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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Santa Ovaia

Santa Ovaia é uma povoação situada junto à Estrada da Beira e às Vendas de Galizes.
Grande parte da povoação localiza-se ao longo duma encosta virada para o rio Alva, que faz da povoação um imenso  miradouro com vista  para o vale do Alva e Alvoco e para as serras do Açor e da Estrela.
Perde-se nos tempos a origem de Santa Ovaia que se pensa ser anterior  ao século XII, altura do aforamento da “terra” de Seia.
No século XIII,  Santa Ovaia  era uma das povoações mais importantes da região e já exercia funções administrativas, como comprovam  as Inquirições de 1258, que mencionam   divisões precisas entre esta povoação e Avô. 


A freguesia de Santa Ovaia esteve sempre associada ao concelho de Avô até à extinção deste, em 24 de Outubro de 1855, passando depois a fazer parte,  do concelho de Oliveira do Hospital. 
Finalmente em 2013, a freguesia  foi extinta  sendo  integrada na   União das Freguesias de Penalva de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira. 


Ao longo dos séculos, existiram em Santa Ovaia pedreiros  que trabalhavam o granito, saindo dali muitos trabalhos para todo o país e estrangeiro. Estes homens criaram um dialecto que só eles entendiam - “os verbos dos arguinas”. O mesmo aconteceu também na freguesia de Nogueira do Cravo.
Tal como acontece com o mirandês, já poucas pessoas conhecem este dialecto que se encontra em vias de extinção.

Santa Ovaia  tem como orago  N. Srª da Expectação.
Inicialmente, a povoação pertencia à paróquia de S. Pedro de Lourosa.
Em meados do  século XIII, os cónegos de Coimbra possuíam aqui herdades e vassalos, talvez por doação antiga.  A Ordem de Cristo tinha aqui uma comenda  do padroado real e foi curato da apresentação da Sé de Coimbra.

A Igreja Paroquial, é uma reconstrução do final do século XIX e obedece ao traçado regional de tradição setecentista. 
A torre fica à direita, tendo o baptistério na parte inferior.
O tecto da capela-mor e do corpo da igreja são pintados e os retábulos são de talha dourada.
Para além da Igreja matriz, destacam-se outros imóveis de interesse arquitectónico na povoação.


Capela de Santo António


Esta bonita capelinha  situa-se  no Largo de Santo António.
É uma construção singela com  altar e a imagem do padroeiro de granito.

Casa Senhorial da Família Figueiredo e Castro
dos princípios do século XIX


Casa senhorial  da família Vaz Patto




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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vila Pouca da Beira

Esta bonita povoação   surge a 3 Km da Estrada da Beira  e das Vendas de Galizes numa encosta fronteira à serra do Açor.
 
Teve carta de foral em data anterior ao século XIV, pois nas Inquirições de 1258 há referência a um juiz em Vila Pouca, que nos leva a pensar que, nessa época, a povoação  era sede de concelho.
Em 1519, D. Manuel I concedeu-lhe foral novo e, em 1836, o concelho foi extinto, passando Vila Pouca a freguesia, que foi  agregrada ao concelho de Avô, até à sua extinção em 1855 e à sua integração no concelho de Oliveira do Hospital.
A freguesia manteve-se até 2013, data em que passou a fazer parte da União de Freguesias de Penalva de Santa Ovaia  e Vila Pouca da Beira.
O padroeiro de Vila Pouca da Beira é S. Sebastião.
A Igreja matriz foi construída no Séc. XVIII e reconstruída   em 1818. 
O corpo principal foi construído no interior do edifício inicial. Deste templo, destacam-se o altar mor em talha policromada do Séc. XVIII e  dois altares laterais. 

Foto da Net
Gerrit Komrij, poeta holandês de reconhecimento internacional, fixou residência nesta localidade, onde era estimado por todos. Falecido em 2012,  encontra-se  sepultado no cemitério local, como era seu desejo.

Do Património de Vila Pouca da Beira, destaco:
- Convento do Desagravo de Santíssimo Sacramento
Conta a lenda  que o Convento foi construído em Vila Pouca da Beira, por vontade duma habitante que, por ter roubado as esmolas da Igreja,  precisava de "desagravar" o pecado cometido. A licença para construção do convento foi concedida em 1780 e em   1791, foi ocupado pelas  irmãs clarissas.
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, a última freira viveu no convento até à sua morte. A partir de  então, o edifício teve várias utilizações, até que foi transformado numa pousada.

Do Convento do Desagravo fazem também parte a igreja e a casa do Bispo.

Ermida de São Miguel

Pequena ermida situada junto à estrada de Digueifel.

Pelourinho
Monumento  de  arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Com soco cilíndrico e fuste octogonal sem remate, e sem classificação tipológica.

