quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Castelo de Almada


Sabia da existência dum castelo em Almada mas, por ser pouco divulgado, nunca tive curiosidade pela sua descoberta para posterior visita.
No entanto, sem querer e andando à deriva pela "Almada Velha" , acabei por deparar com as suas muralhas.
Não o pude visitar o seu interior, pois desde 1976  que as suas instalações foram ocupadas pela Guarda Nacional Republicana.



Como não me deram informações  acerca do castelo, servi-me da net onde encontrei o seguinte:
O Castelo de Almada, tal como o nome indica, fica situado na parte mais íngreme do planalto de Almada, na cidade e freguesia com o mesmo nome, no distrito de Setúbal. A sua presença no alto da colina permitiu-lhe durante anos, na época medieval, ser o centro das atenções em termos de defesa da zona e até em situações de perigo teve um grande papel. Tem uma das suas frentes virada para o Tejo, tendo assim uma grande vista que deixa os seus visitantes de queixo caído.
Infelizmente não é possível precisar qual a data da sua fundação, no entanto a história conta que a sua presença vem das sucessivas construções e modificações que se iniciaram no séc. XII no antigo castelo árabe que já existia naquele sítio. Esse mesmo castelo árabe acabou por ser completamente destruído pela invasão sarracena de Tacube Almançor, sendo depois edificado, durante o reinado de D. Sancho I, um novo castelo que mais tarde foi melhorado durante o reinado de D. Dinis, mas é durante o reinado de D. Fernando que este sofreu as maiores reparações.
Devido à proximidade, durante o terramoto de 1755, o Castelo de Almada, viria novamente a sofrer muitos estrados e foi por volta de 1760 que começou a ser reparado novamente e a ficar tal como a sua fortificação hoje de encontra.
Já em 1825 ficou sem qualquer utilização, pois o tenente Fulgêncio Gomes dos Santos Vale recebeu ordens para entrega todo o material que estava dentro do castelo para fins militares, ficando assim o castelo durante 6 anos sem qualquer tipo de utilização, até os Miguelistas voltarem a dar-lhe o seu principal uso como forte marítimo.
O Castelo de Almada foi, de forma improvisada, tornado hospital durante o surto de epidemia da pneumonia, sendo assim uma grande ajuda para todos. Foi mantido com tropas de artilharia até à altura do 25 de Abril e após 1976 as suas instalações passaram a ser ocupadas por forças de Guarda Nacional Repúblicana.
Ao contrário de outros Castelos presentes em todo o país, o Castelo de Almada não permite visitas (a não ser por questões profissionais ou escolares), permitindo apenas passeios nos seus jardins de uma forma muito subtil. Isto deve-se à presença da força militar no seu interior, presença essa que impossibilita também mais trabalhos de investigação sobre o local. Acabando assim por atrasar todo o conhecimento de um local que foi fundamental para o desenvolvimento da região e importantíssimo na época medieval. Mesmo com a presença constante das forças militares no seu interior, este mantém-se fiel ao que foi reconstruido após o 25 de Abril, destacando as muralhas que ainda hoje se encontram em pé tal como estariam nessa altura, apenas o seu interior foi restaurado de forma a permitir a presença humana diária sem qualquer tipo de perigo para a saúde de quem dentro dele se encontra.
Em jeito de conclusão, o Castelo de Almada, apesar de ainda não estar aberto ao público para visitas, é sem dúvida uma referência história da região e de todo a nação na época medieval.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Exposição de Trabalhos em Chocolate


  
Hoje interrompo os "posts" que estava a fazer dedicados à cidade de Almada, pois neste momento já posso dar mais informações acerca dum assunto sobre o qual escrevi  aqui .

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Escrevi eu   que o meu pai, nos últimos tempos se estava a dedicar  a fazer peças em chocolate. Não adiantei muito o assunto, pois não tinha a confirmação de datas, mas hoje  fica a informação que as peças ( relacionadas com a Páscoa e outros elementos da região) se destinavam a uma exposição, que estará patente ao público no átrio da Câmara Municipal de Arganil, a partir das 18 horas do próximo dia 15.



