terça-feira, 28 de Abril de 2009

O Meu Jardim

Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera.
(Che Guevara)




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Com a chegada da Primavera, comecei a pensar no meu jardim. As ervas daninhas proliferaram bastante durante o Inverno e, apesar de as ir arrancando sempre que eu ou o marido podíamos, já há algum tempo que precisavam duma atenção redobrada. Como as flores já começavam a desabrochar, iniciámos, mais a sério, esta tarefa.

O jardim está a ficar lindo, pois nesta época o colorido das flores valoriza bastante o espaço. Daqui por uns tempos, decerto se vai apresentar em todo o seu esplendor.
Durante os primeiros dias, o cheiro agradável das laranjeiras em flor aromatizava o ambiente, o que tornava o trabalho mais agradável.






Nos últimos tempos temos contado com a companhia das aves que fazem vôos rasantes sobre as nossas cabeças e que nos acompanham com as suas alegres cantorias. Pombas, melros e pardais apoiam-nos com os seus chilreios constantes. De vez em quando as gaivotas sobrevoam também o local, anunciando o mau tempo que nalguns dias nos tem dificultado o trabalho.








Obrigada pela sua visita. Volte sempre.







segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Pão de Ló

Gastronomia é comer olhando pro céu.
(Millôr Fernandes)


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Ontem, Domingo, foi dia de receber a família.
Apeteceu-me fazer um bolo e veio-me à lembrança o pão de ló da minha mãe, que ela fazia com a receita tradicional do Sobral Magro.
Pela minha frente desfilaram então imagens do passado e recordei-me das vésperas da festa, em que várias pessoas se juntavam nos fornos comunitários, para fazerem os bolos que iriam servir de sobremesa durante os dias que se seguiam. Um deles era o pão de ló, que na região se chamava "pão leve". A receita eu não aprendi. Era criança e ainda não tinha interesses culinários, mas parece que ainda estou a ver a minha avó e as filhas ( a minha mãe, a tia Ilda e a tia Leonilde) juntamente com as vizinhas Anunciação e filha Idalina, que batiam todos os ingredientes dentro dum alguidar, durante muito tempo. Nessa época ainda não havia luz eléctrica no Sobral Magro e não se utilizavam batedeiras.
Entre cada brincadeira, eu e as minhas primas vínhamos para junto das senhoras, para ver se o trabalho já estava concluído e podermos rapar a massa que ficava agarrada aos alguidares. Mas elas lá continuavam a bater, rendendo-se quando o braço já doía. Mais tarde, a massa era distribuída por formas, que depois de colocadas sobre uma pá, a minha tia colocava habilidosamente no forno de lenha, que anteriormente tinha sido bem aquecido. Às vezes, colocavam uma folha de couve sobre as formas, para que a massa não queimasse.
Finalmente, eu e as minhas primas podíamos rapar os alguidares. E na minha memória desfilamos todas lambuzadas, devido à avidez com que alimetávamos a nossa gulodice.
Como atrás referi, não conheço a receita, mas conheço o resultado que era delicioso. À falta de melhor, fica aqui a receita dum pão de ló vulgar, que faço frequentemente.





PÃO DE LÓ

Ingredientes:

6 ovos grandes
6 colherses de sopa de açúcar
6 colheres de sopa de farinha
1 colher de café de fermento em pó

Preparação:
Bater as gemas com o açúcar até ficar creme fofo e esbranquiçado.
Bater as claras em castelo firme.
Misturar a farinha previamente peneirada juntamente com o fermento.
Envolver as claras em castelo na massa.
Deitar numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha.
Levar ao forno a 180 graus durante 30 a 40 minutos.
Quando estiver cozido, desenformar e servir depois de frio.





Espero que experimente e que lhe faça bom proveito!




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

domingo, 26 de Abril de 2009

Parabéns Prima

Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.
(Amir Klink)



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Companheira de brincadeiras, amiga, confidente, a irmã que nunca tive faz hoje anos e é a minha prima.
Já aqui escrevi sobre ela e por essa razão não o vou fazer outra vez. De qualquer modo, não podia deixar passar esta data sem lhe dar os meus:




Aniversario - Recados Para Hi5
Hi5Recados.com



E como estamos longe e não lha posso oferecer pessoalmente, deixo aqui uma flor do meu jardim




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sábado, 25 de Abril de 2009

Revolução dos Cravos

O verdadeiro heroísmo está em transformar os desejos em realidades, e as idéias em feitos.
(Alfonso Rodríguez Castelao )



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Há 35 anos, Portugal virou mais uma páguina da sua História. Um grupo de capitães levou a cabo uma revolta que viria a acabar com um período de ditadura fascista e abrindo as portas para a Democracia.


Abril de sim, Abril de Não


Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.


