domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Blog e as Minhas Memórias

Muitas vezes,  faço neste blog grandes viagens sem sair do local onde estou, não precisando nem de estradas nem de meios de transporte. Há dias em que sou atacada pela nostalgia e parto numa viagem  através das minhas memórias.
Hoje posso dizer que foi um dois em um. Tivemos que ir a Coimbra. A tia Leonilde fraturou o fémur e foi operada no Hospital Universitário. Sendo uma senhora solteira de 86 anos cuja família próxima são as sobrinhas, resolvi cumprir a minha obrigação e fui com o Fernando fazer-lhe uma visita e dar-lhe um pouco de conforto e coragem.
Saímos de Lisboa debaixo dum enorme temporal. A chuva que caía em grande intensidade obrigava a uma atenção redobrada e a uma velocidade controlada. Desta forma, a  viagem demorou um pouco mais. Íamos a meio do caminho e já falávamos no tempo que estávamos a demorar e do cansaço que sentíamos. E foi aí que começou a outra viagem. 
Vi-me com pouco mais de 6 anos, a caminho do Sobral Magro, dentro do primeiro carro do meu pai.
Apesar de adorar a aldeia, a viagem para mim era um tormento.  A estrada,  em mau estado em algumas partes do percurso, era uma sucessão de curvas  e contracurvas que pareciam não ter fim. O carro, comprado em segunda mão, antigo e completamente  carregado, de quando em vez arrastava no pavimento da estrada. Eu repartia o banco de trás, com vários sacos de mantimentos, que não havia à venda nas tabernas da aldeia  e  duas malas de roupa, sobre as quais ainda levávamos a gaiola dos canários.  Nessa altura, eu enjoava nas viagens de automóvel e, apertada entre as malas, balançava  para um lado ou para o outro conforme a curva,  ou saltava no assento  de cada vez que o carro passava sobre um buraco. Desesperada ainda  tentava segurar a gaiola onde os canários piavam e esvoaçavam aflitos. Era uma aventura que demorava sempre à volta de seis horas,  se não se desse o caso de termos um furo ou mesmo uma avaria, o que era raro. Nessas alturas, demorava muito mais.
E, bem lá no fundo das minhas memórias,  eu vejo-me  ansiosa e enjoada debaixo duma qualquer árvore na berma da estrada. Aguardo que o meu pai coloque um remendo, a tapar o furo na câmara de ar do pneu, para podermos prosseguir viagem até à terra ou até ao próximo furo. Era um ritual que tínhamos que cumprir em quase todas as viagens.
De regresso à realidade atual, dei graças a Deus pela acentuada melhoria que se verificou nas nossas estradas e pela construção da auto-estrada em que eu seguia e que, entretanto me fizera chegar a Coimbra sem qualquer anomalia, apesar do mau tempo.
 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Blog e as Viagens

Ao longo da minha vida profissional, sempre tive o meu tempo muito ocupado e nunca tive muitas oportunidades para realizar o meu sonho de viajar. O trabalho, a  família,  e a doença da minha mãe ocupavam-me os momentos  livres que tinha.
Entretanto, chegou  a reforma, os filhos casaram e o tempo passou a render mais. A partir de então, passei a aproveitar alguns fins de semana para passear pelo país. As portas do Mundo abriram-se também para mim e, sempre que possível, parto com  a  família ou com os amigos à descoberta de outros povos, outras culturas, outros modos de vida.
Por essa razão, os meus passeios e  viagens têm ocupado um lugar de destaque n' O Açor, onde os descrevo ou divulgo fotografias dos locais maravilhosos por onde tenho passado.
Espero continuar a desfrutar desse prazer para depois partilhar com quem visita este espaço, o que aprendi sobre os locais por onde passar.

 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Blog e o Artesanato

A serra influenciou-me desde tenra idade. Ali aprendi e ganhei o gosto por várias formas de artesanato. Comecei com  as rendas e bordados, ainda muito pequenina, quando passava férias no Sobral Magro. À tarde, as raparigas e mulheres da aldeia  juntavam-se à porta da minha avó e ali passavam a "hora do calor", sentadas no balcão da tia Idalina a fazer renda sob o olhar dos homens que jogavam às cartas ou simplesmente conversavam, na taberna do Tio Custódio situada ao cimo da rua.