Infelizmente não vou poder estar presente na cerimónia de abertura, pois nessa data não me vou poder abandonar Fernão Ferro e a data só hoje foi confirmada.  Apesar de ter acompanhado a execução das peças,  gostaria de   estar com o meu pai neste dia e  mostrar o enorme orgulho que tenho nele. Como  só  me poderei deslocar  na próxima semana,  faço votos para que a exposição seja um êxito e que quem a visitar aprecie os trabalhos.
Uma coisa eu garanto. São doces e gostosos.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Almada

Após um fim de semana tranquilo, a semana começou com uma deslocação à cidade de  Almada onde tinha   alguns assuntos a tratar.

Almada - Pr. Renovação

Quando morava no Laranjeiro, era nesta cidade que frequentemente fazia as minhas compras e hoje voltei a percorrer a pé as mesmas ruas. Tudo está diferente depois da passagem do metro de superfície. As ruas não têm o movimento de outrora, mas gostei de entrar em alguns  dos estabelecimentos que frequentava e que ainda estão abertos ao público.
 
Almada - Porta & Janela

Subi à Rua Capitão Leitão e fiquei algo desolada com o estado em que se encontram alguns edifícios antigos. Ali, mesmo junto à Câmara Municipal, alguns prédios encontram-se cheios de grafites ou completamente  degradados.
Fala-se há muito dum plano de requalificação para  a zona velha de Almada mas, pelo que pude constatar, está tudo muito atrasado.

Almada - Chafariz


Entendo perfeitamente que Almada seja uma cidade maioritariamente moderna e voltada para o futuro mas, o seu passado de grande relevância na História de Portugal  merece um investimento mais atento na sua zona histórica.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 10 de abril de 2011

Gabriell, um Artista da Minha Região

( Foto do Gabriell)

Mais um fim de semana se passou. Os dias estiveram risonhos e quentes mas após manhãs cansativas  a tratar do jardim, as tardes foram passados  de forma indolente desfrutando do  "dolce fare niente".
Sentada no sofá, entreguei-me ao meu último projecto de rendas e bordados, já a pensar na próxima festa de Verão da aldeia. Entretanto, ia percorrendo os diversos canais de televisão, tentando encontrar um qualquer programa que me distraísse um pouco, farta que estou de tanta política. 
E foi neste zapping, que encontrei um pomarense com raízes na serra do Açor, que conheço desde criança, o Orlando Gabriel. Lembro-me dele muito novinho ainda acompanhando o avô, o saudoso ti Manuel Fonseca do Porto Silvado,  percorrendo as aldeias da freguesia com a sua concertina, levando a sua alegria contagiante e animando os bailaricos populares.
O Orlando Gabriel cresceu, aprendeu a tocar vários instrumentos, e começou a abrilhanatar festas a solo ou integrado em conjuntos. O seu percurso foi difícil ( em Portugal vida de artista é sempre difícil) mas,com muita luta e perseverança gravou o seu 1º CD que o motivou para continuar a perseguir o seu sonho. Os espectáculos aumentaram e sentiu a necessidade dum nome artístico,  duma banda e de bailarinas que melhor o projetassem. Passou a ser conhecido por Gabriell e com  o segundo CD,  a sua   carreira mostrou-se mais prometedora. Aos espectáculos por todo o país, juntaram-se as solicitações para  o estrangeiro, onde tem levado a sua música às comunidades portuguesas, sendo sempre muito acarinhado.
A televisão também já lhe deu destaque em alguns programas e foi o que aconteceu no canal do MEO, no programa do Nuno Markl a que hoje assisti.
O Gabriell vai lançar brevemente o seu 3º CD. A sua música popular e brejeira pode não ser do gosto de todos. Mas eu que sou uma grande aficionada da minha serra, não posso deixar de dar destaque a um artista da minha região.

Boa sorte Gabriell. Continua a trabalhar para melhorar a qualidade no caminho que escolheste. Desejo-te muito sucesso.

