sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Porque É Fim de Semana: Aldeias da Freguesia de Celavisa

Vamos continuar na freguesia de Celavisa e começamos agora a subir o vale da ribeira de Celavisa.
A primeira localidade que encontramos é Jurjais, uma pequenina mas bonita localidade. Subindo ao longo da ribeira, chegamos a Linhares. 

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Linhares


Esta é a  localidade onde se situa o santuário de Santa Catarina, onde anualmente se realiza uma das maiores festas da freguesia. Um pouco mais à frente a típica aldeia do Caratão, onde o xisto ainda resiste.

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Pracerias
À medida que caminhamos para a zona mais elevada da freguesia, surge-nos a bonita aldeia de Pracerias, abençoada por Cristo Rei, seu padroeiro e por fim Adcasal dá-nos as boas vindas.

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Adcasal


Por hoje deixamos a freguesia de Celavisa.
Durante os próximos dias estarei no Sobral Magro donde espero trazer mais imagens para partilhar com os meus amigos blogueiros a quem desejo um bom Carnaval.  



Obrigada pela sua visita. Volte sempre, que eu volto em breve.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cascais

Para além da Cidadela de Cascais e do palácio dos Condes de Castro Guimarães, existem outros  locais na zona histórica da vila dignos duma visita, ou pelo menos dum passeio para registar na memória  e voltar, um dia mais tarde, para uma visita mais demorada.
Os palácios que serviram de habitação de veraneio da corte portuguesa, os antiquíssimos fortes que faziam a defesa da capital, a Boca do Inferno que tem tanto de perigoso como de beleza, a marina e a marginal fazem desta vila um local de excelência que  faz parte do roteiro obrigatório do turista que visita a região de Lisboa.  Eis alguns destes locais:


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A Praia dos Pescadores:
A praia dos Pescadores é essencialmente utilizada para a pesca e  é rodeada pelo Palácio de Seixas, a Lota de Cascais, a marginal que a separam da zona centro da vila, e a marina.


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O Palácio de Seixas:
Este palácio foi construído sobre as fundações do Forte de Santa Catarina. Depois de abandonado, foi comprado para servir de residência e recebeu o nome de residência de Ornelas. Mais tarde, foi adquirido por Henrique Maufroy de Seixas e passou a chamar-se de Palácio de Seixas. Este último proprietário deixou-o em testamento à Marinha portuguesa.


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Casa das Histórias Paula Rego:
A Casa das Histórias Paula Rego é um museu situado num bonito jardim, num edifício  da autoria do arquicteto Souto Moura. Para além duma exposição permanente  das obras desta conceituada artista plástica nacional, reconhecida internacionalmente, também se podem apreciar outras exposições temporárias.

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Paços do Concelho:
Junto à baía, salta à vista um edificio do século XVIII restaurado após o terramoto de 1755, a antiga casa dos Condes da Guarda e que atualmente serve de instalação aos serviços da Câmara Municipal. Este edifício possui uma bela coleção de azulejos, tanto no seu interior como no exterior. 
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No centro da praça vê-se  a estátua do rei D. Pedro I que concedeu foral à vila, por detrás do qual se encontra o edifício do relógio.


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O Largo de Camões:
Circulando no centro histórico de Cascais, chegamos ao Largo de Camões uma zona incontornável para quem pretende desfrutar do ambiente animado  na vila. Ali se podem encontrar bares, restaurantes e lojas de artesanato que fazem a delícia dos turistas.

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 Palácio dos Duques de Palmela:

Já à saída de Cascais, o Palácio dos Duques de Palmela chama a atenção pela sua arquitectura, principalmente ao nível do telhado e por ser totalmente revestido a cantaria. Foi erigido no local onde se situava o forte de Nª. Sª. da Conceição e adquirido pelos Duques de Palmela para  residência de Verão.


É aconselhável uma visita cuidada pois muito mais há para descobrir nesta bela vila onde os contrastes sociais se misturam da mesma forma que os estilos arquitectónicos das suas construções.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



Exposição de fotografia “Terras de Xisto”



A Câmara Municipal de Arganil vai realizar uma exposição de fotografia subordinada ao tema "Terras de Xisto", da autoria de Fernando Mázon da Silva.

