terça-feira, 23 de Junho de 2009

Noite de S. João


( Foto retirada da Net )


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Hoje, véspera do dia consagrado a São João Baptista, há festa em várias cidades portuguesas. A mais conhecida é a do Porto, mas aqui bem perto do local onde resido, há também grande animação na noite de hoje na cidade de Almada.
As Marchas Populares do Concelho de Almada saem à rua para o tradicional desfile. Em vários Clubes Recreativos há bailaricos, comem-se as sardinhas assadas , caldo verde e outras iguarias próprias desta época. Como já referi num dos postes anteriores o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva associou-se ao Clube Recreativo da Ramalha na organização dos festejos da noite de S. João.
A encerrar a noite de São João haverá o habitual espectáculo de fogo-de-artifício.
Em minha casa, também há festa nesta véspera de S. João. O Fernando faz anos e, cá estaremos a comemorar a data em família.
Não vou fazer nenhum bolo, pois não fazia nenhum que se comparasse aos da Bijou do Calhariz ( a nossa pastelaria). O Fernando vai trazer um de lá e poupa-me o trabalho.
No entanto, vou deixar a receita dum bolo que encontrei na net e que é uma especialidade que, tradicionalmente, se fazia nesta época na cidade do Porto.



BOLO DE S. JOÃO

Ingredientes

600 g de farinha
180 g de frutas cristalizadas
80 g de miolo de noz
60 g de amêndoas laminadas
80 g de manteiga amolecida
3 colh sopa de açúcar
2 ovos
1 dl de leite morno
1 dl de rum
25 g de fermento de padeiro
geleia para pincelar
ovo batido para pincelar
Preparação

Numa tigela, coloque as frutas cristalizadas, as nozes e as amêndoas. Regue com o rum e deixe repousar durante 20 minutos.
Coloque a farinha em cima da mesa e faça-lhe um buraco ao meio, onde vai deitar o fermento dissolvido no leite, o açúcar, a manteiga e os ovos. Misture bem e amasse bem a massa até esta se descolar da mesa. Junte então as frutas com o rum e misture bem.
Faça uma bola com a massa, coloque-a dentro de uma tijela polvilhada com farinha, cubra com um pano e deixe levedar durante 1 hora num local quente.
Coloque de novo a massa em cima da mesa e amasse-a mais um pouco. Molde uma bola, deixando alguma massa, e coloque-a num tabuleiro levemente untado com manteiga. Com a massa que retirou faça um rolo , corte ao meio, coloque em cruz em cima da massa no tabuleiro e deixe levedar mais 50 min. Pincele com ovo batido.
Ligue o forno a 180º e deixe aquecer bem. Leve o bolo ao forno durante 45 min
Retire, deixe arrefecer e sirva pincelado com um pouco de geleia a gosto.




( Foto retirada da Net )



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Os Dias de Verão

E no meio de um inverno eu finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível.
(Albert Camus)



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Começou o Verão. Com ele chegou o calor e já "cheira" a férias.

Hoje deixo-vos uma fotografia dum destino de férias, calmo, fresco e reconfortante, o vale do Alva e uma poesia de Sophia de Mello Breyner.

- Vale do Alva -



Os Dias de Verão

Os dias de Verão vastos como um reino
Cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é nosso corpo

Tempo é de repouso e festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é nosso corpo

O destino torna-se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem

Como se em tudo aflorasse eternidade
Justa é a forma do nosso corpo

Sophia de Mello Breyner Andresen






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





domingo, 21 de Junho de 2009

O Verão Está Aí

É melhor fazer a coisa mais insignificante do mundo do que perder mais hora.
(Johann Wolfgang von Goethe)



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Iniciou-se hoje o Verão.
O dia amanheceu quente, dando indícios de que iria estar propício para um passeio em busca duma região mais fresca. Por essa razão, decidimos ir fazer a chamada "Volta Saloia". Nos meus tempos de juventude, ir até Sintra, era um dos passeios que mais fazia ao Domingo com os meus pais.

- Os meus pais, eu e o meu tio José Mendes, em Sintra -


Há muito que não me deslocava para aquela zona dos arredores de Lisboa e grande parte da paisagem a que estava habituada, apresentava diferenças notórias. Muita da zona campestre deu lugar aos blocos de cimento. No lugar das pequenas casas rurais apareceram prédios de vários andares. As pequenas povoações que para além dos camponeses, só tinham mais gente nas férias e fins de semana, tornaram-se cada vez mais habitadas e aquela zona transformou-se num dormitório de Lisboa.
Uma coisa que não está diferente é o clima. Uma vez mais, ao aproximarmo-nos de Sintra, uma neblina fresca apresentou-se aos nossos olhos encobrindo a paisagem.