 
Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ser Professor

Mais um fim de semana à porta e uma vez mais, a Leonor vai cá passar estes dias enchendo a casa de alegria e carinho.
Apesar do clima  estar agradável a minha filha continua assoberbada com trabalho. Vida de professora é complicada. Sei as dificuldades por que passei e sei as dificuldades que a Xana está a passar. Por essa razão, o post de hoje é dedicado à minha filhota e a todos os docentes que tentam melhorar o nível de educação dos seus alunos,  tendo  que delegar em terceiros a educação dos seus.
A foto é uma recordação duma aluna muito querida que deixou fortes marcas em mim. É a Joana, uma criança portadora de trissomia 21, com quem trabalhei durante vários anos, alguns deles em que atravessei um período bastante difícil e que conseguia descobrir os dias em que eu me encontrava mais sensível. Recordo bem as palavras que me dirigia enquanto me acarinhava: " A possoa tá tiste. Ponto, já passa ".


SER PROFESSOR

Ser professor é ser artista,
Malabarista,
Pintor, escultor, doutor,
Musicólogo, psicólogo,
É ser mãe, pai, irmã, avó,
É ser palhaço, estilhaço,
Espantalho, bagaço,
É ser ciência e paciência,
É ser informação, é ser acção.
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser Sol.
Incompreendido?... Muito.
Defendido?.. Nunca.
O seu filho passou?
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.
Ser professor...
É um vicio ou vocação
É outra coisa...
É ter nas mãos o mundo de
Amanhã

Amanhã

Os alunos vão-se...
E ele, o mestre, de mãos vazias,
Fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
Novos olhinhos ávidos de
Cultura
E ele, o professor
Vai despejando
Com toda a ternura, o saber, a orientação
Nas cabecilhas novas que
Amanhã
Luzirão no firmamento
Dá pátria

Fica a saudade...
A amizade.
O pagamento real?
Só na Eternidade.

(Autor Desconhecido)



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fim de Semana à Porta

Aproxima-se o fim de semana. O Sol derrama sobre o país os seus raios dourados e quentes que fazem a natureza ecludir, mostrando-nos toda a sua exuberância, completamente alheia a crises político-financeiras .
A serra do Açor está linda e a temperatura amena é um convite para saudáveis caminhadas ou mesmo a percursos de automóvel, pelas estradas que sulcam as suas vertentes montanhosas.

Ch
 
- Chãs d´Égua -

Nos vales, o rio Alva, o rio Ceira e as ribeiras que os alimentam percorrem  agitados o seu caminho e direcção ao Mondego, beijando as aldeias espalhadas pelas suas margens. À medida que se sobem  as encostas, o ar torna-se mais leve e um aroma silvestre inunda a atmosfera. A vegetação floresceu e oferece-nos uma paisagem colorida e perfumada.


Foz d'
 
- Foz d´Égua -

 Os únicos ruídos que se ouvem são o toque do sino das capelas quando batem as horas, o tilintar das campainhas das ovelhas, o som  das caravelas empurradas por alguma aragem que se faça sentir, o chilrear dos passarinhos, ou o cantar das águas correndo nas barrocas. A tranquilidade das pequenas aldeias espalhadas pelas encostas é um chamamento e aguça o apetite para uma visita.
Atravessando o país uma situação conturbada, nada melhor para acalmar, desintoxicar e recuperar forças para enfrentar o que nos está destinado, que um passeio pela serra.
Por tudo isto, esta é a minha  sugestão para uma escapadela de fim de semana.

Pi
 
- Piódão -




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma Professora na Serra

Pela sua mente continuavam a desfilar imagens da sua permanência na aldeia e era inevitável recordar o primeiro dia de aulas.
Depois de se arranjar, preparou-se para seguir para a escola que ficava fora da povoação. Ia  apresentar-se  e fazer as matrículas.
A ansiedade era grande, perante   a perspectiva de, pela primeira vez, ter  um grupinho de alunos que ela sozinha iria ensinar.  Na Escola do Magistério Primário sempre  sentira a protecção da professora  da turma, nas suas aulas de estágio mas, a partir de então, seriam apenas ela e os seus alunos. Num misto de entusiasmo e receio, saiu de casa e logo  foi surpreendida com um grupo de crianças  que alegremente a  aguardavam. Vários pais aproximaram-se também e como já conhecia alguns começaram de imediato a conversar, enquanto  outros timidamente se lhes juntavam. Admirou-se porque a aldeia era pequena e as   crianças eram muitas mas, à saída da povoação  ainda ficou mais admirada. Vários grupos  surgiam vindos de diferentes caminhos e juntavam-se-lhes. Foi então informada que todas aquelas crianças vinham a pé de povoações situadas a alguns quilómetros, para frequentar aquela escola, por ser a mais próxima das aldeias que habitavam.
E ela que achava que a distância de casa até à escola ainda era considerável e o caminho  que percorriam desde a saída da povoação era estreito e pedregoso através da  encosta descampada do monte. Naquela manhã  de Outubro,  o dia estava lindo mas e em dias de chuva e vento? E se nevasse? Seria muito complicado...