Manuel Alegre

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Uma Flor do Meu Jardim Para Si

A noite abre as flores em segredo, e deixa que o dia receba os agradecimentos.
(Tagore)

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Sem tempo para mais, eis uma das flores do meu jardim para quem visitar hoje o meu blog.

Obrigada pela sua visita. Volte sempre.

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Dia Mundial do Livro


A aprendizagem é um simples apêndice de nós mesmos; onde quer que estejamos, está também nossa aprendizagem.

(William Shakespeare)


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Hoje Dia Mundial do Livro, a melhor forma que encontrei para escrever o meu post, foi utilizar os versos de Florbela Espanca neste seu conhecido soneto, e o som da voz de Luís Represas.







Ser Poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!





Espero que gostem e que este pequeno aperitivo sirva para abrir o apetite para a leitura de todo o livro de Florbela Espanca.


Obrigada pela visita. Volte sempre.


quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Aniversário da Sociedade de Melhoramentos da Freguesia de Pomares

O carácter é a soma de milhares de pequenos esforços para viver de acordo com o que de melhor há em nós.
(Alfred Montapert)



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Dedico a Pomares o meu post de hoje.




A razão prende-se com o facto de ser a sede da freguesia de algumas aldeias "do meu coração" e, porque para mim, é também uma delas. Hoje, em especial, para saudar a Sociedade de Melhoramentos da Freguesia de Pomares, pelo aniversário da sua fundação. Esta associação foi a mentora da formação das Comissões de Melhoramentos que, posteriormente, se foram formando na freguesia.

Na foto seguinte, que retirei do Boletim da Sociedade de Melhoramentos de Pomares, publicado em Agosto de 1988, pelas comemorações do seu 68º aniversário, podemos recordar alguns dos corajosos elementos que formaram a então designada Comissão Central.




Da esquerda para a direita podemos ver:


Em baixo - António Lopes Ferreira, Joaquim Pereira e Henrique Diniz


Em cima: Evaristo Marques dos Santos, Aníbal Mendes de Campos, António Campos, António Cosme e António dos Santos Antunes.
Faço votos para que, os Corpos Sociais da Sociedade de Melhoramentos de Pomares continuem na senda de seus antepassados, contribuindo para um Pomares cada vez melhor.


Uma vez mais PARABÉNS



Obrigada pela visita. Volte sempre.


terça-feira, 21 de Abril de 2009

Do Piódão até à Vide

As viagens são na juventude uma parte de educação e, na velhice, uma parte de experiência.
(Francis Bacon)

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A região da serra do Açor é toda ela bastante bonita e, apesar de ser frequentemente vítima dos fogos florestais, apresenta-se todos os anos na Primavera, coberta por um extenso manto colorido, abrigando pequenas povoações que, depois da floresta ter sido devastada, são visíveis a partir da estrada.
Do passeio que fiz pela Páscoa e sobre o qual tenho vindo a escrever, deixo um slide-show com algumas das fotografias que tirei (com o automóvel em andamento), no percurso entre o Piódão e a Vide.
Espero que gostem. Eu apesar de já ter dado esta voltinha várias vezes, fico sempre com vontade de voltar.








Obrigada pela visita. Volte sempre.

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Foz d'Égua


Os homens fariam maiores coisas se não julgassem tantas coisas impossíveis.
(Malesherbes)

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Este último fim de semana foi passado junto da família mais próxima. Passado mais um ano da minha vida, aproveitámos para programar o próximo. Falámos das férias, da época atribulada que atravessamos e que esperamos ultrapassar de forma serena.
Entretanto, veio à baila o passeio que fiz com o meu filho no passado fim de semana e, corremos para o computador para apreciarmos as fotografias que eu tinha tirado e que, nem ele nem a namorada tinham visto ainda.
De entre elas destacámos os momentos que mais apreciámos e que recaíram na Foz d' Égua, mais propriamente no local situado na confluência das ribeiras da Chã com a do Piódão.
Este local sempre foi muito bonito, pois no Verão existe ali uma praia fluvial de grande beleza,
mas a paisagem que surgiu diante dos nossos olhos foi uma agradável surpresa.
Depois do último incêndio que assolou a região, ainda não tinha passado por ali, mas as imagens que o Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro ( com raízes Chãs d' Égua) me mostrara aguçaram-me o apetite para ver com os meus próprios olhos aquele aprazível local.



Uma família, que penso nem ser natural da região, criou um espaço dum romantismo que mais parece um cenário dum filme. Durante a nossa visita entusiasmámo-nos de tal forma, que fiquei com a ideia de que devemos ter invadido uma propriedade privada.
Se o fizémos, apresento as minhas desculpas ao proprietário daquele idílico recanto que criou no nosso concelho e que, nos últimos tempos, tem atraído para o local muitos turistas.


