segunda-feira, 14 de março de 2016

Mercado da Ribeira

Continuo, hoje, o tema dos posts da passada semana, que dediquei ao largo ou praça de São Paulo, local onde, em tempos, se realizava uma pequena feira onde os habitantes da zona se iam abastecer.
Após o terramoto, em 1771, o Marquês de Pombal criou o novo mercado de São Paulo, formado por várias cabanas e tendas que se situavam entre o Largo e a  praia, a que se deu o nome  de  Ribeira Nova.

Em 1882, foi construído um edifício para albergar comerciantes e clientes,  que viria a ser  destruído, quase na totalidade, por um grande incêndio.  
Iniciaram-se, de seguida, as obras de reconstrução que se prolongaram por aproximadamente 30 anos, para em 1930 o edifício surgir com o aspecto actual.

Em 2014, o Mercado passou a ser gerido pela revista Time Out Lisboa, e acrescentou bancas dedicadas à restauração e comércio. 
As tradicionais  vendas de produtos frescos encontram-se reduzidos a uma parte do piso térreo e o restante espaço é ocupado pela restauração.

ontará com uma sala de espetáculos e um bar, entre outros espaços, segundo o diretor da publicação.

O primeiro piso foi reservado para espectáculos, espaço para exposições e outros acontecimentos de cariz cultural.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





sexta-feira, 11 de março de 2016

Porque É Fim de Semana: Meãs

Porque é fim de semana, vamos partir à descoberta doutra localidade da serra do Açor, situada na freguesia de Unhais o Velho. Esta é a vez das Meãs.
Esta aldeia está situada  no  sopé da encosta sul da Serra do Picoto e é atravessada  pelo Rio Unhais. 

Foi fundada no século XIII, num local que pertencia à jurisdição do antigo Mosteiro de Folques,   que promoveu a fixação de famílias, fundando algumas  pequenas povoações no seu território, como foi o caso das  Meãs.

Meãs tinha a capela mais antiga da freguesia e datava de 1807. No entanto, era pequena para as necessidades da povoação e, em 1964, os seus habitantes construíram uma nova, mais moderna e espaçosa.
O padroeiro é São Marcos que se festeja no dia 25 de Abril. Na capela existem ainda as imagens de Nª Sª de Fátima, Santo António e Nª Sª dos Altos Céus (protectora dos mineiros).

       

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quinta-feira, 10 de março de 2016

Lisboa: Largo de São Paulo II

Num dos topos do largo de São Paulo, situa-se a igreja de São Paulo.
Pensa-se que a paróquia foi criada em 1412, data existente  na igreja primitiva. 

Tal como aconteceu com toda zona ribeirinha da cidade, a  Igreja ficou bastante danificada após o terramoto de 1755. Em 1768 têm inicio as obras de reconstrução,  seguindo traçado típico do Convento de Mafra, alterando a orientação da fachada principal anteriormente para o rio, depois para o largo.
A fachada tem três portas, sendo a central de tamanho maior. Sobre esta pode-se ver a imagem da representação da “Conversão de São Paulo” e sobre as mais pequenas existem nichos com esculturas de São Pedro e São Paulo.


O interior tem uma só nave com oito capelas laterais e um bonito  tecto pintado.

Na Capela-mor, destacam-se o retábulo de mármore, ladeado por duas colunas encimadas com imagens de anjos e o tecto pintado.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quarta-feira, 9 de março de 2016

Lisboa: Largo de São Paulo I

Percorrendo os caminhos da minha infância, dei comigo na Praça de São Paulo. 

Lembro-me de ali passar quando, na companhia da minha mãe, me deslocava ao Mercado da Ribeira. 
Era uma praça onde reinava a azáfama dos muitos comerciantes que  vendiam no Mercado e das pessoas que ali iam fazer as suas compras, vindas de todas as zonas de Lisboa.
Hoje já não tem o mesmo movimento e apresenta mesmo um aspecto decadente.
O Largo de São Paulo sofreu uma grande destruição na altura do terramoto de 1755 sendo depois  alvo da reconstrução pombalina.
No centro da praça destaca-se um belo chafariz, datado de 1848. 
Tem quatro bicas, tendo a do lado da igreja  a inscrição " Marítimos", que se destinava ao abastecimento da "gente do mar".
Numa das extremidades da praça, existe um quiosque centenário, um dos vários existentes na zona histórica de Lisboa, que foram recuperados e onde se  vendem bebidas tradicionais. 



