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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quinta da Regaleira 1

A Quinta da Regaleira, situada em Sintra, foi o local escolhido para passar a tarde do passado Domingo.
O Palácio e Quinta da Regaleira, formam um dos mais belos e surpreendentes locais situados na encosta da serra, bem pertinho do Centro Histórico  da Vila, reconhecidos como Património Mundial atribuído pela UNESCO.


Em 1892, a propriedade da Regaleira foi adquirida  pelo Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, detentor duma grande fortuna , conhecido por Monteiro dos Milhões, que ali mandou construir um imponente palácio, rodeado por luxuriantes jardins, caminhos, belos  lagos e grutas, onde o misticismo    é presença constante nos símbolos  que representam os interesses e ideologias do seu proprietário, ligados à maçonaria, à Ordem dos Templários e  Rosa Cruz.


Até aos dias de hoje, a quinta mudou várias vezes de dono, foi alvo de obras  ao gosto dos novos proprietários e é atualmente propriedade da Câmara Municipal de Sintra que a abriu ao público.


O palácio da Regaleira, o edifício principal da quinta, é uma mistura de várias correntes artísticas:   românicas, renascentistas, manuelinas (cordas, nós, laçadas) e góticas (capitéis, gárgulas…)donde sobressai uma magnífica torre octogonal, duma beleza e simbolismo incríveis.



O interior do palácio é constituído por vários pisos com bonitas salas de que destaco a Sala dos Reis ou do Bilhar, onde existem imagens de  alguns dos mais importantes reis 
portugueses e se denota a preferência monárquica de Carvalho Monteiro. Os  tetos são de estilo rococó, os pisos de mosaico mas com poucas peças de mobiliário. 
Na torre, uma biblioteca e um laboratório alquímico, são uma referência à maçonaria. Dali se pode aceder a   um terraço panorâmico e  desfrutar duma paisagem incrível tanto para o jardim e bosque circundantes, como para a serra de Sintra e oceano.


No próximo post, vou continuar a partilhar imagens de alguns dos locais mais icónicos da Quinta,  onde a simbologia e misticismo deste  local é uma constante.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.


terça-feira, 27 de junho de 2017

Nazaré

No último fim de semana, com um grupo de amigos, fizémos um passeio à Nazaré, uma bonita localidade da costa portuguesa.
A origem da povoação, está no bairro da Pederneira, que, inicialmente, fazia parte dos coutos de Alcobaça. 



Em 1514,  D. Manuel I, concedeu-lhe foral, dando-lhe honras de vila e sede de concelho, que manteve até 1855. Na praça principal foi erguido um pelourinho ao estilo manuelino. 
Em 1912,  uniram-se três localidades próximas: Pederneira, Sítio e Praia da Nazaré, que actualmente são  bairros da nova vila que recebeu o nome de  Nazaré.
Este topónimo deve-se à lenda, sobejamente conhecida, de Nossa Senhora da Nazaré e D. Fuas Roupinho.




Até ao século XX, os habitantes da vila dedicavam-se  essencialmente à actividade piscatória, sendo sobejamente conhecidos os trajes típicos dos seus habitantes, onde as sete saias das mulheres e as camisas de flanela de xadrez e barrete preto dos homens correram o país e o Mundo. 
No entanto, a partir dessa altura, a Nazaré sofreu um grande desenvolvimento  na actividade turística, culminando nos últimos anos, com o registo  da maior onda já surfada, feito realizado por Garrett McNamara,  na Praia do Norte.



O  orago é Nossa Senhora da Nazaré, que se venera, actualmente, no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, no Sítio.



A Igreja, datada de 1377, foi mandada construir pelo rei D. Fernando, que se deslocou ao Sítio para venerar nossa Senhora da Nazaré que  se encontrava na Capela da Memória. Achando o espaço muito exíguo, mandou construir uma igreja maior.