(Foto: Sérgio Antunes)

Quando chegaram à entrada da escola, virou-se para trás. Perante o autêntico cortejo crianças que tinha à sua frente, deixou imediatamente de se preocupar com o caminho e com o clima.
Olhando aquelas dezenas de carinhas que aguardavam ansiosos na sua frente, de olhos ternos e vivaços fixos nela , assustou-se. Não havia mais nenhuma professora e teria que ministrar o programa das quatro classes. As crianças ultrapassavam em muito as 30. Seria ela capaz de, no seu primeiro ano de trabalho, atingir a metas  com que ela e os pais sempre sonharam?
Uma vez mais, levantou a cabeça. Teria que vencer as dificuldades uma após outra.  Não era a primeira e não seria a última...
Decidida, mandou-os  entrar e seguiu-os juntamente com os pais.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 5 de abril de 2011

É Bom Recordar

Já há algum tempo que venho a recordar alguns dos acontecimentos mais relevantes  da freguesia de Pomars durante o século passado.
Hoje o destaque vai para o boletim Nº 15 do Notícias de Pomares, referente ao mês de Abril de 1960, onde era notícia a solicitação para a criação duma estação regional   dos CTT em Pomares, feita pela Junta de Freguesia .
Para memória futura, aqui fica um extracto da referida notícia.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fim de Semana com a Leonor

Mais um fim de semana em cheio. Que pode uma avó babada desejar mais que passar um fim de semana com a neta?
Com o aproximar do final de período, a filhota anda cheia de trabalho. Com os testes para corrigir, as avaliações para fazer e uma criança numa faixa etária a necessitar de muita atenção, nada melhor que ter uma avó por perto.
Assim, a Leonor passou todo o fim de semana cá em casa. Fala pelos cotovelos e exige atenção constante nas suas brincadeiras.

Deixou-me de rastos mas, completamente preenchida de amor e carinho.
Hoje, a canseira vai ser outra pois vou ter que para pôr a casa, de novo, em ordem.

A todos desejo uma ótima semana.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia das Mentiras

Após a leitura dos blogs que sigo diariamente, resolvi  divulgar  um que acho muito simpático e interessante. É o Foi Desse Jeito Que Eu Ouvi Dizer... da amiga Silvana Nunes, que se autodefine da seguinte forma:
Cruzam-se em mim várias culturas. Professora formada em Letras (port./literaturas), Pesquisadora da Cultura Popular Brasileira Contadora de Histórias, Brincante, Doadora de Órgãos, Manguerense e Botafoguense. O MELHOR POSSÍVEL SEMPRE!

Neste blog são narradas muitas estórias e outras curiosidades, umas  tradicionalmente brasileiras outras mundiais.
Passem por lá. Decerto vão gostar,  aprender e  divirtir-se. O tema de hoje é bem a propósito: O Dia das Mentiras.


1º DE ABRIL - O DIA DA MENTIRAS
O costume de contar mentiras no dia 1º de abril, teve sua origem na França. Pois é, os franceses mentem há muito mais tempo que nós.
Desde o começo do século XVI na França, o início do ano era comemorado em 25 de março, data que marcava o início da primavera. As comemorações se estendiam por uma semana, até dia 1º de abril onde efetivamente dava-se início ao novo ano.

Mas, em 1564 o rei francês Carlos IX num de seus rompantes, baixou um decreto adotando o calendário gregoriano, e o ano novo passou a ser festejado em 1º de janeiro.