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- Um dos naperons feitos em criança -

A genética talvez também tenha dado uma ajudinha.
A minha mãe era uma exímia rendeira e, desde cedo,  habituei-me a admirar os naperons,  toalhas, colchas ou simples rendas para enfeitar lençóis, que ela fazia. Não havia amostra que ela não conseguisse fazer, por mais complicada que fosse. Na minha família paterna há também vários familiares com jeito para as artes e o meu pai é um deles. Já várias vezes aqui escrevi e divulguei algumas das suas obras de escultura em madeira. É nele que deposito o meu orgulho. Não admira pois, que tivesse necessidade de, muito cedo, partir à descoberta de outras formas de artesanato.
Não segui os passos do meu pai, pois ele domina uma área que eu não consigo, por mais que me esforce. Limito-me a pintar peças de cerâmica ou madeira que compro nas lojas ou então a pintar telas, inspirando-me naquilo que vejo à minha volta, ou em telas de artistas que admiro. Talvez os genes dum primo que pintava muito bem, o pai do ator Guilherme Filipe,  me estejam a influenciar mas, quem me dera chegar "aos seus calcanhares"...

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- Uma das minhas primeiras telas -

Após a minha reforma, passei a frequentar o Polo Cultural da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, na área da minha residência, onde decorrem actividades de tempos livres para adultos  em várias áreas, entre as quais actividades relacionadas com o  artesanato. Os trabalhos de rendas e bordados acabam mesmo por ser publicados nas conhecidas revistas ArteIdeias e  Ponto de Cruz & Novidades.
Não admira pois que, ao longo destes três anos, o artesanato nas suas diversas áreas, tenha sido assunto assíduo no meu blog e irá continuar a ser  enquanto ele existir.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




O Açor

Ao iniciar as postagens havia que escolher um nome para o blog o que não foi difícil. Tendo as minhas raízes na serra do Açor, sofri as influências dessa serra na minha maneira de ser, de pensar e de agir. Ali dei os meus primeiros passos em muitas das actividades que têm feito parte da minha vida. Adoro esta região tão bela com as suas   paisagens estonteantes, a água pura e cristalina a escorrer pelas encostas dos montes, a  vegetação colorida  que a reveste, as pequenas aldeias semeadas pelos seus vales e outeiros, o seu ar puro que me  revigora o corpo e alma.  Assim o nome não podia ser outro.


Serra do Açor

 
No entanto,  ao programar o conteúdo do blog, entendi  que não iria escrever apenas sobre  a serra do Açor. Esse seria o tema principal pois a região era muito pouco divulgada mas, alarguei os   horizontes   aos meus  gostos e interesses, muitos dos quais adquiri ali mesmo, na serra. Foi na serra que descobri o gosto que tenho pelo  artesanato, que me iniciei na aprendizagem das  letras, que leccionei pela primeira vez e, foi lá  que despertei para a necessidade de descobrir o país e  outros modos de vida pelo mundo fora. Assim, estes foram temas obrigatórios durante os três anos de existência do blog, a que se vieram juntar outros mais,

 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Blog e os Amigos

Desde o nascimento d' O Açor  passaram a fazer parte da minha vida os amigos virtuais. Sendo novata e quase analfabeta em questões relacionadas com a internet, fiquei muito admirada quando começaram a aparecer comentários de pessoas que eu não conhecia de lado nenhum. Fui retribuindo as visitas e, hoje tornou-se um vício ir saber o que se passa com aqueles "estranhos" que passaram assim a fazer parte da minha vida.
É natural que ao fim de três anos já me aperceba e me preocupe com as dificuldades que alguns atravessam na vida.
É o que acontece atualmente.  Ricardo Calmon , o autor do blog Viver é Pura Magia,  que visito com regularidade, está a atravessar um momento muito difícil. Hoje as minhas preces são em sua intenção, esperando tê-lo entre nós cuidando do seu lindo campo de girassóis e dando-nos o prazer da sua escrita.
Que Nossa Senhora das Necessidades olhe por ele e o ajude a ultrapassar esta fase.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