- Radical, eu? -




Obrigada pela visita. Volte sempre.

sábado, 18 de Abril de 2009

Dia Mundial dos Monumentos e Sítios



Admiramos o mundo através do que amamos.
(Alphonse de Lamartine)


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É do conhecimento público que, actualmente há um dia nacional ou até mundial praticamente para tudo.
Hoje é o Dia Mundial dos Monumentos e Sítios, criado precisamente há 27 anos pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios) e aprovado pela UNESCO na tentativa de dar uma maior visibilidade e motivar para a preservação aos monumentos e sítios.
O local de eleição do concelho de Arganil é o Piódão, que foi classificado como Imóvel de Interesse Público.
Já aqui me referi a esta aldeia histórica onde estive há dias e hoje deixo mais algumas fotografias.



- Eu e o filho -


- O Museu -





- Largo Cónego Manuel Fernandes Nogueira -




- Percurso Pedestre -




- Pousada do Inatel -






Obrigada pela visita. Volte sempre.






sexta-feira, 17 de Abril de 2009

O meu Artesanato

Antes ser censurado por calado do que por falador.
(William Shakespeare)



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Nestes últimos dias tenho andado mais afastada da internet, onde apenas venho ler alguns e mails. No entanto, tenho tentado postar todos os dias, quanto mais não seja para não perder o ritmo. O meu jardim andava há algum tempo a pedir a minha colaboração e todos os momentos livres têm agora outra prioridade.
Entretanto, tenho andado a pensar reformular o blog. Já aqui escrevi que quando o iniciei, tinha vários objectivos em vista, um dos quais eram os meus gostos pessoais. Durante todo o percurso, tenho escrito principalmente sobre a serra do Açor e só de vez em quando escrevo sobre outros dos meus interesses. Para mim é difícil interromper um tema para dar uma ou outra notícia e depois retomar o tema sobre o qual estava a escrever. O mesmo se passa coma música do blog.
Portanto, daqui por uns tempos, quando tiver as minhas ideias mais amadurecidas, explicá-las-ei e, até lá, vou seleccionando algumas fotografias das minhas habilidades.


- Ponto de Arraiolos: Carpete -






- Pintura em chacota - Conjunto de cozinha -



- Pintura: Óleo sobre tela -


- Bordados: Naperon que saiu na ArteIdeias nº 156 -





Obrigada pela visita. Volte sempre.


quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Dia Mundial da Voz

O fruto de cada palavra retorna a quem a pronunciou.
(Abu Shakur )


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No dia de hoje comemora -se o Dia Mundial da Voz. Este dia tem por finaldade chamar a atenção de todos nós para as alterações que podem acontecer e os cuidados a ter, para manter o nosso órgão vocal em boas condições de saúde.
Para ilustrar o meu post de hoje escolhi duas vozes que muito aprecio. Espero que gostem também.






(Para ouvir, desligue a playlist.)

Obrigada pela visita. Volte sempre.

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Mar


A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.
(Gandhi)


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Terminei mais um quadro que vou partilhar com quantos passam pelo blog. Desta vez, inspirei-me numa foto da net e juntei um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen.



Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós

E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.





Obrigada pela visita. Volte sempre.

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Piódão



Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.
(Albert Einstein)


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Tal como escrevi no post anterior, no passado fim de semana, fui com o meu filho dar uma voltinha pela serra para mostrar a região à minha futura nora.
Sendo um dos ex-libris do concelho de Arganil, o Piódão, uma das aldeias históricas de Portugal e classificada como Imóvel de Interesse Público, era uma das visitas obrigatórias.
Apesar de o dia estar a ameaçar chuva e na vizinha serra da Estrela estar a nevar, nada nos demoveu. Como esta povoação fica situada relativamente perto, numa encosta do outro lado da montanha onde se situa o Sobral Magro, a viagem não seria demorada e lá fomos.



- O Piódão -

À chegada deparámos com um intenso trânsito. A estrada estreita e sinuosa apresentava um movimento a que eu nunca tinha assistido, apesar de me deslocar muitas vezes àquela aldeia. O estacionamento tinha-se esgotado no Largo e estendera-se ao longo da estrada, o que provocava um grande congestionamento. O trânsito tornou-se um caos, pois só era possível num dos sentidos e, quando um veículo avançava já aparecia um outro na curva. Foi um avançar e recuar constante até chegarmos ao Piódão.



- Museu do Piódão -


Esta aldeia apresenta nos dias de hoje a sua arquitectura original. As ruas e habitações são feitas de xisto, cobertas de lajes (xisto também), as portas e janelas de madeira pintada de azul . Contrastando com o escuro do xisto, sobressai a Igreja Matriz (século XVII), em honra de Nossa Senhora da Conceição, pintada de branco.


