldeia  esconderam a imagem do Santo dentro dum grande castanheiro, durante as invasões francesas, só sendo de lá tirada após a retirada das tropas napoleónicas.
 

Roda Cimeira
Esta encantadora aldeia situa-se na encosta da serra, virada para Sul, junto à ribeira do Sinhel.
Esta povoação é muito antiga. Sabe-se que os Romanos ali chegaram  por volta de 600 D.C. e  exploraram as minas ricas em ouro da "Escádia Grande", localizadas ao longo da ribeira do Sinhel. 
Existem casas na aldeia onde foram usadas,  na  construçãocolunas que poderão ter pertencido a uma "Villa" Romana (casa senhorial).

A Roda Cimeira, tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição.
A Capela  antiga, tinha na ombreira da porta a data de 1721. 
Em 2001, foi iniciada uma nova capela,com casa mortuária, no local da anterior, .


 Roda Fundeira

A Roda Fundeira  é outra aldeia situada nas margens da Ribeira do Sinhel.
Tem como padroeiro  o Senhor dos Aflitos.
Conta-se que durante as Invasões Francesas a mulher de um capitão das tropas portuguesas, prometeu mandar construir  uma capela, no caso dele  não ser morto, nem ferido. 
Terminada a guerra, a promessa foi cumprida. Além disso, passou  também a dar asilo em sua casa,  a qualquer desertor, sob condição de os servir para o resto da vida.
Com o passar dos anos, a capela degradou-se e ameaçava  ruir. Em 1975, inaugurou-se uma nova  num local mais elevado.
Recentemente, a velha capela   foi adquirida pelo casal Carlos Coelho Barata e a D. Irene Mateus  que a mandou reconstruir, sendo inaugurada em 2012.

À entrada da povoação, no local onde a Ribeira do Sinhel toma o nome de  Foz Palheiros, foi construído o Complexo de Lazer da Foz Palheiros, que oferece aos seus naturais  e visitantes um convite a agradáveis e frescos mergulhos.

Relva da Mó


Perto da Roda Fundeira, vamos encontrar  a Relva da Mó, uma pequena localidade situada entre os meandros da Ribeira do Sinhel. 
Nas redondezas, existem várias minas que se supõe terem sido construídas e exploradas pelos Mouros, por volta do  século VIII.
Os habitantes costumavam viver da criação do gado que ajudavam a abastecer de  matéria prima, as fábricas de burel da região. 

Fotos da Net
 
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Bolo de champanhe e pêssego



Ingredientes

4 ovos
150g de açúcar
1 pitada de sal
100g de farinha
75g de farinha maizena
1/2 c/chá de fermento
manteiga q.b para barrar a forma
6 folhas de gelatina transparente
1 lata (850g) de pêssegos
100 ml de champanhe
800g de natas
3 pacotinhos de açúcar baunilhado
4 c/sopa de crocante
cerca de 20g de suspiros


Preparação:
Separe as gemas das claras. Bata as claras em castelo com 3 c/sopa de água fria. Misture lentamente o açúcar e a pitada de sal depois  junte os ovos. Peneire as farinhas e o fermento e deite sobre a massa.
Barrar só o fundo da forma e vai a cozer em forno pré aquecido a 200 graus cerca de 20 min. 
Depois de cozido deixe arrefecer. 
Amoleça a gelatina e escorra os pêssegos. Reduza metade dos pêssegos em puré e corte o resto em pedacinhos(reserve 4 metades para enfeitar).
Derreta a gelatina e misture o champanhe. Bata 400g de natas  com 2 pacotinhos de açúcar baunilhado. 
Divida as natas em duas partes iguais. Numa metade das natas misture o puré de pêssego e metade do champanhe, na outra metade misture os pedacinhos de pêssego e o resto do champanhe. Deixe endurecer um pouco. 
Corte o bolo em 3 partes. Ponha um aro em volta da primeira parte do bolo, espalhe as natas com o puré de pêssego e coloque  a 2ª parte do bolo em cima.  Espalhe as natas com pedacinhos de pêssego e tape com a 3ª parte do bolo. Leve  ao frigorífico 3-4 horas. 
Entretanto, bata 400g de natas  com 1 pacotinho de açúcar baunilhado.
Retire o aro do bolo e barre-o  com metade das natas. Enfeite com as restantes natas e com os pêssegos cortados as tirinhas. Polvilhe com o crocante e com os suspiros partidos aos bocadinhos. 