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia da Mulher

Hoje, Dia Mundial da Mulher, a minha homenagem vai para todas aquelas que, em pleno século XXI, ainda são vítimas de violência doméstica e para as que habitam em países onde são completamente discriminadas.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 7 de março de 2016

Artesanato: Saco para Costura

Um dos meus últimos trabalhos em patchwork foi um saco para a costura. Ocupa pouco espaço e leva uma grande quantidade de linhas e utensílios de costura.

O exterior com o saco fechado
O interior



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





sexta-feira, 4 de março de 2016

Porque é fim de semana: Freguesia de Unhais o Velho

Porque é fim de semana, vamos partir à descoberta doutra localidade da serra do Açor. Continuamos no concelho da Pampilhosa da Serra mas vamos  mudar de freguesia e partir à descoberta das aldeias da freguesia de Unhais o Velho.
Começamos pela sede de freguesia que se desenvolveu por entre os meandros do rio Unhais  e se crê ser bastante  antiga. Pensa-se ser habitada anteriormente ao século XII  mas sabe-se que na Idade Média a freguesia pertencia ao concelho da Pampilhosa da Serra passando depois  para o de Fajão. Finalmente, em 1855, passou novamente para o concelho de Pampilhosa da Serra.


Também não existem provas da origem da paróquia mas sabe-se que, inicialmente,  pertenceu à de Santa Maria de Fajão, instituída pelo Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e que tinha como donatário o Convento de Folques.
Em Unhais o Velho existem vários templos religiosos:
- A Igreja Matriz tem como padroeiro  S. Mateus, não se conhecendo ao certo, a data da construção primitiva  que, ao longo dos tempos, sofreu várias modificações.  Sabe-se que foi reconstruída em 1824 e ampliada em 1865. 
Para além de São Mateus, tem ainda as imagens  de S. Domingos,  S. Pedro, Santo António, S. Vito, Nª. Sª. de Fátima, Nª. Sª. do Rosário e Sagrado Coração de Jesus.
- A Capela   do Senhor da Saúde, junto à Igreja Paroquial, tem planta hexagonal e conta mais de 200 anos, tendo em conta inscrição do benemérito que a mandou construir: 
 “M.F.O.   O  SENHOR DA SAÚDE A JOAQUIM DSOUSA MACHADO  DALGARES  C.  OFERECENDO-SE AO Dº Sº O LIVROU D’HUAS TERRÍVEIS SESÕES  1771”.
- A Capela  de S. Sebastião, junto do antigo Cemitério, construído em 1865.
Da freguesia fazem também parte as aldeias de Portela de Unhais, Malhada do Rei, Meãs,
Aradas, Póvoa da Raposeira, Seladinhas e Arranhadouro, que irão ser alvo dos próximos posts de sexta feira.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.








quinta-feira, 3 de março de 2016

A Poesia de Carlos Paião

Cegonhas

Olá cegonha gosto de ti!
Há quanto tempo, te não via por ai!
Nem teus ninhos nos telhados,
Nem as asas pelo céu!
Olá cegonha! Que aconteceu?
Ainda me lembro de ouvir-te dizer,
Que tu de longe os bebes vinhas trazer!
Mas os homens vão crescendo,
E as cegonhas a morrer!
Ainda me lembro... não pode ser!
Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha...é bom sonhar!
No teu destino, por nos traçado!
Leva o menino, que é pequenino, toma cuidado!
Adeus cegonha, adeus lembranças...
A gente sonha, como crianças!
Faz outro ninho, no som dos céus!
Vai de mansinho, mas pelo caminho, diz-nos adeus!
Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha... é bom sonhar!
No teu destino, por nós traçado...
Leva o menino que é pequenino, toma cuidado!
Leva o menino... mas tem cuidado!
(Carlos Paião)