Do património nazareno destaco ainda:

- Ermida da Memória, no Sítio




Foi mandada construir por D. Fuas Roupinho em agradecimento a Nossa Senhora da Nazaré, por ter sido salvo da morte, naquele local.
- Igreja de S. João e da Pederneira
- Igreja da Misericórdia da Pederneira
- Capela  de Nossa Senhora dos Aflitos
- Capela de Nossa Senhora dos Anjos ou Ermida de Nossa Senhora dos Anjos
- Capela de Santo António
- Forte de S. Miguel Arcanjo 
- Antiga Casa da Câmara da Pederneira
- Pelourinho da Pederneira
- Fonte Antiga ou Fonte da Vila da Pederneira
- Conjunto monumental urbano e enquadramento paisagístico da Nazaré
- Casa na Rua dos Pescadores, na Praia da Nazaré.







Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Porto: Pontes

Uma vez mais estive no Porto, uma bonita cidade portuguesa do Norte do país, que nos últimos anos, se tem vindo a afirmar cada vez mais em termos turísticos.



Banhada pelo rio Douro, a cidade está ligada à outra margem por várias pontes construídas em diferentes épocas e com estilos arquitectónicos diversos.


- Ponte D. Maria Pia

Inaugurada em 4 de Novembro de 1877, com a presença do Rei D. Luís e da Rainha D. Maria Pia, esta ponte da autoria de Gustave Eiffel, foi durante mais de 100 anos única via de comunicação ferroviária que ligava o Porto a Vila Nova de Gaia e ao resto do país.

- Ponte de  Luís I



Inaugurada em 1886, esta ponte projectada por Teófilo Seyrig, discípulo  de Eiffel, liga as duas margens do Douro e é composta por dois tabuleiros: o  superior, por onde circula o Metro,  e o inferior por onde se circulam os outros veículos.

- Ponte da Arrábida



Para colmatar as dificuldades sentidas no acesso à cidade do Porto, nomeadamente para o tráfego automóvel  vindo da outra margem  do Douro, foi construída  uma nova ponte, baptizada por Ponte da Arrábida. 
Projectada pelo conceituado engenheiro português Edgar Cardoso, esta ponte foi inaugurada em  1963, sendo na altura a maior ponte do mundo em betão armado.

- Ponte de São João



No dia de São João de 1991, uma nova ponte foi inaugurada na cidade do Porto, recebendo o nome do Santo Popular festejado, nesse dia, na  cidade.
A ponte, da autoria de Edgar Cardosoveio substituir a Ponte D. Maria Pia na travessia ferroviária sobre o rio Douro.  

- Ponte do Freixo




A Ponte do Freixo, com oito faixas de rodagem,  foi construída na zona mais a montante do rio Douro, para ajudar a suprir a fluidez  do trânsito rodoviário entre o Porto e Vila Nova de Gaia.
O projecto de autoria do professor António Reis, foi inaugurada em 1995

- Ponte do Infante D. Henrique



A Ponte do Infante D. Henrique, inaugurada em 2003, foi  projectada pelo engenheiro Adão da Fonseca, para  o trânsito rodoviário, após o tabuleiro superior da  Ponte Luís I passar a ser usada apenas pelo Metro.
Foi  assim baptizada como  homenagem ao Infante D. Henrique, nascido no Porto.








Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



terça-feira, 2 de maio de 2017

Moita

A Moita é uma vila sede de concelho do qual fazem parte as freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Gaio, Rosário e Sarilhos Pequenos e Moita.


Situada  numa das margens  do estuário do Tejo, esta localidade desenvolveu-se  devido ao transporte de cabotagem, que a tornou numa terra de passagem e num importante nó de ligação entre o Sul do país e a cidade de Lisboa. Esse desenvolvimento foi de tal ordem, que ultrapassou Alhos Vedros, a vila a cujo município pertencia.


Em finais do século XVII, a Moita era já vila e sede de concelho.
A padroeira da vila é Nossa Senhora da Boa Viagem.
A igreja paroquial data de 1631, e foi edificada para protecção dos marinheiros e viajantes, sendo custeada pela  população.

O interior é formado por uma só nave.  Na primeira metade do séc. XVIII, as paredes foram revestidas  com painéis de azulejos e talha dourada.
Uma das mais importantes  tradições da Moita,    são os festejos em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, que remontam a finais do século XVII.  
Foto: http://festabravanoribatejo.blogspot.pt
Fragateiros e  pescadores enfeitam os seus barcos para as cerimónias marítimas em honra da sua padroeira, das quais constam  a procissão, bênção das embarcações e cortejo de Barcos tradicionais do Tejo.
Da parte profana da festa faz parte outra das mais importantes tradições da vila: a festa brava. Realizam-se corridas e largadas de toiros, que atraem à Moita milhares de forasteiros.