- Aspecto da região, sob a neblina -


Seguimos depois, para a Ericeira, onde tínhamos marcado o almoço. No percurso, o tempo ora se apresentava limpo ou com uma neblina cerrada. Numa outra altura do ano, estas condições meteorológicas seriam bastante desagradáveis, mas no dia de hoje e após os últimos dias de intenso calor, aquele fresquinho soube-nos bem.

- O moinho situado junto ao restaurante, onde almocámos -


Após o almoço, o tempo descobriu. Apesar do sol forte e quente, uma brisa fresca e húmida, que soprava do mar, não deixou que o calor se tornasse insuportável. Pudémos então desfrutar da bonita paisagem que se avista do local.

Por fim, regressámos a casa, neste primeiro dia de Verão, que passámos duma forma bastante agradável, numa das zonas mais bonitas dos arredores de Lisboa.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sábado, 20 de Junho de 2009

Genealogia

Meu caminho é por mim fora, até chegar ao fim de mim e encontrar-me com Deus.
(Sebastião da Gama)



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Há muito que um dos meus interesses é a genealogia. Tenho feito muita pesquisa acerca das famílias de Sobral Magro, Porto Silvado e Sobral Gordo, aldeias onde estão as raízes da minha família.
Tudo começou pois tenho curiosidade em conhecer a minha história e também conhecer a origem do meu apelido materno: Coisinha. Do lado paterno teve uma grande ajuda, pois um primo meu, o actor Guilherme Filipe, fez uma pesquisa muito aprofundada e já me forneceu o ramo que temos em comum.
Tal como eu, penso haver muitas pessoas que têm também interesse neste assunto. Por essa razão, deixo a informação de que alguns acentos de baptismo, casamento e óbito da freguesia de Pomares já estão acessíveis on line no seguinte endereço:


Embora a leitura seja difícil, com um pouco de paciência consegue-se perceber alguma coisa. Também outras freguesias se podem encontra neste site. Basta procurar o seu distrito, concelho e freguesia.

( Imagemda net)



Espero que esta informação possa ser útil para todos aqueles que procuram as suas raízes e, quem, sabe aguçar o apetite para que outros o possam fazer.
Boa Pesquisa!




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva

Sem a alegria, a humanidade não compreende a simpatia nem o amor.
(Ramalho Ortigão)




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Da amiga Teresa Neves do Soito da Ruiva, recebi um e mail informando sobre a próxima actividade do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, que passo a transcrever.

Caros amigos!

O Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, mais uma vez, em parceria com o Clube Recreativo da Ramalha–Almada participa nos festejos de São João nos dias 23 e 24 de Junho.
Divulgue, apareça e traga amigos.
Votos de um bom fim de semana.

Teresa Neves



- Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva -
(Foto do site do Soito da Ruiva)



Sou grande admiradora do trabalho que este grupo tem vindo a fazer para divulgar a terra onde os seus elementos têm as suas raízes, a sua freguesia e o seu concelho. É notável e um exemplo a seguir, o regionalismo destes Homens, destas Mulheres e das Crianças que, motivadas já seguem entusiasmadas as peugadas dos seus progenitores.
Espero que tenham êxito em mais esta iniciativa pois o programa promete.
Quem se deslocar ao Grupo Recreativo da Ramalha, irá poder passar uma noite bem divertida, quer participando no arraial, quer deliciando-se com os petiscos tradicionais. Torresmos, arroz doce, caldo verde e os famosos coscoréis não irão faltar para complementar as sardinhas assadas, febras e as bebidas frescas que estarão a cargo do Clube da Ramalha.
No local, haverá uma banca de artesanato, onde poderá comprar uma lembrança da aldeia do Soito da Ruiva.
O Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva e o Clube Recreativo da Ramalha contam consigo!











Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Site do G. E. Raízes de Sobral Gordo


Precisamos decidir como podemos ser valiosos, em vez de pensar em quão valiosos somos. (Francis Scott Fitzgerald)



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Já há algum tempo, recebi um e mail da Odete Francisco informando sobre o novo site do Sobral Gordo, mas até à data ainda não tinha tido oportunidade de o divulgar aqui no meu blogue.
Como diz o ditado "vale mais tarde que nunca". Aqui fica o endereço do novo site, desta vez da responsabilidade do Grupo Etnográfico Raízes do Sobral Gordo.
Mais uma boa iniciativa deste grupo da freguesia de Pomares que podem consultar em








- Foto do site do G. E. R.Sobral Gordo -










Obrigada pela sua visita. Volte sempre.





quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Artesanato: Manuel Quaresma


O artista não copia o mundo, ele é seu rival.
(Andrá Malraux)


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Já há tempos referenciei aqui, alguns artesãos de aldeias da freguesia de Pomares, em especial de naturais de Sobral Magro e do Porto Silvado.
Na altura, mostrei alguns trabalhos do Manuel Quaresma, um dos naturais de Sobral Magro que, nas suas horas vagas se dedica ao artesanato.