- A Igreja de Nª Sª da Conceição -


A esta como a muitas outras aldeias não chegavam as estradas e os materiais utilizados eram os da região, que nesta zona era predominantemente o xisto.

- O xisto presente nas ruas, nas casa e no artesanato -






Com a construção de estradas, outros materiais substituiram o xisto, pois eram mais baratos e de mais fácil aquisição. As aldeias modificaram-se consoante o gosto e as possibilidades de cada proprietário e perderam a sua identidade.
No entanto, a Câmara Municipal de Arganil aproveitou o facto de ainda serem poucas as casas que fugiam ao tradicional e subsidiando os seus proprietários incentivou-os a devolverem às habitações a sua traça arquitectónica genuína. Proibiu também,a construção de casas que não se enquadrassem na arquitectura da aldeia.



- O Piódão visto da estrada para o Chãs d'Égua -



Podemos dizer que , tirando alguns pormenores que considero menos conseguidos, esta é a aldeia que melhor nos dá uma imagem mais aproximada de como era a arquitectura de quase todas as aldeias desta região da serra do Açor. Quanto ao modo de vida muito se modificou com o turismo que trouxe consigo muitos benefícios, mas também muitos aspectos negativos.
Como em tudo na vida...



- Piódão uma visita a considerar -






Obrigada pela visita. Volte sempre.


segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Via Sacra - Vale de Maceira

É a ressurreição dos mortos que distingue a vida da nossa fé daqueles que morrem sem fé.(Santo Agostinho, Serm. 215, 6)


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Tal como aqui escrevi há dias, fui passar o último fim de semana no Sobral Magro, para fazer compania ao meu pai na visita do cortejo pascal. Desta vez, também foi o meu filho acompanhado pela noiva, que ainda não conhece a região. Sendo ela uma amante da natureza, fizémos questão de lhe mostrar alguns dos recantos mais bonitos da serra do Açor, que irá ter oportunidade de explorar com mais tempo, num futuro próximo.
Como estávamos no final da Semana Santa, um dos locais de visita obrigatória era o Vale de Maceira.
O Vale de Maceira é uma pequena aldeia da serra do Açor, onde todos os anos se realiza uma romaria mariana bem conhecida no país inteiro, sob o nome de Romagem de Nossa Senhora das Preces.
Já várias vezes aqui escrevi sobre este tema e hoje vou apenas deixar um pequeno slide show com algumas fotografias, que se referem às capelinhas com imagens da Via Sacra, um dos pontos de interesse do santuário.
Numa próxima oportunidade, deixarei registos de outros locais deste santuário. Espero que as imagens agucem a vontade para uma visita, se possível nos dias da festa, que apesar de já não se compararem com os tempos das grandes romarias, ainda merecem a nossa atenção.
As fotografias não têm aqualidade que o local merece, mas expressam a vontade que tenho de divulgar uma região do país que muito aprecio e que me traz óptimas recordações.




Obrigada pela visita. Volte sempre.



domingo, 12 de Abril de 2009

Domingo de Páscoa

Páscoa é dizer "sim" ao amor e à vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade.
(Stela Maris Blandino)


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Hoje, Domingo de Páscoa comemora-se a Ressurreição de Jesus Cristo, após a sua morte. É o dia santo mais importante da religião cristã e é comemorado pelos Cristãos com várias cerimónias. Algumas delas caíram já em desuso nas grandes cidades. Uma delas é o cortejo pascal (Compasso), que já se realiza em apenas alguns locais, em especial em povoações do interior, como é o caso da fregesia de Pomares.

- Cortejo Pascal no Sobral Magro -



Os habitantes das aldeias abrem as portas de suas casas para um grupo de pessoas, presididas pelo prior da paróquia ou por um leigo que o substitui. Na sala, uma alva toalha cobre a mesa sobre a qual estão colocadas as dádivas de cada família. Da cozinha exala uma mistura de odores do borrego assado e das filhós acabadinhas de fazer. Chegado o cortejo, o prior ou o seu substituto abençoa as casas , dá a cruz a beijar aos seus moradores e recolhe as dádivas.

Deixo-vos um pequeno video desta cerimónia numa das casas do Sobral Magro. Está um pouco escuro, mas dá para se ter uma noção de como se processa esta cerimónia.








Obrigada pela visita. Volte sempre.


sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Pietá


Mulher, ... eis aí o teu filho.
(João 19:26)



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Pietá

Essa mulher causa piedade
Com o filho morto no regaço
Como se ainda o embalasse.
Não ergue os olhos para o céu
À espera de algum milagre
Mas baixa as pálpebras pesadas
Sobre o adorável cadáver.
Ressucitá-lo ela não pode,
Ressucitá-lo ela não sabe.
Curva-se toda sobre o filho
Para no seio guardá-lo,
apertando-o contra o ventre
Com dor maior que a do parto.
Mãe, de Dor te vejo grávida,
Oh, mãe do filho morto!