A exposição será aberta ao público no dia 6 de Março, pelas 16 horas, na sala de exposições Guilherme Filipe, em Arganil e poderá  ser visitada até 31 de Março.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Palácio dos Condes de Castro Guimarães

Continuando em Cascais, uma vila com um património riquíssimo, vamos agora visitar o palácio dos Condes de Castro Guimarães.

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Este magnífico  palácio, dominado pela torre de S.Sebastião bem como o seu bonito jardim  ficam situados numa pequena baía  juntinho à água. Foi mandado construir no século XIX, por Jorge O`Neil e em 1910,  foi adquirido pelos Condes de Castro Guimarães, pessoas de muito bom gosto,  que lhe mandaram fazer algumas obras e o dotaram de móveis e  peças de arte de grande requinte, para ali viverem a maior parte do ano.

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No entanto, habitaram-no por pouco pois  o Conde faleceu em 1927, deixando toda a propriedade  em testamento, ao Município de Cascais, para que o palácio fosse transformado em Casa-Museu e o espaço exterior em Jardim Público.
Cumprindo a vontade do conde, em 12 de julho de 1931, foi inaugurado o Museu-Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães.

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À entrada deste harmonioso conjunto arquitetónico,  um claustro ladeado por arcos e colunas rodeia um pequeno pátio com uma fonte em forma de leão com tanque poligonal;as paredes laterais são forradas  por vistosos azulejos.

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Do claustro passamos à zona residencial.  Nas várias salas que comunicam entre si,  podem-se apreciar entre outros,  requintado mobiliário,  vistosos lustres, valiosas peças de arte,  um órgão na sala de música e a biblioteca.

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Na parte superior do edifício, situa-se a zona residencial, à qual se acede por uma escada helicoidal  no interior da torre ou por uma escada de serviço.

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O jardim do palácio foi aberto ao público, conforme vontade expressa do conde de Castro Guimarães em 1940, após a junção com a propriedade do visconde da Gandarinha. É um dos mais belos jardins da vila sendo formado por vários espaços distintos onde a vegetação impera. Ali  pode-se descansar,  fazer piqueniques, apreciar várias espécies botânicas numa estufa, visitar um mini-zoo ou até apreciar os pássaros e pavões que habitam no jardim.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Palácio da Cidadela

Outro dos locais que dá apoio à Presidência da República está situado na Cidadela de Cascais, no  forte de Nossa Senhora da Luz.
Inicialmente,  foi construída a torre Santo António para proteger a aldeia de Cascais das invasões dos piratas, tendo uma importância primordial não só na sua defesa como também na do estuário do Tejo e Lisboa. Já no reinado de Filipe I, foi alargado dando origem à Fortaleza de Nossa Senhora da Luz que viria a sofrer bastantes danos com o terramoto de 1755.


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Após a reconstrução, este complexo sofreu algumas alterações. A nova torre ficou mais pequena e construiu-se um muro a rodear a fortaleza, que ficou composta por um páteo central, rodeado de edifícios. Um deles, destinava-se ao governador da cidadela mas, em 1870, D. Luís mandou-o adaptar para residência de férias da família real que, anualmente, ali passava os meses de Setembro e Outubro. 
Após o regicídio e a Implantação da República,  o palácio ficou dependente da Presidência da República  e foi utilizado por alguns Presidentes, quer como residência de férias quer como residência oficial. 
No entanto, o edifício foi-se degradando e votado ao abandono, sofrendo a consequente deterioração. Esta situação só foi resolvida, com a cedência da Cidadela à Câmara de Cascais que, em colaboração com a presidência da República, reabilitou o palácio e abriu ao público algumas salas e quartos.
Por vezes,  é utilizado para o Sr. Presidente da República oferecer banquetes, para residência de alguns Chefes de Estado estrangeiros que visitam o país, para exposições temporárias, conferências e outros eventos.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Porque É Fim de Semana: Celavisa

Porque é fim de semana, seguimos para a serra e vamos partir à descoberta duma nova freguesia da serra do Açor e do concelho de Arganil. Desta vez Celavisa.
Para além de Celavisa, fazem também parte da freguesia, as aldeias de Jurjais, Linhares, Caratão, Pracerias, Adcasal, Sequeiros e Travessas.

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Celavisa
Celavisa está localizada numa região onde a presença dos romanos se faz notar pelo legado histórico ali encontrado.
Foi Vila e sede de Concelho desde 1217 até 1836, altura em que passa a fazer parte do Concelho de Arganil.

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Celavisa
A Freguesia de Celavisa é atravessada pela  ribeira de Celavisa, afluente do Rio Ceira.
A atual igreja matriz foi restaurada após o terramoto de 1755 e tem como orago S. Miguel.
Pensa-se que, a antiga igreja matriz em honra de Nª Sª da Conceição já existia no tempo do primeiro foral da Celavisa, recebido em 1217.
Nesta localidade existem ainda mais duas capelas. Uma  em honra de Santo António e outra em honra do Mártir São Sebastião que possuem  belos painéis de talha pintada dos séculos XVII e XVIII.
À entrada da estrada para Celavisa, na Sarnoa,  Nª Sª da Boa Viagem dá as boas vindas a quem por ali passa. A sua capelinha domina o parque que é a sala de visitas da freguesia. 

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São célebres no concelho, a   Feira de São Miguel, das Nozes e dos Abraços que se realiza em Celavisa, a festa dos Povos da Ribeira de Celavisa, em honra da sua padroeira, Santa Catarina e a festa na Sarnoa em honra de Nª Sª da Boa Viagem.
Saindo de Celavisa e seguindo ao longo da ribeira para o lado da foz, vamos encontrar a povoação de Sequeiros que tem como padroeiro S. Domingos.
Lá ao alto,  a aldeia de Travessas contempla parte do vale da ribeira. Tem como padroeira a Senhora da Paz.

Travessas
Foto: Junta de Freguesia de Celavisa
No próximo fim de semana, vamos conhecer um pouco das restantes aldeias da freguesia.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Palácio de Belém 2

Toda a  imponência patente em qualquer dos salões, abertos ao público, do Palácio de Belém, prolonga-se pelos os jardins que o rodeiam. De qualquer dos salões  se pode aceder ao exterior através de grandes janelas sacadas que comunicam com  o Pátio das Damas, uma grande varanda panorâmica decorada com painéis de azulejos.


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Painel de Azulejos do Pátio das Damas

À sua frente  o Jardim de Buxo com seus lagos e canteiros com  artísticos  muros de buxo e uma vista fascinante da cidade de Lisboa, do rio e da outra banda. 


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Jardim de Buxo

À  esquerda do jardim, ficam as traseiras do antigo picadeiro real, hoje Museu dos Coches, do lado direito, o  Pátio dos Bichos, o local de entrada. 


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Traseira do Museu dos Coches
Atravessando este pátio, chega-se à escada de acesso ao Jardim da Cascata bem encostado ao Jardim Botânico Tropical, que antigamente fazia parte das propriedades do palácio.


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Árvores do Jardim Botânico Tropical
O Jardim da Cascata  fica situado num patamar superior, situado sobre as jaulas dos animais e para além dos canteiros bem cuidados, possui várias fontes destacando-se a maior em forma de cascata, dominada pela estátua de Hércules  e um lago central. 


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Jardim da Cascata 
Os edifícios que a ladeiam destinaram-se a viveiros de pássaros exóticos  e foram mandados erigir por D. Maria I.
Este é mais um espaço bastante agradável dentro da cidade de Lisboa que merece uma visita cuidada.
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Aviários e bebedouros para aves

 

 

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Esta Lisboa Que Eu Amo: Palácio de Belém


Hoje vamos até Lisboa, à minha cidade natal. Para além da sua beleza natural, é a cidade mais populosa e a capital do país. É em Lisboa que está sediado o governo da nação e , atualmente, a residência oficial dos nossos governantes.
Há dias, desloquei-me em visita ao Palácio de Belém, que há alguns anos é a residência oficial do Presidente da República.

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O palácio está localizado num terreno que pertencia ao Mosteiro dos Jerónimos e que foi adquirido no século  XVI, por D. Manuel de Portugal, que ali mandou construir um pequeno palácio para veraneio. 
De proprietário em proprietário, chegou à posse de D. João V que enriquecera com o ouro do Brasil e ali mandou fazer grandiosas obras de melhoramento e alargamento. No entanto, só ocasionalmente serviu de residência oficial dos monarcas portugueses, que ali passavam apenas o Verão e os seus tempos livres. Algumas  vezes foi também utilizado para acolher os convidados pela Casa Real, que visitavam Lisboa. Anexo ao palácio, D. Maria I, mandou construir  o Picadeiro Real, onde mais tarde, D. Carlos fundou o Museu dos Coches.   
Após a implantação da república, o Palácio de Belém passou a ser a residência oficial do Presidente da República. No entanto, durante o Estado Novo, apenas foi habitado pelo presidente Craveiro Lopes e após o 25 de Abril, pelo Presidente Ramalho Eanes.

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O palácio, atualmente, é formado por um edifício central de cinco corpos virados para o  Tejo. A entrada faz-se pela rampa  que termina no Pátio dos Bichos. Do lado esquerdo da rampa, funciona o Museu da Presidência, no edifício onde outrora  se situavam as cavalariças e onde se recolhiam os coches.
Subindo a rampa, há um largo e, em frente, uma fonte ladeada por diversas cela, onde antigamente habitavam  animais selvagens trazidos de África. 

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Do lado direito, uma escadaria conduz-nos à sala das Bicas, local onde decorrem várias cerimónias e onde o Presidente da República faz conferências de imprensa. Desta sala sobressaem para além de duas fontes que dão o nome à divisão, um bonito lustre de bronze, estátuas representando imperadores romanos,  azulejos nas paredes, um grandioso teto de madeira pintada e um magnífico chão coberto de mármore.  
À direita, situa-se a sala de refeições para convidados, no local onde o Presidente Ramalho Eanes expunha os presentes que lhe eram oferecidos. 

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À esquerda, um corredor conduz-nos a   uma sucessão de salas. A primeira é a Sala Dourada com  um belo teto do século XVIII. Ao lado uma pequena capela onde foram batizados o rei  D. Manuel II, o príncipe  D. Luís Filipe e o filho mais novo do Presidente Ramalho Eanes. A Sala Dourada comunica com um grupo de importantes salões  do palácio.

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Em todos os palácios existia um salão de baile e, este não é exceção. No local onde a rainha  D. Maria II dava bailes para a corte   realizam-se agora as   reuniões de Conselho de Estado.

A Sala Império ou sala verde,  é decorada com móveis de estilo império razão pela qual tem esse nome. Anteriormente chamou-se Sala dos Retratos ou dos Presidentes, pois ali estavam expostos os retratos dos Presidentes da República estando atualmente coberta com um monumental tríptico de Almada Negreiros, cujo tema é a Nau Catrineta.
Durante a monarquia chamou-se Sala D. João V, porque  ali estava exposto um magnífico busto deste rei, que está agora no Convento de Mafra. 
Nesta sala, a rainha D. Maria II enfrentou vários políticos entre os quais Passos Manuel, durante o período da "Belenzada".

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A sala dos Embaixadores ou  azul era a sala de estar da rainha D. Amélia durante a época em que residiu no palácio. Ali foi velado o corpo do presidente Sidónio Pais. Atualmente, é o local onde o Presidente  recebe as  credenciais dos embaixadores estrangeiros e onde dá posse aos membros do Governo.
Desta sala, passa-se para o  gabinete de trabalho dos diversos Presidentes, adaptado durante a presidência  de  Ramalho Eanes no local que servia de quarto à rainha D. Amélia. Anteriormente, o gabinete presidencial era noutro local e esta era a sala onde se reunia o conselho de estado.

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Obrigada pela sua visita. Volte sempre.