Casas Senhoriais
Solar dos Mesquitas



Casa de Gerrit Komrij


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Galizes

Galizes é  uma povoação situada a 7 Km da sede de concelho, Oliveira do Hospital. Pertence à freguesia de Nogueira do Cravo.
Não se conhece a origem do topónimo, mas pensa-se que Galizes significa Galegos, e que a aldeia tenha sido  povoada por Galegos.
Não se conhece a origem de Galizes  mas, na Carta de Couto de Lourosa de 1132, há referências a esta aldeia.
Até 1836, Galizes era uma freguesia do concelho de Nogueira do Cravo. No entanto, o concelho foi extinto e Nogueira do Cravo passou a sede de freguesia, sendo Galizes  integrada na nova freguesia.

Em 1668, o  Padre Dr. João Álvares Brandão, fundou  a Santa Casa de Misericórdia local.
Do património de  Galizes, destacam-se: 
- Igreja da Misericórdia
Construída em 1670, como doação do Padre Dr. João Álvares Brandão, tem  como padroeira Nossa Senhora da Visitação. 
A frontaria do edifício é a  primitiva. A torre, o corpo e a capela-mor são fruto  de obras do início do século XIX.
Com a destruição da Igreja Matriz em honra de São Miguel, foi a Igreja da Misericórdia que recebeu o Santíssimo.


- O Cruzeiro 
Situa-se no adro da Igreja. É de  granito, a rocha abundante na região e presente em muitas casas da aldeia. 
- O Campanário
O Campanário,  pertencia à antiga Igreja Paroquial cujo orago era São Miguel.

- O Calvário 
Situa-se no ponto mais alto da aldeia, num  num maravilhoso local  onde se pode apreciar a beleza paisagística da povoação e arredores.




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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Pelos Caminhos de Portugal: Lapa dos Dinheiros

Lapa dos Dinheiros é uma aldeia pertencente à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.  Situa-se  numa das encostas da Serra da Estrela, a 800 m de altitude, num local que  possibilita uma maravilhosa vista  sobre o a região. 

Até  1988, data em que foi elevada a freguesia,  fez parte da freguesia  de S. Romão.
Em 2013, a freguesia foi extinta e integrada na União das Freguesias de Seia, S. Romão e Lapa dos Dinheiros, com sede na vila de São Romão.
Nos primeiros tempos, a população dedicava-se  à pastorícia e à agricultura mas, actualmente, esta última quase não existe.
Na Lapa dos Dinheiros existem vários locais aprazíveis que merecem uma visita . Para além do Buraco da Moura,  o Buraco do Sumo;  a Praia Fluvial, ...





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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

São Romão

Actualmente ligada a Seia, S. Romão é uma vila situada numa zona de bonitas paisagens naturais. Rica em património merece uma visita de quem passar pela região.
A sua origem é muito  antiga, havendo indícios arqueológicos dum Castro existente no "Cabeço do Crasto", que comprovam a existência de vida , antes de 3000 A.C. e o “Buraco da Moira”, um sítio arqueológico cuja ocupação remonta ao Período Calcolítico (cerca de 1200 A.C.).

Em 1057,  foi conquistada aos Mouros, por D. Fernando Magno.   Em 1106, D. Teresa e o Conde D. Henrique concederam carta de povoamento de S. Romão a dois presbíteros, que doaram as terras ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Dono duma vasta área na região, o Mosteiro de Santa Cruz concedeu foral aos habitantes de S. Romão em 1144.
São Romão  foi sede de concelho entre o século XIII e 1836.  Depois dessa data passou a ser  freguesia.
Em 2013, esta freguesia foi extinta, passando S. Romão a estar agregada a  outras duas povoações formando a  "União das Freguesias de Seia, S. Romão e Lapa dos Dinheiros", sendo a  sede em S. Romão.

Durante muitos anos, os habitantes dedicaram-se à agricultura, criação de gado  e indústria dos lanifícios. Actualmente, uma nova indústria encontra-se em desenvolvimento-a produção do  Queijo da Serra.Em São Romão há vários pontes de interesse que vale a pena conhecer:
- a Igreja Matriz;

- a Capela do Santo Cristo;
- o Santuário de Nossa Senhora do Desterro;  - o  Museu de Arte Sacra;
- o Castro;
- o Buraco da Moira. 







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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Convento da Arrábida


Em 1539, D. João de Lencastre, 1º duque de Aveiro foi em   peregrinação a Nossa Senhora de Guadalupe, onde conheceu Frei Martinho de Santa Maria, um frade franciscano  que lhe manifestou o desejo de se tornar ermita. O nobre português, senhor das terras da Arrábida falou-lhe deste local e, assim  o frade castelhano para ali se dirigiu. 
De tal forma ficou maravilhado com o local, que o Duque de Aveiro lhe ofereceu uma pequena ermida ali existente bem como os terrenos circundantes, onde ele se estabeleceu juntamente com um outro monge que o acompanhara.
Outros frades se lhes seguiram e, em 1542, a ermida passou a Convento.
D. Jorge de Lencastre filho do primeiro duque de Aveiro e outros que se lhe seguiram continuaram as obras no Convento.
Em 1834, foram extintas as Ordens Religiosas e os monges foram expulsos. 
Em 1863, o duque de Palmela adquiriu o Convento e procedeu a várias obras de reparação.
Mais tarde, o convento foi comprado pela Fundação Oriente, que continuou as  obras de restauro , permitindo que o local fosse aberto ao público para visitas e para a   realização de vários trabalhos académicos e científicos.