Dante Milano






A todos os amigos e visitantes deste blog, desejo uma Santa e Feliz Páscoa . Que esta época sirva para reflectirmos no verdadeiro sentido da Vida.




Obrigada pela visita. Volte sempre. Eu voltarei Domingo.





quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Páscoa na Aldeia



Confessar que nos enganamos é saber que temos um erro a menos.
(Autor Desconhecido)



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Amanhã, vou até ao Sobral Magro, para acompanhar o meu pai neste fim de semana e receber o cortejo pascal em nossa casa.
Em criança, raramente passava a Páscoa na aldeia, pois a época era de trabalho reforçado na pastelaria e o meu pai não se podia ausentar.
Por essa razão não vivi esta quadra nos moldes em que ela se passava na região da serra do Açor, mas a minha mãe contava-me que na Quaresma havia um dia destinado às Confissões. Nesse dia a povoação ganhava mais vida. Vários padres deslocavam-se ao Sobral Magro para procederem à confissão dos fiéis . Das aldeias vizinhas vinham também os seus habitantes para darem cumprimento àquele Mandamento da Igreja. Falava-me também das cerimónias celebradas em latim pelos padres presentes, sendo acompanhados pelo sacristão e assistência.
Como já escrevi aqui, na região serrana, onde a dureza da vida era grande e as posses pequenas, o pão de trigo substituía o folar. No entanto, nas casas das família mais abastadas do concelho de Arganil, fazia-se o bolo doce da Páscoa, do qual fica a receita que encontrei na net:


Bolo Doce da Páscoa



Ingredientes
1 Kg de farinha de trigo
300 Gramas de açúcar
100 Gramas de manteiga
5 Ovos
1 Colher de sopa de sal
1 Cálice de aguardente
Raspa de um limão
Erva doce moída (q.b.)
40 Gramas de fermento de padeiro
Leite (q.b.)



Utilize metade da farinha e o fermento de padeiro, diluído mum pouco de água, para fazer o fermento para a restante massa, amassando estes ingredientes num alguidar com um pouco de leite (não muito, pois não deve ficar muito mole) e deixe levedar durante 45 minutos com o alguidar tapado com um cobertor de lã e em local morno e sem correntes de ar.
Findo este tempo, e em cima de uma mesa polvilhada com farinha ou num alguidar, junte a restante farinha, colocando no meio o fermento preparado anteriormente
Junte a manteiga amolecida, o cálice de aguardente, os ovos com clara e gema, o sal, o açucar, a raspa do limão e a erva doce e vá amassando com as mãos em conjunto até ligar tudo muito bem.
Junte à massa, ao mesmo tempo que amassa, o leite, conforme for necessário.
Esta massa deve ficar brilhante e macia.
Polvilhe um alguidar com farinha e coloque dentro a massa deixando-a levedar durante mais 45 minutos com o alguidar tapado com um cobertor de lã e em local morno e sem correntes de ar.
Após este tempo, molde os bolos boces em forma de bola, tendendo-as.
Pincele os bolos com ovo e leve-os a cozer em forno moderado.


Esta sobremesa ainda hoje faz parte da ementa da época da Páscoa .








Obrigada pela visita. Volte sempre.

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Páscoa

Todas as coisas de que gosto ou são imorais e ilegais ou engordam.
(Alexander Woollcott)





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Durante a quadra que atravessamos, algumas tradições se têm perdido, mas há outras que, com o passar dos anos, se tornaram mais usuais. Refiro-me aos doces próprios da Páscoa.
Hoje em dia, quase todos têm possibilidades de comprar um folar, amêndoas, ou um ovo de Páscoa, mas quando eu era criança, só se comiam quando a madrinha os oferecia. Era hábito as crianças visitarem os seus padrinhos para estes lhes darem o folar, que dependia muito das posses de cada um. Umas vezes era o próprio bolo, outras um pacotinho de amêndoas, mas em algumas aldeias do interior, como acontecia na terra da minha mãe, o folar era apenas um trigo (pão de trigo). Como a broa de milho era o pão que se comia habitualmente naquela zona do país,
o pão de trigo era uma guloseima para quem o recebia.


