terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Almada: Solar dos Zagallos 2

Visto do exterior, o conjunto apresenta o jardim do lado direito, o portão de entrada e o edifício acrescentado ao solar ao centro e, do lado esquerdo, a Capela de Santo António da Sobreda que, apesar de pertencer ao Solar dos Zagallos, tem a porta principal  virada para o Largo, uma vez que, a família abriu ali o Culto à comunidade.




Ultrapassando o portão, ao fundo do pátio, vê-se uma casa apalaçada de dois andares, ladeada à esquerda por um corpo também com dois andares de arquitectura pombalina e à direita o muro que separa o pátio do jardim.

O  piso  térreo  tem  duas  arcadas  com  arco em asa  de cesto ladeando uma escadaria que conduz ao patamar do piso superior.




Este patamar é revestido frontalmente com belíssimos painéis de azulejos representando cenas figurativas de meninos-anjos suportando capitéis encimados de jarros com flores.
Entre os quatro painéis, três portadas dão acesso aos dois salões nobres: o salão dourado e o salão verde.
 

Sobre a portada central é visível o brasão com as armas dos Zagallos e dos Carneiros. As armas deste último devem-se à união pelo casamento  entre as duas famílias.

Do lado esquerdo formando um “L “e encostado à Capela de Santo António, foi  acrescentado ao solar primitivo, um outro edifício de planta rectangular, também  com dois pisos.

No interior do Solar, de entre todas as divisões destacam-se:



Os Salões do Rei mandados construir para receber o rei D. João  V e a sua corte. São eles: o “Salão  Dourado “com uma pintura lindíssima no tecto, onde, segundo alguns relatos, estão retratados elementos da família Zagallo e o SalãoVerde, onde se destaca o medalhão que ornamenta o tecto representando Leda, a mulher do Rei de Esparta. 



Curiosamente, o monarca acabou por falecer antes desta visita  e  os salões nunca receberam a visita do rei.

A  Sala das Mentiras , assim  chamada  devido  a  várias curiosidades.O tecto desta sala é a primeira pois é de estuque pintado de forma a parecer madeira (trompe l’oeil) e imita a arquitectura moçárabe; a lareira é outra, pois é meramente ornamental, não tendo saída para o exterior; parece também mentira, o facto deste espaço ser escuro, apesar das inúmeras janelas.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Almada: O Solar dos Zagallos 1



A margem sul foi sempre um local muito apreciado pelos nobres lisboetas, que ali tinham as suas quintas, onde desfrutavam a tranquilidade e frescura das matas que, na época, ocupavam a maior parte da  região.

Foi o que aconteceu com  os Zagallos,uma família nobre oriunda de Reguengos de Monsaraz, que chegou às terras de Almada no séc. XV, no reinado de D. João II. 

No séc.  XVII, mandaram  construir nas terras fidalgas da Caparica, na  zona hoje conhecida por Sobreda, um núcleo primitivo, formado por  casa, jardim, quinta agrícola, instalações de apoio à agricultura e pela capela de Santo António da Sobreda.
Ao longo de três séculos de uso, esta família ali deixou as suas marcas pessoais.
Durante a época da usurpação miguelista esteve aquartelado no Solar dos Zagallos, o 1º Batalhão do Regimento nº 5 da infantaria miguelista.
Já no séc. XX,  em 1921, o Solar foi adquirido por António Piano, resultando daí o facto do Solar ser também conhecido por Quinta dos Pianos.
De origem italiana, a família Piano transformou o local num espaço residencial e de lazer, desconhecendo-se contudo a época de ocupação efectiva.



Em 1985, encontrando-se o edifício em adiantado estado de envelhecimento, foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada. O solar foi então objecto de obras de recuperação, remodelação e restauro. Ali foram instalados vários serviços culturais da Câmara e o Solar e jardins circundantes abertos ao público.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Porque É Fim de Semana: Covanca

Porque é fim de semana, vamos continuar à descoberta das localidades da serra do Açor situadas na União das Freguesias de Fajão e Vidual. Desta vez vamos até à Covanca.

A povoação mais afastada da sede do  Concelho situa-se a meio da  encosta norte do Picoto, e relativamente perto da nascente do Rio Ceira. 

Bem perto, encontram-se as  linhas divisórias de três concelhos – Pampilhosa, Arganil e Covilhã, de dois distritos – Coimbra e Castelo Branco e de três regiões, Beira Baixa, Beira Alta e Beira Litoral. 

O santo padroeiro da Covanca é Santo Amaro, que está acompanhado pelas imagens de Stº António, Stª Bárbara e Nª. Sª. de Fátima, numa pequena capelinha situada no meio das casas, que foi inaugurada em 1997.

 

            

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Exposição: "Arganil-Capital do Rally"

A Câmara Municipal de Arganil vai realizar uma exposição subordinada ao tema: "Arganil-Capital do Rally", que estará patente ao público na Antiga Cerâmica Arganilense, de 16 de janeiro a 6 de março de 2016.







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Carnaval no Soito da Ruiva



A direção da Comissão de Melhoramentos de Soito da Ruiva vai realizar mais um convívio de Carnaval na sua aldeia.
Como já se tornou tradição, de 6 a 9 de Fevereiro, a animação vai regressar ao  Soito da Ruiva em mais este convívio, que contará também, com outra tradição da aldeia, a matança do porco. 
Para tal, a direção está a organizar uma excursão que sairá  no dia 6 (sábado), pelas 14h00,  do Centro Sul (Almada). 
O regresso será no dia 9 de Fevereiro (terça-feira), pelas 15h00. 