- O Manuel Quaresma exibindo uma das suas peças -




Hoje, deixo mais alguns exemplos de peças da sua autoria.






- Um gato talhado em madeira -







- Um suporte para copos, feito num tronco duma árvore -





- Um original suporte para garrafas, aproveitando também um tronco -


Espero ver algumas delas, na Exposição de Artesanato que a Comissão de Melhoramentos vai realizar nos dias da festa de Sobral Magro.





- Peças de arte abstracta -




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.




terça-feira, 16 de Junho de 2009

Ainda a Feira das Freguesias



Há três tipos de pessoas: as que fazem, as que vêem fazer, e as que perguntam o que aconteceu.
(John Newborn)

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Tal como referi, no passado Domingo encerrou-se a Feira das Freguesias em Arganil. Nesse dia, a freguesia de Pomares participou activamente.
Apesar de não ter estado presente, a Ana Teresa do Sobral Magro enviou-me algumas fotografias, com as quais vou ilustrar o post de hoje.
Para ela, que se está a tornar uma grande colaboradora dos meus blogues, envio os meus agradecimentos.




Esta foi a tasquinha da Junta de Freguesia de Pomares, uma vez mais dinamizada pelo Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva.



A actuação do Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva.





Passagem do Grupo Etnográfico Raízes de Sobral Gordo, aplaudido pelo Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva.






A assistência aguardando a actuação do Grupo Etnográfico Raízes do Sobral Gordo.






A Filarmónica União Recreativa Musical Pomarense em plena actuação.




O Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Pomares, junto do Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva. Penso que tem todas as razões para estar orgulhoso da participação da sua freguesia neste evento.







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



segunda-feira, 15 de Junho de 2009

"Coscoréis"


Não comer e não beber deixa as pessoas burras e mal-humoradas.
(Simon Kusnetz)



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Terminou ontem a Feira das Freguesias em Arganil.
Com muita pena minha, não estive presente, mas segui atentamente os blogues da região, lendo atentamente os comentários feitos ao longo dos três dias em que decorreu o certame.
A freguesia de Pomares esteve presente com uma tasquinha cuja dinamização esteve a cargo do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, que a exemplo dos anos anteriores, representou dignamente a sua freguesia .
O Rouxinol de Pomares presenteou-nos com uma série de fotografias, em que estava patente a boa disposição que reinou durante o evento. Numa delas, um "coscorel" a fritar, trouxe-me uma enorme vontade de me deliciar com aquela iguaria tão apreciada na nossa região.
Assim, fui para a cozinha e o resultado foi este.


Vou deixar aqui a receita que consta dum site de gastronomia do concelho de Arganil, pois eu faço a receita sem medir cada um dos ingredientes.

As fotos que complementam a receita, tirei-as durante os preparativos para a festa do ano passado, em casa da minha tia no Porto Silvado.


Ingredientes


1 Kg de farinha de trigo
50 Gramas de massa de pão de padeiro para levedar
2 Colheres de sopa açucar
8 Ovos
1 Cálice de aguardente
0,5 Dl de leite morno
Raspa de uma laranja
1 Pitada de canela
0,5 Dl de azeite morno para moldar
Azeite (q.b.) para fritar
Açucar e canela (q.b.) para polvilhar

Preparação/Confecção

Peneire a farinha para um alguidar (no caso de ser proveniente de moagem).





Junte os restantes ingredientes: a massa de pão de padeiro, o açúcar, a aguardente, os ovos inteiros, o leite, a raspa de uma laranja e a pitada de canela.




Amasse muito bem com as mãos, como se fosse pão.





Deixe repousar a massa dentro do alguidar, cobrindo-o com um pano e colocando-o num local morno (sem corrente de ar) durante 3 a 4 horas.




Aqueça um pouco de azeite (cerca de 0,5 dl), devendo este ficar morno.
Aqueça o azeite para fritar num tacho ou numa frigideira funda.
Molhe os dedos no azeite morno (para a massa não pegar) e tire bocados pequenos de massa e estenda-os com os dedos.





Coloque-os a fritar, virando-os para que fiquem dourados de ambos os lados.




À medida que se forem fritando, retire os coscoréis e deixe-os escorrer.
Coloque-os numa travessa, polvilhe com açúcar e depois com canela.



BOM APETITE!