Nesse aspecto sempre fui privilegiada. O meu pai era sócio duma pastelaria onde se dedicou ao fabrico dos bolos e doces e, na minha meninice apesar das dificuldades, sempre tive acesso a esses mimos.
Na época que antecedia a Páscoa, a azáfama na pastelaria era muito maior do que no resto do ano, só sendo superada pelo Natal. Folares com e sem ovos, amêndoas de várias qualidades ( excepção feita à amêndoa de tipo francês) e ovos de chocolate eram a especialidade da casa. Mais tarde apareceram também os ninhos de Páscoa, feitos com uma massa rica em amêndoa picada. Recheados com doce de ovos e, cobertos umas vezes de chocolate outras de doce e fios de ovos, eram uma delícia, que ainda hoje servem de sobremesa em algumas mesas de Páscoa.




Hoje em dia, apareceram no mercados muitas qualidades de amêndoas e as possibilidades em as adquirir são sem dúvida maiores, mas o sabor que perdura na minha memória é o das amêndoas de chocolate que o meu pai fazia. Numa caldeira de cobre colocada sobre o lume, as amêndoas erama envolvidas em chocolate derretido e, de quando em vez, o meu pai colocava algumas em cima duma mesa de mármore e eu aguardava que arrefecessem, mal contendo a ansiedade, para me poder deliciar.




Obrigada pela visita. Volte sempre.










terça-feira, 7 de Abril de 2009

Petição On- Line

Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido.
(Geraldo Eustáquio)


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Recebi do amigo Rotiv do Blog dos Manteigas, uma informação sobre uma petição a decorrer on-line, contra a intenção do Ministério da Defesa em alienar as estruturas e os terrenos que a Força Aérea ocupava na Torre, em plena Serra da Estrela e que anteriormente pertenciam aos baldios das freguesias de Alvoco da Serra e Loriga (Seia), S. Pedro (Manteigas) e Unhais da Serra (Covilhã).


( Foto retirada da Net )


Eu já assinei porque concordo com as razões invocadas. Se achar que o deve fazer também, assine a petição, AQUI


Será uma forma de colaborarmos para que não apareçam na paisagem da serra da Estrela uns mamarrachos piores dos que já lá estão. Há que devolver a serra aos seus originários donos.




Obrigada pela visita. Volte sempre.





segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Semana Santa

Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.
(Mateus 26.14-15)

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Chegámos à Semana Santa.
Por momentos, passam-me pela memória imagens do passado em que eu, ainda menina, acompanhava a minha mãe e uma vizinha, numa visita às igrejas.
Já não me lembro se eram cinco ou se eram sete as igrejas que visitávamos, mas acho que tinha que ser um número ímpar. À porta das igrejas havia vendedoras ambulantes com raminhos de rosmaninho e, a minha mãe sempre me comprava um.
Fazendo parte duma família católica praticante, esta semana para mim era longa e triste. A televisão, ainda nos seus primórdios, era um bem só possível nas famílias mais abastadas e, em minha casa viviam-se momentos de dificuldades, pois meu pai, sempre insatisfeito em busca de melhores condições de vida, contraíra um dívida para montar um negócio.
A telefonia era o luxo possível , mas durante este período de luto, o que se podia ouvir era apenas música clássica, a que os meus ouvidos ainda não eram seníveis.
Assim, o meu interesse baseava-se nas saídas para visitar as igrejas e na Procissão do Senhor dos Passos, que se realizava na noite de 6ª Feira Santa, saindo da Igreja de Santa Catarina. Apesar de em ambos os casos o ambiente ser de tristeza , sempre era uma forma de sair de casa.
Tanto nas igrejas, como enquanto a procissão passava, a minha mãe ia-me contando os trágicos episódios da agonia de Jesus, que mutas vezes me levava às lágrimas mas que começou a despertar em mim uma religiosidade mais consciente.
Contava-me minha mãe, que a procissão do Senhor dos Passos se ia juntar a outra, vinda duma Paróquia vizinha, onde vinha Nossa Senhora (das Dores ) ao encontro do filho..
Guardo na minha memória a emoção, a devoção e fé patente nas expressões das pessoas distribuídas ao longo do cortejo.
Encontrei um video no You Tube, onde podemos assistir ao encontro do Senhor dos Passos com Nossa Senhora, numa Procissão da Paróquia da Graça, em tudo idêntica àquela em que, mais tarde também participei, quando frequentava a Catequese na Paroquia de Santa Catarina.








Obrigada pela visita. Volte sempre.


domingo, 5 de Abril de 2009

Domingo de Ramos



Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.
(Mateus 21:1-11)



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Hoje, Domingo de Ramos, o calendário litúrgico celebra a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém e marca o início da Semana Santa.

- Entrada de Jesus em Jerusalém -
(Foto que tirei num dos Museus de Cera de Fátima)



É comum os católicos irem à Missa levando um ramo para ser abençoado pelo sacerdote e cuja constituição varia de região para região: folhas de palmeira, ramos de oliveira, alecrim ou loureiro são os mais usados .