 Receita de  Picoquinha






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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Imagens Que Falam Por Si


Cabo Espichel





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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Santa Ovaia

Santa Ovaia é uma povoação situada junto à Estrada da Beira e às Vendas de Galizes.
Grande parte da povoação localiza-se ao longo duma encosta virada para o rio Alva, que faz da povoação um imenso  miradouro com vista  para o vale do Alva e Alvoco e para as serras do Açor e da Estrela.
Perde-se nos tempos a origem de Santa Ovaia que se pensa ser anterior  ao século XII, altura do aforamento da “terra” de Seia.
No século XIII,  Santa Ovaia  era uma das povoações mais importantes da região e já exercia funções administrativas, como comprovam  as Inquirições de 1258, que mencionam   divisões precisas entre esta povoação e Avô. 


A freguesia de Santa Ovaia esteve sempre associada ao concelho de Avô até à extinção deste, em 24 de Outubro de 1855, passando depois a fazer parte,  do concelho de Oliveira do Hospital. 
Finalmente em 2013, a freguesia  foi extinta  sendo  integrada na   União das Freguesias de Penalva de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira. 


Ao longo dos séculos, existiram em Santa Ovaia pedreiros  que trabalhavam o granito, saindo dali muitos trabalhos para todo o país e estrangeiro. Estes homens criaram um dialecto que só eles entendiam - “os verbos dos arguinas”. O mesmo aconteceu também na freguesia de Nogueira do Cravo.
Tal como acontece com o mirandês, já poucas pessoas conhecem este dialecto que se encontra em vias de extinção.

Santa Ovaia  tem como orago  N. Srª da Expectação.
Inicialmente, a povoação pertencia à paróquia de S. Pedro de Lourosa.
Em meados do  século XIII, os cónegos de Coimbra possuíam aqui herdades e vassalos, talvez por doação antiga.  A Ordem de Cristo tinha aqui uma comenda  do padroado real e foi curato da apresentação da Sé de Coimbra.

A Igreja Paroquial, é uma reconstrução do final do século XIX e obedece ao traçado regional de tradição setecentista. 
A torre fica à direita, tendo o baptistério na parte inferior.
O tecto da capela-mor e do corpo da igreja são pintados e os retábulos são de talha dourada.
Para além da Igreja matriz, destacam-se outros imóveis de interesse arquitectónico na povoação.


Capela de Santo António


Esta bonita capelinha  situa-se  no Largo de Santo António.
É uma construção singela com  altar e a imagem do padroeiro de granito.

Casa Senhorial da Família Figueiredo e Castro
dos princípios do século XIX


Casa senhorial  da família Vaz Patto




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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa: "Do Natal aos Reis"

Da Associação do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa recebi um email solicitando a divulgação do evento "Do Natal aos Reis" - I Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, a realizar no próximo dia 8 de Janeiro.
Com todo o gosto partilho mais esta iniciativa dum dos grupos que melhor divulgam o concelho de Arganil.


‘Do Natal aos Reis’: 1ª edição
Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

Como é do vosso conhecimento, o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa encontra-se a comemorar os seus 35 anos de existência, em prol da cultura tradicional da Serra do Açor. Depois de um ano cheio de atividades, é chegada a hora de findar as comemorações. Para tal, o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa decidiu organizar um encontro de cantares do ciclo natalício. Com o apoio e coorganização da Junta de Freguesia da Misericórdia, surge pela primeira vez o espetáculo ‘DO NATAL AOS REIS’, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais próprios da época.

O evento terá o seguinte horário:
16h00m - Abertura do espetáculo com sessão solene
16h15m - Atuação dos Grupos de Folclore:
 1. Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos HUC
 Coimbra | Beira Litoral Mondego
 2. Rancho Folclórico “As Mondadeiras da Casa Branca”
 Sousel | Alto Alentejo
 3. Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa
 Arganil | Beira Serra
Deste modo singelo convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade, para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! 
Venha conviver, divertir-se a conhecer um pouco mais das tradições deste belo país "à beira-mar plantado".

Esperamos por si...   