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



domingo, 14 de Junho de 2009

Junho e os Santos Populares



Tudo é nada, excepto Amar a Deus.
(Santo António)


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Junho é o mês dos Santos Populares: No dia 13 comemora-se o Santo António, no dia 24 é a vez do S. João e a 29 o S. Pedro encerra os festejos. Um pouco por todo o país festejam-se estes santos, dando largas à boa disposição em convívios de rua ou em sociedades de bairro. Algumas cidades têm num desses dias o seu feriado municipal.
As ruas, em especial as dos bairros mais populares, encontram-se enfeitadas com festões, arcos, balões e outros enfeites próprios da época e, durante as noites anteriores aos dias 13, 24 e 29, realizam-se festas nas ruas. Comem-se sardinhas assadas, pão de milho, caldo verde e outros petiscos bem regados com vinho tinto. Dança-se no arraial que se realiza num dos largos do bairro, ao som do cavalinho ( pequena orquestra). As pessoas compram um vaso de manjericos, normalmente ornamentado com um cravo de papel e uma pequena quadra popular. As marchas populares dão outro sentido à festa e fazem-se desfiles e concursos, havendo uma forte competição entre os diversos bairros das cidades.

- Imagem de Dias dos Reis, retirada da net -

Antigamente, era obrigatório fazer-se uma fogueira na noite de cada santo, que rapazes e raparigas saltavam alegremente, aproveitando alguns rapazes para pedir namoro à sua amada. Era frequente vermos à porta dos prédios, pequenos altares com os três santos e a criançada pedir a quem passava: " Dê um tostãozinho para o Santo António!"
Muitas vezes, o pedido era atendido e algumas conseguiam amealhar uma boa quantia.
Alguns destes costumes caíram já em desuso, mas continua a haver muita alegria e reinação durante todo este mês.


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sábado, 13 de Junho de 2009

O Hugo

Há dois legados duráveis que podemos transmitir a nossos filhos: um, raízes; outro, asas.
(Hodding Carter)



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Hoje o meu filho fez anos.
Por essa razão, o meu post de hoje é-lhe inteiramente dedicado.
Foi precisamente há 29 anos atrás, numa Sexta - Feira, 13, às primeiras horas do dia de Santo António e depois duma viagem atribulada tentando "furar" o intenso trânsito das ruas de Lisboa, que ele veio ao mundo. Em plena noite de Santo António, pelas ruas e avenidas da cidade, havia um enorme movimento de pessoas e automóveis, que tentavam chegar aos bairros populares em busca de divertimento. Na Avenida da Liberdade, desfilavam ainda as Marchas Populares enquanto o meu pai atravessava Lisboa, apitando por entre gente que festejava, procurando o itinerário possível para a clínica.
- Eu e o meu filhote no jardim cá de casa -
Este ano, foi o último aniversário que festejou enquanto solteiro. Por isso, juntámos a família mais chegada tanto da parte do Hugo com da parte da Ana Filipa (a noiva), num almoço informal, onde reinou animação e um intenso calor (humano e climático).
Parabéns filho!


Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Feira das Freguesias


A diversão é necessária a uma vida humana.
(S. Tomás de Aquino)


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Após mais uma ausência forçada, cá estou de regresso. Fui até "à terra", mas desta vez não estive de férias. Fui por obrigação.
Por essa razão, ainda aqui não tinha feito alusão à próxima Feira das Freguesias a decorrer durante os dias em Arganil.
Como não posso estar presente, deixo aqui o repto para quem puder.
Desloque-se à sede do nosso concelho e participe neste evento. Vá apoiar, entre outros, o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, o Grupo Etnográfico Raízes de Sobral Gordo e a União Recreativa Musical Pomarense que irão colaborar na animação da feira, representando a freguesia de Pomares.



Aqui fica o Programa. Aproveite!






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Lourdes III


A religião é tão boa companheira na adversidade como excelente conselheira na ventura.
( Marquês de Maricá)


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Chegados ao último dia em Lourdes, iniciámos a manhã com as visitas ao Museu de Tesouros do Santuário e à Basílica, ou antes às três basílicas que se foram construindo, ao longo dos tempos: a Cripta, a Basílica do Rosário e Basílica de Nossa Senhora da Conceição.



- A Cripta -



- A Basílica do Rosário -




- A Basílica de Nª. Sª. da Conceição -




Entretanto na Basílica Pio X, iniciavam-se as cerimónias de encerramento da Peregrinação Militar Internacional em Lourdes. Seguimos então para o local, onde todos os elementos das Forças Armadas dos vários países intervenientes estavam reunidos, bem como uma imensidão de pessoas que assistiu à Santa Missa de encerramento.




- A Basílica Pio X, durante a Missa de Encerramento -




Nesta Basílica, existem vários painéis representando imagens religiosas. Mesmo à nossa frente, tínhamos um representando Nª. Sª. de Fátima e os pastorinhos Francisco e Jacinta.Terminadas as cerimónias religiosas seguimos para o hotel. Ali almoçámos, despedimo-nos dos elementos da organização que ainda lá ficaram e iniciámos a viagem de regresso.

- O Adeus a Lourdes rumo aos Pirinéus -


Já aqui referi que, no hotel e em todos os estabelecimentos em que entrávamos, a presença de funcionários portugueses era uma constante. Também em todos os locais por onde nos deslocávamos, cruzávamos frequentemente com turistas ou peregrinos portugueses. Poucas vezes ouvi falar francês, pois até a população francesa tentava falar a nossa língua, talvez pela influência dos muitos emigrantes que ali trabalham.