3º Aniversário d' O Açor

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Parece que ainda foi ontem, mas já lá vão três anos.
Tinha eu então dois blogs onde dava as principais notícias das actividades das Comissões de Melhoramentos de Sobral Magro e do Porto Silvado. Isto acontecia esporadicamente, pois as aldeias são pequenas e   as novidades ao longo do ano são muito poucas. Quando me aposentei, senti  a necessidade de ler e escrever mais e a net foi a opção que escolhi. Assim nasceu O Açor.
Durante esta semana em que vou estar em festa, vou escrever sobre alguns dos temas  mais presentes no blog. Para iniciar, compus a imagem comemorativa do aniversário, tendo como inspiração um dos locais míticos da serra do Açor, o Monte do Colcurinho com a sua ermida dedicada à Nossa Senhora das Necessidades,  à qual   muitos naturais da serra recorrem em momentos de aflição.
Com votos de que a Nossa Senhora das Necessidades ajude todos os meus visitantes, agradeço a  sua visita. Volte sempre.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Selo de Qualidade

A  amiga Maria  do blog Divagar Sobre Tudo Um Pouco presenteou O Açor com este selinho:


Fiquei muito agradecida pelo carinho e, logo que tenha as minhas fotografias organizadas, dedicar-me-ei ao blog dos Presentes dos amigos, onde ele ocupará o seu merecido lugar.
Repasso-o agora a todos os amigos que me visitam.


Nome: Lourdes
Uma música: Unchained Melody
Humor: Normalmente bem disposta, mas quando me pisam...
Uma cor: Azul
Uma estação: Primavera
Como prefere viajar: De avião, mas adorava fazer um grande Cruzeiro.
Um seriado: CSI
Frase ou palavra dita por você: Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
O que achou do selo: Gostei muito e agradeço o carinho.

E agora já sabem. Podem levar se quiserem participar na brincadeira.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Parabéns Porto Silvado



Hoje o meu destaque vai para a Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado que está de Parabéns.
Fundada em 1952, os seus 59 anos de existência têm sido passados numa luta constante para a melhorar as condições de vida dos habitantes da aldeia.
Para os actuais dirigentes vão os meus votos de muitos sucessos numa luta que nunca está terminada.

PARABÉNS


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bolo de Maçãs e Nozes

Fim de semana à porta. Aproxima-se o dia de reunir a família e um miminho sabe sempre bem. Vou fazer um bolo. Procurei na net e encontrei uma receita que deve ser muito agradável. Está em:
http://www.gastronomias.com/

(Imagem da Net)

Ingredientes:
2 chávenas de açúcar
6 ovos
1 chávena de óleo
2 chávenas de farinha
1 colher de chá de canela em pó
2 maçãs
12 a 15 nozes
um pouco de fermento em pó

Confeção:

Mistura-se o açúcar com os ovos, junta-se o óleo , a canela, a farinha e o fermento.
Depois de bem batido junta-se as maçãs cortadas ás rodelas e as nozes picadas grosseiramente.
Vai ao forno médio em forma untada com margarina e polvilhada com farinha, durante cerca de 1 hora.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Individual

Mais um individual terminado, mais um para mostrar aqui no blog. Muito simples e de rápida execução é um ideia para um oferta de última hora.

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Na imagem seguinte pode ver-se um pormenor do bordado.
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E nesta outra, um pormenor do picô.