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




quarta-feira, 2 de março de 2016

Imagens Que Falam Por Si


Berlengas

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 1 de março de 2016

13º Aniversário do G. E. Raízes de Sobral Gordo

No próximo dia 6 de Março, a comunidade sobralgordense vai estar em festa, para comemorar o 13º aniversário do seu grupo etnográfico. 
O programa é o seguinte:
 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Baile da Pinha do G.D.Cantares do Soito da Ruiva

Todos os anos, o Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva realiza o seu já tradicional Baile da Pinha. Este ano, o evento não terá lugar no Clube Recreativo do Feijó, no próximo dia 5 de Março.

Quem gostar de animação na   boa companhia das gentes serranas, não perca mais esta oportunidade.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Porque é fim de semana: Vale Pardieiro

 
Porque é fim de semana, vamos partir à descoberta doutra localidade da serra do Açor situada na União das Freguesias de Fajão e Vidual. 


Desta vez vamos até ao Vale Pardieiro,  uma pequenina mas pitoresca  aldeia
Nela habitam muito poucas pessoas, pois a maior parte dos seus habitantes partiram em busca de melhores condições de vida e só regressam em época de férias para poderem usufruir a sua beleza  natural da região.  
O ex-libris da aldeia é o  túnel que foi feito para desviar  as aguas do rio Ceira, que outrora alagavam as terras de cultivo.


Fotos da Net

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Pelos Caminhos de Portugal: Bragança IV

Continuamos a descobrir alguns locais emblemáticos de Bragança e dirigimo-nos agora para a Praça da Sé.
O nome desta praça está intrinsecamente ligado ao edifício da antiga  Sé Catedral, um templo datado de 1545,  que inicialmente foi convento das Clarissas, depois foi ocupado pelos  jesuítas e, mais tarde, pelo  seminário diocesano. Em 1764, foi elevada a   catedral, após a mudança da Diocese de Miranda do Douro para Bragança.

Tem uma fachada renascentista e a torre do sino foi erguida no século XIX para colocar o relógio.
O interior é formado por uma  só nave, com capelas e um retábulo barroco de talha dourada.
Com a construção da nova Sé este templo passou a ser utilizado essencialmente  para a adoração, sendo o resto do edifício  ocupado para funcionar como Centro Cultural e  Biblioteca Municipal. 

Em frente à catedral, na mesma Praça da Sé, existe um Cruzeiro de 1689, sobre uma coluna torneada totalmente esculpido em pedra.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Pelos Caminhos de Portugal: Bragança III

Da recente visita que fiz a Bragança, vou continuar a partilhar alguns dos locais que visitei.
Além da Cidadela , a zona histórica da cidade extramuros  vale a pena ser visitada. 
Descendo por um emaranhado de ruas vamos chegar ao antigo Paço Episcopal. É aí que vamos encontrar o museu Abade de Baçal.
Francisco Manuel Alves foi pároco da localidade de Baçal e conciliou o seu exercício como sacerdote com o estudo de  genealogia, arqueologia, etnologia e história do nordeste transmontano.
Ao longo da sua vida, foi também escritor e recolheu um importante  espólio relacionado com as suas investigações.

Em 1925 foi nomeado director do Museu Regional de Bragança e, em 1935, data da sua  jubilação passou a designar-se Museu do Abade de Baçal, em sua homenagem.
 
Do lado oposto ao Museu, encontra-se a traseira da  igreja de São Vicente, onde segundo conta a lenda D. Pedro I terá casado secretamente com D. Inês de Castro.
A entrada  faz-se pelo Largo Principal. Na fachada exterior destaca-se um espetacular pórtico ladeado por bonitas colunas. Num dos lados, situa-se um chafariz, encimado com as armas reais e a data de 1746 e uma pequena capela , que atesta a importância da semana santa em Bragança. 


No lado oposto,  um Painel de azulejos, recorda a proclamação do General Sepúlveda contra a invasão francesa.
Entrando no templo, sobressai  a imponente capela-mor com abóbada estrelada, o arco triunfal e os retábulos em talha dourada.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.