Ao fim destes intensos dias que passámos em Lourdes, ficou uma enorme vontade de voltar.


-Um dos painéis da Basílica do Rosário -





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Lourdes


Se os homens são tão maus com religião como seriam sem ela?
Benjamin Franklin)


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O segundo dia em Lourdes começou cedo. Logo após o pequeno almoço, seguimos em desfile, conjuntamente com os militares portugueses, até à igreja onde ia ser celebrada a Missa portuguesa.


- Desfile a caminho da Igreja -


Pelo caminho éramos ovacionados por emigrantes portugueses, que nos saudavam acenando com bandeiras e gritando o nome de Portugal. Para além dos representantes de todos os ramos das nossas Forças Armadas, estiveram presentes na Missa presidida pelo Bispo D. Januário Torgal Ferreira, muitos outros portugueses.




- O Sr. Bispo das Forças Armadas -


Depois da Missa, seguimos para junto da Basílica onde tirámos uma fotografia com toda a comitiva portguesa, após a qual seguimos para a Via Sacra. Foi um momento de intensa religiosidade e algum sacrifício. O percurso difícil, estende-se por uma íngreme encosta e, já perto do meio dia, o forte calor do Sol de trovoada incomodava, mas não nos demoveu. Sempre que havia uma paragem, refugiavamo-nos sob a sombra das árvores e ganhávamos ânimo para prosseguir.


- Parte do grupo durante a Via Sacra -

No final, regressámos ao hotel para o almoço. À tarde, o guia partiu um grupo à descoberta da cidade, tentando mostrar-nos o que de melhor ela tem no pouco tempo de que dispúnhamos.
A primeira visita foi ao Museu de Cera de que gostei bastante. No final, no último andar do edifício onde este se situa pudémos apreciar a beleza da paisagem local .




- Vista parcial da cidade, a partir do Museu -


Seguimos depois para o Cachot, uma antiga prisão que depois de desactivada passou a servir de habitação dos pobres. Foi aí, numa pequena divisão que habitou Bernardete com os pais e irmãos, numa época difícil de suas vidas.
Dali, partimos para uma curta visita à igreja paroquial, onde se encontra para além da pia baptismal onde Bernardete foi baptizada, uma espectacular colecção de vitrais.




- A Igreja paroquial de Lourdes e alguns dos seus vitrais -



Finalmente, dirigimo-nos para o castelo onde nos foi dado apreciar o Museu etnográfico e uma demonstração do folclore local.

- Grupo de folclore local -


Subimos ao ponto mais alto do castelo para ter uma panorâmica da cidade e arredores e, no percurso, apreciámos também, uma aldeia em miniatura, representando algumas das quintas mais famosas de França.

Já cansados iniciámos o caminho de regresso ao hotel, pois a hora do jantar aproximava-se e os franceses exigiam pontualidade.


- Miniatura duma das quintas construídas no interior do castelo-



Após o jantar, seguimos para o recinto onde iria começar a Procissão de Velas onde sofri a única desilusão desta peregrinação. O recinto era um mar de pessoas que se atropelavam para não se perderem dos seus grupos. Nós tínhamos combinado encontro após a procissão, para o caso de nos perdermos. No entanto devido às diferentes cores das fardas dos militares de cada país, mantivémo-nos sempre juntos. Por azar, o local destinado para os portugueses, era dos últimos a poder entrar na Procissão e, já ela regressara ao ponto de partida quando nos deram entrada. Mesmo sem sair do local, fizémos as nossas orações com a mesma devoção.


- O andor de Nossa Senhora no início da Procissão,

passando por entre a multidão de fiéis -



Antes do regresso ao hotel, fizémos uma ronda pelas ruas da cidade, que foram então invadidas por toda aquela multidão. Grupos de militares dos diferentes países desfilavam, outros paravam e tocavam fazendo as delícias de quem por eles passava. Alguns não resistiam a um pezinho de dança e iam buscar as pessoas que assistiam.

Foi uma noite de muita alegria, de muita animação e sobretudo, muita cerveja...