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Gostei do efeito, mas penso que o bordado do picô devia ser feito com linha mais grossa para ficar mais preenchido. Como não tinha, utilizei a mesma do bordado da barra.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Notícias de Pomares


Foi em Fevereiro de 1959 que o Padre Aurélio de Campos fundou o jornal Notícias de Pomares.
Este órgão de comunicação social  deu-nos a conhecer durante vários anos   as notícias dos acontecimentos mais importantes que se passavam na freguesia.
Este pequeno jornal mensal foi muito importante para os povos da freguesia que se encontravam a residir na região de Lisboa. Numa época em que as comunicações eram difíceis e dispendiosas, era com grande curiosidade que   recebíamos um novo exemplar que líamos avidamente do princípio ao fim.
Apesar da existência de outros jornais no concelho, era o Notícias de Pomares que nos dava aquelas pequenas informações, como as das imagens abaixo, que nos faziam sentir mais próximos do nosso torrão natal.





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Acordo Ortográfico

Os últimos acontecimentos no Egipto/Egito despertaram em mim a necessidade de me debruçar um pouco sobre o  acordo ortográfico da língua portuguesa.
Senti-me muito confusa pois os apresentadores da televisão pronunciavam umas vezes Egipto outras Egito, mas já a palavra egípcio pronunciavam sempre da mesma maneira - egípcio.

O Acordo Ortográfico entrou  em vigor em Janeiro de 2009 e estamos  num período   de transição, durante o qual ainda podemos usar a antiga grafia. Confusa como tenho andado, vali-me desta grande enciclopédia que é a Internet, e passei a tarde tentando entender o referido Acordo.
Confesso: Não se fez luz...Fiquei na mesma ou mais baralhada.

Spiritual,Candles

A grafia brasileira é capaz de ser mais simples mas vai custar a habituar-me a ela.  Quem inicia agora a sua escolaridade não terá grande dificuldade pois vai aprender tudo pela primeira vez.  Mas para  quem, como eu, passou  perto de sessenta anos a interiorizar uma certa forma de escrever e  quarenta a arranjar estratégias para os  alunos não darem erros, não é  dum momento para o outro que vai alterar tudo. É natural que, mesmo   não escrevendo com erros ortográficos,  o passe a fazer.


Pessoalmente, não concordo nem discordo do Acordo.  Quem teve esta ideia lá sabe o porquê, mas também  não me vou   preocupar muito com o assunto e , calmamente, vou tentar  adaptar-me. Com erros ou sem erros cá estarei enquanto eu quiser e puder. 


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Castanheira da Serra

 
Termino hoje e por agora, a minha viagem virtual pela serra do Açor, mais propriamente pela freguesia de Fajão, na Castanheira da Serra.
Esta bonita aldeia fica situada já bem perto do concelho de Arganil, num local que faz parte da região do Alto Ceira.  
Em tempos esteve rodeada de densas matas que  foram devastadas pelos vários incêndios que têm assolado a região nos últimos anos. Mesmo assim, existem ainda  alguns castanheiros centenários que marcam a passagem do tempo e cuja sombra  faz as delícias dos veraniantes nos dias quentes de Verão.
 
Castanheira da Serra
Esta é outra aldeia que muito tem evoluído  ao longo dos tempos devido ao trabalho desenvolvido pelos dirigentes da sua Comissão de Melhoramentos fundada em 1952, da qual deixo olink para quem quiser visitar o seu blog:

http://castanheiradaserra-fajao.blogspot.com/


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fim de Semana com a Leonor

Fim de semana é tempo de viver em pleno o meu "reinado" de avó.
Começo na sexta feira à tarde com uma visita ao infantário, onde sou posta a par das habilidades da minha princesa. É uma das alturas em que me sinto babada. A educadora augura-lhe um início de escolaridade prometedor. A Leonor é muito  interessada, colaboradora e cuidadosa com os seus trabalhinhos. Tem um grande sentido de autocrítica, o que a ajuda a aperfeiçoar-se cada vez mais. Como ex-professora do 1º ciclo, só posso ficar satisfeita com o início do percurso escolar da minha neta. Estou ciente que, no futuro, a sua mentalidade pode sofrer alterações mas, para início já me sinto muito orgulhosa.
Depois, é altura de a trazer para minha casa. Pelo caminho, conta-me as peripécias da semana, canta acompanhando as músicas que tocam no rádio do carro e, nem as letras das canções estrangeiras são problema.
Chegadas a casa, corre para o escritório onde inicialmente, para evitar as escadas de acesso aos quartos, adaptei um espaço para ela. Actualmente, apesar de subir e descer com facilidade,  é ali que gosta de estar e não deixa o "esquitório" por nada. Ali passa grande parte do seu  fim de semana. Brinca e dança com com o Panda, fala com as Barbies  e eu fico sentada a olhar para  ela observando com muita ternura  as suas brincadeiras. Frequentemente, chama-me e pede-me para me sentar ao pé dela a brincar. Nessa altura, eu não resisto. Esqueço tudo o resto, sento-me no chão, a seu lado, deixo de ser avó e somos duas crianças que brincam animadamente. De vez em quando, lança-se ao meu pescoço, abraça-me com força e repete várias vezes " Goto muito de ti, vó". E o meu coração derrete-se com tanto carinho que retribuo com muitos abraços e beijinhos. Esquecemo-nos do tempo e, só a necessidade de fazer o jantar, separa a dupla.
Ao fim de semana, a minha casa volta a ter a agitação dos tempos em que os meus filhos eram crianças. Enfim, a minha casa ganha vida de novo...




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Camba

 
Camba

A Camba é mais uma bonita aldeia de gente simpática e hospitaleira que pertence ao Concelho da Pampilhosa da Serra e freguesia de Fajão.
Fica situada numa das encostas da serra do Açor, rodeada de vegetação e bem próxima da barragem do Alto Ceira.
Na altura da construção desta barragem aumentou bastante a população da Camba com pessoas que para ali vieram trabalhar. Muitas delas, após a conclusão das obras ficaram por lá a viver. 

Camba
 
Esta aldeia também se  desenvolveu bastante durante o século passado, por acção da Comissão Associativa de Melhoramentos de Camba que após a sua fundação em 1955, em colaboração com a autarquia, a dotou com algumas infraestruturas básicas. No entanto, os cambenses olham o futuro com alguma apreensão pois a população está envelhecida e  os mais novos há muito que partiram para Lisboa, em busca das condições de vida que não tinham no seu torrão natal.
Neste momento, a Camba é habitada permanentemente por pouco mais de uma dúzia de pessoas  mas, na época do verão, os cambenses deslocam-se "à terra" em gozo de férias e, nessa altura, a povoação enche-se de novo de vida.

Se não puder visitar a aldeia da Camba, visite   o seu site em: http://camba.com.sapo.pt/


Camba





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ponte de Fajão


Ponte de Fajo

Hoje continuo o meu passeio virtual pela serra do Açor e continuo no concelho da Pampilhosa da Serra.
Saindo da sede de freguesia de Fajão sigo para a Ponte de Fajão.
Outrora chamada de Vila Cova, esta povoação situa-se na margem direita do rio Ceira,  próximo da sua nascente, rodeada de arvoredo.

Ponte de Fajo
O rio confere-lhe maior beleza e torna esta aldeia num local privilegiado para um banho refrescante nos dias quentes de Verão. É isso que, quem quer que a visite a Ponte de Fajão, pode fazer na sua piscina fluvial.

Ponte de Fajo

 
Esta é mais uma das povoações que muito se desenvolveu devido à acção da sua Comissão de Melhoramentos mas que, como muitas outras, corre o risco de desertificação.


Mais dados sobre esta bonita localidade da serra do Açor, podem ser encontrados no site da aldeia em:



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nostalgia

Este meu País faz-me lembrar um soneto de Florbela Espanca. É com ele que vos deixo, por hoje.

Nostalgia


Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!


Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!


Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!


Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!


Florbela Espanca




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fajão


Fajo


Durante as férias de Verão, é meu costume fazer alguns passeios com a família e amigos, pela serra. Há tempos fiz o percurso entre o Sobral Magro e Fajão que, oportunamente, descrevi aqui neste  espaço.