Em prol da cultura popular da nossa terra

Saudações Etno-folclóricas


Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

A Direcção


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Porque É Fim de Semana: Algares, Simantorta, Amieiros e Cabeçadas

Porque é fim de semana vamos prosseguir a viagem pelas  aldeias do concelho Góis.
Continuando na freguesia de Alvares, vamos conhecer três novas localidades.

Algares


Esta aldeia  situa-se no vale da Ribeira de Simantorta.
Na parte superior da povoação encontra-se a capela dedicada à Senhora da Conceição e São Paulo, construída na década 70, pela população e pela Comissão de Melhoramentos.




Simantorta



A povoação está situada do lado Sul da ribeira de Simantorta. Ali se podem encontrar algumas   casas de xisto datadas do século XVIII, como comprovam as  gravações nos lintéis.
Na aldeia existe uma capelinha  cuja padroeira é Nossa Senhora da Piedade. Em tempos,  tinha uma altar com pinturas do século XVIII que se perdeu. No entanto, possui ainda uma imagem do século XVII.
Um antigo lagar foi convertido numa casa de turismo rural.

Amieiros


Esta povoação fica situada numa encosta  virada para sul e protegida dos ventos frios. 
Antigamente, a maior parte dos seus habitantes dedicavam-se  à pastorícia e à agricultura, outros  trabalhavam nas minas da Roda Cimeira  e outros no fabrico e comércio de carvão.
Os Amieiros têm uma capelinha que partilham as Cabeçadas, dedicada a Nossa Senhora da Saúde e construída em 1934.


Cabeçadas

A aldeia de Cabeçadas situa-se  na estrada que vai de Góis para a Pampilhosa da Serra. Tal como foi referido atrás, esta localidade vive de braço dado com a vizinha aldeia  de Amieiros, tendo Capela e Comissão de Melhoramentos comuns. 
Perto de Cabeçadas existem   vários Petroglífos (Arte Rupestre)  bem visíveis  na Pedra Letreira, uma rocha com várias figuras gravadas, de que se desconhece o significado.







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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vila Pouca da Beira

Esta bonita povoação   surge a 3 Km da Estrada da Beira  e das Vendas de Galizes numa encosta fronteira à serra do Açor.
 
Teve carta de foral em data anterior ao século XIV, pois nas Inquirições de 1258 há referência a um juiz em Vila Pouca, que nos leva a pensar que, nessa época, a povoação  era sede de concelho.
Em 1519, D. Manuel I concedeu-lhe foral novo e, em 1836, o concelho foi extinto, passando Vila Pouca a freguesia, que foi  agregrada ao concelho de Avô, até à sua extinção em 1855 e à sua integração no concelho de Oliveira do Hospital.
A freguesia manteve-se até 2013, data em que passou a fazer parte da União de Freguesias de Penalva de Santa Ovaia  e Vila Pouca da Beira.
O padroeiro de Vila Pouca da Beira é S. Sebastião.
A Igreja matriz foi construída no Séc. XVIII e reconstruída   em 1818. 
O corpo principal foi construído no interior do edifício inicial. Deste templo, destacam-se o altar mor em talha policromada do Séc. XVIII e  dois altares laterais. 

Foto da Net
Gerrit Komrij, poeta holandês de reconhecimento internacional, fixou residência nesta localidade, onde era estimado por todos. Falecido em 2012,  encontra-se  sepultado no cemitério local, como era seu desejo.

Do Património de Vila Pouca da Beira, destaco:
- Convento do Desagravo de Santíssimo Sacramento
Conta a lenda  que o Convento foi construído em Vila Pouca da Beira, por vontade duma habitante que, por ter roubado as esmolas da Igreja,  precisava de "desagravar" o pecado cometido. A licença para construção do convento foi concedida em 1780 e em   1791, foi ocupado pelas  irmãs clarissas.
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, a última freira viveu no convento até à sua morte. A partir de  então, o edifício teve várias utilizações, até que foi transformado numa pousada.

Do Convento do Desagravo fazem também parte a igreja e a casa do Bispo.

Ermida de São Miguel

Pequena ermida situada junto à estrada de Digueifel.

Pelourinho
Monumento  de  arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Com soco cilíndrico e fuste octogonal sem remate, e sem classificação tipológica.

Casas Senhoriais
Solar dos Mesquitas



Casa de Gerrit Komrij


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