- Aspecto da multidão espalhada pelas ruas -





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Lourdes


Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos conosco, nunca o encontraremos.
(Ralph Emerson)



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Após a saída de San Sebastian, o tempo foi melhorando e a chuva parou. Passada a fronteira seguimos em direcção ao nosso destino: Lourdes.
Enquanto viajávamos, íamos apreciando a paisagem à nossa volta. Em grande parte do percurso, tinha características rurais com grandes extensões de terreno plano, noutra os animais pastavam à vontade. Passámos também por várias povoações, onde as habitações com seus telhados bastante inclinados, nos deram a percepção de que atravessávamos uma zona de chuva e neve abundantes.
Chegámos a Lourdes ao fim da tarde e deparámos com uma pequena cidade , situada a 420 metros de altitude, num vale com uma vegetação luxuriante, atravessado pelo rio Gave com uma corrente impetuosa, que embelezavam ainda mais a cidade. Lá no alto, os Pirinéus apresentavam-se cobertos com um bonito manto branco, cujo degelo ajudava a engrossar o já forte caudal do rio.
O movimento era intenso, o que obrigou o condutor a contornar a cidade, para fugir aos engarrafamentos. Enquanto o fazíamos, íamos avistando alguns desfiles militares que já decorriam pelas ruas anexas ao Santuário.




- Militares dos vários países desfilavam pelas ruas de Lourdes -

Muitas pessoas passavam e paravam para os ver passar. Muitas lojas de artigos religiosos e outro comércio estavam repletas de gente. Finalmente, o majestoso santuário mariano construído sobre a rocha, apareceu frente aos nossos olhos. Os reflexos solares do fim da tarde incidindo na coroa e painéis dourados davam-lhe uma imponência ainda maior.



- O Santuário de Lourdes, ao final da tarde -


O hotel ficava muito próximo e após alojamento fomos jantar. A partir da nossa chegada passámos a ter a companhia do Bispo das Forças Armadas D. Januário Torgal Ferreira, pessoa muito simpática, acessível e sempre com palavras bem humoradas para cada um de nós. Estávamos em terreno francês, mas logo no hotel começámos a ser recebidos por funcionários portugueses. Após o jantar, toda a comitiva partiu à descoberta do Santuário. Seguimos de imediato para a gruta onde a Virgem apareceu à pastorinha Bernardete. Ali, cada um de nós tomou conhecimento do local, esteve algum tempo em recolhimento e molhou as mãos na água de Lourdes, famosa pelas suas curas.


- Gruta onde a Virgem apareceu a Bernardete -


Seguimos depois para o recinto do Santuário, local muito bem arranjado, ladeado por esculturas representando cenas relacionadas com Bernardete.

- Estátuas representando Bernardete

e as suas ovelhas, ladeando o recinto -

Fomos então à procura da Basílica Pio X. Descemos uma rampa, onde pudémos apreciar belos quadros , representando cenas religiosas e, no final, deparámos com um extenso espaço subterrâneo, capaz de albergar um grande número de fiéis.

Como estavam a decorrer cerimónias religiosas, estivémos um pouco em oração e seguimos depois para a Igreja de Santa Bernardete, percorrendo o restante recinto e atravessando a ponte sobre o rio.

- Basílica Pio X -

Feito o reconhecimento do local, terminámos o dia regressando ao hotel. Pelo caminho, ainda fizémos algumas visitas ao comércio local, onde fomos quase sempre atendidos por emigrantes portugueses, que nos saudavam efusivamente. Sentimo-nos quase em Portugal.

- Vista nocturna do Santuário de Lourdes -






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



terça-feira, 2 de Junho de 2009

Viagem a Lourdes: Burgos e San Sebastian

Para viajar basta existir.
(Fernando Pesoa)





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Vou finalmente continuar a descrição da minha última viagem. Fiquei na saída de Valladolid. Partimos então a caminho de Burgos, com uma manhã solarenga, mas muito fresca.
Ali permanecemos apenas o tempo suficiente para fazermos uma visita à sua lindíssima Catedral, a terceira maior de Espanha, onde se encontra o túmulo do famoso herói da cidade, El Cid.
Iniciámos a visita atravessando o Arco de Santa Maria .





- Arco de Santa Maria -



Deparámos então com um espectáculo gótico de rara beleza. Sou suspeita nas minhas considerações, pois este é o estilo arquitectónico que mais admiro. Perco-me nos soberbos rendilhados feitos na pedra, nas magníficas e coloridas rosáceas, nos arcos ogivais, colunas e abóbadas.





- Catedral de Burgos -



O interior desta catedral é muito bonito, mas não a pudémos apreciar devidamente nem aos outros monumentos da cidade, devido à escassez de tempo. O almoço estava já marcado para San Sebastian e tínhamos ainda muitos quilómetros para percorrer.






- Eu e o Fernando no recinto junto à Catedral -



Após a visita e as fotografias de praxe, seguimos então em direcção ao País Basco.
Durante o percurso, a paisagem foi-se alterando. Entrámos então numa zona mais elevada, que cruzámos através dos túneis ali existentes, que tornaram a distância a percorrer bastante mais curta e atravessámos a verdejante região dos pastores.





- Região espanhola mais elevada -





Aos poucos, também o clima se foi alterando e, à chegada a San Sebastian, já chovia. No entanto, a chuva não foi suficiente para nos impedir de apreciar esta bonita cidade, enquadrada numa magnífica baía em forma de concha, junto ao Mar da Biscaia.