 
Obrigada pela sua presença. Volte sempre.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Palácio do Rei do Lixo

Bem perto do local onde habito, existe um edifício que se destaca na paisagem e que sempre despertou em mim alguma curiosidade. 
O palácio do "Rei do Lixo", como sempre o conheci, é também conhecido por Palácio da Bruxa, Torre de Coina ou Torre do Inferno.

Fica situado em Coina, junto ao Barreiro e, os terrenos onde foi erguido, pertenceram a uma quinta rural que, no século XVIII,  pertencia a Joaquim de Pina Manique, irmão de Diogo Inácio de Pina Manique, intendente de D. Maria I.  
Entretanto, com a decadência política da família Pina Manique, o  palácio foi abandonado  e, em  finais do século XIX , adquirido por Manuel Martins Gomes Júnior,
conhecido como o "Rei do Lixo". Esta alcunha devia-se a, na época, este comerciante  ter o  exclusivo da  recolha do lixo na cidade de Lisboa,  com o qual conseguiu enriquecer. 
O novo proprietário mandou construir nestes terrenos, um palácio com uma alta torre, donde  pudesse avistar uma outra quinta, que possuía em Alcácer do Sal.

Após  a  morte do "Rei do Lixo", seu genro, António Zanolete Ramada Curto, transformou a propriedade numa importante casa agrícola e, em 1957, foi vendida a dois  industriais da área dos curtumes, Joaquim Baptista Mota e António Baptista, que formaram a Sociedade Agrícola da Quinta de S. Vicente, dedicada ao cultivo de árvores fruto.
Em 1972,  a propriedade foi adquirida  pelo construtor António Xavier de Lima que pretendia transformar o palácio numa pousada.
No entanto, em 1988,  um incêndio  destruiu todo o  seu interior,  fazendo com que o construtor abandonasse a ideia.
Neste momento, o edifício que gera opiniões controversas, foi votado ao abandono e, se não forem tomadas medidas urgentes, acabará por ruir.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pinhal Novo

Pinhal Novo, outrora denominado por Lagoa da Palha é uma vila do concelho de Palmela. 
A primeira referência escrita ao novo topónimo  é de 27 de Março de 1959, numa notícia publicada no jornal “O Cisne do Sado”.

Situado  num local de passagem, tanto de estradas como  de caminho de ferro,  o Pinhal Novo tem registado um desenvolvimento considerável, em especial desde a construção da ponte Vasco da Gama.
É sede de  freguesia desde 1833 e foi elevado à categoria de Vila a 11 de Março de 1988.
O orago de Pinhal Novo é São José.

A igreja matriz data de 1874 e foi construída num terreno doado para o efeito por   José Maria dos Santos.
No interior tem tectos  com grandes painéis pintados, as paredes cobertas com azulejos e o altar mor de talha dourada.
Do património desta localidade fazem parte, para além da igreja paroquial:
- Estação Ferroviária 

- Busto de José Maria dos Santos
José Maria dos Santos foi deputado por incontáveis mandatos e Par do Reino, desempenhou inúmeros cargos e foi fundador de várias associações. Revolucionou a agricultura em Portugal e foi o responsável pela introdução no País do adubo químico.
-  Coreto
Data de  1927  , foi construído em mármore, pedra de lioz e ferro.
-  Casa Santa Rosa
-  Fontanário  do Largo José Maria dos Santos

- Poço 
Local onde antigamente os  habitantes da vila se abasteciam de água.


        Obrigada pela sua presença. Volte sempre.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Imagens Que Falam Por Si

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Obrigada pela sua presença. Volte sempre.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Vila Nova de Poiares

Vila Nova de Poiares fica situada  nos arredores de Coimbra, bem perto da Estrada da Beira, na subida para o Alto de São Pedro Dias

Vila Nova de Poiares teve a sua origem numa albergaria, a Albergaria de Poiares. Foi fundada pela Rainha D. Dulce, esposa do rei D. Sancho I, que lhe concedeu Carta de Foral em Maio de 1195.
Albergarias eram locais de caridade onde  se recolhiam peregrinos e viajantes e eram normalmente dirigidas pelas rainhas.