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Hoje levo-vos em passeio virtual até Fajão, uma das "Aldeias de Xisto", que muito apreciei  quando da minha visita no terreno.
Esta bonita aldeia, sede duma freguesia cheia de lendas e tradições, pertence ao vizinho concelho da Pampilhosa da Serra e está situada num local entre montanhas rochosas, em tudo semelhante a muitas outras aldeias da região. No entanto, tal como aconteceu no Piódão, foi também alvo dum trabalho de recuperação arquitectónica que a tem vindo a evidenciar  no que diz respeito  ao turismo.

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Pertencem a esta freguesia, para além da sede, os seguintes lugares: Açor, Boiças, Camba, Castanheira, Cavaleiros de Baixo, Cavaleiros de Cima, Ceiroco, Ceiroquinho, Covanca, Gralhas, Mata, Ponte Fajão, Porto da Balsa e Vale Pardieiro.

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Muito mais poderia escrever sobre esta povoação serrana,  mas melhor que isso é deixar-vos  o link do site que podem seguir e onde podem ficar a conhecer melhor a história e património de mais esta antiga aldeia da serra do Açor: http://fajao.no.sapo.pt




 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Que Frio!



Animais

Está frio. Muito frio mesmo.
Acordei com chuva o que fez com que ficasse em casa para evitar que a constipação que me tem estado a ameaçar, me ataque a sério. Enquanto preparava o pequeno almoço espreitava pela janela da cozinha   e via a chuva a cair. Devia estar gelada. Nesse momento, em que me sentia tão quentinha no aconchego do meu lar, pensei em todos quantos fazem das ruas a sua habitação. Estremeci como se um frio gelado me percorresse o corpo e o café não passava na garganta.
Entretanto a chuva parou e um sol envergonhado foi despertando ao longo da manhã. Aos poucos, bandos de pardais povoaram o meu  jardim, namorando e saltitando por entre os galhos nus dos arbustos, ensaiando alguns trinados como se a interrupção da chuva lhes devolvesse a alegria. Ali passei a manhã, observando por detrás das vidraças sem coragem para abrir a porta e sair para o exterior. 




Obrigada pela sua visita Volte sempre.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Volto Já


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bolo de Folha

Mesmo ao fim de muitos anos, há sabores que ficam de tal maneira entranhados em nós que não conseguimos esquecer nunca. Isto vem a propósito de ao fim de semana eu comprar sempre broa de milho.
Não que eu goste, mas a minha nora adora este tipo de pão.
Penso que já aqui confessei  que não sou apreciadora de pão de milho e, em pequena, o único senão das férias na aldeia era ter que comer broa. Diariamente, a minha avó tentava tudo para que eu a comesse.   Ela desfazia-a no leite ou no café, migava-a na sopa, mas em vão. Não me consegui  adaptar ao seu sabor.
No entanto, era costume da minha avó, aproveitar um pouco de massa da broa e envolver com ela uma sardinha, fazendo uma espécie de broa recheada mais pequena. Enrolava-a numa folha de couve e levava-a ao forno quando fazia o pão. Chamava-lhe ela, um bolo de folha. Bolo não era porque não era doce e a massa era a mesma da broa. O que eu sei é que o sabor era delicioso e, para mim, um manjar . Talvez  fosse devido à gordura  que escorria da sardinha, ou aos sucos que se desprendiam da folha de couve... Mas, o que eu penso,  é que era devido ao carinho com que ela tentava agradar-me que fez com que ainda hoje eu me recorde dos bolos de folha.
Ainda hoje raramente como broa, mas se for com sardinha lá me vem a lembrança dos bolos de folha da minha avó.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Blogger ou Wordpress?

Esta semana tenho estado muito ocupada com a família.
Estou também com um problema de hospedagem de fotografias no Picasa e não sei muito bem como vou resolver a situação. Sendo autodidata nestas lides da informática, é nos foruns que me informo e tento colmatar as minhas dúvidas.
Como sou teimosa, continuo a tentar resolver a situação. Em último caso deixo o Blogger e mudo para o WordPress ou outro.

 




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.