Na minha paróquia, distribuem uma folha de palmeira, que depois de benzida, trazemos para casa. Já no Sobral Magro, o ramo é formado por uma ou mais hastes de loureiro, oliveira, e alecrim, que depois é colocado em casa e nas terras de cultivo, servindo de protecção.



- Ramo de loureiro -




Costumes que fazem parte das nossas tradições e que, aos poucos, vão caindo no esquecimento.




Obrigada pela visita. Volte sempre.


sábado, 4 de Abril de 2009

Arroz Doce


A natureza delicia-se na comida mais simples. Todos os animais, excepto o homem, comem um só prato.
(Joseph Addison)


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Hoje, com o fim de semana a decorrer, vou deixar aqui a receita do arroz doce que fazia a minha mãe.


Ingredientes:

0,5 Kg de Arroz
3 l de leite
1 casca de limão
0,5 Kg de açúcar
Canela para enfeitar


Preparação:

Deite o arroz num tacho com água a ferver e deixe cozer durante algum tempo. Logo que o arroz esteja quase cozido, vai-se juntando o leite a ferver, mexendo sempre para não pegar ao fundo do tacho. Adicione o açúcar e a casca de limão, mexa e deixe apurar. Coloque o arroz num prato ou numa travessa e polvilhe com canela fazendo desenhos a gosto.
Serve-se frio.




Bom proveito!



Obrigada pela visita. Volte sempre.

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Um Miminho da Dulce


Se eu pudesse deixar algum presente para si, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo fora. Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria , se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho e a acção. E, quando tudo mais faltasse, eu deixaria, se pudesse, um segredo. O de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída.
( Mahatma Ghandi)



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Hoje a amiga Dulce Costa do Em-Prosa-e-em-Verso, deixou-me um mimo que muito agradeço.



Para receber o prémio é preciso:

- Escrever uma frase, citar um título ou contar uma história sobre seis assuntos nos seguintes segmentos: VIDA, CINEMA, LITERATURA, VIAGEM, AMOR E SEXO;
- Convidar seis colegas de blogs que eu considere femininas e inteligentes;
-Linkar o blog que a convidou;
-Postar as regras para que outros as repassem;
-Inserir o selinho que recebi.

Eis as minhas respostas:

VIDA: Palco, onde cada um desempenha aquele que pensa ser o papel principal;
CINEMA: Magia, sonho, encantamento;
LITERATURA: Alimento da alma, companhia ideal para momentos de solidão;
VIAGEM: Descoberta de pessoas e culturas;
AMOR: Sentimento que dá razão à Vida (seja ele de que tipo for);
SEXO: Momentos íntimos de prazer.

Os blogs escolhidos:
Esta é a parte que não vou conseguir cumprir. Como a maior parte dos blogs que sigo são masculinos, ofereço os restantes prémios a todas as pessoas do sexo feminino que passam, habitualmente, pelo Açor:

Susana -
Salomé -
Filomena -
Norminha -


Obrigada pela visita. Volte sempre.


quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Vida

Pode-se comparar a vida a um livro escrito em língua que desconhecemos.
(Carlos Drummond de Andrade)



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Faço minhas as palavras de Madre Teresa de Calcutá.






A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saboreia-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre.



quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Acidente Fatal na Estrada do Sobral Magro



Os homens são como ondas: quando uma geração floresce, a outra declina.
(Homero)


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A morte parece rondar a freguesia de Pomares, pois na madrugada de ontem faleceu o Manuel Fonseca, residente no Porto Silvado.
Era natural da Gramaça e casado com a Maria Adelaide natural do Porto Silvado, onde fixou residência após a reforma. Era pai do João Pedro e da Susana.

Saíra pela tarde para ir a Pomares comprar tabaco, mas já não regressou a casa. Iniciaram-se então as buscas, que terminaram de madrugada com o aparecimento do corpo já sem vida, dentro do carro que se despenhara num precipício da estrada que liga a sede de freguesia ao Sobral Magro, junto ao cruzamento para a sua aldeia de residência.
O Porto Silvado está em choque. O Manuel era uma boa pessoa, alegre, brincalhão e prestável para toda a gente. Todos os dias após o almoço, estava presente na Casa de Convívio para uma partidinha de cartas, jogo do qual não prescindia. Era um condutor experiente, pois grande parte da sua vida profissional foi passada ao volante dum automóvel, nada fazendo prever uma morte assim.
Neste momento, o seu corpo encontra-se à espera de autópsia e o seu funeral está previsto para amanhã.



- Uma imagem que não se repetirá com o Manuel Fonseca -




À família enlutada, em especial à Maria, à Susana e ao João Pedro envio os meus sentidos pêsames.
Manuel, que a tua alma descanse em paz. Até sempre amigo.