O preço a pagar por pessoa será de 40€ e inclui o transporte e as refeições durante os 4 dias. 
Para os que utilizam transporte próprio, o valor das refeições será de 20€ por pessoa.
As bebidas estão incluídas apenas durante as refeições (água, refrigerantes e vinhos).
Os contactos para reserva estão a cargo de  Teresa Neves através do  963949800 ou geral@soitodaruiva.com




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Regresso com Poesia

Depois duma pausa, o Açor regressa com poesia.



Manhã de Inverno

Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.

Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.

A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras húmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.

Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.

Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.

Machado de Assis, in 'Falenas'










Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Boas Festas

Aos visitantes d' O Açor desejo:







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Porque É Fim de Semana:: Ponte de Fajão


Porque é fim de semana, vamos continuar à descoberta doutra localidade  da União das Freguesias de Fajão e Vidual.
Seguimos para a Ponte de Fajão, uma aldeia situada nas margens do Ceira e que, em tempos, se chamava " VILA COVA".

Da sua história  pouco ou nada se conhece. No entanto, segundo os registos paroquiais de Fajão, em 1624 já existia a povoação pois foi realizado um baptizado duma criança ali nascida.
Esta bonita povoação tem como padroeira Nossa Senhora da Paz, que se festeja a 24 de Janeiro. 
A Capela da Ponte de Fajão tem uma inscrição com a data 1930, que se pensa ter sido a data da sua construção.
 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Regresso à "Bijou"


Pela primeira  vez que  entrei na Bijou, após a cedência de cotas e, apesar duma alteração em alguns pormenores decorativos,  quase não senti a diferença. Os empregados eram os mesmos  e o novo patrão, simpaticamente, permitiu-nos entrar no interior do estabelecimento com o mesmo à vontade com que  outrora o fazíamos. 
Hoje tudo foi diferente. Não percebi bem porquê. O tratamento foi o mesmo mas,  quando os empregados começaram a recordar o passado, fui invadida por uma imensa nostalgia. 
Por momentos, alegrias e tristezas passaram por mim. As  emoções foram muitas e, em determinada altura, embargaram-me a voz, roubando-me as palavras.
Há 65 anos, apenas com 2 meses de vida, ali entrei ao colo do meu pai. Ali cresci e aquela casa foi o meu infantário, os sócios  os meus educadores de infância e os empregados os meus amiguinhos.
Pareceu-me ver alguns dos empregados que vinham ainda muito novinhos aprender um ofício e as traquinices que fazíamos. Eu era criança mas eles também e, tal como eu, queriam era brincadeira. Ficava furiosa quando eram chamados à atenção, pois muitas vezes a culpa era minha.
Dali proveio o sustento da minha família e de muitas outras  que por lá passaram.
Tive que sair mais depressa, pois estava a ser difícil conter as lágrimas que teimavam em querer cair.
Não sei quando terei coragem de lá voltar pois, se da primeira vez foi pacífico, desta saí bastante magoada. 







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cristo Rei

O Cristo Rei foi construído  devido ao  Cardeal  Cerejeira que,  numa viagem ao Brasil, ficou entusiasmado com a imagem do  Cristo Redentor do Corcovado

 
De regresso a Portugal, propôs à Igreja e ao Governo a construção dum monumento semelhante. A ideia foi apoiada tanto pela  Igreja como por Salazar e, a   18 de Dezembro de 1949, iniciou-se em Almada, de frente para a cidade de Lisboa, esta  obra de grande envergadura que  demorou cerca de 10 anos a ser concluída.

 

O monumento tem 110 m de altura, distribuídos pelo pedestal com 82 m e a imagem de Cristo com 28 m. 
Do Cristo Rei, o visitante pode desfrutar duma extraordinária vista panorâmica  sobre o Tejo, Lisboa, Almada e zonas circundantes.
Ao longo dos anos, o recinto que  envolve a estátua foi sofrendo obras de melhoramento e, atualmente, é também digno duma visita. 
 


Nele destacam-se as 14 estações da Via-Sacra e a Cruz Alta, vinda do Santuário de Fátima após a construção da Igreja da Santíssima Trindade.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Preparativos Para o Natal

Dando continuidade à decoração da minha casa, terminei mais um projeto.
Desta vez, aproveitei uma cabaça partida, tecidos, um pequeno presépio, raminhos de Natal e um laçarote. 
Com a ajuda duma lata de spray dourado e um pouco de imaginação, o resultado foi este:
 






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Porque É Fim de Semana: Gralhas

Porque é fim de semana, vamos conhecer um pouco mais da União das Freguesias de Fajão e Vidual, seguindo para as Gralhas uma pequena   aldeia que apenas conheço de passagem, mas onde nasceram alguns elementos da minha família paterna.
 
Não se sabe ao certo   a origem da aldeia, nem se conhece a razão do seu topónimo - Gralhas.
Crê-se que se deve à existência  da ave com o mesmo nome, que por ali abundava.
Segundo o site  (http://gralhasonline.no.sapo.pt), a povoação teve inicio   3 ou 4 séculos, e teve origem numa família cuja casa  ainda hoje existe.

O padroeiro desta localidade é S. José, venerado numa capelinha situada à entrada da aldeia, à beira da estrada  que liga o Alto da Castanheira à Ponte de Fajão.
Esta bonita aldia, devido à sua localização, é  um autêntico miradouro, donde se pode apreciar uma magnífica paisagem, tanto para a serra como para o vale do Ceira.
 
            



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.