 

As fotos que se seguem mostram alguns locais do Convento. 

Entrada para o jardim de buxos, designado de S. Pedro de Alcântara. 


Entrada da igreja, tendo do lado esquerdo  a figura do fundador do convento Frei Martinho.
O interior da igreja é muito simples, com um retábulo onde figura a Virgem com o Menino.


Para além do convento existem pequenas ermidas espalhados pela Serra( o  Mosteiro antigo) onde os monges viviam solitariamente. Numa delas viveu o poeta Frei Agostinho da Cruz.


Uma das várias celas onde os monges passavam o seu tempo. Têm dimensões bastante reduzidas, apenas as necessárias para cada monge se movimentar no seu interior.

A cozinha onde  corre água que a rede hidráulica feita no século XVI leva das minas da serra.

O refeitório






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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Óbidos: Santuário do Senhor da Pedra


Na parte exterior das muralhas da vila medieval, na estrada para as Caldas da Rainha, um templo religioso de aspecto cilíndrico chama a atenção de quem passa. É o Santuário do Senhor da Pedra.

Conta-se  que num ano de seca, um lavrador rezava a Deus para proteger as suas colheitas e que   encontrou  uma imagem  de pedra, quando passava por um silvado.
Como entretanto começou a chover, a população mandou construir uma pequena ermida, para albergar a imagem que consideraram milagrosa.
Mais tarde, pensaram em erigir um templo maior e mais condigno, que contou com avultadas ofertas  do rei D. João V, que frequentemente se deslocava ao Hospital Termal das Caldas da Rainha, onde ia fazer tratamentos e que, ao passar no local, se tornou devoto do Senhor Jesus da Pedra.
O actual templo foi inaugurado em 1747.
Apesar do aspecto exterior, apresenta  no seu interior  planta hexagonal, onde figuram três capelas: a capela-mor dedicada ao Calvário, com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros.
No Altar-Mor,  destaca-se a imagem de pedra de Cristo Crucificado, que deu o nome ao Santuário, possivelmente, datada do século XVIII, onde se destaca a imagem antropomórfica que se acreditava ter poderes milagrosos.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Óbidos: Igrejas

Num país maioritariamente cristão, Óbidos não foge à regra e, ao longo dos tempos, foram construídos vários locais de culto espalhados pela vila.
Destaco hoje algumas igrejas situadas intra-muralhas.

Igreja de Santa Maria:
Das igrejas existentes na vila, esta é  a mais antiga e actualmente é a igreja matriz.
Fundada pelos Godos para o culto cristão, foi mais tarde  transformada em mesquita pelos Árabes, até que a reconquista de Óbidos por D. Afonso Henriques, em 1148, devolveu ao templo o culto cristão.


Em finais do século XV, a Rainha D. Leonor mandou proceder à construção da torre sineira e a profundas reformas na igreja.
Pensa-se que o terramoto de 1535 a deixou bastante danificada , razão pela qual a rainha D. Catarina a mandou  reconstruir.
Anos mais tarde, foi novamente beneficiada e decorada com revestimentos de majestosos painéis de azulejos,  pinturas atribuídas a Josefa de Óbidos, e o Altar Mor e  teto ricamente trabalhado.


Igreja de São Pedro: 

Este templo foi fundado a Idade Média, mas foi destruído durante o terramoto de 1755.   Da construção inicial restaram pouco mais que  vestígios do antigo portal gótico, na fachada.
No seu interior, destacam-se a nave e o  retábulo de talha dourada do período joanino. 
Igreja de Santiago:
Igreja de Santiago - Óbidos
Local: Óbidos
Foto: Nuno Félix Alves
Este templo foi mandado construir por D. Sancho I e data de  1186. Era a igreja que servia o castelo e tinha a porta virada para o seu interior. Tinha   três naves e era frequentada pela família real sempre que ali permanecia.  Tinha rês naves e estilo gótico. 
O terramoto de 1755 deixou-a completamente em ruínas, sendo mais tarde reerguida. No entanto, o actual templo nada tem a ver com o  original onde até a porta ficou virada para a Rua Direita.
Foi colegiada e serviu os romeiros dos Caminhos de Santiago.
Actualmente foi transformada numa Grande Livraria, onde se podem encontrar Livros, mas também se podem assistir à projecção de filmes, debates e exposições.


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