Nota:
Apesar de hoje ser dia das mentiras, este facto, infelizmente, aconteceu na realidade.

Obrigada pela visita. Volte sempre.

terça-feira, 31 de Março de 2009

O "Necas"


Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada.
(Fernando Pessoa)


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Faleceu, ontem em Pomares, o Sr. António Castanheira que todos conheciam por Necas.
Era um amigo desde o tempo em que andava pela freguesia com a aparelhagem do "padre" (como lhe chamávamos).
Lembro-me dele, sentado na varanda da casa da minha avó no Sobral Magro a colocar, num gira discos ligado a altifalantes, a música que trazia a alegria às povoações em dias de festa. E eu, ainda criança, sentava-me junto dele, de olhos arregalados observava a habilidade com que ele colocava a agulha sobre o disco e a música se fazia ouvir, para os pares que rodopiavam no Largo da Barroca.
Ao som dos Conjuntos de Maria Albertina e António Mafra , muitas promessas de amor se trocaram e muitos casamentos se arranjaram.


- Era nesta varanda onde estava a minha avó,
que o Necas “punha a música” -



As aparelhagens sonoras já não abrilhantam as festas, mas o nome do Necas permanecerá para sempre na lembrançados habitantes das povoações da freguesia.
Paz à sua alma.




Obrigada pela visita. Volte sempre.





segunda-feira, 30 de Março de 2009

Travessia Aérea do Atlântico Sul


Nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas.
(Louis Pasteur)


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A 30 de Março de 1922, Gago Coutinho e Sacadura Cabral partiam, de Lisboa com destino ao Rio de Janeiro, a bordo do hidrovião Lustânia. Este foi o início da primeira travessia aérea do Atlântico Sul.
Nesta viagem, foi utilizado experimentalmente um sextante aperfeiçoado pelos dois aviadores, que permitiu a navegação astronómica com uma precisão que nunca anteriormente tinha sido conseguida.




- Preparação da partida para a viagem -
(Imagem do Arquivo Municipal de Lisboa)



Esta viagem, um pouco atribulada destes dois aviadores, terminou no dia 17 de Junho na Baía de Guanabara no Brasil .

Apesar de demoraram na travessia mais de dois meses, o tempo de vôo foi penas de sessenta e duas horas e vinte e seis minutos e teve um papel muito importante na evolução da história da aviação.


Obrigada pela visita. Volte sempre.



domingo, 29 de Março de 2009

Baile da Pinha

Não se compra a amizade de um companheiro a quem as privações vividas em comum nos ligaram para sempre.
(Saint-Exupéry)



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O Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva realizou na passada noite o Baile da Pinha. Depois da experiência do ano passado, fiquei com vontade de estar presente no baile deste ano.



E assim foi. Combinei com o meu marido e um grupo de vizinhos naturais do Vale do Torno e lá fomos até ao Grupo Recreativo da Ramalha, em Almada.
Fomos recebidos da forma hospitaleira a que os amigos do Soito da Ruiva já nos habituaram. O ambiente era familiar, onde todos interagiam de forma ordenada, para que tudo corresse bem durante a noite.





No local que servia de cozinha, um grupo de senhoras cozinhava caldo verde, bifanas e torresmos à moda da nossa região, enquanto os nossos olhos se regalavam perante os petiscos presentes em cima da bancada que servia de balcão. Duas cestas exibiam apetitosos queijos e broas tradicionais da nossa região. Pataniscas, rissóis, pãezinhos com chouriço, queijinhos frescos, arroz doce, tigelada, coscoréis e bolos diversos faziam crescer água na boca, mesmo de quem sofresse de fastio. A dificuldade estava na escolha . Tudo tinha um aspecto apetitoso mas o nosso estômago não tinha espaço para tantas iguarias.





O ambiente era acolhedor e, apesar de ser noite de jogo decisivo de Portugal, que tentava a qualificação para o campeonato do mundo de futebol , os pares rodopiavam, mostrando a sua habilidade para o bailarico, ao som do acordeão da Paula Marques.
Presentes estiveram representantes de várias aldeias da freguesia de Pomares, que se juntaram aos naturais do Soito da Ruiva, nesta noite em que esteve patente a amizade e entendimento existente entre as suas povoações.





Terminado o jogo de futebol, a sala de baile encheu-se por completo e realizou-se então o concurso do baile da pinha.
No final , já a noite ia alta, regressámos a casa satisfeitos por mais uma noite divertida e bem passada na companhia de pessoas de aldeias diferentes, mas que comungam das mesmas dificuldades e anseios.
Obrigada amigos do Soito da Ruiva pela vossa amizade e bem receber.




Obrigada pela sua visita. Volte sempre!