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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Museu da Farmácia

O passado Sábado foi dedicado à visita cultural, que todos os meses faço com um grupo de amigos. 
Desta vez, a escolha foi para o Museu da Farmácia, a funcionar num bonito palácio oitocentista, situado no alto de Santa Catarina,  no local onde outrora existiu a primitiva Igreja de Santa Catarina.
Inaugurado em 1996, o Museu da Farmácia  é um espaço onde se pode apreciar uma magnífica colecção de peças, que  nos permitem fazer uma viagem pela história da saúde, desde o homem das cavernas até aos nossos dias.
A ideia do museu começou a ser posta em prática, após a doação da colecção particular do dr. Salgueiro Basso  à Associação Nacional das Farmácias. Esta ideia  foi seguida por outros associados que cederam uma grande parte do acervo, actualmente  patente ao público.
A visita começou no rés-do-chão onde pudémos observar uma reconstituição  da farmácia portuguesa, desde as que funcionavam nos conventos até ao século XX.


Primeiro uma farmácia conventual que  pertenceu ao Mosteiro de Paço de Sousa (Penafiel) onde os medicamentos eram conservados em vasos de faiança abertos, sujeitos a receber toda a espécie de micróbios que pairavam no ar. À frente do balcão, semelhante a um altar, existia um crocodilo embalsamado, do qual eram feitos alguns medicamentos que se julgavam ter propriedades curativas.


Na farmácia seguinte,   os medicamentos ainda eram conservados em vasos de faiança ou frascos de vidro mas já com tampa, o que os tornava mais higiénicos.


Do século XX, pudémos apreciar  a Farmácia Liberal, que em tempos funcionou na Avenida da Liberdade, em Lisboa, onde, para além de  medicamentos,  se vendiam produtos de higiene, papas para bebés...
Neste conjunto de reconstituições, destaca-se a  farmácia tradicional chinesa, do  final do século XIX, a Tai Neng Tong,  que  funcionou até 1998, na Rua 5 de Outubro, em Macau. Tem as paredes forradas a madeira ornamentada com  madeira exótica trabalhada  em talha dourada.
Neste piso, pedémos ainda observar reconstituições de laboratórios de pequenas farmácias, várias  máquinas e aparelhos para fabrico de medicamentos,  uma área dedicada à Farmácia Militar, outra aos  cartazes publicitários dos séculos XIX e XX, utilizados em Portugal.


Subimos ao primeiro andar e aí tomámos conhecimento da história da farmácia a nível mundial. 
Recuámos até às origens da Humanidade, onde o Homem procurava curar as suas maleitas recorrendo aos feiticeiros, que usavam  plantas  para sarar feridas e  outros problemas de saúde. 


Para exemplificar, pudémos observar um dos primeiros almofarizes que foram utilizados para esmagar as plantas, que depois espalhavam sobre as feridas.

Passámos depois  ao  Egipto onde  observámos o mais antigo  sarcófago existente em Portugal, bem como vários objectos que usavam para fazer os seus medicamentos e produtos de beleza.
Seguiram-se as civilizações do Médio Oriente, Grécia e  Império Romano.
 

A medicina das civilizações  maias, incas e aztecas estão também presentes no museu com  com vasos, estátuas e outros objectos usados para tratamentos e fabrico de medicamentos . 
Igualmente presentes, as medicinas orientais  e islâmicas bem mais avançadas que as europeias.

Chegados ao século XVII e ao aparecimento dos microscópios, dá-se uma revolução no conhecimento médico-farmacêutico que conduziu a várias descobertas importantes nos séculos seguintes. Vacinas e anestesias, entre outros, vão conseguir extinguir doenças, até então, incuráveis.
Do século XX, encontra-se patente uma das mais importantes peças do museu: uma cultura de penicilina do próprio cientista inglês Alexander Fleming, testemunho da descoberta da penicilina, precursora da era dos antibióticos.
De regresso ao piso térreo, terminámos a nossa visita   com a observação das farmácias espaciais usadas pelos americanos  no Space Shuttle “Endeavour”, na última viagem do século XX e pelos russos na Estação Orbital Mir.


Com um espólio valioso, o Museu da Farmácia vai decerto ser dilatado. As descobertas dos produtos farmacêuticos não vão cessar, pois ainda há doenças incuráveis que aguardam o fármaco que as cure.




Obrigada pela sua presença. Volte sempre.







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Convento da Arrábida


Em 1539, D. João de Lencastre, 1º duque de Aveiro foi em   peregrinação a Nossa Senhora de Guadalupe, onde conheceu Frei Martinho de Santa Maria, um frade franciscano  que lhe manifestou o desejo de se tornar ermita. O nobre português, senhor das terras da Arrábida falou-lhe deste local e, assim  o frade castelhano para ali se dirigiu. 
De tal forma ficou maravilhado com o local, que o Duque de Aveiro lhe ofereceu uma pequena ermida ali existente bem como os terrenos circundantes, onde ele se estabeleceu juntamente com um outro monge que o acompanhara.
Outros frades se lhes seguiram e, em 1542, a ermida passou a Convento.
D. Jorge de Lencastre filho do primeiro duque de Aveiro e outros que se lhe seguiram continuaram as obras no Convento.
Em 1834, foram extintas as Ordens Religiosas e os monges foram expulsos. 
Em 1863, o duque de Palmela adquiriu o Convento e procedeu a várias obras de reparação.
Mais tarde, o convento foi comprado pela Fundação Oriente, que continuou as  obras de restauro , permitindo que o local fosse aberto ao público para visitas e para a   realização de vários trabalhos académicos e científicos.

 

As fotos que se seguem mostram alguns locais do Convento. 

Entrada para o jardim de buxos, designado de S. Pedro de Alcântara. 


Entrada da igreja, tendo do lado esquerdo  a figura do fundador do convento Frei Martinho.
O interior da igreja é muito simples, com um retábulo onde figura a Virgem com o Menino.


Para além do convento existem pequenas ermidas espalhados pela Serra( o  Mosteiro antigo) onde os monges viviam solitariamente. Numa delas viveu o poeta Frei Agostinho da Cruz.


Uma das várias celas onde os monges passavam o seu tempo. Têm dimensões bastante reduzidas, apenas as necessárias para cada monge se movimentar no seu interior.

A cozinha onde  corre água que a rede hidráulica feita no século XVI leva das minas da serra.

O refeitório






Obrigada pela sua presença. Volte sempre.















quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Serra da Arrábida

Um dia magnífico pede um passeio ao ar livre usufruindo do ar puro e das belezas naturais do nosso país.
Hoje com um grupo de amigos, aproveitámos o dia para um passeio pela serra da Arrábida.
A serra da Arrábida foi bafejada pela natureza, pois oferece a quem a atravessa paisagens variadas e deslumbrantes.
Subindo ou descendo as suas sinuosas vertentes, a serra surpreende-nos, a cada curva,  com as imagens de rio ou mar com as suas praias dum lado e vales  com as suas povoações rurais do outro. 


De ambos os lados, a exuberante vegetação mediterrânica em estado praticamente selvagem, vários miradouros e idílicos locais naturais,  convidam a uma paragem, para encher os pulmões de ar puro e  aproveitar a beleza da paisagem, autêntico colírio para os olhos.
Eis algumas imagens:



Obrigada pela sua presença. Volte sempre.





terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ascensor do Lavra

Dos ascensores de Lisboa, faltava escrever sobre o ascensor do Lavra, o primeiro transporte urbano a funcionar com  dois carros, ligados por um cabo subterrâneo, que sobem e descem  em simultâneo através de carris de ferro.
Foi projectado pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard e construído pela Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, para  fazer a ligação entre o Largo da Anunciada e a Rua Câmara Pestana, pela Calçada do Lavra.
 
Inaugurado a 19 de Abril de 1884, funcionava
utilizando um sistema  hidráulico. Mais tarde, passou a ser movido a vapor, até que, em 1915,  passou a trabalhar movido a  electricidade. 
Em 2002, foi classificado como Monumento Nacional.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre.





terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ascensor da Glória

Unindo a Baixa com a zona alta de algumas colinas de Lisboa, três ascensores  e um elevador prestam uma ajuda  preciosa aos lisboetas e a todos quantos visitam a capital do país.
Já em tempos aqui escrevi sobre o ascensor da Bica e sobre o elevador de Santa Justa, cabe hoje a vez ao ascensor da Glória.

Inaugurado em 24 de Outubro de 1885, uma ano depois do ascensor do Lavra (o primeiro a funcionar em Lisboa), liga a praça dos Restauradores ao Bairro Alto e é  o mais movimentado da cidade.
Foi construído pelo engenheiro português (de origem francesa) Raoul Mesnier de Ponsard e desde 2002 é Monumento Nacional.
Inicialmente funcionava por contrapeso de água mas, em 1915, passou a funcionar a electricidade. 
Até finais do século XIX, a iluminação dentro da cabine era feita com velas, durante as viagens nocturnas.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre.






quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Chafarizes de Lisboa: Chafariz do Rato

No Largo do Rato, encostado ao muro dos jardins do Palácio de Palmela, encontra-se um dos  chafarizes que serviam de água a cidade de Lisboa .
Foi construído em 1753/54, sendo Carlos Mardel o autor deste projecto. 
O chafariz recebia a água, que vinha canalizada directamente do reservatório da  Mãe de Água das Amoreiras, em dois patamares.  As bicas do patamar superior destinava-se às pessoas e o inferior aos  animais.
Este é um dos chafarizes monumentais que se encontram espalhados pela capital do país, que em tempos tiveram importância crucial na vida da cidade e que, hoje em dia, quase passam despercebidos a quem circula perto deles.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





quinta-feira, 28 de abril de 2016

Lisboa: Convento da Madre de Deus IV

A minha partilha da visita feita ao Convento da Madre de Deus termina hoje, com mais algumas imagens.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.