Com a dificuldade de comunicação - não existia rádio e nem televisão -, essa mudança causou uma tremenda confusão. Claro que as pessoas não gostaram da idéia e continuaram a considerar o 1º de abril como o primeiro dia do ano, mandando convites para festas, votos de felicidades uns para os outros .

Diante do fato consumado, a população passou então a ridicularizar Carlos IX enviando presentes esquisitos, cartas e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como "plaisanteries".

O costume se espalhou pelo mundo todo, e com o tempo foram surgindo novas brincadeiras. Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como "April Fool’s Day" ou "Dia dos Tolos"; na Itália é chamado de "pesce d’aprile", o que significa literalmente “peixe de abril”.

No Brasil, o "Dia da Mentira" ou "Dia dos Bobos" começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou “A Mentira”, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848 com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte.

“A Mentira” saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Tudo faz crer que as brincadeiras, originárias das "plaisanteris" francesas, continuarão sempre a existir, graças a eternidade das manifestações culturais no mundo inteiro.

Isso tudo é muito divertido, mas é importante lembrar que só é divertido falar mentiras somente no dia 1º de abril, desde que depois a verdade seja revelada.

E você, já preparou a sua pegadinha para hoje ?


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Regionalismo, Autarquias Locais e Casas Regionais


Já várias vezes tenho divulgado neste meu espaço alguns eventos que a amiga Teresa Neves, dirigente da Comissão de Melhoramentos do Soito da Ruiva e  do Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva me tem dado a conhecer.
A Teresa, é uma grande entusiasta não só da aldeia onde tem as suas raízes, mas também de todas aquelas que, como a sua, lutam contra a desertificação. São inúmeras as provas que tem dado e , neste momento, foi mais longe, pois aceitou fazer parte da Direcção da Casa da Comarca de Arganil.
É, sem dúvida, um exemplo a seguir pelas camadas mais jovens. Pessoalmente, deposito as minhas esperanças no sangue novo para que possam, com as suas  ideias inovadoras, continuar a combater a interioridade e  inverter o marasmo em que se encontram alguns movimentos regionalistas que, no século passado, deram um contributo tão  valioso para o desenvolvimento da nossa região.
Perante a crise  que o país atravessa, dou comigo muitas vezes  a pensar se a beira-serra não será o futuro de muitos aqueles que a abandonaram. Esta é  razão mais  que sufciente para não dar tréguas à luta iniciada pelos nossos antepassados.
Força Teresa!
A tarefa é difícil, quando se é  uma boa profissional, esposa e mãe mas, quando se nasce com o "bichinho", arranja-se sempre maneira de "esticar" o tempo.

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Foi a Teresa que me enviou o seguinte e-mail.

Olá amigos!

A pedido da direcção da Casa da Comarca de Arganil, da qual neste momento faço parte, divulgo o colóquio subordinado ao tema “Autarquias Locais e Casas Regionais – uma parceria a desenvolver" , a realizar no dia 2 de Abril, próximo sábado, das 9h30 às 13h00. Estará presente o Presidente do Município de Arganil bem como todas as casas regionais sediadas na Associação das Casas Regionais de Lisboa, e os presidentes dos munícipios correspondentes. Estará também presente o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Em baixo segue um texto sobre o colóquio onde consta a localização e horário.
A Casa da Comarca de Arganil gostaria de ver presente na assistência um numero significativo de Arganilenses, por isso agradeço que compareçam e divulguem por quem possa estar interessado.

Um abraço
Teresa Neves


Colóquio sobre autarquias locais e casas regionais

Com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, que disponibilizou o anfiteatro Orlando Ribeiro, da Biblioteca de Telheiras, a ACRL vai promover, na manhã do sábado, dia 2 de Abril, a partir das 9h30, um colóquio subordinado ao tema “Autarquias Locais e Casas Regionais – uma parceria a desenvolver”, convidando para o efeito os presidentes dos Municípios, representados em Lisboa por casas regionais associadas na ACRL, para uma breve palestra sobre o assunto, a que se seguirá um debate entre todos os participantes e um almoço de confraternização entre eleitos locais e dirigentes regionalistas, na Quinta de São Vicente.