O Concelho foi fundado em 1836, mas foi extinto por duas vezes só sendo definitivamente  restaurado  em 1898.
Em 1905, foi elevada a vila recente, agregando as povoações de Santo André de Poiares e Aldeia Nova, passando então a usar o topónimo de Vila Nova de Poiares.

Do património desta localidade fazem parte, entre outros: 
 
- Igreja Matriz de Vila Nova de Poiares

A Igreja Matriz de Vila Nova de Poiares, em honra de Santo André, foi remodelado no século XIX.
No exterior, destaca-se a torre sineira com a data de 1744. Nela pode apreciar-se  um bonito relógio de sol. 

No interior possuí vários altares e retábulos de grande beleza. A  imagem do padroeiro data do século XV.

 - Capela de Nossa Senhora das Necessidades

 
- Monumento "O Cristo"
Este  monumento ao "Cristo" está localizado no centro da cidade. Mede 17 metros e domina toda a vila, sendo visível de bastante longe.

- Paços do Concelho de Vila Nova de Poiares


Situado no centro histórico da vila, foi construído em meados do século XIX e era também conhecido por "Palacete Municipal".
Na fachada destaca-se o frontão  com as armas do rei D. Luís, que governava na época. 







Obrigada pela sua presença. Volte sempre.





segunda-feira, 27 de março de 2017

Penacova

Nas minhas viagens à aldeia, quando passo pelo IP 3, a vila de Penacova surge num local de grande beleza natural, numa encosta sobranceira ao Mondego

As origens de Penacova são desconhecidas mas bastante antigas. Pensa-se que a  povoação nasceu num  Castelo, por volta do século IX ou X,  numa época anterior à fundação de Portugal.
A primeira referência à povoação foi em 911, na doação do Mosteiro do Lorvão, havendo citações a Penacova e ao seu castelo.  
Em 1192, recebia o seu primeiro foral, doado por D. Sancho I,  confirmado por D. Afonso II em 1217. Em 1513, D. Manuel I concedeu-lhe foral novo e em 1605, o rei D. Filipe II, elevou-a à categoria de Concelho.


A padroeira de Penacova é Nossa Senhora da Assunção. 
A primitiva igreja paroquial era a Capela de Nossa Senhora da Guia, situada junto às ruínas do Castelo mas, como era pequena e de  difícil acesso, foi construída a actual  Igreja Matriz durante o século XVI.   
Na fachada da Igreja de Nossa Senhora da Assunção destaca-se  o portal, em pedra encimado por frontão, onde figuram as imagens da padroeira e dois anjos. 
A torre sineira foi erigida do lado direito,  mas   recuada em relação à fachada.
O  interior tem uma única  nave, ladeada por várias capelas e com   tecto de madeira  em forma de abóbada.  No  altar-mor sobressai um retábulo em talha dourada, do final do século XVII.

Na  Sacristia, destaca-se uma lápide romana do séc. I que comprova a romanização da vila.




Penacova orgulha-se do seu Património, com outros  monumentos para além da sua Igreja Matriz.


- Capela de São João 

Templo do século XVI remodelado  mais tarde. 
No exterior tem um um alpendre de três arcos e no interior um Retábulo de pedra e dois nichos com as imagens  de São João Baptista e de São Sebastião.

- Capela  de Santo António (século XVII) 

Data do século XVII mas foi remodelada nos séculos seguintes. O alpendre possui quatro colunas na frente e uma a meio de cada lado. No interior destaca-se um retábulo secundário, de finais do século XVII, princípios do século XVIII, com  as esculturas de Santo António e de São Francisco, da mesma época. Na Capela-Mor existe  uma campa com brasão não identificado, devido a estar muito gasto e sumido.

- Pelourinho da Vila

Transformado  em cruzeiro, o pelourinho situa-se  no local onde antigamente   existia   o Castelo. 
- Museu Etnográfico de Penacova
- Miradouro
Datado do início do século XX, este miradouro foi mandado construir por Emídio da Silva. Deste local pode-se desfrutar duma bonita paisagem sobre o Mondego, o vale da Ribeira e o cume de Nossa Senhora do Monte Alto.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre.