sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Porque É Fim de Semana: Algares, Simantorta, Amieiros e Cabeçadas

Porque é fim de semana vamos prosseguir a viagem pelas  aldeias do concelho Góis.
Continuando na freguesia de Alvares, vamos conhecer três novas localidades.

Algares


Esta aldeia  situa-se no vale da Ribeira de Simantorta.
Na parte superior da povoação encontra-se a capela dedicada à Senhora da Conceição e São Paulo, construída na década 70, pela população e pela Comissão de Melhoramentos.




Simantorta



A povoação está situada do lado Sul da ribeira de Simantorta. Ali se podem encontrar algumas   casas de xisto datadas do século XVIII, como comprovam as  gravações nos lintéis.
Na aldeia existe uma capelinha  cuja padroeira é Nossa Senhora da Piedade. Em tempos,  tinha uma altar com pinturas do século XVIII que se perdeu. No entanto, possui ainda uma imagem do século XVII.
Um antigo lagar foi convertido numa casa de turismo rural.

Amieiros


Esta povoação fica situada numa encosta  virada para sul e protegida dos ventos frios. 
Antigamente, a maior parte dos seus habitantes dedicavam-se  à pastorícia e à agricultura, outros  trabalhavam nas minas da Roda Cimeira  e outros no fabrico e comércio de carvão.
Os Amieiros têm uma capelinha que partilham as Cabeçadas, dedicada a Nossa Senhora da Saúde e construída em 1934.


Cabeçadas

A aldeia de Cabeçadas situa-se  na estrada que vai de Góis para a Pampilhosa da Serra. Tal como foi referido atrás, esta localidade vive de braço dado com a vizinha aldeia  de Amieiros, tendo Capela e Comissão de Melhoramentos comuns. 
Perto de Cabeçadas existem   vários Petroglífos (Arte Rupestre)  bem visíveis  na Pedra Letreira, uma rocha com várias figuras gravadas, de que se desconhece o significado.







Obrigada pela sua presença. Volte sempre.





quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vila Pouca da Beira

Esta bonita povoação   surge a 3 Km da Estrada da Beira  e das Vendas de Galizes numa encosta fronteira à serra do Açor.
 
Teve carta de foral em data anterior ao século XIV, pois nas Inquirições de 1258 há referência a um juiz em Vila Pouca, que nos leva a pensar que, nessa época, a povoação  era sede de concelho.
Em 1519, D. Manuel I concedeu-lhe foral novo e, em 1836, o concelho foi extinto, passando Vila Pouca a freguesia, que foi  agregrada ao concelho de Avô, até à sua extinção em 1855 e à sua integração no concelho de Oliveira do Hospital.
A freguesia manteve-se até 2013, data em que passou a fazer parte da União de Freguesias de Penalva de Santa Ovaia  e Vila Pouca da Beira.
O padroeiro de Vila Pouca da Beira é S. Sebastião.
A Igreja matriz foi construída no Séc. XVIII e reconstruída   em 1818. 
O corpo principal foi construído no interior do edifício inicial. Deste templo, destacam-se o altar mor em talha policromada do Séc. XVIII e  dois altares laterais. 

Foto da Net
Gerrit Komrij, poeta holandês de reconhecimento internacional, fixou residência nesta localidade, onde era estimado por todos. Falecido em 2012,  encontra-se  sepultado no cemitério local, como era seu desejo.

Do Património de Vila Pouca da Beira, destaco:
- Convento do Desagravo de Santíssimo Sacramento
Conta a lenda  que o Convento foi construído em Vila Pouca da Beira, por vontade duma habitante que, por ter roubado as esmolas da Igreja,  precisava de "desagravar" o pecado cometido. A licença para construção do convento foi concedida em 1780 e em   1791, foi ocupado pelas  irmãs clarissas.
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, a última freira viveu no convento até à sua morte. A partir de  então, o edifício teve várias utilizações, até que foi transformado numa pousada.

Do Convento do Desagravo fazem também parte a igreja e a casa do Bispo.

Ermida de São Miguel

Pequena ermida situada junto à estrada de Digueifel.

Pelourinho
Monumento  de  arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Com soco cilíndrico e fuste octogonal sem remate, e sem classificação tipológica.

Casas Senhoriais
Solar dos Mesquitas



Casa de Gerrit Komrij


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Galizes

Galizes é  uma povoação situada a 7 Km da sede de concelho, Oliveira do Hospital. Pertence à freguesia de Nogueira do Cravo.
Não se conhece a origem do topónimo, mas pensa-se que Galizes significa Galegos, e que a aldeia tenha sido  povoada por Galegos.
Não se conhece a origem de Galizes  mas, na Carta de Couto de Lourosa de 1132, há referências a esta aldeia.
Até 1836, Galizes era uma freguesia do concelho de Nogueira do Cravo. No entanto, o concelho foi extinto e Nogueira do Cravo passou a sede de freguesia, sendo Galizes  integrada na nova freguesia.

Em 1668, o  Padre Dr. João Álvares Brandão, fundou  a Santa Casa de Misericórdia local.
Do património de  Galizes, destacam-se: 
- Igreja da Misericórdia
Construída em 1670, como doação do Padre Dr. João Álvares Brandão, tem  como padroeira Nossa Senhora da Visitação. 
A frontaria do edifício é a  primitiva. A torre, o corpo e a capela-mor são fruto  de obras do início do século XIX.
Com a destruição da Igreja Matriz em honra de São Miguel, foi a Igreja da Misericórdia que recebeu o Santíssimo.


- O Cruzeiro 
Situa-se no adro da Igreja. É de  granito, a rocha abundante na região e presente em muitas casas da aldeia. 
- O Campanário
O Campanário,  pertencia à antiga Igreja Paroquial cujo orago era São Miguel.

- O Calvário 
Situa-se no ponto mais alto da aldeia, num  num maravilhoso local  onde se pode apreciar a beleza paisagística da povoação e arredores.




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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Artesanato de Natal

Este ano, estas árvores de Natal foram o projecto natalício que mais gostei de fazer.


Foram feitas com pequenos retalhinhos de tecidos estampados com motivos de Natal, colados num cone de esferovite, rematados com cordão dourado. 
Utilizando a mesma técnica fiz também a estrela para lhe dar o toque final.

Obrigada pela sua presença. Volte sempre.












segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Pelos Caminhos de Portugal: Lapa dos Dinheiros

Lapa dos Dinheiros é uma aldeia pertencente à rede de Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.  Situa-se  numa das encostas da Serra da Estrela, a 800 m de altitude, num local que  possibilita uma maravilhosa vista  sobre o a região. 

Até  1988, data em que foi elevada a freguesia,  fez parte da freguesia  de S. Romão.
Em 2013, a freguesia foi extinta e integrada na União das Freguesias de Seia, S. Romão e Lapa dos Dinheiros, com sede na vila de São Romão.
Nos primeiros tempos, a população dedicava-se  à pastorícia e à agricultura mas, actualmente, esta última quase não existe.
Na Lapa dos Dinheiros existem vários locais aprazíveis que merecem uma visita . Para além do Buraco da Moura,  o Buraco do Sumo;  a Praia Fluvial, ...





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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Porque É Fim de Semana: Alvares

Porque é fim de semana vamos continuar a conhecer mais algumas  aldeias do concelho Góis que pertencem à freguesia de Alvares.
Iniciamos a nossa viagem pela sede de freguesia.

Alvares fica situada a 28 km da vila de Góis, nas margens da ribeira do Sinhel.
Esta localidade  foi vila e sede de concelho até 1855.  
Em Alvares existem alguns locais que merecem uma visita. Eis alguns:
- Igreja matriz
É um templo simples datado de 1616.  No interior destacam-se o altar-mor com um bonito retábulo setecentista,  e o altar de S. José, com uma excelente   talha dourada; 
- Espaço Museológico de Arte Sacra 
Funciona, provisoriamente,  na Igreja Matriz, enquanto aguarda novas instalações;
- Capela do Mártir São Sebastião
Construída em 1805, fica situada ao fundo da vila. Em 1978, foi considerada imóvel de interesse público;
- Ponte de pedra 
Situada sobre a ribeira do Sinhel, pensa-se ser  datada de 1858 e é formada por dois arcos de volta inteira;


- Espaço Museológico Casa do Ferreiro
Esta casa com duas divisões foi o local de trabalho dum ferreiro, onde é possível ver as várias ferramentas usadas nesta arte, assim como outros objectos antigos ali encontrados.
 - Pelourinho
Outrora localizado no Soito, o que resta dele encontra-se actualmente  junto à  casa paroquial;  
- Piscina fluvial
Situada na ribeira do Sinhel,  faz as delícias dos veraneantes; 





Fotos: João Reis Antão 







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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Boas Festas

A todos os leitores d' O Açor desejo 







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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Boas Festas-Porto Silvado

A pedido do Presidente da Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado, transcrevo aqui a mensagem natalícia da Direcção da Comissão.
A Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado deseja a todos os seus associados e amigos um Feliz Natal e que 2017 seja um ano de paz e a compreensão.
Pel' A Direcção
Vasco Gomes



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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

São Romão

Actualmente ligada a Seia, S. Romão é uma vila situada numa zona de bonitas paisagens naturais. Rica em património merece uma visita de quem passar pela região.
A sua origem é muito  antiga, havendo indícios arqueológicos dum Castro existente no "Cabeço do Crasto", que comprovam a existência de vida , antes de 3000 A.C. e o “Buraco da Moira”, um sítio arqueológico cuja ocupação remonta ao Período Calcolítico (cerca de 1200 A.C.).

