Os afectos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.
(Pitágoras)
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A Leonor nasceu há dois anos.
É a luz dos meus olhos e o seu sorriso ternurento enche-me a alma, mesmo nos momentos mais difíceis.
É para ela o meu post de hoje.



- Azulejo (Prenda para o Dia do Pai) -
A nossa região é fértil em artesãos e, por essa razão, resolvi abrir um tópico neste meu blog, para quem nele quiser colaborar.
Espero que aceitem o meu desafio.
- Peças de cerâmica pintadas por mim -
A região Norte e Centro do país vestiu-se de branco.
- Neve na Serra do Açor -
Esquecer-se da morte e dos mortos é prestar um péssimo serviço à vida e aos vivos.
(Philippe Ariès)
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- Cemitério de Pomares -
Após o enterro, as mulheres seguiam para as suas aldeias; os homens reuniam-se nas tabernas de Pomares onde , por entre copos de vinho e bagaço, conversavam sobre os mais diversos temas.
Rodadas seguidas de rodadas e, muitas vezes, só ao anoitecer regressavam às suas casas. Demoravam muito mais tempo no percurso de regresso, pois alguns deles iam já completamente bêbados.
Era um dia de emoções contraditórias: a tristeza causada pela morte e a alegria do encontro com amigos, misturada com o exagero das bebidas alcoólicas.
Na Segunda Feira, quando acordei, abri a janela e o panorama era este:
As árvores do largo de Sobral Magro, nuas de folhas deixavam ver uma neblina cerrada. Uma aragem fria e cortante gelou-me a cara e as mãos. Não fôra o motivo que me fez ali deslocar e de certo passaria o dia inteiro à volta da lareira.
No entanto, há alturas na vida em que em que o frio é o menos importante e lá fui até ao Vale do Torno.
Na estrada, algumas pessoas estavam já preparadas para também irem ao funeral.

- Adoração dos Magos ( Bento C. Silveira)
- O bolo-rei -Tudo em nós é mortal, menos os bens do espírito e da inteligência.
(Ovídio)
- Miguel Torga -

(Algumas das fotos pertencem a blogues e sites amigos)
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Este, foi o primeiro Natal que a Leonor passou com os pais separados, no entanto não foi por isso que não o viveu intensamente.
Já na fase final da gripe que muito a atacou, foi passar a Consoada com o pai e hoje está de novo connosco.
Ei-la no momento em que abriu os presentes.
Após algum tempo de sofrimento, a tia Maria faleceu.
Ultrapassara já os 90 anos, alguns dos quais vividos arduamente.
Atravessou uma fase em que a vida era bem difícil. Foi a ajuda e a sua casa o abrigo para muitos naturais de Porto Silvado, que vinham para Lisboa em busca de melhor vida.
Foi casada com António Martinho (já falecido também), fundador da Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado e seu presidente durante muitos anos. A seu lado, prestou activamente a sua colaboração à colectividade.
Há alguns anos atrás, fixara a sua residência de férias em Pomares, mas nunca deixou de visitar a sua aldeia natal. Esteve sempre presente em dias de festa, enquanto se pôde deslocar pelos seus meios.
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- Porto Silvado junto ao largo -

(Imagem da Net)


- Mantas e tapetes do Sr. José Martins -
(Foto retirada do site do Chão Sobral)
- Uma manta de fitas -