- Entrada em San Sebastian, chovendo copiosamente -



O almoço estava marcado num hotel panorâmico, com uma excelente vista sobre a cidade. Após o almoço, apenas nos foi possível dar uma pequena voltinha pela cidade e dirigimo-nos para a fronteira com França.







- A Baía da Concha vista da varanda do hotel-




Deixámos Espanha para trás, ficando com a noção que a limpeza, a conservação da arquitectura, e dos aspectos históricos, são uma constante no país vizinho. Os espanhóis, têm um grande património e conservam-no orgulhosamente.

- Passeio em S. Sebastian -




Em tempos, era costume dizer-se em Portugal: De Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos. Este ditado, completamente ultrapassado, devia ser alterado, pois de lá recebemos bons exemplos que deveríamos seguir, em especial no que respeita à conservação do nosso património.





- O adeus a San Sebastian -







Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Dia Mundial da Criança



Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a.
(Goethe)



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Hoje, Dia Mundial da Criança que mais poderia eu querer? Tenho comigo a Leonor que continua a encher os meus dias de alegria, ternura e também algum cansaço, mas cansaço bom...
Neste dia, enquanto me lembro de todas crianças que sofrem, por esse mundo fora, deixo uma poesia de Cecília Meireles e para contrastar, uma fotografia que tirei, esta manhã com a Leonor.


Criança
Cabecinha boa de menino triste,

de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles





- A Leonor, eu e a perna da Barbie -





Obrigada pela sua visita. Volte sempre.






domingo, 31 de Maio de 2009

Nossa Senhora das Necessidades


O crente transcende a verdade da sua própria inteligência.
(São Tomás de Aquino)



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Não, não fiquei em Valladolid. O meu computador é que me pregou uma partida e teve que ir fazer uma visitinha à loja da esquina, para o porem na ordem... Agora penso estar tudo bem com ele e antes de continuar a descrição da peregrinação que fiz a Nª Sª de Lourdes, vou escrever sobre uma festa que se realizou hoje, também em honra da Virgem, num local emblemático da serra do Açor, o cabeço do Colcurinho.
Diz-se que há muitos anos atrás N. Sª das Preces apareceu a uns pastorinhos nesse local situado a uma altitude de 1242 metros. Não há registos escritos sobre este assunto que nos possam dar uma certeza de como tal aconteceu, mas sabe-se que no monte do Colcurinho existiu uma pequena capela onde era difícil chegar e que por falta de manutenção, acabou por ruir. Conta-se também que, a imagem foi mudada para vários locais onde os acessos facilitassem a presença dos crentes, fixando-se finalmente no Vale de Maceira, onde foi construído um grandioso santuário.

No entanto, no Monte do Colcurinho, no local onde se consta se ter dado o aparecimento, foi erguida uma nova capelinha muito simples em louvor à Virgem, mas tendo agora o nome de Nª Sª das Necessidades. É também conhecida na região por Nª Sª do Cabeço, ou por Nª Sª do Colcurinho.
Foi neste local que hoje se homenageou a Virgem.
As pessoas das redondezas têm por hábito deslocarem-se para o cabeço do Colcurinho. Ali fazem as suas rezas, as suas promessas ou agradecem alguma vontade satisfeita.
No local pode desfrutar-se do ar puro da serra e duma paisagem de rara beleza. A panorâmica sobre as três Beiras é grandiosa. Muitos crentes levam o farnel, para após as cerimónias religiosas satisfazerem o apetite, que os bons ares despertam, em confraternização com os seus conterrâneos e com os naturais das povoações vizinhas.
Este ano não pude ali estar, mas não esqueço neste dia, os maravilhosos momentos que ali já vivi.




- Grupo de sobralmagrenses no cruzeiro junto à capelinha
de Nª Sª das Necessidades, há muitos anos atrás-

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







terça-feira, 26 de Maio de 2009

Viagem a Lourdes: Valladolid

Andar por terras distantes e conversar com diversas pessoas torna os homens ponderados.
(Miguel Cervantes)


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Ao final da tarde do primeiro dia de viagem chegámos a Valladolid, uma cidade que em tempos foi capital de Espanha e que organiza anualmente, o famoso festival de cinema de Valladolid. Atravessámos o rio Pisuerga, um dos afluentes espanhóis do rio Douro e dirigimo-nos de imediato para o hotel, situado no centro da cidade.





Após acomodação nos quartos, foi-nos servido o jantar e, como o tempo tinha estado bastante agradável durante o dia, resolvemos fazer um passeio pela zona da cidade onde estávamos instalados.
Passámos junto à Casa Cervantes. Nascido numa localidade próxima de Madrid, viria a falecer em Valladolid, numa casa que agora serve de Museu. Parámos durante algum tempo numa bonita praça, onde a iluminação destacava a beleza dos monumentos.