Em 1057,  foi conquistada aos Mouros, por D. Fernando Magno.   Em 1106, D. Teresa e o Conde D. Henrique concederam carta de povoamento de S. Romão a dois presbíteros, que doaram as terras ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Dono duma vasta área na região, o Mosteiro de Santa Cruz concedeu foral aos habitantes de S. Romão em 1144.
São Romão  foi sede de concelho entre o século XIII e 1836.  Depois dessa data passou a ser  freguesia.
Em 2013, esta freguesia foi extinta, passando S. Romão a estar agregada a  outras duas povoações formando a  "União das Freguesias de Seia, S. Romão e Lapa dos Dinheiros", sendo a  sede em S. Romão.

Durante muitos anos, os habitantes dedicaram-se à agricultura, criação de gado  e indústria dos lanifícios. Actualmente, uma nova indústria encontra-se em desenvolvimento-a produção do  Queijo da Serra.Em São Romão há vários pontes de interesse que vale a pena conhecer:
- a Igreja Matriz;

- a Capela do Santo Cristo;
- o Santuário de Nossa Senhora do Desterro;  - o  Museu de Arte Sacra;
- o Castro;
- o Buraco da Moira. 







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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Pelos Caminhos de Portugal: Seia

Seia é uma cidade sede de concelho,  situada na vertente ocidental da Serra da Estrela e no distrito da Guarda.


Inicialmente chamou-se Oppidum Sena, mais tarde Sena e, actualmente  Seia. 
Foi fundada pelos Túrdulos, há cerca de 2400 anos.
Em 1132,  D. Afonso Henriques  doou  Seia a João Viegas, em reconhecimento dos serviços prestados e em 1136, concedeu-lhe o  primeiro foral. 
Outros forais se seguiram por D. Afonso II, em 1217,  D. Duarte, em  1433,  D. Afonso V, em  1479, e, finalmente, o de D. Manuel I, concedeu-lhe foral novo em  1510.
Em Seia há vários locais digno de visita. Entre eles destaco: 
- Capela de São Pedro

- Museu do Brinquedo
- Casa da Cerca de Santa Rita e capela anexa
- Solar dos Botelhos
- Casa Manuelina da Praça da República
- Igreja da Misericórdia e Casa do Despacho
- Fonte das Quatro Bicas
- Igreja Matriz de Seia
- Padrão centenário
- Pelourinho
- Antiga Casa da Família Miranda Brandão
- Capela de São João
- Museu do Pão


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Porque É Fim de Semana: Freguesia de Alvares

Porque é fim de semana vamos continuar a conhecer mais algumas  aldeias do concelho Góis.
Vamos agora  descobrir um pouco  da freguesia de Alvares.
A região a que corresponde a actual freguesia de Alvares estende-se para a bacia do Zêzere, na vertente sul dos maciços da Lousã e do Açor. Desconhece-se o início do seu  povoamento mas, os vestígios encontrados junto às localidades de Amieiros e Cabeçadas, conhecidos por Pedra Letreira comprovam que   é anterior a  3000 A. C.. 
Vários historiadores afirmam que a presença humana na região se deve à existência de  minas de ouro, prata, cobre e outros metais.
Os Romanos chegaram a Alvares por volta de 600 anos D.C. e ali   exploraram as minas situadas ao longo da ribeira do Sinhel,  próximo da Roda Cimeira.
Seguiram-se os Mouros que chegaram por volta de 712 D. C. e que continuaram a exploração mineira. Da presença destes povos resta   um grande legado  arqueológico, encontrado nas minas.
Em 1162, o  território que abrange esta freguesia era uma herdade, a  Herdade de Alvares, que pertencia ao  mosteiro de Folques ( Arganil). Foi doada a Martim Gonçalves e sua mulher Maria Viegas,conforme consta na Carta de Foral de Setembro de 1281, confirmada pelo rei D. Dinis.

D. Afonso V, substituiu o Foral, onde Alvares aparece já com a designação de concelho e em 1514 foi confirmado com Foral Novo  por D. Manuel I que lhe deu honras de vila.Em 1826, o concelho recebeu a freguesia   da Portela do Fojo até que em 1855, o concelho foi extinto.
A partir dessa data, a freguesia de Portela do Fojo passou para o concelho  da Pampilhosa da Serra e a freguesia de Alvares foi integrada no concelho de Góis.

Chaminé da antiga fábrica de Burel em Alvares(Foto: João Reis Antão)


Desta freguesia  outrora  famosa pelo fabrico de burel e indústria resineira fazem parte   as seguintes localidades:  
Algares,  Amieiros, Amiosinho, Amioso Cimeiro, Amioso do Senhor, Amioso Fundeiro, Boiça, Cabeçadas, Candeia, Caniçal, Carrasqueira, Casal Novo, Chã de Alvares, Cilha Velha, Coelhosa, Corga da Vaca, Cortes, Estevianas, Fonte dos Sapos, Fonte Limpa, Foz, Lomba, Madeiros, Mega Cimeira, Mega Fundeira, Milreu, Obrais, Portela do Torgal, Relva da Mó, Roda Cimeira, Roda Fundeira, Simantorta, Telhada, Vale da Fonte, Vale do Laço, Varzina.






Fotos: João Reis Antão 





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