O colóquio terá uma saudação de boas vindas pelo presidente da ACRL, a abertura pelo presidente do Município de Lisboa, António Costa e será moderado pelo jornalista Paulino Coelho, da Rádio Renascença, que chamará os diversos oradores inscritos a dissertar sobre o assunto.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Bola de Carne Rápida

Por vezes, quando tenho sobras de carnes, faço uma bola muito simples e muito rápida mas que fica muito saborosa. Não tendo carnes de sobra, já a tenho feito também usando chouriço, bacon e fiambre.
Como estamos em época de crise e não devemos estragar nada, aqui vai a receita:

BOLA DE CARNE 


3 chávenas de farinha
1 chávena de óleo
1 chávena de leite
1 pitada de sal
1 colher de chá bem cheia de fermento em pó
5 ovos inteiros
Carnes - q. b.

Num alguidar, misturam-se todos os ingredientes,  exceptuando as carnes e bate-se muito bem até a massa fazer bolhas.
Coloca-se metade desta massa numa forma ou tabuleiro previamente untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Espalham-se as carnes por cima e coloca-se depois a restante massa por cima.
Leva-se ao forno pré-aquecido, até a massa estar cozida.

Nota: Esta bola pode ser feita com mais camadas, alternando a massa e as carnes, mas terminando sempre com uma camada de massa.

Bom Proveito!

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

terça-feira, 29 de março de 2011

Encontros e Desencontros



Como tenho vindo a referir, no passado Sábado estive presente no Baile da Pinha organizado pelo grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva. Deste grupo faz parte uma das minhas amigas de infância e, sempre que nos encontramos,  é inevitável uma viagem ao passado.
Conhecemo-nos, no Sobral Gordo, aldeia natal do meu pai e da mãe dela. Eu era ainda muito novinha e ela ainda mais. Apesar de passar as férias com os meus avós maternos no Sobral Magro, passava pouco tempo no Sobral Gordo porque a minha avó paterna faleceu muito nova. Embora fossem frequentes as  visitas aos meus tios, de quem fomos sempre muito próximos, não ficava na aldeia mais que um dia. Por essa razão, não tinha lá amiguinhas da minha idade, pois todas elas tinham os seus grupos já organizados. Nessas alturas, brincava   com uma menina bem mais novinha.  Como era uma criança amorosa, muito meiga e brincalhona eu adorava brincar com ela de tal forma que nunca a esqueci.  Crescemos e desencontrámo-nos. Entre encontros e desencontros deixámos de nos ver.
Entretanto o meu avô casou pela segunda vez e fixou-se na aldeia. Desafiada por ele, recomecei a participar nas festas do Sobral Gordo.
Quando cheguei, tinha eu os meus 16 anos,  não conhecia quase ninguém da minha idade. Tínhamos todos crescido e,  em plena adolescência, as modificações foram muitas. Tentei integrar-me no grupo de  jovens da terra e, à medida que nos íamos identificando, reconheci a Adelina.
A partir de então, retomámos a amizade e  encontrávamo-nos sempre nas férias de Verão. No meu primeiro ano de serviço, fui colocada na escola do Sobral Magro. Então a amizade tornou-se mais próxima pois era raro o Domingo que ela não vinha ter comigo.  Divertíamo-nos muito,  fazíamos passeios e, quando eu vinha passar os fins de semana a Lisboa, ela aproveitava para  visitar a família que tinha na Cova da Piedade. Eram viagens inesquecíveis. Tão inesquacíveis, que sempre que nos encontramos recordamos uma delas, em que chegámos a Coimbra e havia  uma grande feira.  Jóvens como éramos, começámos a pensar que nos podíamos divertir  um  pouco e, em vez de continuarmos a nossa viagem, fomos para a feira andar nos carrocéis. Chegámos  a casa já tarde com  a família já em alvoroço.

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Novamente, a vida nos separou. Ambas percorremos caminhos distintos mas há alguns anos, fui encontrá-la ligada ao Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva.
Temo-nos agora encontrado  regularmente. São inevitáveis as lembranças que nos vêm à memória e acabamos sempre por passar momentos divertidos, recordando os doces momentos da nossa juventude. Como ela diz "estamos mais velhas, mas a nossa maneira de ser é  a mesma."





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Peças de Chocolate do Meu Pai

Actualmente, o meu pai tem-se dedicado a fazer peças em chocolate e como a época é de Páscoa, os trabalhos estão relacionados com esta época festiva.
Foi com peças idênticas às que está a fazer que ele, algumas vezes, foi premiado. Eis algumas, em vias de acabamento.

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Fotos: Ana Teresa


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 27 de março de 2011

Fim de Semana com Baile da Pinha

Soito da Ruiva - Pinha


Tal como divulguei na passada semana, estive, no passado Sábado, no Baile da Pinha organizado pelos amigos do Soito da Ruiva.
Não me vou repetir, pois sempre que escrevo sobre os naturais desta povoação, é  para destacar a sua forma hospitaleira de receber os amigos e enaltecer o espírito de sacrifício com que se empenham, tendo sempre como objectivo a divulgação da sua terra e da sua região. As imagens que se seguem são prova  da forma abnegada  com que se disponibilizam para trabalhar de forma graciosa, para que corram bem todos os eventos que organizam.

Soito da Ruiva - Baile da Pinha
 
A bancada estava repleta de iguarias. A broa e o excelente queijo da região marcaram presença.
Os famosos coscoréis, estiveram sempre à disposição de todos,   nesta noite de animação e boa gastronomia.

As  cozinheiras não tiveram mãos a medir pois  passaram toda a noite  em laboração para repôr os artigos que se iam esgotando. 
Os utensílios estiveram sempre preparados para que os petiscos não faltassem e saíssem quentinhos pela noite dentro.
Presente  também uma  banca de artesanato muito bem recheada com artigos regionais.
Na sala,  a confraternização entre naturais do Soito da Ruiva e de aldeias vizinhas, foi uma constante.

 
Soito da Ruiva - Baile da Pinha
 
O baile, como sempre  foi abrilhantado pela acordeonista Paula Marques.  Decorreu de forma bastante animada e, já a noite ia alta, quando  dois dos elementos do grupo "Comtradições", a Dina e Carlos Correia foram coroados Reis do baile, pois foram o par que conseguiu abrir a "pinha".

Parabéns Comissão de Melhoramentos de  Soito da Ruiva!
Parabéns Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva!
Parabéns boa gente do Soito da Ruiva!

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sábado, 26 de março de 2011

Desafio

Já várias vezes aqui referi que, parte do meu tempo livre é passado no Pólo Cultural de Fernão Ferro, onde se desenvolvem várias actividades relacionadas com o artesanato, nomeadamente na área dos bordados. Existe mesmo uma parceria com revistas de bordados e as monitoras colaboram também com uma conceituada marca de linhas, a  DMC, cujo blog faz parte daqueles que habitualmente visito.
Periodicamente, lança concursos, sujeitos a vários temas. O último foi subordinado ao tema "Dia dos Namorados" e um dos prémios foi atribuído à amiga Filomena do "Filomena Crochet", minha colega e amiga dos cursos, com este lindo trabalho.

  (Foto da Filomena)

O próximo desafio já foi lançado e tem como tema "A Cozinha da Avó".
Como várias das minhas amigas blogueiras e da  minha região têm, como eu, um grande interesse  por esta área, lembrei-me de divulgar aqui, no meu espaço, esta iniciativa da DMC. O tema é sugestivo e aliciante. Concorram. Encontram informações mais detalhadas aqui .
Após o concurso e antes de serem entregues aos seus proprietários,os trabalhos estarão patentes na FIA, uma grande  exposição  de artesanato, que se realiza anualmente no início do  Verão, no Parque das Nações, em Lisboa.
De que estão à espera?
"Puxem pela cabeça", "dêem ao dedo" e concorram...


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sexta-feira, 25 de março de 2011

Primavera no meu Jardim

Estes são alguns dos exemplares da flora do meu jardim que já me vão alegrando, mesmo em dias cinzentos como o de hoje.

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Poucas palavras porque as iagens falam por si.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.