No entanto, o tempo refrescou bastante e o cansaço falou mais alto. Assim, não nos aventurámos muito e regressámos ao hotel para um sono rápido, pois o dia seguinte iria ser longo e teríamos que nos levantar bem cedo.






Na manhã do dia seguinte, logo após o pequeno almoço iniciámos a viagem programada.
Nesta cidade, onde permanecemos apenas durante a noite, a perspectiva que tivémos foi apenas a que nos foi dado observar a partir do autocarro, durante o percurso desde a entrada até ao hotel e, no dia seguinte, desde o hotel até à saída. Deu para perceber, que também aqui a limpeza e a conservação imperam e que a cidade é bastante mais movimentada que as duas anteriores.
Ficou a vontade de voltar um dia para uma visita mais pormenorizada.






Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Viagem a Lourdes: Salamanca

Quem está acostumado a viajar, sabe que sempre é necessário partir algum dia.
(Paulo Coelho)


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Continuo hoje a escrever sobre o primeiro dia da viagem para Lourdes.
Logo após o almoço, fizémo-nos à estrada em direcção a Salamanca, uma cidade espanhola situada nas margens do rio Tormes, muito rica em monumentos de vários estilos arquitectónicos.
Passámos ao lado duma bonita ponte romana e dirigimo-nos de imediato para o ponto de encontro de Salamanca, a emblemática Plaza Mayor, de estilo barroco, construída em princípios do século XVIII , local de visita obrigatória. Nesse dia, estava ocupada pela Feira do livro, pelo que não se pôde admirar na sua plenitude a grandiosidade do local. No entanto pudémos apreciar alguns pormenores desta magnífica praça, enquanto nos distribuímos pelos diversos cafés saboreando um café expresso ou um gelado.
- A Plaza Mayor de Salamanca -


Seguimos depois para um passeio a pé, em que nos foi dado apreciar alguns dos mais bonitos edifícios do centro histórico desta cidade:

A Universidade Pontifícia:


- Fachada da Universidade -


A Casa das Conchas, um edifício gótico de finais do século XV a princípios do século XVI.



- Pormenor da fachada da Casa das Conchas -

A Catedral Velha (Sec. XII) e a Catedral Nova (Sec. XVI), ligadas entre si, sendo a primeira mais baixa que a segunda.

- As torres das duas catedrais -
Por fim, regressámos à camioneta que nos conduziria à cidade seguinte, deixando para trás mais
uma bonita e limpa cidade, com um valioso e bem preservado património.

- A Catedral Nova de Salamanca -



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







domingo, 24 de Maio de 2009

Viagem a Lourdes: Ciudad Rodrigo

As viagens dão uma grande abertura à mente: saímos do círculo de preconceitos do próprio país e não nos sentimos dispostos a assumir aqueles dos estrangeiros.
(Montesquieu)


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Tal como prometi ontem, vou iniciar uma série de postagens acerca da Peregrinação Militar a Lourdes, em que participei.
Partimos numa manhã de clima um pouco incerto, mas com a indicação de que na região de Lourdes o tempo iria estar chuvoso e bastante frio. Percorremos o caminho que nos separava de Espanha sem chuva e em ambiente de boa disposição, tentando travar conhecimento com os outros participantes na viagem.
Ao passar a fronteira, não foram as antigas instalações alfandegárias, não nos aperceberíamos de que acabávamos de sair do nosso país e estávamos já em terras de nuestros hermanos.
Por momentos, lembrei-me doutros tempos e doutras viagens feitas no passado. Na altura, tentávamos esconder dos guardas fronteiriços algumas compras que fazíamos enquanto uns faziam de conta que não viam e outros moviam autênticas perseguições aos contrabandistas.
Lembrei-me também de todos aqueles que, em busca de melhores condições de vida, emigravam e passavam a salto a fronteira, sabe Deus em que condições.
Continuando à viagem, chegámos a Ciudad Rodrigo à hora do almoço. Atravessámos o rio Águeda e parámos junto à zona histórica da cidade.




- Cidade Rodrigo: Castelo e Catedral-


O almoço foi-nos servido num excelente hotel, situado no interior das muralhas do castelo Henrique II, situado numa escarpa de onde podíamos usufruir duma excelente panorâmica sobre a região envolvente.




- A Catedral de Santa Maria -


Já com o estômago aconchegado, ainda pudémos apreciar o exterior da Catedral de Santa Maria, um magnífico templo construído entre os anos de 1165 e 1550 e algumas fachadas muito bem conservadas, de antigas habitações.
Saímos do castelo, atravessando uma das portas da sua bonita muralha medieval, em direcção à camioneta que nos conduziria à próxima paragem.
Ficou então para trás, uma bonita e bem cuidada cidade, onde o seu património se encontra muito bem preservado.



Obrigada pela sua visita. Volte sempre.